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07/03/2020

Para uma amiga

Parabéns, MR!
Aqui deste lado, após uma ida ao local maravilhoso que assinalo na imagem, decidi deixar esta surpresa.

Capela do Fundador

RETRATO 
de
 uma mulher portuguesa que teve protagonismo 
por ser filha de D. João I e de D. Filipa de Lencastre.

Rogier Van der Weyden, D. Isabel, duquesa de Borgonha, filha de D. João I, c. 1450

Ficheiro:Rogier van der Weyden (workshop of) - Portrait of Isabella of Portugal.jpg


Avizinha-se o dia da mulher (8 de Março), deixo também a homenagem a todas as mulheres, através de D. Isabel que substituiu a mãe, após a sua morte, à frente da Casa das Rendas até se casar com o duque D. Filipe III da Borgonha. 
Parece que foi uma mulher de estado e além disso muito culta.


07/03/2019

Para uma amiga


Para a MR com um desejo de um dia feliz.
Parabéns!

Taça dinastia Qing, 1644, reinado de Qianlong (1736-1796), Palácio da Ajuda, A ROTA MARÍTIMA DA SEDA,Museu da Cidade Proíbida

Não é uma taça para o chá, mas achei-a tão linda que é esta a minha prenda virtual.:))


Natalia Osipova e Edward Watson - Orlando pas de deux, baseado na escrita de Virgínia Woolf, 
Mrs Dalloway

01/01/2019

1 de janeiro: " A cura"

Um novo ano, no imaginário humano todas as esperanças e promessas se renovam, o futuro pode ressarcir o passado... tudo se torna possível no ciclo da vida.
Assim, procuro nas palavras de uma amiga a cura para a Humanidade como mote de iniciação.


(...)
Hoje o que venho pedir-te é a cura para a Humanidade. Os Homens estão doentes. Assistimos a todo o momento a guerras em praça pública e a julgamentos em busca de aplausos: "ele é mau, porque eu sou bom"; "ele não sabe, eu é que sei"; ele isto, eu aquilo... Como se pode sentir bem um homem que julga outro em busca de proveito próprio? E como podem outros aplaudir comportamentos assim? E onde fica a tão apregoada solidariedade? Todos somos imperfeitos, mas o Homem tornou-se egoísta e "apontar o dedo" é, infelizmente, mais fácil e rápido do que olhar para dentro de si. 

Proliferam atitudes como a rivalidade, a inveja, a hipocrisia, a mentira, a falsidade, a má-língua, a corrupção, o oportunismo, a conveniência – uma longa lista. Durante uns dias a Humanidade irá fingir que é Carnaval, colocar as suas máscaras e engalanar-se para as festas. Vai dar-se o mundo embrulhado em laços coloridos de amizade, amor e solidariedade. 
Por isso, Menino Jesus, neste Natal, queria pedir-te que fizesses com que os homens se tornem mais conscientes e melhores, pois, se isso acontecer, o mundo poderá retomar um pouco do seu equilíbrio perdido e seremos todos muito mais felizes.

Graça Alves, Carta ao Menino Jesus

(clique no nome para ver o texto completo)

Com a cortesia do youtube, porém é uma pena estar mal filmado



Aqui fica outro vídeo onde se pode ver bem a expressão corporal do bailarino.

05/01/2018

Da graciosidade e da beleza! (... criaste o céu e a terra)



Que luz é esta que me ilumina de quando em quando e me fere o coração, sem o lesar? Horrorizo-me e inflamo-me: horrorizo-me enquanto sou diferente dela, inflamo-me enquanto sou semelhante a ela. É a Sabedoria, a mesma Sabedoria que bruxuleia em mim e rasga a minha nuvem. Esta encobre-me de novo quando desanimo por causa da escuridão e do peso das minhas misérias. [...] Oiça, pois, a Vossa voz em seu interior, quem puder! Eu clamarei, confiado no Vosso oráculo: "Quão magníficas são as Vossas obras, Senhor! Tudo fizeste na Vossa Sabedoria" (SI 103,24). É ela o Princípio e foi neste Princípio que criaste o céu e a terra.

