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16/10/2019

Para uma amiga

Para a Maria João,
Muitos parabéns. 
Um dia muito feliz!

Aqui fica uma tela que me faz lembrar o livro da Maria João. 
As memórias como a tela são feéricas, tranquilas e belas.


Recordo o dia em que me "separaram" da minha irmã mais velha. Devia eu ter cinco anos e ela um ano mais. Adoecera com tosse convulsa e,  para eu não ser contagiada, o meu pai foi levar-me a casa da tia da minha mãe, a tia Mariquinhas.

Maria João Falcão, Os Figos de Setembro e outras Histórias. R. G.Livreiros, 2018, p. 47.

Pierre-Auguste Renoir, As duas Irmãs, ou no Terraço 1881,
Art Institut of Chicago, Chicago



Porque a Itália é bela!
À alegria. :)) [Cortesia do Youtube]


27/10/2018

na hora de pôr a mesa






na hora de pôr a mesa, éramos cinco

na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.


José Luís Peixoto, A Criança em Ruínas, Vila Nova de Famalicão. Quasi, 2007.


09/09/2015

Um encontro com Renoir

Depois de ter visto o filme de Gilles Bourdos: "Renoir" sobre Pierre Auguste Renoir tive vontade de conhecer a casa onde ele viveu os últimos anos de vida. Foi, pois, com emoção que visitei a propriedade, tentando imaginar quanto possível a vivência de um dos mentores do impressionismo.

Na subida... ao encontro de Renoir 
- Casa - Museu Pierre Auguste Renoir, Cagnes - Sur- Mer ou Domaine des Collettes

A flora é luxuriante. O azul do mar no horizonte enche os olhos e apazigua a alma. A paisagem humana é diferente da do início do século XX, tal como, provavelmente, parte de algumas plantas mas dá para nos encontrarmos com o ambiente em que o pintor viveu e com as cores que conviveu. Encontramos as  oliveiras centenárias e os caminhos sinuosos.

Mais próximo da casa de Renoir, ela recebe-nos de portas e janelas abertas


Renoir, Coco lising, 1905;  Cópia de Albert André, La petite fille au cerceau de P.A. Renoir
Casa-museu Renoir, Caignes Sur Mer 


A sala de jantar e a sala de estar. Não sei se estaria assim quando Renoir a habitava mas tem muitas fotografias que testemunham o seu quotidiano.


O mar, as cores, os cheiros eram provavelmente ingredientes para os temas escolhidos.


A cozinha

O atelier foi a sala que mais me emocionou.

Perspectiva do quarto de Renoir




A cadeira onde era transportado para o atelier do jardim

Pierre-Auguste Renoir. Natureza Morta. (sd)





O atelier no jardim

Escultura de Renoir representando Aline, sua mulher.

Filme apresentado em Cannes.

06/09/2015

Hino à Vida...

A chegada constante de refugiados, a morte de crianças e adultos, a destruição de escolas, as guerras, a fome, a falta de liberdade e tanta violência em nome do poder económico, político e religioso, torna o homem do começo do século XXI tão parecido ao homem do início do século XX e dos seus ancestrais. 
Qual foi a evolução? O que se aprendeu com o passado? 
Nada...

Renoir esculpiu um hino à vida. Um hino que me reconfortou quando visitei a sua 
casa-museu em Cagnes-Sur-Mer.

Pierre Auguste Renoir e Richard Guino -  Modelo de pêndulo: Hino à Vida 
Gesso com patine

Entrada para a Casa-Museu de Pierre Auguste Renoir em Cagnes-Sur-Mer
(Daqui ainda não se avista a casa)



18/12/2013

Renoir

La douleur passe, la beauté reste,
Pierre-Auguste Renoir no filme: Renoir de Gilles Bourdos 
(dito a Matisse; citado em "Cahiers de l'Université‎" - Ed. 15-17, Página 166, de Université de Pau et des pays de l'Adour, Groupe de recherche en sociologie de la littérature, Université de Pau et des pays de l'Adour, 1988)


Pierre-Auguste Renoir, A Ingénua, 1877,
Gallery Sterling and Francine Clark Art Institute at Williamstown, MA, USA

The Ingenue - Pierre-Auguste Renoir

Cena do filme Renoir, de Gilles Bourdos, Christa Théret em primeiro plano.
Festival de Cannes 2012. Fotografia retirada de Rotten Tomatoes.

Auto-retrato, fonte Wikipaintings, s.d.
Pierre-Auguste Renoir



A minha colecção de Cd's sobre pintores.
Perdi o Moinho e a Cruz sobre Brueghel, o Velho.

23/11/2011

"Cada dia as horas se despem mais do alimento" (Pelo Fado 2)

Pierre-Auguste Renoir, Detalhe de Children's Afternoon in Wargemont, 1884




Oil on canvas, Nationalgalerie, Berlin, Germany



Cada dia é mais evidente que partimos

Cada dia é mais evidente que partimos
Sem nenhum possível regresso no que fomos,
Cada dia as horas se despem mais do alimento:
Não há saudades nem terror que baste.

Sophia de Mello Breyner Andresen, Antologia Círculo de Poesia, Moraes Editores, 1975


Pelo Fado


25/02/2011

No concerto ...as flores! Renoir "... tout par terre"

Em Memória de Renoir que nasceu em Limoges a 25 de Fevereiro de 1841 e faleceu em Cagnes-sur-Mer em 1919.
xx
Pierre-Auguste Renoir, No Concerto, 1880

Detalhe

The Sterling and Francine Clark Art Institute, Williamstown, Massachusetts

«Vous arrivez devant la nature avec des théories,
la nature flanque tout par terre».

Pierre Auguste Renoir

23/06/2010

se existisse...

Pierre-Auguste Renoir, Etching, Sur la Plage, à Berneval, c. 1892


estou deitado sobre a minha ausência,
como poderia estar deitado se existisse.
amanhã as ondas imitar-me-ão na praia.

José Luís Peixoto, A Criança em Ruínas, Vila Nova de Famalicão. Quasi, 2007, p.40

16/05/2010

O Palhaço, Renoir!

Depois de reler A Morte do Palhaço de Raúl Brandão.
x
Renoir, O palhaço Aka James Bollinger Mazutreek, 1868

Óleo sobre tela, 193,5 x 130 cm, Kroller-Muller Museum, Netherlands.


– O homem material - pensava o Palhaço – não existe. A vida é uma convenção. O que existe é o sonho, o sonho é a única realidade. Sonhar!, sonhar!...

Raul Brandão, A Morte do palhaço, 1926

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