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25/01/2021

"Na substância do tempo"

Edgar Degas, Ensaio de dança na Ópera, na Rua Peletier, 1872
Coleção do Museu d' Orsay



Obra inserida no programa "Na Substância do Tempo" em homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen. 

Coreografia: Vasco Wellenkamp e Miguel Ramalho 

Ensaiadoras: Cláudia Sampaio e Liliana Mendonça 

Cenografia: Emília Nadal 

Música: Franz Liszt (excerto) e Prelúdios 23 e 32 de Sergei Rachmaninoff 

Figurinos: Liliana Mendonça 

Luzes: Ricardo Campos 

Bailarinos: Carlos Silva, Catarina Godinho, Francisco Ferreira, Maria Mira, Miguel Santos, Pedro Garcia, Ricardo Henriques, Rita Baptista e Rita Carpinteiro Bailarina estagiária: Íris Runa

Um agradecimento especial para Prosimetron, Palavras Daqui e Dali e Memórias e Imagens! :))

24/06/2019

Para os visitantes

A todos agradeço a presença e peço desculpa por não ter respondido cabalmente aos comentários.

A vida obriga-nos, por vezes, a maiores silêncios. 

Azulejo da Estação dos Caminhos de Ferro da Cúria, Será o sol ou outra estrela?


Para mim é o sol, o astro maior que nos ilumina!


Manhã dos outros! Ó sol que dás confiança



Manhã dos outros! Ó sol que dás confiança
Só a quem já confia!
É só à dormente, e não à morta, esperança
Que acorda o teu dia.

A quem sonha de dia e sonha de noite, sabendo
Todo o sonho vão,
Mas sonha sempre, só para sentir-se vivendo
E a ter coração.

A esses raias sem o dia que trazes, ou somente
Como alguém que vem
Pela rua, invisível ao nosso olhar consciente,
Por não ser-nos ninguém.

s. d.


Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995), p.101.


Gostei deste filme de Julie Gautier


Credits : Choreographer : Ophélie Longuet Music : « Rain in your black eyes », Ezio Bosso. (P) Sony Music Entertainment. Cinematographer : Jacques Ballard Editor : Jérôme Lozano Colorist : Arthur Paux @ Spark Seeker Compositing : Gregory Lafranchi @GoneFX Sound mix : Nassim El Mounabbih @Dinosaures Production : Spark Seeker/Les Films Engloutis Associated Producers : Y-40 The Deep Joy/RVZ Camera Assistant : Arthur Lauthers Electrician Romain Mostri Safety Freedivers : Anne Maury - Fouad Zarrou Making off : Jimmy Golaz Camera Rental (Red VistaVision 8K) RVZ Light&Electric Rental : TSF Cannes

18/08/2018

Kazuo Ishiguro para a Isabel

Para a Isabel, com o desejo de um dia muito feliz!

Parabéns!

O jardim tem uma aspecto natural, espontâneo; ninguém diria ter sido planeado.

Kazuo Ishiguro, Um Artista do Mundo Flutuante. Lisboa: Gradiva, 2018, p.43.


Este jardim tem mar...
Dizem que: o que não é planeado é melhor, mas no fundo há algo sempre planificado. :))

Claude Monet, Jardim de Sainte-Adresse, 1867, 
The Metropolitan Museum of Art ( nº 67.241)
Garden at Sainte-Adresse, Claude Monet (French, Paris 1840–1926 Giverny), Oil on canvas

Polina, um filme que esteve no Festival de Veneza em 2016, é de  Angelin Preljocaj e  Valérie Müller.

O título em francês é Polina, danser sa vie.

16/11/2017

Para o João Menéres

Agora é que é a valer:
Parabéns, mil graças e felicidades, 
no meio do mar, rodeado pelas pessoas que gosta.





28/06/2016

"Danseuses" et Istambul

Uma viagem pela arte da Índia desde 1570 a 1660, sob a égide de quatro imperadores, Akbar (1555), Jahângir (1605),  Shâh Jahân (1627) e Aurangzeb (1658).


15 x 10,5 cm

Danseuses Kathak (c.1675), Victoria and Albert Museum, Londres


Danseuses
Conformément à une très ancienne tradition des Indes, la danse, plus que toutte autre forme d'art, connut une nouvelle ère de succès. Mais, sous la dynastie moghole, elle tomba dans le mépris parce qu'étrotement associée aux  moeurs des femmes légères. 