Stº Agostinho, Confissão, XI,9 = CCL 27, 200.

 Uma interpretação jovial

16/10/2017

Para o amigo

João Menéres com o desejo de um dia muito feliz!
Um brinde à amizade, vou adiar os festejos. Está bem? 
 :))


Porque é pequenino aqui vai esta mostra da
Filmoteca da Junta de Castilla y Léon, Salamanca




03/05/2016

Para a Graça

A beleza das coisas simples lavam a alma.

Rompia a aurora a assinalar o início do dia,
entrelaçada com o perfume da manhã,
para enaltecer os malmequeres.
                                           Colhi-os com delicadeza
 para com eles fazer uma coroa.
                                                   Não era uma coroa qualquer, 
             era uma  coroa para coroar uma amiga.

Parabéns Graça,
um dia muito feliz! :))  


16/04/2016

O nome, um presente especial

Um marcador iluminado, muito bonito, chegou às minhas mãos.
Agradeço a MR.



Junto com o marcador vinha um lápis igualmente bonito com uma citação muito simpática: 
Ana a graciosa.  


Para MR



28/11/2015

As primeiras camélias

A Natureza é absolutamente surpreendente. Enquanto o Outono prossegue com as folhas mortas na maior parte das árvores, outras há que se renovam e brotam com vigor e pujança numa beleza irrepreensível. A árvore da camélia, na sua maioria, ainda verde, salpicada por rosa aqui e acolá revela os ciclos habituais seguindo a ordem das coisas. No jardim ocre, amarelo e castanho o rejuvenescimento pontual faz acreditar na vida.



16/06/2015

Sob os céus de Madrid - Picasso no Prado

Sob os céus de Madrid, o Picasso no Prado.


Los diez picassos que integran la exposición son sin duda las obras más destacadas del artista en las colecciones del Kunstmuseum y constituyen diez ejemplos excepcionales de la evolución de su producción, desde el verano de 1906 –su período “ibérico”, previo a las investigaciones que derivarían en el cubismo– hasta las obras libérrimas y un tanto melancólicas del Picasso final, de 1967, conformando así una suerte de pequeña exposición retrospectiva.
[Site do museu]

A obra do Picasso que me encantou e a qual elegi para primeira, entre as 10 telas apresentadas.

Arlequin sentado, Pablo Picasso, 
Oil on canvas, 130.2 x 97.1 cm, 1923, Kunstmuseum Basel,  1923

Seated Harlequin (Arlequin assis), Pablo Picasso, Oil on canvas, 130.2 x 97.1 cm, 1923, Kunstmuseum Basel, on permanent loan from the City of Basel 1967

O arlequim sentado representa um amigo do pintor Jacinto Salvado vestido de arlequim com um traje que deliciou Jean Cocteau que com ele criou a Ballet Parade De 1901 a 1927  Picasso produziu mais de 50 pinturas com este tema da Comedia della'arte italiana.

 Es una obra del periodo neoclásico de Picasso (1917-1924), en el que vuelve a la representación figurativa tradicional.

... E ainda outras 4 telas que escolhi por mais me agradarem, entre as dez, do Kunstmuseum de Basel.

Los dos hermanos (Les deux frères), Pablo Picasso, Óleo sobre lienzo, 141,4 x 97,1 cm, Gósol, comienzos del verano de 1906, Kunstmuseum Basel, depósito permanente de los ciudadanos de Basilea, 1967, © Sucesión Pablo Picasso, VEGAP, Madrid, 2015.Hombre, mujer y niño (Homme, femme et enfant), Pablo Picasso, Óleo sobre lienzo, 115,7 x 88,9 cm, París, otoño de 1906, Kunstmuseum Basel, regalo del artista al cantón Ciudad de Basilea; depósito permanente de los ciudadanos de Basilea, 1967, © Sucesión Pablo Picasso, VEGAP, Madrid, 2015.

