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11/12/2022

Para um amigo!

Homenagem a Manuel Poppe:

 As palavras não dizem nada... quando querem dizer tudo.


Buscava o amante a amada para preencher o vazio, resolver a insatisfação. O mesmo buscava a amada no amante. Fugiam de se verem ou tentavam ver-se um no outro?

Manuel Poppe, Novas Crónicas Italianas, Lisboa: Teorema, 1994 p.140.

https://ulysseias.ilcml.com/pt/termo/poppe-manuel/

Itália foi o nosso ponto de contacto. Voe para a sua Roma e as estrelas!

Plácido Domingo - Puccini: Tosca, "E lucevan le stelle"


Para a Maria João
Pavarotti, Una Furtiva Lagrima, Donizetti




Os dois vídeos são cortesia do youtube.



04/09/2018

Perda irreparável - Amor ou desamor?








Amor ou desamor pela História?

O Fogo um dos elementos químicos estudados desde sempre, o fogo que aquece, solda, contribui para a evolução do Homem, também, destrói a Natureza, Casas, Vidas, destrói Memórias. 
Uma simples reacção química faz desaparecer 200 anos e  séculos de História guardados. 
A História que para alguns é tão pouco valorizada, como se comprova nas notícias com a falta de preocupação pela segurança dos edifícios históricos, ou fiscalização sobre a mesma. 
Eis, pois, que desaparece assim a cultura de dois povos, de um povo, de vários e múltiplos povos e identidades. 

As Memórias, a Cultura, pouco importam no imediato. Só quando são irrecuperáveis é que se tornam valiosas.
O dinheiro é para investir de acordo com a "moda" do modelo económico em voga, experiências... interesses... investimento no imediato, no que lucra com horizonte definido.
O mesmo se passa com a Educação, a cultura Clássica está a morrer aos poucos, não interessa porque é difícil, não provoca efeitos estatísticos de acordo com o que se quer provar. Não arde com o fogo, arde com mudanças de secretaria. 
Lamento não ter visitado este museu. Tinha-o na lista para uma futura viagem que ainda não se tinha proporcionado. Jamais o conhecerei. 
Se nada estava digitalizado em lugar seguro, também não pode ser um dia enviado para o Universo, uma quimera que o Homem alimenta.


05/05/2018

Nice, 2015

Nice, 2015

O livro que comecei a ler compreende uma viagem a Roma, a Brasília, à Sicília, à Cróacia e o regresso. Comprei-o por causa do tema e do título: Não se Encontra o que se Procura. O livro é de Miguel Sousa Tavares. Andei uns tempos zangada com este escritor mas gostei deste título...

Se pudesse ter uma vida paralela, gostaria de ter a vida de um caracol, carregando comigo a casa e plantando-a onde houvesse sol e silêncio, onde houvesse mar e espaço, onde houvesse tempo e distância.
Onde houvesse essa improvável e louca hipótese de ser feliz fora do mundo.

( na badana do livro)

Miguel Sousa Tavares,  Não se Encontra o que se Procura. Clube do Autor, SA, 2014.

A fotografia é um nonsense, mas é o Velho Mundo a contrapôr-se ao Novo Mundo...

Desejava ir a Sorrento...

Boa noite!

14/02/2017

naïve

Qual deles escolher?

naïve  - having or showing unaffected simplicity of nature or absence of artificiality;
- unsophisticated;
- ingenuous.

Elena A. Volkova, Young Girl from Sibera. Daqui



10/10/2016

não parava na curva da estrada



Ai se pudesse girar os ponteiros do relógio no sentido contrário.
Ai se pudesse amordaçar a boca e ficar muda …
Ai se pudesse adormecer … e acordar sem ter vivido a última semana!
Ai se fosse outra pessoa que não eu

Como seria feliz!
Não magoaria o outro,
não choraria o vazio,
não sorriria sem vontade.

Poderia rir ao sabor do vento.
Poderia chorar ao sabor da chuva.
Poderia ignorar a verdade.

Viveria a sonhar,
viveria a idealizar
viveria a caminhar… e não parava na curva da estrada.

ana


27/08/2016

Trilhos


Praia das Maçãs 
26-08-16

Trilhos

pedras soltas no caminho
surgem como pedaços soltos do espaço,
que embatem na atmosfera e caem

em trilhos desorganizados
cruzados,
um regresso à Terra-Mãe

ao mar,
ao som do vaivém das ondas,
ao útero
começo da vida.

Degeneração
regeneração
criança
velho.

Roda da vida
em forma de coroa de malmequeres
fenecida no canto da estrada
por apanhar: lágrima.

ana, 27-08-16

08/02/2016

Não fora...