George Lawrence, Artes des Indes. Paris: Fernand Hazan. 1963, s/nº p.


Marcadores: 
Prince trônant choisissant un fruit, Asie centrale, 1550-1575; Institut du Monde Arabe
Khamsah de Nizami, Layla et ses compagnes dans un jardin, Inde moghole, vers 1640-1645; Institut du Monde Arabe

Detalhe do mosaico que representa a Virgem Maria e Jesus no trono, na Basílica de Santa Sofia, em Istambul, antiga Constantinopla.
No reverso vê-se o mosaico completo, o imperador Constantino apresenta o modelo da cidade murada (direita), e  o imperador Justiniano oferece a Basílica de Santa Sofia (esquerda).
Aya Sofya significa Sagrada Sabedoria.



Obrigada MR.:))

Não é dança Kathak mas gostei desta expressão.

Kathak 

06/01/2016

"Ver claro"

Como desejava "ver claro"

Relicário árvore




Ver claro

Toda a poesia é luminosa, até
a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol, nevoeiro dentro de si
E o nevoeiro nunca deixa ver claro.
Se regressar outra vez e outra vez
e outra vez
a essas sílabas acesas
ficará cego de tanta claridade
Abençoado seja se lá chegar.


Eugénio de Andrade in "Os Sulcos da Sede"


E caiu a primeira neve!

Bom dia de reis.

16/06/2015

Sob os céus de Madrid - Picasso no Prado

Sob os céus de Madrid, o Picasso no Prado.


Los diez picassos que integran la exposición son sin duda las obras más destacadas del artista en las colecciones del Kunstmuseum y constituyen diez ejemplos excepcionales de la evolución de su producción, desde el verano de 1906 –su período “ibérico”, previo a las investigaciones que derivarían en el cubismo– hasta las obras libérrimas y un tanto melancólicas del Picasso final, de 1967, conformando así una suerte de pequeña exposición retrospectiva.
[Site do museu]

A obra do Picasso que me encantou e a qual elegi para primeira, entre as 10 telas apresentadas.

Arlequin sentado, Pablo Picasso, 
Oil on canvas, 130.2 x 97.1 cm, 1923, Kunstmuseum Basel,  1923

Seated Harlequin (Arlequin assis), Pablo Picasso, Oil on canvas, 130.2 x 97.1 cm, 1923, Kunstmuseum Basel, on permanent loan from the City of Basel 1967

O arlequim sentado representa um amigo do pintor Jacinto Salvado vestido de arlequim com um traje que deliciou Jean Cocteau que com ele criou a Ballet Parade De 1901 a 1927  Picasso produziu mais de 50 pinturas com este tema da Comedia della'arte italiana.

 Es una obra del periodo neoclásico de Picasso (1917-1924), en el que vuelve a la representación figurativa tradicional.

... E ainda outras 4 telas que escolhi por mais me agradarem, entre as dez, do Kunstmuseum de Basel.

Los dos hermanos (Les deux frères), Pablo Picasso, Óleo sobre lienzo, 141,4 x 97,1 cm, Gósol, comienzos del verano de 1906, Kunstmuseum Basel, depósito permanente de los ciudadanos de Basilea, 1967, © Sucesión Pablo Picasso, VEGAP, Madrid, 2015.Hombre, mujer y niño (Homme, femme et enfant), Pablo Picasso, Óleo sobre lienzo, 115,7 x 88,9 cm, París, otoño de 1906, Kunstmuseum Basel, regalo del artista al cantón Ciudad de Basilea; depósito permanente de los ciudadanos de Basilea, 1967, © Sucesión Pablo Picasso, VEGAP, Madrid, 2015.

Mujer con sombrero sentada en un sillón (Femme au chapeau assise dans un fauteuil), Pablo Picasso, Óleo sobre lienzo, 130,5 x 97,5 cm, 1941-42, Kunstmuseum Basel, adquirido con una aportación de la Fundación Max Geldner y una contribución extraordinaria del Gobierno en 1967, © Sucesión Pablo Picasso, VEGAP, Madrid, 2015.La pareja (Le couple), Pablo Picasso, Óleo sobre lienzo, 195 x 130 cm, 10 de junio de 1967, Kunstmuseum Basel, regalo del artista al cantón Ciudad de Basilea; depósito permanente de los ciudadanos de Basilea, 1967, © Sucesión Pablo Picasso, VEGAP, Madrid, 2015.

