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15/02/2016

A arte e a leitura

Recebi o Principezinho, de Antoine Saint-Exupéry, numa edição com anotações manuscritas por José Luís Peixoto e ilustrada por Hugo Makarov, da Expresso/Visão com a tradução de Ana Cunha Ribeiro da tradução: Bertrand, Editora, 2015.
O livro é uma obra de arte como é o do autor da história. As anotações são interpretações pessoais (análise com a qual podemos concordar ou não); nelas encontra-se a história de Saint-Exupéry.
Foi com gosto que reli a história e que li as anotações. Sendo uma nova edição interpretativa faz sentido ter uma nova ilustração, também ela resultado de uma reinterpretação das imagens e do texto. 
Em suma, gostei. Obrigada, Isabel.

O Principezinho, pp. 46 e 47



pp. 48 e 49

Creio que, para a sua evasão, ele terá aproveitado uma migração de pássaros selvagens. (p.49)

pp. 74 e 75
p. 75

Vejam tão novinho!

06/10/2015

Um livro de arte para uma amiga

Para a Cláudia um livro de arte que arranjei na FNAC em Nice,

para que se maravilhe e tenha um dia especial.

A capa fecha-se com três laços de cetim

abre-se e dentro contem um caderno de capa dura donde se tira o livro que se pode ver e que tem as pinturas Sobre a Rota de de Tôkaidô

O caderno fininho simples apresenta o livro e é realizado por Nelly Dellay

O caderno cozido, e mais elaborado, contem as 53 pinturas ou estações (+ 2 início e término) com as paisagens vislumbradas na viagem.

1 station: À Tôkyô, ce pont mène à la route du Tôkaidô; quatre  porteurs nus present le pas pour faire traverser deux litières, des voyageurs se croisent. À droie une tour de guet pour surveiller les incendies si frequents. Éditeur Tsutaya, 1848-1854


12 station Une passerelle de bois  conduit vers un village au milieu des arbres en fleurs; deux grands pins laissent percevoir le Fuji immaculé.  Éditeur Tsutaya, 1848-1854


Na caixa está o facsímile, em harmónio. 

Abre-se o livro com as telas que nos espantam.

36 station Goyou Six porteurs...                 35 station À droite , au milieu des pins s'élèvent les tours                    de l'imposant château... 

7ª station Fujisawa ... un temple Shogo Koji                 8ª station Hiratsuka deux barques...

E ainda,

uma obra especial  que fala sobre a amizade e da qual fizeram uma animação:
O Principezinho, uma história intemporal, estreia amanhã (7 de Outubro 2015) em França.
A animação é realizada por  Mark Osborne.

Um dia Feliz!:))

16/02/2015

A chave


 
Comprei um livro para a minha colecção intitulada Principezinho. Não é de Saint-Exupéry mas foca-se na sua história. Perguntei-me se o discurso seria lamechas... A consideração é já a imperfeição da minha mente.


O que é um problema? (...)
- Um problema é como uma porta para a qual não temos chave.
- E o que se faz quando se encontra um problema? - perguntou o jovem, cada vez mais interessado na conversa.
- Bem - refleti -, a primeira coisa a fazer é ver se o problema é mesmo nosso, ou seja, se está a bloquear o nosso caminho. (...)
- E se o problema for mesmo nosso? - continuou, virando-se para mim.
- Então temos que encontrar a chave adequada e introduzi-la corretamente na fechadura.
- Parece simples - observou o jovem, acenando mais uma vez.
- Nem por sombras - respondi. - Há pessoas que não conseguem encontrar a chave, não por falta de imaginação mas porque não querem experimentar duas ou três vezes as chaves  que têm ao se dispor, às vezes nem uma só. 

Alejandro Guillermo D. Roemmers, O Regresso do Jovem Príncipe. (Tradução de Elsa Vieira). Alfragide: Leya, (Ilustração da capa de Laurie Hastings), 2011, p. 22-23.

A Chave com que a Rainha Beatriz da Holanda "abriu" o Rijksmuseum após as obras de restauro
Material polished bronze, rosewood dimension 70 x 175 x 50 cm, edition unique piece collection Rijksmuseum, Amsterdam.


Alejandro Guillermo Roemmers nasceu em Buenos Aires em 1958. Tem várias obras publicadas.

