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25/04/2020

À janela!


CAPA do PÚBLICO 25 de Abril 2020
Público



Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen,  O Nome das Coisas, 1974

(em construção)

28/06/2019

Da névoa como uma dádiva

Da névoa como uma dádiva




«A cultura é cara. A incultura acaba sempre por sair mais cara. 
E a demagogia custa sempre caríssima»

(Sophia M. B. Andresen, in Expresso, 12 de Junho de 1975)

Isabel Nery, Sophia de Mello Breyner Andresen, p. 212



Hasse: "Mea tormenta, properate!", Jakub Józef Orliński & Il pomo d'oro

22/03/2019

Hino à Primavera!

Primavera, a minha estação preferida. O sol, a luz incidente sobre as flores, a alegria.


Renascer


Árvores ainda adormecidas ... a permanência na mudança!


Inspirar a Natureza



A beleza de Botticelli na observação da Primavera.
Sandro Botticelli, Alegoria da Primavera, detalhe, Galleria degli Uffizi Florença, (c. 1480)


Imagem relacionada


.Flora, detalhe de "A Primavera", também conhecido como Alegoria da Primavera. Criação: 1477–1482




Primavera que Maio viu passar
Num bosque de bailados e segredos,
Embalando no anseio dos teus dedos
Aquela misteriosa maravilha
Que à transparência das paisagens brilha.


Sophia de Mello Breyner Andresen, Antologia,  Lisboa: Círculo de Poesia Moraes Editores, 1975,
p. 19


23/02/2019

Pela noite dentro...



Pela noite dentro...


Para Atravessar Contigo o Deserto do Mundo

Para atravessar contigo o deserto do mundo 
Para enfrentarmos juntos o terror da morte 
Para ver a verdade para perder o medo 
Ao lado dos teus passos caminhei 

Por ti deixei meu reino meu segredo 
Minha rápida noite meu silêncio 
Minha pérola redonda e seu oriente 
Meu espelho minha vida minha imagem 
E abandonei os jardins do paraíso 

Cá fora à luz sem véu do dia duro 
Sem os espelhos vi que estava nua 
E ao descampado se chamava tempo 

Por isso com teus gestos me vestiste 
E aprendi a viver em pleno vento 


Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Livro Sexto'  (citador)


09/02/2019

Invasivos trevos

Invasivos trevos


Se
Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na luta por um bem definitivo
Em que as cisas do amor se eternizassem.

Sophia de Mello Breyner Andresen, DOZE POEMAS uma edição da Divani & Divani, sd


02/02/2019

Um poema em doze!

O mar monocromático

Deriva


Vi as águas os cabos vi as ilhas
E o longo baloiçar dos coqueirais
Vi lagunas azuis como safiras
Rápidas aves furtivos animais
Vi prodígios espantos maravilhas
Vi homens nus bailando nos areais
E ouvi o fundo som das suas falas
Que nenhum de nós entendeu mais
Vi ferros e vi setas e vi lanças
Oiro também à flôr das ondas finas
E o diverso fulgor de outros metais
Vi pérolas e conchas e corais
Desertos fontes trémulas campinas
Vi o rosto de Eurydice das neblinas
Vi o frescor das coisas naturais
Só do Preste João não vi sinais

As ordens que levava não cumpri
E assim contando tudo quanto vi
Não sei se tudo errei ou descobri


Sophia de Mello Breyner Andresen, DOZE POEMAS uma edição da Divani & Divani, sd

[É uma caixinha muito bonita que comprei na Livraria Lumière quando visitei a Cláudia].

05/08/2017

Barco(s)

Barco em terra

Barcos

Um por um para o mar passam os barcos
Passam em frente de promontórios e terraços
Cortando as águas lisas como um chão


E todos os deuses são de novo nomeados
Para além das ruínas dos seus templos


In «Mar», antologia com poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen (com “Nota” de Maria Andresen de Sousa Tavares e “Posfácio” – reedição da primeira recensão feita ao primeiro livro de Sofia, «Poesia», publicado em 1944 – da autoria de Francisco de Sousa Tavares), Editorial Caminho, Lisboa, Fevereiro de 2002 (4.ª edição).

Poema retirado daqui


Anderson & Roe's "A Rain of Tears" for two pianos, based on Antonio Vivaldi's "Sento in seno ch'in pioggia di lagrime" ("I feel within a rain of tears")

04/03/2017

Memories

Recordações: há um ou outro vestígio do mar que guardamos mesmo no local que nos parece improvável.



Este búzio não o encontrei eu própria numa praia
Mas na mediterrânica noite azul e preta
Comprei-o em Cós numa venda junto ao cais
Rente aos mastros baloiçantes dos navios
E comigo trouxe ressoar dos temporais


Porém nele não oiço
Nem o marulho de Cós nem o de Egina
Mas sim o cântico da longa vasta praia
Atlântica e sagrada
Onde para sempre a minha alma foi criada


Sophia de Mello Breyner, O Búzio de Cós e Outros Poemas, Editorial Caminho, 1999.

