Edgar Degas, Ensaio de dança na Ópera, na Rua Peletier, 1872
Coleção do Museu d' Orsay
Obra inserida no programa "Na Substância do Tempo" em homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen.
Coreografia: Vasco Wellenkamp e Miguel Ramalho
Ensaiadoras: Cláudia Sampaio e Liliana Mendonça
Cenografia: Emília Nadal
Música: Franz Liszt (excerto) e Prelúdios 23 e 32 de Sergei Rachmaninoff
Figurinos: Liliana Mendonça
Luzes: Ricardo Campos
Bailarinos: Carlos Silva, Catarina Godinho, Francisco Ferreira, Maria Mira, Miguel Santos, Pedro Garcia, Ricardo Henriques, Rita Baptista e Rita Carpinteiro Bailarina estagiária: Íris Runa
Um agradecimento especial para Prosimetron, Palavras Daqui e Dali e Memórias e Imagens! :))
A todos agradeço a presença e peço desculpa por não ter respondido cabalmente aos comentários.
A vida obriga-nos, por vezes, a maiores silêncios.
Azulejo da Estação dos Caminhos de Ferro da Cúria, Será o sol ou outra estrela?
Para mim é o sol, o astro maior que nos ilumina!
Manhã dos outros! Ó sol que dás confiança
Manhã dos outros! Ó sol que dás confiança
Só a quem já confia!
É só à dormente, e não à morta, esperança
Que acorda o teu dia.
A quem sonha de dia e sonha de noite, sabendo
Todo o sonho vão,
Mas sonha sempre, só para sentir-se vivendo
E a ter coração.
A esses raias sem o dia que trazes, ou somente
Como alguém que vem
Pela rua, invisível ao nosso olhar consciente,
Por não ser-nos ninguém.
s. d.
Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995), p.101.
Gostei deste filme de Julie Gautier
Credits :
Choreographer : Ophélie Longuet
Music : « Rain in your black eyes », Ezio Bosso. (P) Sony Music Entertainment.
Cinematographer : Jacques Ballard
Editor : Jérôme Lozano
Colorist : Arthur Paux @ Spark Seeker
Compositing : Gregory Lafranchi @GoneFX
Sound mix : Nassim El Mounabbih @Dinosaures
Production : Spark Seeker/Les Films Engloutis
Associated Producers : Y-40 The Deep Joy/RVZ
Camera Assistant : Arthur Lauthers
Electrician Romain Mostri
Safety Freedivers : Anne Maury - Fouad Zarrou
Making off : Jimmy Golaz
Camera Rental (Red VistaVision 8K) RVZ
Light&Electric Rental : TSF Cannes
Uma viagem pela arte da Índia desde 1570 a 1660, sob a égide de quatro imperadores, Akbar (1555), Jahângir (1605), Shâh Jahân (1627) e Aurangzeb (1658).
15 x 10,5 cm
DanseusesKathak (c.1675), Victoria and Albert Museum, Londres
Danseuses
Conformément à une très ancienne tradition des Indes, la danse, plus que toutte autre forme d'art, connut une nouvelle ère de succès. Mais, sous la dynastie moghole, elle tomba dans le mépris parce qu'étrotement associée aux moeurs des femmes légères.
George Lawrence, Artes des Indes. Paris: Fernand Hazan. 1963,s/nº p.
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Prince trônant choisissant un fruit, Asie centrale, 1550-1575; Institut du Monde Arabe
Khamsah de Nizami, Layla et ses compagnes dans un jardin, Inde moghole, vers 1640-1645; Institut du Monde Arabe
Detalhe do mosaico que representa a Virgem Maria e Jesus no trono, na Basílica de Santa Sofia, em Istambul, antiga Constantinopla.
No reverso vê-se o mosaico completo, o imperador Constantino apresenta o modelo da cidade murada (direita), e o imperador Justiniano oferece a Basílica de Santa Sofia (esquerda).
Toda a poesia é luminosa, até a mais obscura. O leitor é que tem às vezes, em lugar de sol, nevoeiro dentro de si E o nevoeiro nunca deixa ver claro. Se regressar outra vez e outra vez e outra vez a essas sílabas acesas ficará cego de tanta claridade Abençoado seja se lá chegar.
Los diez picassos que integran la exposición son sin duda las obras más destacadas del artista en las colecciones del Kunstmuseum y constituyen diez ejemplos excepcionales de la evolución de su producción, desde el verano de 1906 –su período “ibérico”, previo a las investigaciones que derivarían en el cubismo– hasta las obras libérrimas y un tanto melancólicas del Picasso final, de 1967, conformando así una suerte de pequeña exposición retrospectiva.
[Site do museu]
A obra do Picasso que me encantou e a qual elegi para primeira, entre as 10 telas apresentadas.