A. G. Roemmers esteve na Universidad Pontifícia de Salamanca em 14-05-2014. Um excerto sobre o autor:

D. Alejandro Guillermo Roemmers (Buenos Aires, 1958), autor de las obras ‘El regreso del Joven Príncipe’ o ‘España en mí’ entre otras, acude mañana a la Universidad Pontificia de Salamanca para ofrecer una ponencia sobre ‘El nacimiento de una nueva consciencia universal: éxito, felicidad y espiritualidad’.
Roemmers (íntimo amigo de Jorge Mario Bergoglio) visitó al Papa Francisco en el Vaticano en 2013 y le entregó un poema dedicado especialmente a él titulado ‘Un regalo para Francisco’, que forma parte de su libro ‘La memoria impar’.
Mecenas de las artes, Roemmers se confiesa como absoluto defensor de valores como el amor y la fraternidad e intenta ayudar a mejorar la realidad que nos rodea a través de la educación y la cultura porque, según defiende “no hay nada que cambie más la vida de las personas que los libros”.

Un regalo para Francisco

Quise encontrar un obsequio,
el más sencillo, el más humilde,
el que en su pequeñez
pudieras aceptar sin ofenderte.

Pensé que podría comprarlo y fui a la tienda
pero ningún objeto me conformaba.
Entonces escuché una voz santa que me dijo:
“…a quien tiene a Dios, nada le falta,
sólo Dios, basta.”

Creí ser poeta para ofrecerte palabras:
pero las hallé superfluas, pomposas, gastadas…
Hui de mí y perseverante
busqué en la tierra
pero hasta una semilla me pareció excesiva
pues podría albergar un árbol.

Cuando divisé la pradera
mi corazón vibró alegre,
pero intuí al momento que tú no aprobarías
que le restara una sola de sus flores silvestres.

Busqué entonces en el mar
y no hallé un confín
que tu nombre no hubiera alcanzado
y en toda su inmensidad
sólo tenías amigos.

Desafiante, me atreví hasta el abismo
y como un cielo vuelto al revés
lo encontré poblado de estrellas marinas.
Pero cuando tuve una en mis manos
creí que no podrías ser feliz
sabiendo que cada noche al cielo marino
le faltaría esa estrella…

Busqué entonces en el aire
respetando las abejas, luciérnagas, mariposas
y todas las criaturas vivientes,
pues tú no querrías detener sus alas
ni perturbar su vuelo.

Procuré traerte el aroma
sosegado y puro de las hierbas,
del hogar encendido y los jazmines…
pero no pude conservarlos.

Quise igualar el canto de la alondra,
el murmullo del río, el silbido del viento
cuando exhala en los campos profundos…
pero mi voz fue demasiado torpe.

Por un largo instante logré retener,
resbalando por mis dedos,
unas gotas del rocío temprano…
pero frescas y transparentes retornaron al aire.

Quedé entonces en silencio, desconsolado,
bajo el azul infinito
que mis ojos no podrían reflejar…
¿Francisco, pensé, en tu amorosa humildad,
es que no hallaría nada que pudiera agradarte…?

De pronto un árbol dejó caer una de sus hojas
que se depositó frente a mí en el suelo.
Luego otra, que llegó meciéndose en la brisa
hasta mis manos que la recibieron sin querer.

Luego otra, otra, y otra más,
hasta que sentí que el árbol, compasivo,
estaba dispuesto a entregarse por entero
y desnudar sus ramas
con tal de consolarme.

Tanto era su amor
que brotaron mis lágrimas
como un manantial redentor y agradecido.
Las hojas del árbol
continuaron descendiendo generosas
en una bendición inacabable…

Entonces pude comprender… y sonreí.
Y sonrieron conmigo los campos, las aves y los arroyos.
La brisa se detuvo
y ya no volvieron a caer más hojas…
El regalo que produjo la sensibilidad de aquél árbol
es el que ahora quiero ofrecerte:
el amor de una sonrisa.

Un obsequio humilde y efímero
que puedes multiplicar y compartir sin miedo
como los panes y los peces,
hasta que todos unidos a Jesús
habitemos finalmente el Reino de Dios.

Alejandro Guillermo Roemmers, Ciudad del Vaticano, 18/09/13



A perfeição não é alcançada quando não há mais nada a ser incluído, mas sim quando não há mais nada a ser retirado.
Antoine de Saint-Exupéry (Wikipedia)
Inverno

29/06/2011

O Principezinho e o azul

Ultimamente o azul é a única cor que me descansa. Saint-Exupéry nasceu a 29 de Junho de 1900 e quem me fez lembrar a efeméride foi JMS no Prosimetron. Grata.

A Asa lançou o Principezinho em Mirandês







Uma história intemporal. Uma história onde a palavra cativar ensina o que é o amor:


O Principezinho de Antoine Saint- Exupéry



Tenho a última edição de O Principezinho num livro em que a ilustração joga connosco. É uma bela edição, infelizmente, a minha não é a primeira.