Mujer con sombrero sentada en un sillón (Femme au chapeau assise dans un fauteuil), Pablo Picasso, Óleo sobre lienzo, 130,5 x 97,5 cm, 1941-42, Kunstmuseum Basel, adquirido con una aportación de la Fundación Max Geldner y una contribución extraordinaria del Gobierno en 1967, © Sucesión Pablo Picasso, VEGAP, Madrid, 2015.La pareja (Le couple), Pablo Picasso, Óleo sobre lienzo, 195 x 130 cm, 10 de junio de 1967, Kunstmuseum Basel, regalo del artista al cantón Ciudad de Basilea; depósito permanente de los ciudadanos de Basilea, 1967, © Sucesión Pablo Picasso, VEGAP, Madrid, 2015.

1 - os dos hermanos,  Pablo Picasso, 1906, Kunstmuseum, Basel, d, 1967, 2- Hombre, mujer y niño (Homme, femme et enfant), Pablo Picasso, 1906, 3 - Mujer con sombrero sentada en un sillón, 1941-1942. 4 . La pareja (Le couple), Pablo Picasso, 1967.

Bailado com música de Satie e coreografia de Jean Cocteau

Erik Satie Parade.jpg

Costume design by Pablo Picasso for Serge Diaghilev's Ballets Russes performance of Parade at Théâtre du Châtelet in Paris 18 May, 1917


Youtube: Diaghilev's "Ballets Russes" Ballet "Parade" - 1917, Sets and costumes - Pablo Picasso; Music - Erik Satie;  Scenario - Jean Cocteau; Choreography - Leonide Massine



Boa noite. :))

04/05/2015

O horizonte e o mar, diálogo entre Modiano e Neruda

Pela primeira vez, acudia-lhe à ideia uma palavra: futuro, e outra palavra: horizonte. Naquelas noites, as ruas desertas e silenciosas do bairro eram linhas de fuga que, todas elas, conduziam ao futuro e ao HORIZONTE.

Patrick Modiano, O Horizonte, Porto: Porto Editora, 2011, p. 54.


Modiano vagueia na cidade, entre edifícios de betão, em ruas e encruzilhadas, numa atmosfera de regresso ao passado, As memórias revelam sempre a solidão, os passeios sem rumo, à procura do horizonte. Pablo Neruda faz o mesmo trajecto, porém, nele, o mar é a substância maior. Quando não temos o mar, a cidade pode preencher esse espaço mas o horizonte fica sempre mais longe.


El mar

NECESITO del mar porque me enseña:
no sé si aprendo música o conciencia:
no sé si es ola sola o ser profundo
o sólo ronca voz o deslumbrante
suposición de peces y navios.
El hecho es que hasta cuando estoy dormido
de algún modo magnético circulo
en la universidad del oleaje.
No son sólo las conchas trituradas
como si algún planeta tembloroso
participara paulatina muerte,
no, del fragmento reconstruyo el día,
de una racha de sal la estalactita
y de una cucharada el dios inmenso.

Lo que antes me enseñó lo guardo! Es aire,
incesante viento, agua y arena.

Parece poco para el hombre joven
que aquí llegó a vivir con sus incendios,
y sin embargo el pulso que subía
y bajaba a su abismo,
el frío del azul que crepitaba,
el desmoronamiento de la estrella,
el tierno desplegarse de la ola
despilfarrando nieve con la espuma,
el poder quieto, allí, determinado
como un trono de piedra en lo profundo,
substituyó el recinto en que crecían
tristeza terca, amontonando olvido,
y cambió bruscamente mi existencia:
di mi adhesión al puro movimiento


Pablo Neruda
Homenagem a Maya Plisetskaya que o dia 2 de Maio deixou o nosso horizonte.


Com 61 anos dançava assim:

27/04/2015

Chagall e leituras

Um livro já focado anteriormente, Deslumbra-me, serviu de intermediário entre mim e a ópera Garnier, em particular, renovou o encontro com Chagall. Estive em frente à ópera, fotografei-a mas não pude entrar; ficará, pois, para uma futura visita a Paris.

