The Master of the Female Half-Lengths, active ca.1530-1540, was a Dutch Northern Renaissance painter or likely a group of painters of a workshop. The name was given in the 19th century to identify the maker or makers of a body of work consisting of 67 paintings to which since 40 more have been added.
Tenho andado ainda longe da internet, isto é, só venho pontualmente aqui, o que é um acto egoísta. Porém, houve uma alma querida que me avivou a memória, através de uma sms que só li hoje.
Daí só aparecer aqui a minha manifestação de amizade, um dia depois :((. Contudo, sabe que me lembro muitas vezes de si e do seu magnífico espaço que me vai alimentando. O oceano que corre e traz o oxigénio que preciso.
Por tudo, pela amizade, pelos livros, pela sua gentileza constante,
um beijinho de parabéns pintado a ouro renascentista, como a segunda imagem.
Sem palavras, só assim posso dedicar esta postagem à Cláudia, da Livraria Lumière, uma amiga especial de quem me esqueci. Aquela, precisamente, que não queria esquecer. Será possível?
Cláudia é com um beijinho que lhe ofereço estas obras de arte fabulosas que gostaria de poder oferecer na realidade, não hoje mas no dia 6 de Outubro. A si, como é obvio e para selar a nossa amizade, agora com a ferida de um esquecimento imperdoável, teria que lhe dar o coração da amizade.
"Codex Rotundus", c. 1480, escrito em latim e francês,
Livro de Horas com cenas da Natividade e da Ressurreição de Cristo,
último quartel do século XVI, Copenhaga, 6,1x6,1x2,2 cm,
Pinterest
Livro de horas, Livro das horas ou ainda Livro missal é um livro de devoção criado por devotos no final da Idade Média. Em geral, continha o calendário das festas e dos Santos, as Horas da Virgem, da Cruz, do Espírito Santo e dos mortos (Liturgia das Horas), as orações comuns e os salmos penitenciais. Estes livros eram ricamente ilustrado com iluminuras.
Para a Cláudia um livro de arte que arranjei na FNAC em Nice,
para que se maravilhe e tenha um dia especial.
A capa fecha-se com três laços de cetim
abre-se e dentro contem um caderno de capa dura donde se tira o livro que se pode ver e que tem as pinturas Sobre a Rota de de Tôkaidô
O caderno fininho simples apresenta o livro e é realizado por Nelly Dellay
O caderno cozido, e mais elaborado, contem as 53 pinturas ou estações (+ 2 início e término) com as paisagens vislumbradas na viagem.
1 station: À Tôkyô, ce pont mène à la route du Tôkaidô; quatre porteurs nus present le pas pour faire traverser deux litières, des voyageurs se croisent. À droie une tour de guet pour surveiller les incendies si frequents. Éditeur Tsutaya, 1848-1854
12 station Une passerelle de bois conduit vers un village au milieu des arbres en fleurs; deux grands pins laissent percevoir le Fuji immaculé. Éditeur Tsutaya, 1848-1854
Na caixa está o facsímile, em harmónio.
Abre-se o livro com as telas que nos espantam.
36 station Goyou Six porteurs... 35 station À droite , au milieu des pins s'élèvent les tours de l'imposant château...
7ª station Fujisawa ... un temple Shogo Koji 8ª station Hiratsuka deux barques...
E ainda,
uma obra especial que fala sobre a amizade e da qual fizeram uma animação:
O Principezinho, uma história intemporal, estreia amanhã (7 de Outubro 2015) em França.
A animação é realizada por Mark Osborne.
Guercino’s ‘Portrait of Lawyer Francesco Righetti’
Portrait of William Cartwright’. See the full engraving digitised on the British Museum's
bookbinder’s workshop in print by Hendrik de Haas, ‘De Boekbinder’, Dordrect, 1806. Lower left: Beating the gatherings. Lower centre: Shaving the book block. Lower right: Pressing the books.
Left: Beaulx abc belles heures. Right: Tavolette, e Libri per li putti.
Ainda centrada geograficamente no Porto, chegou-me um texto que a todos tocará certamente. Identifico-me com ele embora não estabeleça uma relação profissional directa.
A minha amiga Cláudia, da Livraria Lumière, teve a gentileza de participar nos Aprazíveis diálogos. Obrigada.
Recentemente li um texto, com o qual me identifiquei particularmente. Parecia que tinha sido escrito para mim!
Partilho um excerto e, estou certa, que outras pessoas vão, igualmente, identificar-se com ele.
Apenas substitui as palavra "Biblioteca" por "Livraria", Bibliotecária por Alfarrabista e a inicial do nome próprio I. por C.
Giuseppe Arcimboldo, Library,
Skokloster Slott, Balsta, Sweden (Wikart)
Cláudia tive que mudar a imagem porque às vezes desaparecia.
(...) o livro tem sido o amigo leal e sempre presente nas horas boas e más fazendo rir, chorar, pensar e reflectir, ensinando, desvendando os segredos do universo, revelando um pouco da vida de cada um de nós.
Na Livraria passa a maior parte do seu dia, escasso, contudo, para dedicar ao livro o tempo que ele merece.
Diariamente, na Livraria, trava consigo própria uma luta titânica para manter com ele uma relação puramente profissional; ocasionalmente distrai-se, C. não resiste à tentação e lê, aqui e além, algumas passagens de alguns dos livros que, às dezenas, todos os dias lhe passam pelas mãos.
Descobre-os, folheia-os, consulta os sumários, os índices, por vezes, lê os prefácios e as introduções, conhece-lhes a cor das capas, identifica-lhes o conteúdo, atribui-lhes a localização, divulga-os, publicita-os, dá-os a ler.
Os milhares e milhares de livros, arrumados e alinhados em estantes e prateleiras, num infindável jogo de cores, são o seu mundo; conhece-os, acarinha-os, protege-os, mas infelizmente, na Livraria, não lhes pode oferecer aquilo por que eles mais anseiam: o prazer de os ler - C. é Alfarrabista.
Da Memória do Mundo / Biblioteca Central da FLUP - Porto: Faculdade de Letras, 1996, p. 43 e 44.
Texto de João Leite.