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03/11/2017

Para a Margarida

Parabéns, Margarida!
Que tenha uma noite, no Louvre, com jantar, muito feliz.
A arte e a moda serão um casamento possível?

Aqui fica uma prendinha virtual  concebida por Jeff Koons para a Louis Vuitton

http://eu.louisvuitton.com/eng-e1/products/neonoe-nvprod650090v




03/07/2017

A Arte Mestra da Vida

Deixamos a nossa arte escrita para guia da experiêcia dos 
vindouros, e encaminhamento plausível
das suas emoções. É a arte, e não a história, que é a mestra da vida.

Fernando Pessoa*

Sabemos por experiência, que toda a prendizagem requer a harmonia entre passado, presente e futuro, implicando uma estreita relação entre ensinar e aprender. (...) O pintor francês Jea-François Millet, por exemplo, abordou essa relação, de forma expressivamente maternal, acentuando o papel feminino no gesto poético de ensinar - Lição de Tricotar - que não precisa de agradecimento, tão naturalmente é pertença da humanidade.

Maria do Carmo Vieira, A Arte, Mestra da Vida, reflexões sobre a escola e o gosto pela leitura. Quimera, 2009, p.30.  * p. 29

Jean-François Millet, Lição de Tricotar,  c.1854,
Museum of Fine Arts, Boston


Imagem retirada  do site do museu:
http://www.mfa.org/collections/object/knitting-lesson-31290


23/06/2017

Corta-papéis

Um dos poucos corta-papéis que faz parte da minha colecção. Adquiri-o numa feira de velharias. Gosto particularmente dele por ser uma flor e ter um movimento súbtil. Julgo que será Arte Nova. 
Já foi usado para cortar folhas de livros e algumas cartas, na era dos ebooks e da informação global que, apesar disso, não dispensam o papel e o correio.
Do quotidiano e da Arte eis o 
                                                     Corta-papéis



"TODA A ARTE É DIZER QUALQUER COISA"

Outra nota ao acaso

Toda a Arte é uma forma de literatura, porque toda a arte é dizer qualquer coisa. Há duas formas de dizer - falar e estar calado. As artes que não são a literatura são as projecções de um silêncio expressivo. Há que procurar em toda a arte que não é a literatura a frase silenciosa que ela contém, ou o poema, ou o romance, ou o drama. Quando se diz «poema sinfónico» fala-se exactamente, e não de um modo translato e fácil. O caso parece menos simples para as artes visuais, mas, se nos prepararmos com a consideração de que linhas, planos, volumes, cores, justaposições e contraposições são fenómenos verbais dados sem palavras, ou antes por hieróglifos espirituais, compreenderemos como compreender as artes visiais, compreenderemos como compreender as artes visuais, e, ainda que as não cheguemos a compreender ainda, teremos, ao menos, já em nosso poder o livro que contém a cifra e a alma que pode conter a decifração. Tanto basta até chegar o resto.
Álvaro de Campos, Sobre a Arte 

1936
Fernando Pessoa, Textos de Crítica e de Intervenção. Lisboa: Ática, 1980, p. 279.
(1ª publ. in “Presença”, nº 48. Coimbra: Jul. 1936)


04/10/2016

O tempo

A model presents a body painting composition ''Time" by Belarusian designer Andrei Lagun during the Mammoth Fashion Festival in Minsk, 
Picture: VIKTOR DRACHEV/AFP/Getty Images, in The Telegraph

O tempo

O tempo diz ao tempo
passa, passa, lentamente,
o tempo diz ao tempo
passa, passa, rapidamente.

O tempo diz ao tempo
que perda tudo isto,
passas na rua, sem olhar,
entras em casa sem enxergar.

Vagueias pelo caminho que abriu sem o conheceres;
desenham-se no horizonte auroras e poentes,
mas tu continuas a vaguear...
passa o tempo, passa o tempo,

sem fronteira, nem destino,
sem ritmo, nem desafio,
sem rumo, nem meta,
apenas vagueias sem pressa.

Diz o tempo para o tempo,
adormece e passa o tempo.
Diz o tempo para o tempo.

passa, passa, passa,
volta, volta, volta,
parte, parte, parte.

ana


28/06/2016

"Danseuses" et Istambul

Uma viagem pela arte da Índia desde 1570 a 1660, sob a égide de quatro imperadores, Akbar (1555), Jahângir (1605),  Shâh Jahân (1627) e Aurangzeb (1658).


