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14/03/2014

Où allons-nous?


D' où venons-nous?
Que sommes-nous?
Où allons-nous? [...]

Paul Gauguin, in  [clicar no link]
André Comte- Sponville, Pensées sur la sagesse. 
Paris: Carnets de philosophie/Albin Michel, 2000, p. 64-65.

17/10/2010

Da memória ou do mundo natural? O Paraíso...

O que é mais importante, a memória, o mundo privado ou a realidade, mundo natural?
O Paraíso na Outra Esquina é o meu livro preferido de Vargas Llosa, entre os livros dele que conheço.
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Vincent Van Gogh, A Casa Amarela, Place Lamartine, Arles, 1888

Van Gogh Museum, Amsterdão

Alyscamps, Arles


"...não tinhas tu sustentado, há já muito tempo, que o verdadeiro artista não procura os seus modelos no mundo exterior, mas sim na memória, esse mundo privado e secreto que se pode contemplar com uma consciência que tu tinhas em melhor estado que as pupilas? Era o momento de verificar se a tua teoria funcionava, koke. Isto fora motivo de ásperas discussões com Vincent, lá em Arles. O holandês louco proclamava-se pintor realista e dizia que o artista devia sair para o ar livre e assentar os seus cavaletes no meio da natureza a fim de nela encontrar inspiração. Para conciliar as coisas, nas suas primeiras semanas na Provença, Paul fez-lhe a vontade. Os dois amigos foram com os seus cavaletes, paletas e tintas instalar-se de manhã e à tarde em Les Alyscamps, a grande necrópole romana e paleocristã de Arles e pintaram, cada um, vários quadros da grande alameda de sepulturas e sarcófagos que, escoltados por numerosos álamos, conduzia à igrejinha de Saint Honorato. Mas, não muito depois, as chuvas e os sopros do mistral tornaram impossível continuarem a pintar ao ar livre e tiveram de fechar-se na Casa Amarela, a trabalhar procurando os seus temas nas suas lembranças e fantasias em vez do mundo natural, como Paul queria".

Mario Vargas Llosa, O Paraíso na Outra Esquina, Lisboa Dom Quixote, 2003, p. 227, (2ª ed. trad. J. Teixeira de Aguilar)

Será este o Paraíso?

Paul Gauguin, Ou vas-tu? II, 1893

07/06/2010

In Memoriam Paul Gauguin!

A 7 de Junho de 1848 nasceu Gauguin. Gosto do seu traço e da expressividade das suas cores. Presto a minha homenagem com o retrato de M.Loulou que tem um enquadramento belíssimo.
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Paul Gauguin, M. Loulou, 1889
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Óleo sobre tela, (55 x 46.2 cm),Barnes Foundation, Merion, PA

Infância

Sonhos
enormes como cedros
que é preciso
trazer de longe
aos ombros
para achar
no inverno da memória
este rumor
de lume:
o teu perfume,
lenha
da melancolia.

Carlos de Oliveira, in 'Cantata' (retirado do Citador)

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