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16/11/2019

Para o João Menéres...

Parabéns, João Menéres!

Da casa de Jorge Amado, Picasso, com um desejo de um final de dia feliz!



Jamais as tardes seriam doces e jamais as madrugadas seriam de esperança. Jamais os livros diriam coisas belas, nunca mais seria escrito um verso de amor. Sobre toda a beleza do mundo, sobre a farinha e o pão, sobre a pura água da fonte e sobre o mar, sobre teus olhos também, se debruçaria a desonra que é o nazifascismo, se eles tivessem conseguido dominar o mundo. Não restaria nenhuma parcela de beleza, a mais mínima. Amanhã saberei de novo palavras doces e frases cariciosas. Hoje só sei palavras de ódio, palavras de morte. Não encontrarás um cravo ou uma rosa, uma flor na minha literatura. Mas encontrarás um punhal ou um fuzil, encontrarás uma arma contra os inimigos da beleza, contra aqueles que amam as trevas e a desgraça, a lama e os esgotos, contra esses restos de podridão que sonharam esmagar a poesia, o amor e a liberdade!

Jorge Amado, Nem a rosa, nem o cravo..., Folha da Manhã, 1945 
(retirado do Pensador)

16/11/2018

Parabéns, João Menéres

Parabéns, João Menéres.
Desejo que tenha um final de dia feliz!

Um jantar sublime com muitos Vivas! :))


Henri Cartier-Bresson, Simiane-la-Rotonde (France, 1969)

Resultado de imagem para grandes fotógrafos

https://vejasp.abril.com.br/atracao/exposicao-de-henri-cartier-bresson/

Ainda para si esta foto de Bresson e a Carmen, pois então. :))


16/11/2017

Para o João Menéres

Agora é que é a valer:
Parabéns, mil graças e felicidades, 
no meio do mar, rodeado pelas pessoas que gosta.





16/10/2017

Para o amigo

João Menéres com o desejo de um dia muito feliz!
Um brinde à amizade, vou adiar os festejos. Está bem? 
 :))


Porque é pequenino aqui vai esta mostra da
Filmoteca da Junta de Castilla y Léon, Salamanca




16/11/2016

Parabéns, João Menéres!

Parabéns, João!
Um dia muito feliz e tão bonito como o de ontem no lançamento do livro.

fotografia de João Menéres, Entre o Ver e o Olhar, p. 22

Estrelas cadentes em forma de flor
enchem o céu de júbilo.

ana

16/11/2015

Para o João Menéres

Parabéns e um dia muito Feliz. :))

Este desenho foi realizado, tanto quanto soube, por um pintor amigo do João para o livro de curso. A fotografia é do João mas eu recortei-a pois não estava em destaque; estava sim, no seu escritório antes da mudança. 
Julgo que agora tem um novo espaço, onde desejo seja muito feliz e tire o melhor partido dele.




À eterna juventude!

O João é um homem generoso, de ideias convictas, com uma energia fabulosa, com bom gosto e sensibilidade. Como o seu signo refere que não gosta de bajulação aqui ficam os possíveis defeitos: poderá ser teimoso (mas qualquer ser exigente o é) e ainda, poderá não gostar de perder um debate, mas quem gosta?

Não sei qual é a fonte donde se abastece mas a água é excelente e fresca. :))

Conte-nos o seu segredo.

Mil parabéns.

Cortesia do Google (a sua Callas)

13/07/2015

Passado e o Presente / a Imagem e as Palavras

À Myra, ao João e a José Pinheiro dou os parabéns pelo livro bonito que concretizaram
Ao receber o livro e após a sua leitura sentei-me a pensar: o que é que ele me trouxe, qual o seu impacto? Provocou-me? 
As minhas escolhas recaíram nas imagens e nos versos que apresento. 
Foram as imagens ou as palavras que ditaram a escolha? Foram ambas, contudo, a escrita teve importância, sim. O que me levou a lembrar o filme protagonizado por Juliette Binoche e Clive Owen: Falar de Amor. Nele conclui-se que nem é mais importante a imagem, nem a escrita mas a simbiose perfeita entre as duas. 