15 x 10,5 cm

Danseuses Kathak (c.1675), Victoria and Albert Museum, Londres


Danseuses
Conformément à une très ancienne tradition des Indes, la danse, plus que toutte autre forme d'art, connut une nouvelle ère de succès. Mais, sous la dynastie moghole, elle tomba dans le mépris parce qu'étrotement associée aux  moeurs des femmes légères. 

George Lawrence, Artes des Indes. Paris: Fernand Hazan. 1963, s/nº p.


Marcadores: 
Prince trônant choisissant un fruit, Asie centrale, 1550-1575; Institut du Monde Arabe
Khamsah de Nizami, Layla et ses compagnes dans un jardin, Inde moghole, vers 1640-1645; Institut du Monde Arabe

Detalhe do mosaico que representa a Virgem Maria e Jesus no trono, na Basílica de Santa Sofia, em Istambul, antiga Constantinopla.
No reverso vê-se o mosaico completo, o imperador Constantino apresenta o modelo da cidade murada (direita), e  o imperador Justiniano oferece a Basílica de Santa Sofia (esquerda).
Aya Sofya significa Sagrada Sabedoria.



Obrigada MR.:))

Não é dança Kathak mas gostei desta expressão.

Kathak 

14/09/2015

Rebuçado - "UE"

Laurence Jenkell, Rebuçado, Cannes 
( 2 m de altura, escultura em alumínio, resina, e aço... )

Comemoração do encontro do G 20  a 3 e 4 Novembro de 2011, em Cannes.


Este rebuçado representa a União Europeia. Será assim tão doce?

(Foto minha)


Foto retirada do Nice- Matin a escultora junto à obra.
(http://www.nicematin.com/cannes/jenkell-offre-deux-sculptures-bonbons-a-cannes.1162103.html)

Vivemos num mundo conturbado e em convulsão.
O espírito económico mantém-se. O homem  precisa de projectos, ideais, humanismo 
e compreender o mundo que o rodeia...

Tanta evolução, tanto caminho e tão pouco aperfeiçoamento... :((

Boa noite/ Bom dia!

Cannes




06/07/2015

Palavras versus Imagens

Vale um mais um homem pelas suas palavras,
ou uma mulher mais do que as suas imagens?

Words and Pictures, Por Falar de Amor, é um filme de Fred Schepisi, interpretado por Juliette Binoche e Clive Owen.

Um filme não é apenas um filme. W and P relata um romance/drama/comédia que nos oferece muito mais que uma história de amor, ele retrata:
a arte e o seu sentido.
Aliás reparem no título original do filme.

Juliette Binoche pintou as telas que surgem no filme, é amante de arte e teve lições de pintura na sua juventude. A inspiração para as telas vêm da artista Fabienne Verdier, à direita. 
A actriz revelou o seu profissionalismo e a sua sensibilidade. Parabéns Juliette Binoche.

_DSC0836.NEF           




06/05/2015

urge criar - a poesia e a arte

Uma iniciativa interessante e que entra pelos olhos dentro. Entre as várias criações - que podem ver no link abaixo registado - escolhi esta por achar que a ligação à livraria é perfeita, para não falar na simbologia em causa. Precisamos de luz para viver inteligentemente.

Fotografia de Cláudia Ribeiro - Reparem como as luzes estão acesas, no lado direito.


O Clube de Criativos de Portugal existe há 16 anos e tem como objectivo premiar o que de melhor se faz em criatividade comercial em Portugal.
Nesse sentido, o Clube lança anualmente um tema que, em 2015, envolve o convite às livrarias icónicas de Lisboa e Porto na integração do projecto. No Porto, trata-se da INCM, Leitura Bulhosa, Poetria e Lumière.

Num tempo em que a urgência impera no tom e na forma, "URGENTE É A POESIA" impôs-se como tema, porque é urgente a inspiração, a renovação e a arte, que a rotina - ou o mercado -, nos vai fazendo esquecer ou que, cada vez mais, é urgente contrariar.
A forma encontrada para materializar esse conceito, foi a criação de um laço entre o Design e as livrarias, tornando-as no objecto da intervenção. Ou, por outras palavras, a Poesia do Design serve de mote para a atribuição de montras de livrarias a designers e ateliers nacionais que nelas trabalharam, alguns dos profissionais mais reconhecidos nesta área.