 

02/07/2016

As Fontes, diálogo


Diálogo, leia-se verso do lado esquerdo, da Sophia, seguido do verso do lado direito. A Sophia que me perdoe.

AS FONTES

Um dia quebrarei todas as pontes                            e    chegarei às águas límpidas
Que ligam o meu ser, vivo e total,                             do amor depurado,
À agitação do mundo do irreal,                                 fresco
E calma subirei até às fontes.                                    tornadas realidade.

Irei até às fontes onde mora                                       a saudade
A plenitude, o límpido esplendor                                encontrarei o amor
Que me foi prometido em cada hora,                          e momento,
E na face incompleta do amor.                                    marcado em cada hora.

Irei beber a luz e o amanhecer,                                   que apanharei
Irei beber a voz dessa promessa                                 que guardarei na memória
Que às vezes como um voo me atravessa,                  e me apunhala
E nela cumprirei todo o meu ser                                natureza íntima.

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Poesia I. (Arquivo Casa Fernando Pessoa)


02/06/2016

"...no país de Caeiro"


Passo muito depressa no país de Caeiro
Pelas rectas da estrada como se voasse
Mas cada coisa surge nomeada
Clara e nítida
Como se a mão do instante a recortasse


Sophia de ;Mello Breyner Andressen, In Dual


09/05/2016

Poetas religiosos


Prefácio dos Contos Exemplares, de Sophia um texto maravilhoso de D. António Ferreira Gomes, intitulado: Pórtico.

"Que o grande pecado da cultura moderna - pecado, em verdade, não original mas herdado de toda a cultura anterior, sobretudo da cultura medieval decadente - o grande pecado cultural tem sido  «usar o santo nome de Deus em vão»
(assim dizia a Cartilha, mais infelizmente esquecida ou não advertida neste ponto do que em tantos outros). Deus, fundamento de toda a Lógica ou de todo o Método para um Descartes, Deus, fundamento de toda a Ética para um Spinoza, Deus, fundamento de toda a Retórica para os pregadores e literatos barrocos, Deus fundamento de toda a política para um Cromwell, o primeiro dos ditadores modernos, isto é, de Estado totalitário (por Deus ou Contra Deus:«tanto monta, monta tanto!»), Deus enfim fundamento de tudo quanto o homem se lembra de construir a seu bel-prazer. E para mais, um deus claro e distinto, um deus mais evidente do que este pau ou esta pedra, um deus unívoco com as nossas ideias racionais e racionalistas - Verum sive intelectus, Deus sive natura, para Spinoza e para os spinozistas, que todos somos um pouco (mesmo os tomistas, quando dormitam) para quem «o primeiro artigo  de fé é um racionalismo que postula inteligibilidade de Deus e das coisas» (J. Lacroix).
E por acréscimo um deus sem Mistério nem mistérios, um deus mais claro e visível do que o sol meridiano - como se o sol  ao meio-dia nos fosse visível!... Hoje, talvez em linguagem mais culta, saborosa e rápida: Deus valor supremo e fonte de todos os valores! Esse novo equívoco que já  Nietzsche denunciava e do qual diz Heidegger com toda a razão: « O último golpe contra Deus e contra o mundo suprassensível consiste em que Deus, o existente de todo o existente, seja rebaixado à condição de valor supremo. Não porque se tenha Deus por incognoscível, não porque se demonstre que a existência de Deus é indemonstrável, se assesta o golpe mais duro em Deus, mas sim por elevar meramente a valor supremo  o Deus tido por real. E, com efeito, esse golpe não vem dos profanos que não creem em Deus, mas dos crentes e dos seus teólogos»...
Usar o santo nome de Deus em vão e caminhar-sem-Deus na vida tranquilamente não parece ser facto de hoje;  ao menos não terá hoje boa imprensa... existencialista. Sobretudo na Filosofia e na Poesia, que tantas vezes se disputam, ou entre si comutam o terreno ontológico, uma como análise, outra como criação. É bem certo que há, nesses domínios, quem continue a malbaratar o nome de Deus, apondo essa etiqueta, como os primeiros cristãos exprobravam ao paganismo, a tudo quanto se lhes antolhe, menos ao único Deus vivo e verdadeiro; não é hoje porém fenómeno próprio dos mais nem dos melhores.  Sobretudo não dos mais autenticamente religiosos. Não andaria muito longe de certa verdade Fernando Pessoa quando notava que, entre nós, os poetas religiosos não eram católicos e os poetas católicos não eram religiosos."