Os versos e as imagens que escolhi provocaram o meu sentido estético. Não pude deixar de ligar o presente ao passado, a imagem como reflexo da nossa visão sensitiva e cognitiva, o espelho como reflexo de um eu mais profundo e invisível. 
O PASSADO / PRESENTE, daí a escolha da tapeçaria A Dama e o Unicórnio (Visão) e o Banho, atribuído a Van Eyk, a presença do espelho como a consciência da alma para acompanhar o Reflexo.

REFLEXO
vertigem
queda sem fim
espelho de luz
confronto de mim

Myra Landau e João Menéres, Imagini, Edição www.qualquerideia.com, ( Introdução e textos de José Pinheiro) 2015, p. 17,18 e 19.


.            O banho ou a Toilette, Atribuído a Van Eyk
   https://en.wikipedia.org/wiki/Woman_Bathing_(van_Eyck)
Detalhe da tapeçaria Pastrana, A Dama e o Unicórnio, A visão, Museu de Cluny, Paris.
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:The_Lady_and_the_unicorn_Sight_det1.jpg


Nas imagens que se seguem vi a mulher, centro do amor e da arte. 
Myra escreveu: amar demais dói...amor amor... Escolhi a tela de António Ramalho por causa da cor do atelier onde o escultor cria a mulher/amor e ainda a Eva de Memling que está presente na fotografia e nos versos. A nudez sugerida representa o amor.

MULHER
eva que fora
era eu sem ser
seria ela
sem eu saber?

Myra Landau e João Menéres, Imagini, Edição www.qualquerideia.com, ( Introdução e textos de José Pinheiro) 2015, p.  33, 34 e 35

António Monteiro Ramalho, 
o escultor Alberto Nunes no seu atelier, 1887                      Hans Memling, Eva, c.1485

                      Museu José Malhoa, Caldas da Rainha                   Kunsthistorisches Museum, Viena


29/06/2015

Acontecimentos que merecem aplauso

Parabéns Myra Landau, João Menéres e Jorge Pinheiro 


Desejo que seja um belo acontecimento.


«Quem sabe ver vê para lá do olhar. Olha para além da vista. Quem sabe ver eterniza pessoas. Fixa lugares. Desvenda sentidos. Antes era nada. Agora são cores e formas. Curvas e rectas. Êxtase e esplendor. As imagens podem impressionar. Alegrar. Seduzir. Podem matar e ser mortas. As imagens são tudo o que se quiser. Porque elas não existem. Somos nós que as criamos.»
Jorge Pinheiro (link)

27/05/2015

Porto, ecos de uma geração. Porto Sentido e "Goa"

A ida ao Porto teve como objectivo ver esta  exposição: 
ecos de uma geração, o homem e a cidade, no Museu Soares dos Reis mas primeiro que tudo conhecer o João Menéres.


João Menéres um dos fotógrafos dos ecos de uma geração junto das suas fotos.


Uma das fotos  do João que me encantaram. Do catálogo.

A Paula Rêgo podia ter pintado uma tela inspirada nesta fotografia

Sala de exposição, panorama geral.

Um dia bem passado, um dia entre amigos.

Obrigada João, Cláudia, Alexandra e M.

Estive com as minhas amigas Cláudia e Alexandra Ribeiro. Conheci a M.
A malandra da Alexandra escondeu-se. A Cláudia também tentou mas eu ainda a apanhei.:))
Livraria Lumière

Ao almoço estivemos três mulheres a saborear a deliciosa comida portuense com um copo de vinho branco verde para nos refrescarmos dos 29 graus, mas desse momento não tenho registo.


Porto, o Casario.


Quando cheguei a casa tinha uma surpresa do Amigo Henrique Antunes Ferreira 
à minha espera:
Goa chegou até mim. Obrigada. Um dia destes a rã voltará aqui.