1 - os dos hermanos,  Pablo Picasso, 1906, Kunstmuseum, Basel, d, 1967, 2- Hombre, mujer y niño (Homme, femme et enfant), Pablo Picasso, 1906, 3 - Mujer con sombrero sentada en un sillón, 1941-1942. 4 . La pareja (Le couple), Pablo Picasso, 1967.

Bailado com música de Satie e coreografia de Jean Cocteau

Erik Satie Parade.jpg

Costume design by Pablo Picasso for Serge Diaghilev's Ballets Russes performance of Parade at Théâtre du Châtelet in Paris 18 May, 1917


Youtube: Diaghilev's "Ballets Russes" Ballet "Parade" - 1917, Sets and costumes - Pablo Picasso; Music - Erik Satie;  Scenario - Jean Cocteau; Choreography - Leonide Massine



Boa noite. :))

29/04/2015

A Dança e a alma

No Dia Mundial da Dança as minhas escolhas recaem em Degas, Semionova, Pina Baush e Roberto Bolle. Um dia terei uma caixa de música com uma bailarina.

Edgar Degas, "Pequena Dançarina de 14 anos", National Gallery of Art,Washington, D.C.
 (Wikicommons, Ny Carlsberg, Glyptotek, Copenhaga, Daderot).
 "Pequena Dançarina de 14 anos" (foto de Artshooter, Wikicommons). c. 1878-1881, Imagens daqui 18_La_Petite_Danseuse_Quatorze_Ans_Fotografia_Artshooter.jpg19_La_Petite_Danseuse_de_Quatorze_Ans_1881_Ny_Carlsberg_Glyptotek_Copenhagen_Daderot.jpg

A dança e a alma

A dança? Não é movimento
súbito gesto musical
É concentração,num momento,
da humana graça natural

No solo não,no éter pairamos,
nele amaríamos ficar.
A dança-não vento nos ramos
seiva, força, perene estar
um estar entre céu e chão,
novo domínio conquistado,
onde busque nossa paixão
libertar-se por todo lado...

Onde a alma possa descrever
suas mais divinas parábolas
sem fugir a forma do ser
por sobre o mistério das fábulas


Carlos Drummond de Andrade, C. D. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1964.

Julgo que já foi editado mas acho linda esta interpretação da dança.



Reedição do excerto do filme de Wim Wenders: PINA (cortesia do youtube)

27/04/2015

Chagall e leituras

Um livro já focado anteriormente, Deslumbra-me, serviu de intermediário entre mim e a ópera Garnier, em particular, renovou o encontro com Chagall. Estive em frente à ópera, fotografei-a mas não pude entrar; ficará, pois, para uma futura visita a Paris.

Palais Garnier, Paris (fotografia minha)


Chagall,  Palais Garnier, Ópera, 1963-64, link


Ópera Garnier (arquitecto Charles Garnier)


Fevereiro de 1973 - Paris

Joan ajoelha num camarote às escuras do terceiro balcão do Palais Garnier, a Ópera, espreitando pela balaustrada d e veludo vermelho. Junto dela há três frágeis cadeiras que sabe que estalarão e tem o cuidado de não as perturbar. As luzes estão apagadas mas o brilho do palco mostra uma profusão de douradas figuras de gesso: divindades serenas, anjos com trombetas. liras, grinaldas, flores, folhas de carvalho, máscaras, colunas coríntias, tudo isto imerso numa profunda sombra, empilhado em redor do proscénio e entre caixas, como muros de uma gruta escarpada e dourada, subindo ao teto redondo pintado por Chagall. com anjos nus e voluptuosas bailarinas e cabras e galinhas e amantes e a Torre Eiffel azul e uma imagem manchada de vermelho do próprio Palais. No centro de tudo isso pende o grande lustre adormecido: um enorme cardo de vidro pendurado ao contrário para secar, obscuramente cintilante.

Maggie Shipstead, Deslumbra-me. (Tradução de Carmo Vasconcelos Romão). Lisboa: Editorial Presença, 2015, p. 95.

Detalhe do tecto de Chagall, fotografia de Johan Framhoul


Na história Joan, a protagonista, encontra Arslan (bailarino russo) a dançar Giselle na ópera Garnier.