Não fora as minhas flores sorrirem ao sol fugidio, não sentiria o Carnaval. 
Tal como a Colombina de Stuart Carvalhais a lembrar o Carnaval romântico de Veneza, a folia e a tristeza, o amor e a desgraça.
Carnaval o que é?
Um dia de esquecimento, a tragédia final em troca do êxtase fabricado, ...a ilusão, 
das luzes,
das taças de champagne,
dos papelinhos
e serpentinas
             que jazem no chão
                      ao bater a meia noite para
                                   a quarta-feira de cinzas.


Stuart Carvalhais, Capa da Ilustração Portuguesa nº 524, de 6 de Março de 1916 
(Hemeroteca Digital.)



Bom Carnaval!


11/10/2015

Às vezes não temos palavras

para agradecer a beleza que nos vem parar às mãos.
Obrigada!

Sentenças para a 
Ensinança e Doutrina 
Do 
Príncipe D. Sebastião

Edição do Banco Pinto & Sotto Mayor no âmbito, em Lisboa, da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura. Exemplar nº 2144 
Fac-Símile do manuscrito inédito da Casa Cadaval  introdução do Prof. Doutor Luís de Matos


Ho que hé nosso corpo sem alma, isso mesmo hé,  a cidade sem ley.
Tullio Cicero, 

(fls 30)

O infante D. Sebastião futuro rei.


Para o João esta ária da ópera D. Sebastião de Donizetti,
Deserto in Terra

13/07/2015

Passado e o Presente / a Imagem e as Palavras

À Myra, ao João e a José Pinheiro dou os parabéns pelo livro bonito que concretizaram
Ao receber o livro e após a sua leitura sentei-me a pensar: o que é que ele me trouxe, qual o seu impacto? Provocou-me? 
As minhas escolhas recaíram nas imagens e nos versos que apresento. 
Foram as imagens ou as palavras que ditaram a escolha? Foram ambas, contudo, a escrita teve importância, sim. O que me levou a lembrar o filme protagonizado por Juliette Binoche e Clive Owen: Falar de Amor. Nele conclui-se que nem é mais importante a imagem, nem a escrita mas a simbiose perfeita entre as duas. 

Os versos e as imagens que escolhi provocaram o meu sentido estético. Não pude deixar de ligar o presente ao passado, a imagem como reflexo da nossa visão sensitiva e cognitiva, o espelho como reflexo de um eu mais profundo e invisível. 
O PASSADO / PRESENTE, daí a escolha da tapeçaria A Dama e o Unicórnio (Visão) e o Banho, atribuído a Van Eyk, a presença do espelho como a consciência da alma para acompanhar o Reflexo.

REFLEXO
vertigem
queda sem fim
espelho de luz
confronto de mim

Myra Landau e João Menéres, Imagini, Edição www.qualquerideia.com, ( Introdução e textos de José Pinheiro) 2015, p. 17,18 e 19.


.            O banho ou a Toilette, Atribuído a Van Eyk
   https://en.wikipedia.org/wiki/Woman_Bathing_(van_Eyck)
Detalhe da tapeçaria Pastrana, A Dama e o Unicórnio, A visão, Museu de Cluny, Paris.
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:The_Lady_and_the_unicorn_Sight_det1.jpg


Nas imagens que se seguem vi a mulher, centro do amor e da arte. 
Myra escreveu: amar demais dói...amor amor... Escolhi a tela de António Ramalho por causa da cor do atelier onde o escultor cria a mulher/amor e ainda a Eva de Memling que está presente na fotografia e nos versos. A nudez sugerida representa o amor.

MULHER
eva que fora
era eu sem ser
seria ela
sem eu saber?

Myra Landau e João Menéres, Imagini, Edição www.qualquerideia.com, ( Introdução e textos de José Pinheiro) 2015, p.  33, 34 e 35

António Monteiro Ramalho, 
o escultor Alberto Nunes no seu atelier, 1887                      Hans Memling, Eva, c.1485

                      Museu José Malhoa, Caldas da Rainha                   Kunsthistorisches Museum, Viena


14/02/2015

No dia em que se designou de Amor

Um homem de paz faz mais bem que um homem muito erudito.


Thomas Kempis, A Vida Interior.[Livro II da Imitação de Cristo, cap. 1]
(Tradução da versão inglesa, Jorge Pinheiro). 
Carcavelos: Coisas de Ler, 2005, p. 13

Será verdade?



Thomas Kempis foi monge (Agostinho) no mosteiro de Saint Agnetenberg,( Zwolle), de ascendência alemã, ligado ao misticismo. A sua obra mais importante foi A Imitação de Cristo.

A rosa amarela





A minha ária preferida desta ópera

04/12/2014

Do riso

Frans Hals, vários retratos - o sorriso feminino. Os retratos encontram-se no Google.
O pintor consegue captar divinamente o riso/sorriso.