Palais Garnier, Paris (fotografia minha)


Chagall,  Palais Garnier, Ópera, 1963-64, link


Ópera Garnier (arquitecto Charles Garnier)


Fevereiro de 1973 - Paris

Joan ajoelha num camarote às escuras do terceiro balcão do Palais Garnier, a Ópera, espreitando pela balaustrada d e veludo vermelho. Junto dela há três frágeis cadeiras que sabe que estalarão e tem o cuidado de não as perturbar. As luzes estão apagadas mas o brilho do palco mostra uma profusão de douradas figuras de gesso: divindades serenas, anjos com trombetas. liras, grinaldas, flores, folhas de carvalho, máscaras, colunas coríntias, tudo isto imerso numa profunda sombra, empilhado em redor do proscénio e entre caixas, como muros de uma gruta escarpada e dourada, subindo ao teto redondo pintado por Chagall. com anjos nus e voluptuosas bailarinas e cabras e galinhas e amantes e a Torre Eiffel azul e uma imagem manchada de vermelho do próprio Palais. No centro de tudo isso pende o grande lustre adormecido: um enorme cardo de vidro pendurado ao contrário para secar, obscuramente cintilante.

Maggie Shipstead, Deslumbra-me. (Tradução de Carmo Vasconcelos Romão). Lisboa: Editorial Presença, 2015, p. 95.

Detalhe do tecto de Chagall, fotografia de Johan Framhoul


Na história Joan, a protagonista, encontra Arslan (bailarino russo) a dançar Giselle na ópera Garnier.


Adolphe Charles Adam (1803 - 1856) compôs várias óperas e balaidos, o mais famoso: Giselle.

Roberto Bolle nasceu em 1975 na região de Piemonte, Itália, e é primeiro bailarino no American Ballet Theatre tendo pertencido ao Corpo di ballo del Teatro alla Scala.
(Wikipedia)

13/04/2015

Livros, marcador, flores do jardim


Apresento um livro que encontrei na FNAC e ficará na lista para comprar. Procurei informações. Na editora encontrei este trecho. O título é estranho mas o tema, ballet, interessa-me. Não sei se será um bom livro. Feminilidades... 
Nunca intitularia "Deslumbra-me" a um livro; empregaria, sim, na arte, pois, é o que espero dela.

Setembro de 1977 — Nova Iorque


Nos bastidores, atrás de uma estante metálica, cheia de rolos de cabos, grinaldas de flores de seda e os alaúdes sem cordas do primeiro ato, está um cesto com dois bassets pretos. Estão acordados, mas imóveis, os olhos pequenos e irrequietos, fixos nos bailarinos, que saem do palco a sorrir e a saltar e depois se entregam a uma violenta exaustão, inclinando‑se com as mãos nas ancas, resfolegando como cavalos de corrida. Os bailarinos apanham mãos‑cheias de lenços de papel das caixas presas com fita adesiva nos suportes dos projetores, e limpam o rosto e o peito. O suor bate no chão. Um auxiliar passa a esfregona a cheirar a amoníaco. Começa o pas de deux. As duas estrelas russas ficam sós, sob as luzes, ambos desertores. A superfície do palco tem o brilho embaciado do gelo negro; a resina salpica‑o como neve. (...)
As células continuam a multiplicar‑se. Joan descansa a palma da mão sobre o ventre, tentando adivinhar o local exato em que a vida está lá plantada como um bolbo de túlipa.

Maggie Shipstead, Deslumbra-me. (Tradução de Carmo Vasconcelos Romão). Lisboa: Editorial Presença, 2015, p. 11.

Enriqueci a colecção de marcadores. The Observer descreve o livro como:
«Uma escrita soberba, um romance excelente sobre um mundo fascinante.»

As tulipas foram apanhadas no vaso que está na rua. Tulipas negras.



Svetlana Zakharova e Andrei Uvarov no Japão - Don Quixote. Lindíssimo.
Cortesia do youtube.