Partindo e valorizando a literatura poética disponível em cada livraria intervencionada, esta parceria visa, para além da promoção dos artistas envolvidos, a das próprias livrarias, chamando a atenção do público para as suas montras e induzindo-o para a descoberta e compra dos livros.
A vertente do vitrinismo é assim assumida como forma de comunicação e captação do interesse e do olhar de quem por elas passa.

Ver aqui o projecto Livraria Lumière

Gosto de contrastes e é assumidamente entre estes dois mundos: o da criatividade comercial e o da arte pura que trago aqui alguma luz.

A arte puramente pela arte - foi com alegria que recebi os raios de Sol da Myra.

Luz incandescente [título meu]


URGENTE É A POESIA:  Iosif Landau é poeta e irmão da pintora Myra Landau. No link assinalado encontra mais poesia.

ERA UMA VEZ

Meus doze anos, calças curtas,
pele luminosa, seda do oriente,
olhos castanhos, cerejas maduras,
perfume de macieira, inocência.

Como a mãe em vigília,
dias escorrem em silêncio,
a grama por onde ando
esconde meus passos,
estrelas longe do meu alcance,
visões, idéias e pensamentos
em minha mente flutuam,
mão do destino guia.

Lendas de reis e princesas,
Excalibur e a Dama do Lago,
abrem as portas da casa escura,
flautas e oboés, Puck dança,
flores surgem da terra,
visão floresce,
ela deitada ao meu lado, encanto

Meu rosto vincado,
mapa do meu passado,
vida de longo caminho,
já fui criança,
mãe, me abraça.


Iosif Landau

Se não fosse a "Lumière" não tinha descoberto este cantor : Calogero Joseph Salvatore Maurici, conhecido como Calogero é um cantor francês.  Entre a canção e a declamação poética a fronteira é ténue.

03/03/2015

"O deserto é o tempo sem espaço" - Leituras

«- Quero fazer-te um pedido: se és poeta, não queres recitar para mim alguns dos teus versos?
O outro, que contemplava as chamas da fogueira, respondeu sem desviar a cara:
- Aqui está um poema feito durante a minha viagem.

O deserto é o tempo sem espaço.
O deserto é o vazio do mundo.
É uma jóia que espera resplandecer,
desde o princípio dos séculos.
Quando uma lágrima cai no chão seco,
a terra agradece com uma flor.

Houve um silêncio pesado. Rashid aclarou a garganta e declarou com todo o tacto de que era capaz (e que não era muito):
- Sem ofensa: no país de onde vieste as pessoas gostam desses versos? Consegues ganhar a vida com eles?
Ao ouvir isto, o poeta riu tanto que as suas faces ficaram molhadas de lágrimas. Respondeu:
- Já percebi não gostaste! Mas tens razão, eu não recito  poemas como este no país de onde venho... Enfim, não sejas tão severo: quando canto, é um pouco diferente. »

João Aguiar, O Homem Sem Nome. Lisboa: Asa, 1995, 
(7ª Edição), p. 17.                                                               Imagem cortesia do Google.
Agradeço à Cláudia Ribeiro que me encontrou este livro.

Danae Stratou, escultor, Alexandra Stratou, desenhadora industrial e Stella Constantinides, The Desert Breath, instalação no deserto do Egipto próximo de Hurghada, 1997, daqui


Desert-Breath-1Desert-Breath-2

25/07/2014

"Abstractio" - black and white

Bombardeamento na Faixa de Gaza

 ABSTRACTO, do latim ABSTRACTIO, significa algo que não é concreto. O que prevalece é a ideia e o conceito.

Acerca da arte abstracta Kandinsky evidencia que,

Se o artista é sacerdote da «beleza», esta deve ser procurada, segundo o principio do valor interior... A «beleza» só pode ser medida pela escala da Grandeza e da Necessidade Interior... É o belo que procede de uma necessidade interior da alma. É o belo que é belo interiormente. 

Wassily Kandinsky, Do espiritual na arte. Lisboa: D. Quixote,  2010, p. 114-116.

Sendo os bombardeamentos concretos, serão abstractas as pessoas que morreram? 
Israel bombardeou uma escola das Nações Unidas, na Faixa de Gaza, morreram muitos civis entre eles crianças... 
Como explicar o inexplicável? 
Como entender este fenómeno?
A comunidade judaica sofreu, no passado, horrores como é que agora responde com mais horror?