 “Aqueles que mais se riem por fora mais choram por dentro”
Padre António Vieira, in Sónia Salomão, As lágrimas de Heráclito, São Paulo: Editora 34, 2001. 

Portrait of a Woman 1655-60                                                     Isabella Coymans 1650-52


Portrait of a Woman Holding a Fan c. 1640    Isabella Coymans 1650-52

 
Portrait of an old woman in ruff collar, c.1633                 Portrait of a Woman, 1638

Portrait of a woman with approximately forty with entangled hands / Portrait of a Young Woman

  

Catharina Hooft with her Nurse 1619-20                             portrait Sara Andriesch Hessix, 1626








11/09/2014

A flor fora bela

Monserrate [A flor fora bela]


A flor que eu encontrei
já murcha um dia,
tinha vivido, fora bela e feliz.
Encontrei-a sem cor,
sem ilusão, sem esperança.
Chorei-a com muita dor
e vislumbrei que a vida,
é só constituída
por mudança

João Mattos e Silva, Sem Contorno. Lisboa: Edição Excelsior, s.d., p. 28.

Um dia feliz!


08/02/2014

Em diálogo ...

... ou melhor inspirada por João Menéres aqui ficam nenúfares captados no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, em 2012.


Mother, I shall weave a chain of pearls for thy neck
with my tears of sorrow.

The stars have wrought their anklets of light to deck thy feet,
but mine will hang upon thy breast.

Wealth and fame come from thee
and it is for thee to give or to withhold them.
But this my sorrow is absolutely mine own,
and when I bring it to thee as my offering
thou rewardest me with thy grace.

Rabindranath Tagore

Um dos meus tenores preferidos

11/02/2013

Pierrot e mimosas

O Carnaval deste ano teve para mim o encontro com estas flores magníficas a que popularmente se chamam mimosas.
Mimosas da Serra da Lousã, as primeiras que vi este ano,




James Ensor, O desepero de Pierrot, também conhecido como Pierrot Ciumento, c.1910
Kroller Muller Museum

Ciumes

Pierrot dorme sobre a relva junto ao lago. Os cisnes junto d'elle passam sêde, não n'o acordem ao beber. Uma andorinha travêssa, linda como todas, avôa brincando rente á relva e beija ao passar o nariz de Pierrot. Elle accorda e a andorinha, fugindo a muito, olha de medo atraz, não venha o Pierrot de zangado persegui-la pelos campos. E a andorinha perdia-se nos montes, mas, porque elle se queda, de nôvo volta em zig-zags travêssos e chilreios de troça. E chilreia de troça, muito alto, por cima d'elle. Pierrot já se adormecia, e a andorinha em descida que faz calafrios pousou-lhe no peito duas ginjas bicadas, e fugiu de nôvo. 
De contente, ergueu-se sorrindo e de joelhos, braços erguidos, seus olhos foram tão longe, tão longe como a andorinha fugida nos montes. 
De repente viu-se cego - os dedos finissimos da Colombina brincavam com elle. Desceu-lhe os dedos aos labios e trocou com beijos o arôma das palmas perfumadas. Depois dependurou-lhe de cada orelha uma ginja, á laia de brincos com joias de carmim. Rolaram-se na relva e uniram as boccas, e já se esqueciam de que as tinham juntas... 
- Sabes? Uma andorinha... 
E foram de enfiada as graças da ave toda paixão. Pierrot contava enthusiasmado, olhando os montes ainda em busca da andorinha, e Colombina torceu o corpo numa dôr calada e tomou-lhe as mãos. 
Havia na relva uma máscara branca de dôr, e a lua tinha nos olhos claros um olhar triste que dizia: Morreu Colombina! 

Almada Negreiros, "Frisos", Revista Orpheu nº1. Lisboa: Edições Ática, 1971, p.71.


Frank Xavier Leyendecker (1876 - 1924),Arlecchino and Columbina,   
New York  em especial para Manuel Poppe [veja o primeiro link]


A eterna ópera, uma das primeiras que ouvi.

28/09/2012

"Penso che un sogno cosi` non ritorni mai piu"

A sensação que resultou do filme de Woody Allen: Para Roma Com Amor é que tomei  um gelato di cioccolato gostoso.
Saboreei toda a película como se estivesse lá a calcorrear as ruas plenas de flores.