Adolphe Charles Adam (1803 - 1856) compôs várias óperas e balaidos, o mais famoso: Giselle.

Roberto Bolle nasceu em 1975 na região de Piemonte, Itália, e é primeiro bailarino no American Ballet Theatre tendo pertencido ao Corpo di ballo del Teatro alla Scala.
(Wikipedia)

10/02/2015

Os jogadores de xadrez jogavam

Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia

Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia
Tinha não sei qual guerra,
Quando a invasão ardia na Cidade
E as mulheres gritavam,
Dois jogadores de xadrez jogavam
O seu jogo contínuo.
À sombra de ampla árvore fitavam
O tabuleiro antigo,
E, ao lado de cada um, esperando os seus
Momentos mais folgados,
Quando havia movido a pedra, e agora
Esperava o adversário,
Um púcaro com vinho refrescava             
Sobriamente a sua sede.
Ardiam casas, saqueadas eram
As arcas e as paredes,
Violadas, as mulheres eram postas                      
Contra os muros caídos,
Traspassadas de lanças, as crianças
Eram sangue nas ruas...                                                       
Mas onde estavam, perto da cidade,
E longe do seu ruído,
Os jogadores de xadrez jogavam
O jogo do xadrez.                                                                                Ludovico Carracci, Jogadores de Xadrez

Inda que nas mensagens do ermo vento
Lhes viessem os gritos,
E, ao reflectir, soubessem desde a alma
Que por certo as mulheres
E as tenras filhas violadas eram
Nessa distância próxima,
Inda que, no momento que o pensavam,
Uma sombra ligeira
Lhes passasse na fronte alheada e vaga,
Breve seus olhos calmos
Volviam sua atenta confiança
Ao tabuleiro velho.

Quando o rei de marfim está em perigo,                                       Honoré Daumier, Jogadores de xadrez.
Que importa a carne e o osso
Das irmãs e das mães e das crianças?
Quando a torre não cobre
A retirada da rainha branca,
O saque pouco importa.
E quando a mão confiada leva o xeque
Ao rei do adversário,
Pouco pesa na alma que lá longe
Estejam morrendo filhos.
Mesmo que, de repente, sobre o muro
Surja a sanhuda face
Dum guerreiro invasor, e breve deva
Em sangue ali cair
O jogador solene de xadrez,
O momento antes desse
(É ainda dado ao cálculo dum lance
Pra a efeito horas depois)
É ainda entregue ao jogo predilecto
Dos grandes indiferentes.
Caiam cidades, sofram povos, cesse
A liberdade e a vida,
Os haveres tranquilos e avitos
Ardem e que se arranquem,
Mas quando a guerra os jogos interrompa,
Esteja o rei sem xeque,
E o de marfim peão mais avançado
Pronto a comprar a torre.
Meus irmãos em amarmos Epicuro
E o entendermos mais
De acordo com nós-próprios que com ele,
Aprendamos na história
Dos calmos jogadores de xadrez
Como passar a vida.
Tudo o que é sério pouco nos importe,
O grave pouco pese,
O natural impulsa dos instintos
Que ceda ao inútil gozo
(Sob a sombra tranquila do arvoredo)
De jogar um bom jogo.
O que levamos desta vida inútil
Tanto vale se é
A glória; a fama, o amor, a ciência, a vida,
Como se fosse apenas
A memória de um jogo bem jogado
E uma partida ganha
A um jogador melhor.
A glória pesa como um fardo rico,
A fama como a febre,
O amor cansa, porque é a sério e busca,
A ciência nunca encontra,
E a vida passa e dói porque o conhece...
O jogo do xadrez
Prende a alma toda, mas, perdido, pouco
Pesa, pois não é nada.
Ah! sob as sombras que sem querer nos amam,
Com um púcaro de vinho
Ao lado, e atentos só à inútil faina
Do jogo do xadrez,
Mesmo que o jogo seja apenas sonho
E não haja parceiro,
Imitemos os persas desta história,
E, enquanto lá por fora,
Ou perto ou longe, a guerra e a pátria e a vida
Chamam por nós, deixemos
Que em vão nos chamem, cada um de nós
Sob as sombras amigas
Sonhando, ele os parceiros, e o xadrez
A sua indiferença.