17/11/2010

A natureza tem que ajudar

Comprei esta rosa em Janeiro de 2008. Na altura era linda, floresceu, caiu a flor e este ano em 2010 ela morreu. Todos me diziam para a deitar fora pois, já nada podia nascer dali.
Entristeci... não queria que ela morresse, queria que durasse sempre.
Lembrei-me do Principezinho, de Saint-Exupéry, livro que tenho perdido nos confins das minhas estantes.Retirei daqui.

- Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez a tua rosa tão importante.


Perdi muito tempo com a minha rosa. Continuo a regá-la. Fiquei feliz por renascer, mas não depende só de mim,
a natureza tem que ajudar.

29/06/2010

Poema para uma rosa em árvore

"Vai ver outra vez as rosas. Compreenderás que a tua é única no mundo. Quando voltares para me dizeres adeus, faço-te presente de um segredo.
O principezinho foi ver outra vez as rosas. (...)
Vós sois belas, mas vazias, disse-lhes mais. Ninguém vai morrer por vós. É certo que, quanto à minha rosa, qualquer vulgar transeunte julgará que ela se vos assemelha. Mas, sozinha, ela vale mais do que vós todas juntas, porque foi ela que eu reguei."


Antoine de Saint-Exupéry, O Principezinho

France Macdonald, Girl in a tree

France Macdonald era uma pintora escocesa ligada à Glasgow School of Arts. Os seus trabalhos inserem-se na corrente denominada Arte Nova. O naturalismo, o orientalismo e o gosto pela egiptologia são alguns do elementos caracterizadores.

26/06/2010

Vinheta 3 - As pessoas crescidas...

A vinheta que hoje coloco contempla Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupérye e o seu livro "O Principezinho".
Saint-Exupéry nasceu em Lyon, França, a 29 de Junho de 1900. Foi aviador durante a 2ª Guerra Mundial e notabilizou-se como escritor.
O Principezinho foi o sexto livro que publicou e data de 1943.

O filme foi realizado por Stanley Donen, em 1974, para saber mais clique aqui.



As pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações...
Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações.
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(retirado do citador)

12/06/2010

Para que todas as crianças tenham o direito de o ser!

Depois de visitar bibliofilia entre parêntesis e ver o clip sobre o trabalho infantil deixo:
The Little Prince, filme musical (1974) de Alan Jay Lerner e música de Frederick Loewe.
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Que o negro se dissipe e o azul seja mesmo azul...

15/03/2010

...é como se as estrelas se apagassem todas de repente!

O Principezinho e a Flor


"-As flores fabricam espinhos há muitos milhões de anos. Apesar disso, as ovelhas comem flores há muitos milhões de anos. E vens-me tu agora dizer que tentar perceber porque têm elas tanto trabalho a fabricar espinhos que nunca lhes servem para nada não é uma coisa séria? Que a guerra entre as ovelhas e as flores não é uma coisa importante? Não será uma coisa bem mais séria e bem mais importante do que as contas de um senhor muito gordo e muito encarnado? E se eu, eu que estou aqui à tua frente, conhecer uma flor única no mundo, uma flor que não existe em mais lado nenhum senão no meu planeta, mas que, numa manhã qualquer, uma ovelhinha pode reduzir a nada num instante, assim, sem dar sequer pelo que está a fazer, isso também não tem importância nenhuma, pois não?
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Corou. Mas ainda não tinha acabado.
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- Amar uma flor de que só há um exemplar em milhões e milhões de estrelas basta para uma pessoa se sentir feliz quando olha para o céu. Porque pensa: «Ali está ela, algures lá no alto...» Mas se a ovelha comer a flor, para essa pessoa é como se as estrelas se apagassem todas de repente! Mas isso também não tem importância nenhuma, pois não?
E não foi capaz de continuar. Desatou de repente a chorar. Entretanto, fizera-se noite e eu largara as minhas ferramentas. Queria lá saber do martelo, da porca, da sede e da morte! É que, numa certa estrela, num certo planeta, no meu planeta, na Terra, havia um principezinho para consolar. Peguei-lhe ao colo. Embalei-o. Fui-lhe dizendo: « A flor de que tu gostas não corre perigo nenhum... Eu desenho um açaimo para a tua ovelha... Eu desenho uma armadura para a tua flor... Eu...»
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Não sabia que mais lhe prometer. Sentia-me completamente desarmado. Não sabia como chegar até ele... É tão misterioso, o país das lágrimas!"
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Saint-Exupéry, O Principezinho, Lisboa: Editorial Presença, excerto do capítulo VII

A um amigo que já não vejo há muito tempo e se esquece de regar a flor!

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