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07/11/2010

The Meaning of Life...

A felicidade ou o sentido da vida é o que todos procuramos entre os grãos das areias, no céu estrelado, na maresia, no chilreio de um pássaro ou numa minúscula flor. A dor é-lhe sempre inerente. Porquê?
Foi a Manuel de Góis, um jesuíta que leccionou no Colégio das Artes em Coimbra entre 1574 e 1582, que fui procurar um sentido...

Margarida Cepêda, Urdindo o Universo, 2000


Artigo III

Que a felicidade não consiste especificamente no prazer


«(...) uns disseram que o prazer é um mal, outros que nem é um mal nem um bem, outros que é um bem; e de entre estes últimos, alguns fazem residir nele a felicidade; outros no prazer da alma, que tem origem na contemplação da realidade e na prática das virtudes; outros, ainda, em ambos os prazeres, ou seja no da alma e no do corpo, bem como na apatia, isto é, na ausência de dores e moléstias.»

«(...) a aquisição do sumo bem deve ser estável, para que, deste modo, não tenha como consequência a tristeza.»

(...)
«Todos os prazeres têm esse comportamento
Com estímulos excitam quem deles desfruta.
No entanto, tal como as abelhas que voam,
Logo depois de derramarem o doce mel,
Também eles fogem, ferindo os corações
Já destroçados pela fatal mordedura. »
x
Boécio in, Livro III, Da Consolação, estrofe 7
xx
Manuel de Góis, Tratado da Felicidade (Disputa III do Comentário aos Livros das Éticas de Aristóteles a Nicómano [Lisboa, 1593]), Lisboa: Edições Sílabo, 2009, p.32-33 (Introdução Mário Santiago de Carvalho, trad Filipa Medeiros)

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