08/03/2015

Motivo - As Rosas

No dia Internacional da Mulher - 3 poetizas

A sepal, petal, and a thorn                                   Sépala, pétala, espinho.
Upon a common summer's morn –                       
Na vulgar manhã de Verão –
A flash of Dew – A Bee or two –                          
Brilho de orvalho – uma abelha ou duas –
A Breeze – a caper in the trees –                         
Brisa saltando nas árvores –
And I'm a Rose
!                                                    – E sou uma Rosa!

Emily Dickinson (1830-1886)

(Tradução de) Jorge de Sena, 80 poemas de Emily Dickinson. Lisboa: Guimarães/Babel, 2010*


Para Emily 



Para Sophia

Para Cecília

Sophia de Mello Breyner Andresen- retirado da BNP

Para todas as amigas que por aqui passam: não é uma rosa mas é rosa.

4º. Motivo da rosa

Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.

Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.

Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.

E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.

Cecília Meireles

Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1472 © Luso-Poemas

*Nenhuma poesia do tempo se parecia com a sua, tão insólita, tão abrupta, tão tensa e tão concisa. […] a "liberdade" de Emily Dickinson é extremamente complexa, só entendível em pessoalíssimos termos. Mas, na história da poesia norte-americana, em que as figuras dolorosas ou tragicamente isoladas são tantas, ela avulta esplêndida, igualmente distante dos "profissionais" da poesia ou dos fabricantes dela para consumo doméstico ou público.
Jorge de Sena introdução na antologia: 80 poemas de Emily Dickinson.

Paris Opera Ballet, Agnès Letestu e Stéphane Bullion, Coreografia - John Neumeier

07/01/2014

Afectos / memórias

Edgar Degas, Desenho de bailarina, c. 1877, 
Museo Nacional de Bellas Artes, Buenos Aires (Wikimédia commons)
File:Edgar Degas - Danseuse debout, c. 1877.jpg



Há afectos que nos tocam. Tinha comprado uma bailarina para colocar na árvore de Natal. Gostei da graciosidade.
Uma amiga enviou-me uma bailarina junto com o seu cartão de Natal, um cartão feito por ela. Fez-me sentir muito feliz. Obrigada.
Assim, a minha bailarina já não está sozinha. Desde pequena que adoro ballet. Passei a minha infância num local em que não havia professora. A "aprendizagem" de alguns passos foi feita através de um livro que foi oferecido à minha irmã mais nova. O título era Anita no ballet
O livro enchia-nos os olhos.
Cortesia da net, um livro vendido com cerca de 30 anos.


Edgar Degas, final de Arabesco, 1877, Museu D' Orsay, Paris (wikipedia)

File:Edgar Germain Hilaire Degas 025.jpg



07/07/2013

Gustav Mahler , uma homenagem

Rodin, Gustav Mahler, Museu Rodin, Paris

Click!

Mahler de Rodin, fotografia de Reanaud Camus
Le Jour ni l’Heure 7552 : Auguste Rodin, 1840-1917, buste, 1909, de Gustav Mahler, 1860-1911, plâtre, villa des Brillants, demeure du sculpteur à Meudon, Hauts-de-Seine, Île-de-France, dimanche 12 août 2012, 17:

Hélène Bouchet eThiago Bordin, a minha escolha para homenagear Gustav Mahler que nasceu a 7 de Julho, de 1860, em Kaliště (Praga) na República Checa. 
Adagietto, um movimento, da Sinfonia nº 5, foi escrito por Gustav Mahler em 1901 e 1902. (Wikipedia)



Adagietto de Mahler foi utilizado no filme: Morte em Veneza de Visconti, baseado no livro de Thomas Mann com o mesmo título. Foi com este filme que conheci Mahler, daí o registo.
(Imagem cortesia do google)

A solidão produz a originalidade, a beleza ousada e singular, o poema. Mas também será a fonte de tudo quanto for errado, desproporcionado, absurdo, ilícito. 

Thomas Mann, in A Morte em Veneza

01/05/2013

Bailado

Com o meu agradecimento a Myra (Parole)e a MR  (Prosimetron).

No passado dia 29 de Abril festejou-se o Dia Mundial da Dança. 
Festejo-o hoje juntamente com o 1º de Maio, Dia do Trabalhador, em memória dos que lutaram e lutam pelos seus direitos presentemente tão esquecidos pelos governantes.