Arlequin sentado, Pablo Picasso,
Oil on canvas, 130.2 x 97.1 cm, 1923, Kunstmuseum Basel, 1923
O arlequim sentado representa um amigo do pintor Jacinto Salvado vestido de arlequim com um traje que deliciou Jean Cocteau que com ele criou a Ballet Parade De 1901 a 1927 Picasso produziu mais de 50 pinturas com este tema da Comedia della'arte italiana.
Es una obra del periodo neoclásico de Picasso (1917-1924), en el que vuelve a la representación figurativa tradicional.
... E ainda outras 4 telas que escolhi por mais me agradarem, entre as dez, do Kunstmuseum de Basel.
1 - os dos hermanos, Pablo Picasso, 1906, Kunstmuseum, Basel, d, 1967, 2- Hombre, mujer y niño (Homme, femme et enfant), Pablo Picasso, 1906, 3 - Mujer con sombrero sentada en un sillón, 1941-1942. 4 . La pareja (Le couple), Pablo Picasso, 1967.
Bailado com música de Satie e coreografia de Jean Cocteau
Costume design by Pablo Picasso for Serge Diaghilev's Ballets Russes performance of Parade at Théâtre du Châtelet in Paris 18 May, 1917
Youtube: Diaghilev's "Ballets Russes" Ballet "Parade" - 1917, Sets and costumes - Pablo Picasso; Music - Erik Satie; Scenario - Jean Cocteau; Choreography - Leonide Massine
"Pequena Dançarina de 14 anos" (foto de Artshooter, Wikicommons). c. 1878-1881, Imagens daqui
A dança e a alma
A dança? Não é movimento súbito gesto musical É concentração,num momento, da humana graça natural
No solo não,no éter pairamos, nele amaríamos ficar. A dança-não vento nos ramos seiva, força, perene estar um estar entre céu e chão, novo domínio conquistado, onde busque nossa paixão libertar-se por todo lado...
Onde a alma possa descrever suas mais divinas parábolas sem fugir a forma do ser por sobre o mistério das fábulas
Carlos Drummond de Andrade, C. D. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1964.
Julgo que já foi editado mas acho linda esta interpretação da dança.
Reedição do excerto do filme de Wim Wenders: PINA (cortesia do youtube)
Um livro já focado anteriormente, Deslumbra-me, serviu de intermediário entre mim e a ópera Garnier, em particular, renovou o encontro com Chagall. Estive em frente à ópera, fotografei-a mas não pude entrar; ficará, pois, para uma futura visita a Paris.
Joan ajoelha num camarote às escuras do terceiro balcão do Palais Garnier, a Ópera, espreitando pela balaustrada d e veludo vermelho. Junto dela há três frágeis cadeiras que sabe que estalarão e tem o cuidado de não as perturbar. As luzes estão apagadas mas o brilho do palco mostra uma profusão de douradas figuras de gesso: divindades serenas, anjos com trombetas. liras, grinaldas, flores, folhas de carvalho, máscaras, colunas coríntias, tudo isto imerso numa profunda sombra, empilhado em redor do proscénio e entre caixas, como muros de uma gruta escarpada e dourada, subindo ao teto redondo pintado por Chagall. com anjos nus e voluptuosas bailarinas e cabras e galinhas e amantes e a Torre Eiffel azul e uma imagem manchada de vermelho do próprio Palais. No centro de tudo isso pende o grande lustre adormecido: um enorme cardo de vidro pendurado ao contrário para secar, obscuramente cintilante.
Maggie Shipstead, Deslumbra-me. (Tradução de Carmo Vasconcelos Romão). Lisboa: Editorial Presença, 2015, p. 95.
Detalhe do tecto de Chagall, fotografia de Johan Framhoul
Na história Joan, a protagonista, encontra Arslan (bailarino russo) a dançar Giselle na ópera Garnier.
Adolphe Charles Adam (1803 - 1856) compôs várias óperas e balaidos, o mais famoso: Giselle.
Roberto Bolle nasceu em 1975 na região de Piemonte, Itália, e é primeiro bailarino no American Ballet Theatre tendo pertencido ao Corpo di ballo del Teatro alla Scala.
Tudo parece vazio...
a folha que cai,
a água que corre.
Nostalgia...
Sophie Calle nasceu em França em 1953. Sophie é escritora, fotógrafa e autora de instalações e de arte conceptual. Para além da sua arte, tem uma carreira universitária. Na literatura está ligada ao grupo Oulipo (Ouvroir de littérature potentielle) no qual se insere Italo Calvino.
Paris; courtesy the artist and Paula Cooper Gallery, New York
Salvador Dalí, Detalhe, Persistência da Memória, 1932 MoMa, Nova Iorque, cortesia do Google
Filme e música de Fabrizio Ferri e coreografia de Marco Pelle
Um dia muito feliz. :) Aqui com Robert Doisneau e Henri Cartier-Bresson
«Se ao fazer um retrato, o que se espera é captar o silêncio interior de uma vítima anuente, é muito difícil introduzir-lhe a máquina fotográfica entre a camisa e a pele...»