12/06/2014

Livro de poesia e Arte

O livro de Maria Teresa Horta, A Dama do Unicórnio foca numa abordagem poética as seis tapeçarias quatrocentistas do Museu de Cluny, actual Museu da Idade Média, em Paris. As tapeçarias localizadas pelo arqueólogo Prosper Marimée no castelo de Boussac seduziram vários escritores e poetas, tais como: George Sand; Balzac; Jean Cocteau, Rilke, Marina Tsvétaïeva e Hilda Doolittle.

A beleza da poesia e da arte representada são verdadeiro alimento.
A Dama do Unicórnio é composta por seis tapeçarias que representam os cinco sentidos: 
«Paladar», «Audição», «Olfacto», «Visão» e «Tacto»



A Coroa de Flores e o odor.

Deslaçam-se os perfumes
no cume dos sentidos

Desacertando tudo
deixando tudo inteiro
voltam depois diluindo o ar

Para logo tornarem
aguçando os cheiros

Primeiro são as fragrâncias
das treliças dos cravos

Depois vêm as rosas
na cesta de flores

Nos odores da água
mas também nas do corpo
a desencadear desejo no topo

Desenredadas que estão
as essências do êxtase

Do orgasmo
e do grito
do pudor já desfeito

No pecado e no vício
no ardor satisfeito.

MTH, na obra assinalada, in  Olfacto, s/nº de página.

Não nos aproximamos, sem dar por isso, mais silenciosamente da tapeçaria seguinte logo que notamos que a figura feminina está como que absorta? Ela está a fazer uma grinalda, uma pequena coroa redonda de flores. Pensativa escolhe a cor do cravo seguinte na salva que a aia lhe estende, enquanto vai prendendo o anterior. Ao fundo sobre um banco, está um cesto de rosas intactas, que um macaco descobriu. 

Rainer Maria Rilke,As Anotações de Malte Laurids Brigge, Lisboa: Relógio de D’ Água, 2003 (tradução e prefácio de Maria Teresa Dias Furtado), pp. 130-131.


The Lady and the Unicorn (John Renbourn) performed by Anton Pinna

13/05/2014

(...) algo de autêntico...

A Melhor Oferta é um filme de Giuseppe Tornatore e conta com a brilhante interpretação de Geoffrey Rush.
Um filme com vários sabores e fragrâncias, tem como cenário várias cidades italianas, em particular ,a piu bella Roma, um ambiente sublime, o melhor e o pior da essência humana.

Obteve os seguintes prémios: o David di Donatello Award para o melhor filme, realização, decoração, guarda-roupa e a melhor música (Ennio Morricone); o Silver Ribard Awards para o melhor: filme, realização, produção, cenografia, guarda-roupa, editor e a melhor música. Por último, recebeu o European Film Awards para a melhor musica.

Existe sempre algo de autêntico numa falsificação. 
Será o amor uma obra de arte?

Mulheres, Retratos, Daqui


14/03/2014

Où allons-nous?


D' où venons-nous?
Que sommes-nous?
Où allons-nous? [...]

Paul Gauguin, in  [clicar no link]
André Comte- Sponville, Pensées sur la sagesse
Paris: Carnets de philosophie/Albin Michel, 2000, p. 64-65.

01/03/2014

Magnólias e arte


Em sintonia com João Menéres 
Grifo Planante
As minhas magnólias


Desprovida de ideias, olho para as minhas magnólias e não sei se elas por si só, na sua essência, serão arte. 


Denis Huisman, A Estética. Lisboa: Edições 70, 2013, p.122.


13/01/2014

Twelve years...

Anonimous, Black Servant with flowers, spanish, first half sixteenth century, Houston


Clemens: Survival is not about certain death. It's about keeping your head down.
Solomon Northrup: Days ago I was with my family, in my home. Now you're telling me all that's lost? Tell no one who I am, that's the way to survive? Well, I don't want to survive. I want to live



Quando as fronteiras se unem só podem gerar a beleza deste retrato atribuído a Johann Zoffany.

Retrato inglês de Dido Elizabeth Belle (1761-1804) e a sua prima Lady Elizabeth Murray (1760-1825), sobrinhas netas de Lord Mansfield, que esteve na origem da interdição da escravatura em terras britânicas. O retrato encontra-se em Scone Palace, Perthshire, Ecosse. (Wikipedia) Link.