A vida é um bailado...

Myra Landau, Bailado [título meu]


Myra Landau, "Rodado"

Tamara Rojo  nasceu em Montreal, em 1974,  e é a  atual diretora 
artística do English National Ballet em Londres.
" O BAILADO DAS FOLHAS "

Foi numa pálida manhã de Outono
Soturna como a cela dum convento
Que num vetusto parque ao abandono
Dei largas ao meu louco pensamento

Cortava o espaço a lamina de frio
Que impunemente as nossas carnes corta
E o vento num constante desvario
Despia as árvores da folhagem morta

Folhas mirradas como pergaminhos
Soltas ao vento como os versos meus
Bailavam loucamente p´los caminhos
Como farrapos a dizer adeus

Das débeis folhas lamentei a sorte
Mas reflecti depois de estar sereno
Que bailar á mercê de quem é forte
É sempre a sina de quem é pequeno

Desde então, o meu pobre pensamento
Fugiu para não bailar ao abandono
Como a folhagem que bailava ao vento
Naquela pálida manhã de Outono                       [Leia-se o outono da nossa política]

Letra de: Henrique Rêgo Música de: Alfredo Marceneiro (Daqui)

Poema dito por Alfredo Marceneiro


O Lago dos Cisnes

18/02/2013

Camélias

Camélias
[Uma camélia nua...]

Hoje, que a noite, em húmida toalha,
Comprime a vossa fronte, cegamente,
Aquela chuva fina que vos anavalha
Chega, até mim, numa canção dolente!

Encontro, nela, a música do amor
Com que se esquece, quase, a morte e o medo.
Miséria alheia? Seja como for,
Paira os lábios um sorriso lêlo...

Tudo é melhor do que a monotonia.
As lágrimas dão cor, têm movimento.
Que doce a chuva! A chuva só é fria
Nos ombros dos mendigos em que há vento.

Mas eu que sou feliz e vivo farto
Quando outros, por favor, dormem na rua
Respiro, ao ver, na jarra do meu quarto
(Que é de cristal!) uma camélia nua...

Pedro Homem de Mello (cortesia do Google)


Isabelle Ciaravola e Alexandre Riabko em A Dama das Camélias (do clássico de Alexandre Dumas Filho), Ópera de Paris,
coreografia de John Neumeier,
Chopin (Ballade n.1 in G minor Op.23

22/12/2012

Quebra-Nozes, uma viagem à fantasia

Quebra-Nozes foi uma história que li na infância e não sei do seu destino, com muita pena.

Cortesia do Google - Quebra Nozes

Envelopes com imagens do Quebra-Nozes, cortesia do Google

 P. Ilyich Tchaikovsky estudou Direito mas a sua paixão era música. 
Acabou por se dedicar à música deixando as leis.


Peter Ilyich Tchaikovsky (1840-1893), compositor russo compôs o Quebra-Nozes em 1892. Há pouco tempo a MR comemorou a efeméride assinalada no Google. 

«The music Tchaikovsky composed for The Nutcracker is one of his best known compositions for ballet. He based his music on E.T.A. Hoffmann's fairy tale, The Nutcracker and the Mouse King. The end result was a fairy tale ballet in two acts, and it was completed in 1892. Prior to the ballet's premier, Tchaikovsky selected eight of The Nutcracker pieces and compiled them into an orchestral suite designed for concert performance. The Nutcracker Suite, Op. 71a, was first performed in March, 1892 in St. Petersburg and was an immediate success (the ballet premiered later in December, 1892)».[continua aqui*]

Cenário de Constantin Ivanov  para o 1º ato de Quebra-nozes  *imagem retirada do artigo assinalado.

No Gil Vicente pude ver o belíssimo bailado.

Clara - Evgeniya Bespalova, diretora da Companhia Russian Classical Ballet.
Príncipe Quebra-Nozes - Denis Karakashev.
Coreografia - Marius Petipa (1818-1910), Lev Ivanov (1834-1901)




Gil Vicente 21 de dezembro

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