Para a Cláudia um livro de arte que arranjei na FNAC em Nice,
para que se maravilhe e tenha um dia especial.
A capa fecha-se com três laços de cetim
abre-se e dentro contem um caderno de capa dura donde se tira o livro que se pode ver e que tem as pinturas Sobre a Rota de de Tôkaidô
O caderno fininho simples apresenta o livro e é realizado por Nelly Dellay
O caderno cozido, e mais elaborado, contem as 53 pinturas ou estações (+ 2 início e término) com as paisagens vislumbradas na viagem.
1 station: À Tôkyô, ce pont mène à la route du Tôkaidô; quatre porteurs nus present le pas pour faire traverser deux litières, des voyageurs se croisent. À droie une tour de guet pour surveiller les incendies si frequents. Éditeur Tsutaya, 1848-1854
12 station Une passerelle de bois conduit vers un village au milieu des arbres en fleurs; deux grands pins laissent percevoir le Fuji immaculé. Éditeur Tsutaya, 1848-1854
Na caixa está o facsímile, em harmónio.
Abre-se o livro com as telas que nos espantam.
36 station Goyou Six porteurs... 35 station À droite , au milieu des pins s'élèvent les tours de l'imposant château...
7ª station Fujisawa ... un temple Shogo Koji 8ª station Hiratsuka deux barques...
E ainda,
uma obra especial que fala sobre a amizade e da qual fizeram uma animação:
O Principezinho, uma história intemporal, estreia amanhã (7 de Outubro 2015) em França.
A animação é realizada por Mark Osborne.
Vi muito pouco a Betty Boop ( criada por Maximilian Fleischer 1883-1972) mas achava-a uma personagem engraçada, talvez porque pertencia a uma época que não era a minha.
Não sei porquê mas não consigo ter este sorriso a fazer limpezas de Verão.
Imagem retirada de Advertising Archives . cortesia do Google
Porém, nem tudo é mau, encontram-se livros que pensava não tinha, cds que não se ouvem há séculos.
Encontrei o Livro Geração do Novo Cancioneiro. Poemas ditos por Maria Barroso e música de Luísa Amaro. CD incluído. Uma boa surpresa de uma grande senhora.
Andei à volta de Cd's e Dvd's a limpar e a arrumar as estantes da sala.
A sala é o meu local preferido e onde passo mais tempo, onde trabalho, onde leio, raramente vejo Tv mas se vejo um filme é na sala. Pois é nela que tenho os livros de arte os cd's e Dvd's.
Apesar do cansaço quis agradecer os comentários do registo anterior e a seu tempo responderei.
Junto aos disco de Jazz, sem sentido, estava Patsy Cline. Aqui fica
Um amigo de infância no Jardim Zoológico de Lisboa
O Elefante
Fabrico um elefante de meus poucos recursos. Um tanto de madeira tirado a velhos móveis talvez lhe dê apoio. E o encho de algodão, de paina, de doçura. A cola vai fixar suas orelhas pensas. A tromba se enovela, é a parte mais feliz de sua arquitetura. Mas há também as presas, dessa matéria pura que não sei figurar. Tão alva essa riqueza a espojar-se nos circos sem perda ou corrupção. E há por fim os olhos, onde se deposita a parte do elefante mais fluida e permanente, alheia a toda fraude. Eis o meu pobre elefante pronto para sair à procura de amigos num mundo enfastiado que já não crê em bichos e duvida das coisas. Ei-lo, massa imponente e frágil, que se abana e move lentamente a pele costurada onde há flores de pano e nuvens, alusões a um mundo mais poético onde o amor reagrupa as formas naturais. Vai o meu elefante pela rua povoada, mas não o querem ver nem mesmo para rir da cauda que ameaça deixá-lo ir sozinho. É todo graça, embora as pernas não ajudem e seu ventre balofo se arrisque a desabar ao mais leve empurrão. Mostra com elegância sua mínima vida, e não há cidade alma que se disponha a recolher em si desse corpo sensível a fugitiva imagem, o passo desastrado mas faminto e tocante. Mas faminto de seres e situações patéticas, de encontros ao luar no mais profundo oceano, sob a raiz das árvores ou no seio das conchas, de luzes que não cegam e brilham através dos troncos mais espessos. Esse passo que vai sem esmagar as plantas no campo de batalha, à procura de sítios, segredos, episódios não contados em livro, de que apenas o vento, as folhas, a formiga reconhecem o talhe, mas que os homens ignoram, pois só ousam mostrar-se sob a paz das cortinas à pálpebra cerrada. E já tarde da noite volta meu elefante, mas volta fatigado, as patas vacilantes se desmancham no pó. Ele não encontrou o de que carecia, o de que carecemos, eu e meu elefante, em que amo disfarçar-me. Exausto de pesquisa, caiu-lhe o vasto engenho como simples papel. A cola se dissolve e todo o seu conteúdo de perdão, de carícia, de pluma, de algodão, jorra sobre o tapete, qual mito desmontado. Amanhã recomeço.
Carlos Drummond de Andrade, in A Rosa do Povo (link)
Vale a pena escutar esta canção e ver a delícia da animação (youtube)
A Biblioteca Nacional é guardiã de livros portugueses e estrangeiros e de documentos de várias tipologias. Ao visitá-la, para nos recolhermos na leitura ou no estudo, encontramos exposições que, para além do livro, nos relatam contextos tornando o espécime visível.
Verdi e Wagner: 200 anos.
Uma mostra interessante.
«No ano em que se celebra o bicentenário do nascimento de dois dos maiores nomes da história da música dramática, Giuseppe Verdi (1813-1901) e Richard Wagner (1813-1883), a Biblioteca Nacional de Portugal associa-se ao Centro Histórico do Teatro Nacional de São Carlos para assinalar a dupla efeméride.
Nesta mostra evocativa dos dois compositores, são apresentados documentos manuscritos e impressos e materiais utilizados nas produções de algumas das suas óperas, pertencentes às coleções da BNP e ao Arquivo do TNSC.»
Febre do Feno é um filme de Laura Luchetti que tive oportunidade de ver no fim de semana passado. Roma serviu de cenário para a narração da história, uma história em que as diferentes personagens estão presas a um destino.
«Febbre da Fieno è una Commedia [?] Sentimentale dove si intrecciano amore e destino.»
Destino é uma palavra cujo significado não é consensual.
Dependerá de nós?
Será o fator sorte preponderante no destino?
Estará o destino ligado aos nossos progenitores?
?
?
Destino de Salvador Dalí serviu para animação de Walt Disney.
Com a cortesia do Youtube:
Casa dos Bicos, uma excelente recuperação do edifício
Perspectiva dos Bicos
Do Memorial do Convento uma frase para a viagem de Saramago
Biblioteca
Sala de exposição com as obras e os principais aspectos da vida literária de Saramago
Títulos, fotografias e documentos diversos
Um poema na contracapa do caderno de apontamentos ilustrado com uma pintura da filha de Saramago, Violante Saramago Matos. Têm o bom gosto das páginas não possuírem linhas. Podemos colocar pensamentos, guardar flores e fazer desenhos.
Como eu gostava que a minha rosa crescesse assim... (animação revisitada)