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12/02/2016

Inspiração Dalí...




If memory (in all of us so dim!)
persists in landscapes, chic and trim,
where watches melt on chici trees
and mountains float on desert seas,
astounding facts, indeed,
do rally to teach the clever Mr. Dalì


J.A. GAERTNER, The Persistence of Memory by Salvador Dalì [Poem], in «College Art Journal», Vol. 17, No. 4 (Summer 1958), p. 381. (daqui)

Salvador Dalí morreu a 23 de Janeiro de 1989 e pintou a Persistência da Memória, em 1931, quadro em que me inspirei para esta fotografia.

O tempo está ligado à História, lembro, também, que a 23 de Janeiro de 2007 faleceu o historiador A. H. Oliveira Marques, a quem presto homenagem, embora tardiamente.

O espaço a condicionar o tempo.

"Fim do mundo, lugar de destino mais do que passagem, com pouca atracção do mar, a situação geográfica de Portugal não era exactamente das mais propícias ao desenvolvimento de culturas superiores. Por longos séculos estaria por trás do atraso de muitas características nacionais."

A H Oliveira Marques, Breve História de Portugal. Lisboa: Editorial Presença, 2012 (8ª edição), p.12 e 13.

Um pintor e um historiador ambos preocupados em conhecer o mundo, em estudá-lo e interpretá-lo.


11/05/2014

What Do You See?

Tudo parece vazio...
a folha que cai,
a água que corre.

Nostalgia...          

Sophie Calle nasceu em França em 1953. Sophie é escritora, fotógrafa e autora de instalações e de arte conceptual. Para além da sua arte, tem uma carreira universitária. Na literatura está ligada ao grupo Oulipo (Ouvroir de littérature potentielle) no qual se insere Italo Calvino.

Sophie Calle, What Do You See?, 2013.
© Sophie Calle / Artists Rights Society (ARS), New York / ADAGP, 
Paris; courtesy the artist and Paula Cooper Gallery, New York


Sophie Calle, The Clairvoyant, from What Do You See?, 2013.
 © Sophie Calle / Artists Rights Society (ARS), New York / ADAGP, 
Paris; courtesy the artist and Paula Cooper Gallery, New York

Salvador Dalí, Detalhe, Persistência da Memória, 1932
MoMa, Nova Iorque, cortesia do Google

Filme e música de Fabrizio Ferri e coreografia de Marco Pelle
Roberto Bolle e Polina Semionova

05/11/2012

Febbre da Fieno / destinos - Destino

Febre do Feno é um filme de Laura Luchetti que tive oportunidade de ver no fim de semana passado. Roma serviu de cenário para a narração da história, uma história em que as diferentes personagens estão presas a um destino. 

D-E-S-T-I-N-O serviu de mote para esta postagem.

Salvador Dalí, Destino, desenho para a curta-metragem da Walt Disney, 1946, Coleção privada. 



Boca da Verdade,  cortesia do Google, 
cena do filme

«Febbre da Fieno è una Commedia [?] Sentimentale dove si intrecciano amore e destino.» 


Destino é uma palavra cujo significado não é consensual.
Dependerá de nós?
Será o fator sorte preponderante no destino?
Estará o destino ligado aos nossos progenitores?
?
?









Destino de Salvador Dalí serviu para animação de Walt Disney.
Com a cortesia do Youtube:

11/05/2011

Salvador Dalí - Rafael e o Panteão de Roma

Lembrando Salvador Dalí que nasceu em Figueres, Catalunha, a 11 de Maio de 1904. Foi um dos pintores mais irreverentes do movimento surrealista. Para além da pintura, da escultura e fotografia realizou alguns filmes bizarros. Escreveu prosa e poesia.

Salvador Dalí, Raphaelesque Head Exploded, 1951




Após a explosão de Hiroshima, em 1945, Dalí pintou algumas figuras e cabeças fragmentadas. Esta pintura representa a Madonna de Rafael de quem ele era um grande admirador, (e dos mestres da pintura renascentista em geral) e inspirou-se no Panteão de Roma. Para mim é uma das telas mais belas do pintor.



Panteão de Agripa, Roma



"If intelligence does not exist at birth, it will not exist at all."
Salvador Dalí

Paco de Lucia

14/02/2011

Dá Rosas Rosas a Quem Sonha Rosas

Bom dia de S. Valentim!
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Salvador Dalí, Enigma of the Rose/Death

(Visions Surrealiste/TAROT) 1976

DÁ ROSAS ROSAS A QUEM SONHA ROSAS

Dá rosas, rosas, a quem sonha rosas!
Ou não dês nada, que sonhar é tudo.
As flores naturais e preciosas
São as que eu sonho, transtornado e mudo.

Dá rosas, rosas, só em pensamento,
A quem não tem no mundo mais jardim
Que aquele que há entre o desejo e o intento
E onde haja as rosas que me dás a mim.

Fernando Pessoa, In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006

26/07/2010

Bernard Shaw - Clock!

Bernard Sahw nasceu a 26 de Julho de 1856. Em sua memória escolhi o poema Clock graças a um anónimo que há uns tempos me fez pensar sobre os relógios, o tempo e a morte. Obrigada.

Salvador Dali, Nobility of Time , Londres
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Salvador Dali, Nobility of Time

MENDRISIO, SWITZERLAND - The Stratton Foundation and the Dalí Universe will exhibit a sculpture dedicated to the renowned artist and master of surrealism, Salvador Dalí. For the 2009 world championship in Mendrisio, Switzerland

CLOCK.

There are twelve numbers on the face of my clock,
I know that it's happy for it goes tick tock.
It has two hands, one large, one quite small,
They go round and round as it hangs on the wall,
I think you know that they are playing a game,
Each time that I look, it is always the same.
They chase each other day after day,
Around they go from June until May.
What are they doing to tell the time?
Copying one another with hands that mime.
As they pass each number they seem to say,
Please don't hinder me, I'm still on my way.
The large hand says it's really not fair,
I seem to be doing more than my share.
The little hand laughs and said what fun,
I love seeing you go past always on the run.
Some people you know don't like my old clock,
But it keeps me happy, as it goes TICK TOCK.

Bernard Shaw.

31/05/2010

O tempo e a memória: a persistência da memória... 2

Retirei daqui
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A persistência da memória...

O tempo
esfuma as circunstâncias,
cria sombras, apaga os pormenores...
mas deixa para sempre uma marca

... que jamais se apaga


Time - Pink Floyd

O tempo e a memória...

Gosto deste quadro de Dalí, embora seja melancólico! (Não é o meu favorito, mas faz parte)
Salvador Dalí, A persistência da memoria, 1931

óleo sobre tela, 24 x 33 cm, Museum of Modern Art, Nova Iorque
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O tempo é uma medida estranha...
queremos agarrá-lo
mas ele foge entre os nossos dedos.
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Este foi o meu pensamento de domingo!

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