Libretto daqui

Não posso ter a percepção profunda que tem o Manuel Poppe, do blogue Sobre o Risco. Todavia, para além de um passeio que fizera há uns anos a Roma, retornei para viver e conviver com os romanos durante uma temporada breve. Manuel Poppe descreve muito bem a essência do filme, intitulando-o um "Intermezzo". Pelo que me foi dado viver e pelas histórias que recolhi em Roma a sua visão é das melhores que já li.
A cor ocre da cidade, os cheiros por vezes pouco agradáveis, a noite alegre, plena de vida;  o Transtevere tímido e as ruas repletas de pontos de água: fonte da vida marcam sem dúvida uma pessoa. A luz e as sombras são poesia, teatro e encenação constante.

A primeira ópera que conheci, na minha adolescência, foi os Palhaços de Ruggiero Leoncavallo. Apaixonei-me de imediato pela ária Vesti la ggiuba. Depois conheci outras óperas e a eleita passou a ser A Flauta Mágica. No presente há outras tantas que aprecio e me encantam.
Woody Allen não podia deixar de homenagear a ópera que, no filme, ganhou um lugar de destaque através de uma personagem suis generis, um tanto ou quanto felliniana, e mais não digo... Sugiro que vão ver o filme.
Da ópera deixo as duas interpretações que me arrepiam.




A canção Volare é o fio condutor entre as personagens e a cidade e toma um lugar proeminente no final, assumindo forma teatral na Piazza di Spagna.



(...)

Penso che un sogno cosi` non ritorni mai piu`,
mi dipingevo le mani e la faccia di blu.
Poi d'improvviso venivo dal vento rapito,
e incominciavo a volare nel cielo infinito.

Volare, oh oh cantare, oh oh oh oh.
Nel blu degli occhi tuoi blu felice di stare quaggiu`.
E continuo a volare felice piu` in alto del sole
ed ancora piu` su mentre il mondo
pian piano scompare negli occhi tuoi blu
La tua voce e` una musica dolce che suona per me...
(...)

22/01/2011

Saudade do futuro

Marcello Mastroianni, foto retirada da net


Saudade do futuro

Quando somos rapazes, as terras que não conhecemos, e que tanto fantasiamos, parecem-nos cada vez mais belas e misteriosas, inclusivamente mais reais que as cidades onde vivemos. Talvez o fascínio tão profundo de viajar fique para sempre ligado a esta perspectiva fantástica que torna os lugares longínquos ao mesmo tempo misteriosos e mais reais do que os que temos à frente dos olhos.
Segundo Proust, « os paraísos melhores são os paraísos perdidos»

Marcello Mastroianni, Eu lembro-me, sim, bem me lembro, Lisboa: Teorema, 1997, p. 13

Pavarotti - Torna a Surriento!

19/01/2011

Fiz alguns progressos.

Homenagem a Cézanne:
Fiz alguns progressos. Porquê tão tarde e penosamente?
Seria a arte, de facto, um sacerdócio que exige dos puros
que lhe pertençam inteiramente?
x
Carta de Cézanne a Vollard, 9 de Janeiro de 1903
x
Frank Elgar, Paul Cézanne, Lisboa: Editorial Verbo, 1987, p.211
x
Paul Cézanne, Pierrot and Harlequin, 1888.
Oil on canvas. The Pushkin Museum of Fine Art, Moscow, Russia

Leoncavallo, Pagliacci, Canio Luciano, Pavarotti, Teresa Stratas as Nedda, Juan Pons as Tonio, 1994

12/10/2010

Luciano Pavarotti - In Memoriam

Gosto muito deste tenor. Se fosse vivo hoje faria 75 anos. Parabéns!

Una Furtiva Lagrima de L'Elisir D'Amore, ópera de Donizetti, para recordar Luciano Pavarotti que nasceu 12 de Outubro de 1935.



A música que me sai dos dedos ama o silêncio, e a suprema ambição do poeta é integrá-lo no canto

Eugénio de Andrade in Rosto Precário

09/10/2010

Vinheta 17- Celeste Aída - Ggiuseppe Verdi

A vinheta desta semana homenageia Giuseppe Verdi que nasceu a 10 de Outubro de 1813.
x
Cartaz de Publicidade da Ópera Aída, 21 de Abril de 1885,
na Ópera de Budapeste, Hungria



Aída, I Acto trecho:

Radamès, capitano delle Guardie

Io fossi! se il mio sogno
Si avverasse!… Un esercito di prodi
Da me guidato… e la vittoria — e il plauso
Di Menfi tutta! — E a te, mia dolce Aida,
Tornar di lauri cinto…
Dirti: per te ho pugnato e per te ho vinto!
Celeste Aida, forma divina,
Mistico serto di luce e fior;
Del mio pensiero tu sei regina,
Tu di mia vita sei lo splendor.
Il tuo bel cielo vorrei ridarti,
Le dolci brezze del patrio suol,
Un regal serto sul crin posarti,
Ergerti un trono vicino al sol.

Celeste Aída, I Acto, Pavarotti

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