D. António Ferreira Gomes, Pórtico in  "Contos Exemplares" de Sophia de Mello Breiner Andresen. Porto: Porto Editora, 2013 (36ª ed), p. 13 a 15 (1ª edição em 1962)


07/05/2016

Casa vazia

Janela com janela, Alta, Coimbra



Dai-me a casa vazia e simples onde a luz é preciosa. Dai-me a beleza intensa e nua do que é frugal. Quero comer devagar e gravemente como aquele que sabe o contorno carnudo e o peso grave das coisas. 
Não quero possuir a terra mas ser um com ela. Não quero possuir nem dominar porque quero ser: esta é a necessidade.
Com veemência e fúria defendo a fidelidade ao estar terrestre. O mundo do ter perturba e paralisa e desvia em seus circuitos o estar, o viver, o ser. Dai-me a claridade daquilo que é exactamente o necessário. Dai-me a limpeza de que não haja lucro. Que a vida seja limpa de todo o luxo e de todo o lixo. Chegou o tempo da nova aliança com a vida. 

inédito sem data

continua...  (BNP)

06/05/2016

"em honra da beleza das coisas"

... E retomaram o seu caminho.

Iam de mãos dadas através do ar doirado e verde.
- Esta floresta é linda! - disse a mulher.
-É - disse o homem -, mas não encontrámos ainda a estrada.
A mulher, porém, entornou a cabeça para trás e respirou profundamente o cheiro das árvores e da terra. Estendeu a  mão no ar e na ponta dos seus dedos poisou uma borboleta.
-Ah- disse ela - mesmo perdida, vejo como tudo é perfumado e belo. Mesmo sem saber se jamais chegarei, apetece-me rir e cantar, em honra da beleza das coisas. Mesmo neste caminho que eu não sei onde leva, as árvores são verdes e frescas, como se as alimentasse uma certeza profunda. Mesmo aqui a luz poisa leve nos nossos rostos, como se nos reconhecesse. Estou cheia de medo e estou alegre. 

Sophia de Mello Breyner Andresen, Contos Exemplares. ( Ilustrações de João Catarino) Porto: Porto Editora, 2013, (36ª edição). p. 97.



Um conto angustiante e triste mas também muito belo da Sophia 

09/04/2016

[Colares] As flores

Um povo que vende colares de flores e se embeleza com eles
só pode ser especial.

Goa, mercado



As flores

Era preciso agradecer às flores
Terem guardado em si,
Límpida e pura,
Aquela promessa antiga
Duma manhã futura.


Sophia de Mello Breyner Andresen, No Tempo Dividido.  Lisboa: Caminho, 1991.


07/07/2015

A uma mulher com garra

Maria Barroso, fotografia de Rui Gaudêncio, no Público



Homenagem a Maria Barroso - ver a partir do minuto 28.


Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen na voz de Maria Barroso



Carta aos amigos mortos

Eis que morrestes – agora já não bate
O vosso coração cujo bater
Dava ritmo e esperança ao meu viver
Agora estais perdidos para mim
– O olhar não atravessa esta distância –
Nem irei procurar-vos pois não sou
Orpheu tendo escolhido para mim
Estar presente aqui onde estou viva.
Eu vos desejo a paz nesse caminho
Fora do mundo que respiro e vejo.
Porém aqui eu escolhi viver
Nada me resta senão olhar de frente
Neste país de dor e incerteza.
Aqui eu escolhi permanecer
Onde a visão é dura e mais difícil

Aqui me resta apenas fazer frente
Ao rosto sujo de ódio e de injustiça
A lucidez me serve para ver
A cidade a cair muro por muro
E as faces a morrerem uma a uma
E a morte que me corta ela me ensina
Que o sinal do homem não é uma coluna.

E eu vos peço por este amor cortado
Que vos lembreis de mim lá onde o amor
Já não pode morrer nem ser quebrado.
Que o vosso coração que já não bate
O tempo denso de sangue e de saudade
Mas vive a perfeição da claridade
Se compadeça de mim e de meu pranto
Se compadeça de mim e do meu canto.

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Livro Sexto [Cortesia do Google]

08/03/2015

Motivo - As Rosas

No dia Internacional da Mulher - 3 poetizas

A sepal, petal, and a thorn                                   Sépala, pétala, espinho.
Upon a common summer's morn –                       
Na vulgar manhã de Verão –
A flash of Dew – A Bee or two –                          
Brilho de orvalho – uma abelha ou duas –
A Breeze – a caper in the trees –                         
Brisa saltando nas árvores –
And I'm a Rose
!                                                    – E sou uma Rosa!