18-1-1996
Henri Cartier-Bresson, in O imaginário segundo a natureza. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 2004, (Tradução de Renato Aguiar) p. 95.
Aprecio sobremaneira a poesia de Mário de Sá-Carneiro, o que nele há de nostálgico, solitário e triste. Um inadaptado? ... Não o seremos todos num ou noutro momento?
Nos canais, em Amesterdão, a nostalgia esvai-se talvez por causa dos reflexos e da cantoria da água.
Ponte sobre o canal, Amesterdão
Ângulo
Aonde irei neste sem-fim perdido,
Neste mar ôco de certezas mortas? -
Fingidas, afinal, todas as portas
Que no dique julguei ter construido...
- Barcaças dos meus impetos tigrados,
Que oceano vos dormiram de Segrêdo?
Partiste-vos, transportes encantados,
De embate, em alma ao rôxo, a que rochêdo?...
- Ó nau de festa, ó ruiva de aventura
Onde, em Champanhe, a minha ânsia ia,
Quebraste-vos também ou, por ventura,
Fundeaste a Ouro em portos d'alquimia?...
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Chegaram à baía os galeões
Com as sete Princesas que morreram.
Regatas de luar não se correram...
As bandeiras velaram-se, orações...
Detive-me na ponte, debruçado,
Mas a ponte era falsa - e derradeira.
Segui no cais. O cais era abaulado,
Cais fingido sem mar á sua beira...
- Por sôbre o que Eu não sou há grandes pontes
Que um outro, só metade, quer passar
Em miragens de falsos horizontes -
Um outro que eu não posso acorrentar...
Barcelona, setembro de 1914
Mário de Sá-Carneiro, in Indícios de Oiro
«Performed in Stockholm Opera House with Royal Swedish Ballet in 2009».
Coreografia de Juan Ignacio Duato Bárcia, conhecido por Nacho Duato. O coreógrafo nasceu em Valência a 8 de Janeiro de 1957. Gentileza do Youtube.
Na praia li o romance sobre Amadeo de Souza-Cardoso de Mário Cláudio. Não o entendo como uma biografia pois ficaria muito aquém do género literário em causa. Porém, encontrei um trecho sobre alegria tão necessária nos dias que correm. Aqui fica com a aguarela do pintor.
Amadeo de Souza-Cardozo, s/ titulo, 1910, Desenho e aguarela
Museu de Arte Moderna- Fundação Calouste Gulbenkian
De que serve a tristeza, de que servem preconceitos? É uma tolice; nada lucramos, tudo perdemos. Deve-se ser alegre, mas de uma alegria sã, sem medo, que desafie até.
Mário Cláudio, AMADEO. Lisboa: Leya, 2008, p. 75.
«In the Vicinity of Happiness,Choreographed by I.Konyukhov. SADC MArch Concert, NYU Tisch. Dancers: Igor Konyukhov, Wen-Jen Huang, Kate Thompson».Youtube
Após a Maria João, do Falcão de Jade, relembrar Brel.
[Se todos os vazios fossem repletos de flores o mundo seria mais delicado.]
Albrecht Dürer, Aquilegia Vulgaris L.., 1526, daqui
Je vous ai apporté des bonbons Parce que les fleurs c'est périssable Puis les bonbons c'est tellement bon Bien que les fleurs soient plus présentables...
Versos do refrão da música Les Bonbons,
Jacques Brel
La valse à mille temps
20/05/2012
Jacques Joseph Tissot, Room with overwiew of de Harbour, c. 1876-78, Colecção privada.
La question (canção de Françoise Hardy)
Je ne sais pas qui tu peux être
Je ne sais pas qui tu espères
Je cherche toujours à te connaître
Et ton silence trouble mon silence
Je ne sais pas d'où vient le mensonge
Est-ce de ta voix qui se tait
Les mondes où malgré moi je plonge
Sont comme un tunnel qui m'effraie
De ta distance à la mienne
On se perd bien trop souvent
Et chercher à te comprendre
C'est courir après le vent
Je ne sais pas pourquoi je reste
Dans une mer où je me noie
Je ne sais pas pourquoi je reste
Dans un air qui m'étouffera
Tu es le sang de ma blessure
Tu es le feu de ma brûlure
Tu es ma question sans réponse
Mon cri muet et mon silence
Cedar Lake Contemporary Ballet, New York City,choreography by Benoit-Swan Pouffer
Brocados, rubis, linho, rendas jazem no chão.
A nudez branca sem nome agita-se numa dança carnal.
Dizem que é o rei,
mas as sombras esculpidas desenham apenas
um homem e uma mulher.
Auguste Rodin, Études de mouvements de danse semblent dater de 1910, Musée Rodin, Paris.
in Robert Descharnes et Jean-François Chabrun, Auguste Rodin (Lausanne, La Bibliothèque des Arts de Paris), Genéve, 1967.Auguste Rodin, p. 251.
Obrigada Cláudia, da Livraria Lumière, por me arranjar o belíssimo livro deste grande escultor.