Também trarei mais apontamentos do Porto.
PORTO  SENTIDO

Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do Pilar
vê um velho casario
que se estende até ao mar

Quem te vê ao vir da ponte
és cascata, san-joanina
erigida sobre um monte
no meio da neblina.

Por ruelas e calçadas
da Ribeira até à Foz
por pedras sujas e gastas
e lampiões tristes e sós.

E esse teu ar grave e sério
num rosto e cantaria
que nos oculta o mistério
dessa luz bela e sombria

[refrão]
Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento

E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa


Carlos Tê e Rui Veloso


16/11/2014

Para um amigo - o melhor entre os melhores. :))

Parabéns João Menéres, um dia muito feliz 
com Henri Cartier-Bresson ! :)) 



© Henri Cartier-Bresson Abbé Pierre - 1994 / Magnum 

Abbe Pierre - 1994 © Henri Cartier-Bresson / Magnum

Fotografia de João Menéres


A vida é como uma valsa,
o João sabe dançar com glória.

15/07/2014

Convite

O meu amigo João Menéres, do Grifo Planante, honrou-me com este convite. 

Muito obrigada. Respondendo:


 O mundo seria muito mais feliz se ...
o homem procurasse a maravilha.

Uma amizade é realmente importante quando ...
a verdade impera.

Paciência e tolerância são para mim ...
da primeira, tenho pouca, daí que o cúmulo da paciência é esperar com um sorriso :)); 
da segunda, aceitar sem reservas as diferenças.

Algo que me irrita profundamente é ...
a soberba.

Acho que as pessoas mais humildes ...
 estão mais receptivas à luz.

Quando o dia amanhece nublado eu ...
recordo Dom Sebastião... e sorrio porque ele trará o sol. :))

Uma qualidade indispensável nas pessoas é ...
saber escutar, observar, dar um abraço nas horas amargas.


Para concretizar a gentileza do João tenho que convidar seis amigas.
Vou fazer por ordem alfabética. À semelhança do que afirmou o meu amigo João, sintam-se à vontade para não aceitar o convite.

1. Cláudia- desafio - um livro para cada deixa -Livraria Lumière
2. Isabel -Palavras Daqui e Dali
3. Jane Gatti -Viver em prosa e verso
4. Margarida Elias - Memórias e Imagens
5. Maria João Falcão - O Falcão de Jade
6. Sandra -Presépio no Canal

 Finalmente para o João e para a Isabel que, entretanto, também me convidou deixo estas
ipomeias exuberantes. :))


04/05/2014

Aprazíveis diálogos I

Inicia-se hoje uma nova rubrica: aprazíveis diálogos. Partindo do Norte, o João, do Grifo Planante, enviou a belíssima fotografia acompanhada com o texto da sua lavra.
Obrigada, João!
À(s) mãe(s) um dia feliz repleto de rosas!*

João Menéres, Noite de S. João


Tranquilamente a grande noite de S. João cai sobre a Cidade.
Nas margens o burburinho  da multidão entusiasmada já se fazia sentir.
O tabuleiro superior da Ponte Luiz I enchia-se de gente, indiferente à passagem do Metro.
Eu, num rabelo transformado em barco de turismo, também indiferente ao jantar que se estava já a servir, só queria viver de forma diferente essa noite tão distinta de outra noite qualquer.
Olhava extasiado para as margens que me abraçavam.
Do lado do Porto, tinha o recorte denteado da muralha fernandina, a cúpula do Paço Episcopal...
Ao fundo, já adivinhava a clarabóia do Palácio da Bolsa e a Igreja de S. Francisco.
As gaivotas, ignorando que era a grande noite, a noite que só teria fim de madrugada quando os rapazes e as moçoilas mergulhassem nas águas da Atlântico, lá para a Foz do Douro, as gaivotas, dizia, recolhiam aos seus habituais poisos nocturnos.
A noite estava cálida : tinha dispensado o habitual orvalho.