Emily Dickinson (1830-1886)

(Tradução de) Jorge de Sena, 80 poemas de Emily Dickinson. Lisboa: Guimarães/Babel, 2010*


Para Emily 



Para Sophia

Para Cecília

Sophia de Mello Breyner Andresen- retirado da BNP

Para todas as amigas que por aqui passam: não é uma rosa mas é rosa.

4º. Motivo da rosa

Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.

Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.

Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.

E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.

Cecília Meireles

Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1472 © Luso-Poemas

*Nenhuma poesia do tempo se parecia com a sua, tão insólita, tão abrupta, tão tensa e tão concisa. […] a "liberdade" de Emily Dickinson é extremamente complexa, só entendível em pessoalíssimos termos. Mas, na história da poesia norte-americana, em que as figuras dolorosas ou tragicamente isoladas são tantas, ela avulta esplêndida, igualmente distante dos "profissionais" da poesia ou dos fabricantes dela para consumo doméstico ou público.
Jorge de Sena introdução na antologia: 80 poemas de Emily Dickinson.

Paris Opera Ballet, Agnès Letestu e Stéphane Bullion, Coreografia - John Neumeier

18/11/2014

"Junto do mar"


Joseph Mallord William Turner, Storm Clouds, Looking Out to Sea, 1845, 
from the Ambleteuse and Wimereux sketchbook, Watercolour on paper. Tate Gallery

Num marcador de livros que a Bertrand me ofereceu:

Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar.


Sophia de Mello Breyner Andresen, Livro Sexto, Assírio e Alvim, 2014



***
O mar lava a alma e cauteriza as feridas.


17/05/2014

Gesto - Sophia

Amanhecer


GESTO

Eu em tudo te vi amanhecer
Mas nenhuma presença Te cumpriu,
Só me ficou o gesto que subiu
às minhas longínquas fontes do meu ser.

Sophia de Mello Breyner Andresen, Obra Poética I. Lisboa: Caminho, 1990, p. 142.

08/03/2013

"Onde mora a plenitude"


No dia da mulher  deixo a rosa para todas as mulheres que por aqui passam.
Zayasaikhan Sambuu, Sem título

AS FONTES

Um dia quebrarei todas as pontes
Que ligam o meu ser, vivo e total,
À agitação do mundo do irreal,
E calma subirei até às fontes.

Irei até às fontes onde mora
A plenitude, o límpido esplendor
Que me foi prometido em cada hora,
E na face incompleta do amor.

Irei beber a luz e o amanhecer,
Irei beber a voz dessa promessa
Que às vezes como um voo me atravessa,
E nela cumprirei todo o meu ser.

Sophia de Mello Breyner Andresen, Poesia I              

[O sublinhado é meu].

03/12/2012

"quatro letras"


Imagem retirada do site da  Fnac

O livro de Sophia de Mello Breyner Andresen (textos inéditos) e do neto Pedro Sousa Tavares (que os apresenta): Os Ciganos é  lindíssimo pois faz a ponte entre os gadjó e os ciganos ou povo Rom.

Escolhi o trecho que em seguida apresento para dedicar às minhas amigas da Cozinha dos Vurdóns que têm desempenhado um papel muito importante na conquista dos direitos do povo Rom.

O rapaz começou a afastar a caruma do chão, até deixar descoberto um retângulo de terra limpa. Depois pegou num galho seco e escreveu quatro letras: G,E,L,A.
- O que é isso? - perguntou a rapariga.
- Isto é o teu nome. Se me estás a ensinar o que sabes creio que também posso fazer o mesmo.Contarás tu as histórias do teu povo.

Sophia de Mello Breyner Andresen  e Pedro Sousa Tavares. Os Ciganos, Porto: Porto Editora, p. 54. (Ilustrações de Danuta Wojciechowska)

A ilustradora Danuta Wojciechowska foi distinguida com menções especiais do «Prémio Nacional de Ilustração: pelas ilustrações do livro “Fala-Bicho”, de Violeta Figueiredo, Editorial Caminho; pelas ilustrações do livro “O Limpa-Palavras e outros poemas”, de Álvaro Magalhães, ASA; pelas ilustrações do livro “O Gato e o Escuro”, de Mia Couto, Editorial Caminho; pelas ilustrações do livro “Mouschi o Gato de Anne Frank” de José Jorge Letria, ASA. Em 2002 foi seleccionada pela THE WHITE RAVENS – A Selection of International Children´s and Youth Literature, com o livro “O Gato e o Escuro”, de Mia Couto, Editorial Caminho. For Young People. Em 2003 foi seleccionada para a Exposição Internacional de Ilustradores da Feira do Livro Infantil de Bolonha. Foi seleccionada como candidata nacional ao prémio Hans Christian Andersen 2004, atribuído pelo IBBY – International Board oF Books. »
Daqui

Obrigada Cláudia da Livraria Lumière que me arranjou este livro a um custo mais favorável.

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