. File:Dido Elizabeth Belle.jpg

08/10/2013

Grafismos orientais - Myra e Breitner. "Refugia-te na Arte"

A Arte é uma forma de nos deslumbrarmos e de fazermos a catarse do mundo em que vivemos.
Não é uma fuga mas antes uma defesa. Podem esvaziar-nos e assaltar-nos mas não podem despejar a nossa mente. Essa é propriedade individual e inalienável. 
Da mente cuidem-se os políticos...

George Hendrik Breitner (1857-1923), detalhe, Rapariga com o Kimono Branco, 1894


Myra Landau (do blog Parole), Grafismos [intitulado por mim]


O Que Alguém Disse

"Refugia-te na Arte" diz-me Alguém 
"Eleva-te num vôo espiritual, 
Esquece o teu amor, ri do teu mal, 
Olhando-te a ti própria com desdém. 

Só é grande e perfeito o que nos vem 
Do que em nós é Divino e imortal! 
Cega de luz e tonta de ideal 
Busca em ti a Verdade e em mais ninguém!" 

No poente doirado como a chama 
Estas palavras morrem... E n'Aquele 
Que é triste, como eu, fico a pensar... 

O poente tem alma: sente e ama! 
E, porque o sol é cor dos olhos d'Ele, 
Eu fico olhando o sol, a soluçar... 

Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade" (Citador)


Grafismo - pintura japonesa

Um dos Kimonos que mais gostei no Rijksmuseum.
[não consegui obter mais informação no site do museu]


25/07/2013

No Palácio da Ajuda, com Joana Vasconcelos - Impressões 2

A deambular pelo Palácio da Ajuda.
Na Vitrine dos Príncipes [quarto de brinquedos], mesmo antes de subir ao piso superior, o Casanova brinca com o 
Menino- Príncipe. O gato é uma peça de Rafael Bordalo Pinheiro. O espaço é delicioso... 


Passo pela sala de jantar, apreciei-a mas sigo, passo pelos corredores e subo as Escadas Nobres, 
 nestas retenho o fabuloso tecto e o lustre que contrasta sem ferir. 
Ouço La Bohème, depois de ter deixado para trás a Carmen.


Entro no piso superior passo por algumas peças, observo atentamente 
mas deixo as peças a falar sozinhas. Paro na Sala das Senhoras do Corpo Diplomático e encontro na sala grandiosa Brise, o sofá com flores vivas de plástico
vermelho, amarelo e azul. Não diria que é um sopro...


Continuo, deixo a Sala do Corpo Diplomático, encontro a Euro-visão que deixo para outra altura.
Entro na Sala do Trono, deparo-me com Marilyn, ou como intitulei, os sapatos da Gata Borralheira.
Estranho a postura pois estão voltadas de costas para Suas Majestades 
o Rei e a Rainha de Portugal.
Desagrada-me este descuido...
Uma peça fantástica, digamos, mas enriquecida pelo ambiente da Sala.


Objectos palacianos em contraste com material quotidiano


Eis que chego à Sala de D. João VI onde a tapeçaria narra a chegada do rei, do Rio de Janeiro, e a felicidade do povo: Coração Independente Vermelho. Aqui está a minha peça favorita. 
Ouço o fado Gaivota na voz da diva portuguesa: Amália Rodrigues. 
A sala pintada a trompe l'oeil regista quatro Atlas 
simbolizando os quatro Continentes por onde andaram os portugueses.


Visão das duas peças, quanto a mim, as melhor concebidas



Enfoque para a tapeçaria com o regresso de D. João VI do Brasil


Rendilhado coração
Rendilhado

Na Sala de D. João IV, a Noiva. Dada a grandiosidade da peça 

faz-nos abstrair do material quotidiano de higiene feminina



Deixei para trás algumas peças, talvez porque nada me disseram... 

Segundo Home, a beleza é aquilo que é agradável. E por isso a beleza é determinada apenas pelo gosto. [p.53]
A missão da arte consiste precisamente em tornar compreensível aquilo que poderia ser incompreensível e inacessível sob a forma de raciocínios. [p.142]

Leão Tolstói, O que é a Arte? Lisboa: gradiva, 2013. (Tradução do russo de Ekaterina Kucheruk, revisão científica e introdução de Aires Almeida).

Será que Joana Vasconcelos cumpriu a missão?
Haverá algum ponto de contacto entre arte e decoração? Qual é que se destaca?

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