Os ranchos cantavam

Por ti meus olhos andaram
Durante a noite perdidos,
De manhã fui dar com eles
Dentro dos teus...escondidos

S. João fica contente
Ao escutar as cantigas...
Que são a alma da gente
Na boca das raparigas...

João Menéres
(Texto e fotografia)
Exultate, jubilate* Mãe: exultação


Stabat Mater dolorosa* Mãe: dor

16/11/2013

Para o João Menéres

Parabéns, João.
Um dia muito feliz. :)
Aqui com Robert Doisneau e Henri Cartier-Bresson


«Se ao fazer um retrato, o que se espera é captar o silêncio interior de uma vítima anuente, é muito difícil introduzir-lhe a máquina fotográfica entre a camisa e a pele...»
18-1-1996

Henri Cartier-Bresson, in O imaginário segundo a natureza. Barcelona: Editorial  Gustavo Gili, 2004, (Tradução de Renato Aguiar) p. 95.

Robert Doisneau, Danse, Serge Lifar, 1944 (link)*


João Menéres Ballet, 1 de Agosto de 2012 (Grifo Planante)

Robert Doisneau, Danseuse, 1950 *


Henri Cartier-Bresson fotografia retirada daqui.
(www.henricartierbresson.org)


19/08/2013

"João Menéres" - inspiração para um retrato

Peço desculpa aos comentadores por mudar a fotografia. (15:32 h)

"João Menéres" - inspiração para um retrato


«O objectivo da arte não é representar a aparência exterior das coisas, 
mas o seu significado interior»

Aristóteles, Citação retirada do livro de Joel Santos, Fotografia, Luz, Exposição, Composição, Equipamento. Famalicão: Centro Atlântico, 2012, p. 17

27/04/2013

A abstração da música ou a Casa da Música

A Casa da Música no Porto rasga a paisagem, torna-se um grito que emerge do solo ao relacionar-se com o casario que o envolve. Bela na sua magnificência, extravagante nos seus gastos, ali se ergue imponente. Não ensurdece, na sua árida pedra ouve-se a límpida melodia.

Casa da Música, Porto

Relacionando esta Casa com uma poetisa "portuense"** , dela registo as palavras que li recentemente:
«A água desempenharia um papel musical, como o acompanhamento duma sinfonia de verdura.»

Porto, 14 de Julho de 2004,
Agustina Bessa-Luís*,  no livro: revelação da água, texto de Agustina Bessa-Luís, fotografia de João Menéres. Porto: Edição, João Menéres, 2005.

Este edifício não tem um ponto que dê um enfoque à água mas a música assemelha-se a essa preciosidade que «sempre foi relacionada com a fonte da vida»*.


[Um livro belíssimo em imagem e em palavras, voltarei a ele, se os autores não se importarem].



**Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã-Amarante.

01/04/2013

Horas e imagens

As horas são primordiais, 
cadenciam o dia, 
orientam o homem, 
marcam a História,
criam o tempo.
[Os sublinhados do texto são  meus].

As Horas* (título meu)
Palácio Atlântico (cerâmica de Jorge Barradas) 
fotografia [do livro] de João Menéres, 


Horas de todos os tempos*
fotografia [do livro] de João Menéres 



[Um belo]  encontro com o Porto, livro de João Menéres 
(27-03-2013)
Obrigada João.

(...)
Na Arte há um encanto que não se sabe.
Procura-se a razão e não sabemos continuar.
A fotografia é uma das Artes mais novas. Arte do Homem moderno.
Um desejado princípio técnico e científico: o registo da impressão
luminosa. Não demorou que o Homem entendesse aí outro processo 
de Arte. O Homem é assim.

A certeza da Arte do João Menéres vem de uma experiência
contínua, de exaltação e enlevo de imaginação.
João Menéres sabe transmitir o fascínio da fotografia.
O seu mundo, perspectivas de sonho, irrepreensíveis e inesperadas.
 A sua obra, como uma continuaão de si próprio.
Fernando Lanhas

* In, João Menéres, encontro com o Porto, 2001, 1ª edição, s/nº p.

23/03/2013

Obrigada

Obrigada João pela gentileza.

Pequena mola

A nossa Pátria pode ser doce.

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