1-6-1916

Ricardo Reis, Odes  (Notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (imp.1994).  p.  57.




Com o recente prémio do 43º Prix de Lausanne do bailarino Miguel Pinheiro, de 17 anos, aqui deixo a sua performance.

Apesar do Ministério de Educação não ligar ao ensino artístico, esta vitória é uma bofetada para o Senhor Ministro.

«Um país sem artistas é um país de curtas vistas»,
slogan na manifestação em frente ao Ministério da Educação

18/08/2014

Parabéns

Parabéns Isabel, um dia muito feliz!

No recato da leitura
somos por vezes enfeitiçadas
com o poder das palavras.
Nem o mar nos exime.

Hoje as palavras são: Muitos anos de vida e felicidade.:))

11/05/2014

What Do You See?

Tudo parece vazio...
a folha que cai,
a água que corre.

Nostalgia...          

Sophie Calle nasceu em França em 1953. Sophie é escritora, fotógrafa e autora de instalações e de arte conceptual. Para além da sua arte, tem uma carreira universitária. Na literatura está ligada ao grupo Oulipo (Ouvroir de littérature potentielle) no qual se insere Italo Calvino.

Sophie Calle, What Do You See?, 2013.
© Sophie Calle / Artists Rights Society (ARS), New York / ADAGP, 
Paris; courtesy the artist and Paula Cooper Gallery, New York


Sophie Calle, The Clairvoyant, from What Do You See?, 2013.
 © Sophie Calle / Artists Rights Society (ARS), New York / ADAGP, 
Paris; courtesy the artist and Paula Cooper Gallery, New York

Salvador Dalí, Detalhe, Persistência da Memória, 1932
MoMa, Nova Iorque, cortesia do Google

Filme e música de Fabrizio Ferri e coreografia de Marco Pelle
Roberto Bolle e Polina Semionova

16/11/2013

Para o João Menéres

Parabéns, João.
Um dia muito feliz. :)
Aqui com Robert Doisneau e Henri Cartier-Bresson


«Se ao fazer um retrato, o que se espera é captar o silêncio interior de uma vítima anuente, é muito difícil introduzir-lhe a máquina fotográfica entre a camisa e a pele...»
18-1-1996

Henri Cartier-Bresson, in O imaginário segundo a natureza. Barcelona: Editorial  Gustavo Gili, 2004, (Tradução de Renato Aguiar) p. 95.

Robert Doisneau, Danse, Serge Lifar, 1944 (link)*


João Menéres Ballet, 1 de Agosto de 2012 (Grifo Planante)

Robert Doisneau, Danseuse, 1950 *


Henri Cartier-Bresson fotografia retirada daqui.
(www.henricartierbresson.org)


15/11/2013

La Plaza...

Praça do Obradoiro, Santiago de Compostela


“La plaza tiene una torre,
la torre tiene un balcón,
el balcón tiene una dama,
la dama una blanca flor.
Ha pasado un caballero
-¡quién sabe por qué pasó!-
y se ha llevado la plaza,
con su torre y su balcón,
con su balcón y su dama,
su dama y su blanca flor”

António Machado, Cancioneiro Apócrifo

Una Furtiva Lagrima, ária revisitada

19/09/2013

Ponte - "Detive-me na ponte..."

Aprecio sobremaneira a poesia de Mário de Sá-Carneiro, o que nele há de nostálgico, solitário e triste. Um inadaptado? ... Não o seremos todos num ou noutro momento? 
Nos canais, em Amesterdão, a nostalgia esvai-se talvez por causa dos reflexos e da cantoria da água.

Ponte sobre o canal, Amesterdão


Ângulo

Aonde irei neste sem-fim perdido,
Neste mar ôco de certezas mortas? -
Fingidas, afinal, todas as portas
Que no dique julguei ter construido...

- Barcaças dos meus impetos tigrados,
Que oceano vos dormiram de Segrêdo?
Partiste-vos, transportes encantados,
De embate, em alma ao rôxo, a que rochêdo?...

- Ó nau de festa, ó ruiva de aventura
Onde, em Champanhe, a minha ânsia ia,
Quebraste-vos também ou, por ventura,
Fundeaste a Ouro em portos d'alquimia?...

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Chegaram à baía os galeões
Com as sete Princesas que morreram.
Regatas de luar não se correram...
As bandeiras velaram-se, orações...

Detive-me na ponte, debruçado,
Mas a ponte era falsa - e derradeira.
Segui no cais. O cais era abaulado,
Cais fingido sem mar á sua beira...

- Por sôbre o que Eu não sou há grandes pontes
Que um outro, só metade, quer passar
Em miragens de falsos horizontes -
Um outro que eu não posso acorrentar...

Barcelona, setembro de 1914


Mário de Sá-Carneiro, in Indícios de Oiro


«Performed in Stockholm Opera House with Royal Swedish Ballet in 2009».
Coreografia de Juan Ignacio Duato Bárcia, conhecido por Nacho Duato. O coreógrafo nasceu em Valência a 8 de Janeiro de 1957. Gentileza do Youtube.

16/08/2013

Leituras de Verão - Mário Cláudio

Na praia li o romance sobre Amadeo de Souza-Cardoso de Mário Cláudio. Não o entendo como uma biografia pois ficaria muito aquém do género literário em causa. Porém, encontrei um trecho sobre alegria tão necessária nos dias que correm. Aqui fica com a aguarela do pintor. 


Sem título
Amadeo de Souza-Cardozo, s/ titulo, 1910, Desenho e aguarela
Museu de Arte Moderna- Fundação Calouste Gulbenkian


De que serve a tristeza, de que servem preconceitos? É uma tolice; nada lucramos, tudo perdemos. Deve-se ser alegre, mas de uma alegria sã, sem medo, que desafie até.

Mário Cláudio, AMADEO. Lisboa: Leya, 2008, p. 75.



«In the Vicinity of Happiness,Choreographed by I.Konyukhov. SADC MArch Concert, NYU Tisch. Dancers: Igor Konyukhov, Wen-Jen Huang, Kate Thompson».Youtube

14/01/2013

"les fleurs c'est périssable"

Após a Maria João, do Falcão de Jade, relembrar Brel.

[Se todos os vazios fossem repletos de flores o mundo seria  mais delicado.]


Albrecht Dürer, Aquilegia Vulgaris L.., 1526, daqui




Je vous ai apporté des bonbons

Parce que les fleurs c'est périssable
Puis les bonbons c'est tellement bon
Bien que les fleurs soient plus présentables...

Versos do refrão da música Les Bonbons,
Jacques Brel










La valse à mille temps
 

20/05/2012

Jacques Joseph Tissot, Room with overwiew of de Harbour, c. 1876-78, Colecção privada.



La question (canção de Françoise Hardy)

Je ne sais pas qui tu peux être
Je ne sais pas qui tu espères

Je cherche toujours à te connaître
Et ton silence trouble mon silence

 Je ne sais pas d'où vient le mensonge
Est-ce de ta voix qui se tait

Les mondes où malgré moi je plonge
Sont comme un tunnel qui m'effraie

De ta distance à la mienne
On se perd bien trop souvent

Et chercher à te comprendre
C'est courir après le vent

Je ne sais pas pourquoi je reste
Dans une mer où je me noie

Je ne sais pas pourquoi je reste
Dans un air qui m'étouffera

Tu es le sang de ma blessure
Tu es le feu de ma brûlure
Tu es ma question sans réponse
Mon cri muet et mon silence 

Cedar Lake Contemporary Ballet, New York City,choreography by Benoit-Swan Pouffer

01/05/2012

Dança numa caixa de vidro

Em especial para Myra.
Simón Díaz - Luna de margarita. PINA - Versöhnung / Reconciliation / Uzlaşma

Limpa-se o outono... 
árvores desnudadas refletem
luz e sombra, 
                 numa caixa de vidro...
                                           um corpo.


16/03/2012

Sombras esculpidas

Auguste Rodin


Pedro e Inês

Brocados, rubis, linho, rendas jazem no chão.
A nudez branca sem nome agita-se numa dança carnal.
Dizem que é o rei,
mas as sombras esculpidas desenham apenas
um homem e uma mulher.








Auguste Rodin, Études de mouvements de danse semblent dater de 1910, Musée Rodin, Paris.


in Robert Descharnes et Jean-François Chabrun, Auguste Rodin (Lausanne, La Bibliothèque des Arts de Paris), Genéve, 1967.Auguste Rodin, p. 251.

Obrigada Cláudia, da Livraria Lumière, por me arranjar o belíssimo livro deste grande escultor.

Arquivo