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08/08/2016

Dia 8 e infinitas F-E-L-I-C-I-D-A-D-E-S!

Hoje, dia 8 de Agosto abre o novo espaço da Livraria Lumière, 
das minhas amigas Cláudia e Alexandra Ribeiro. 

A abertura está assinalada para as 14 horas, na Rua Formosa, n.º 197 (Porto). 
Desejo-lhes as maiores FELICIDADES! :))

É aqui! Um local fantástico.

Este registo ficou agendado. logo que possa agradecerei as visitas.

A vida dos livros quando ficam sozinhos... sem o seu guardião. :))

06/10/2015

Um livro de arte para uma amiga

Para a Cláudia um livro de arte que arranjei na FNAC em Nice,

para que se maravilhe e tenha um dia especial.

A capa fecha-se com três laços de cetim

abre-se e dentro contem um caderno de capa dura donde se tira o livro que se pode ver e que tem as pinturas Sobre a Rota de de Tôkaidô

O caderno fininho simples apresenta o livro e é realizado por Nelly Dellay

O caderno cozido, e mais elaborado, contem as 53 pinturas ou estações (+ 2 início e término) com as paisagens vislumbradas na viagem.

1 station: À Tôkyô, ce pont mène à la route du Tôkaidô; quatre  porteurs nus present le pas pour faire traverser deux litières, des voyageurs se croisent. À droie une tour de guet pour surveiller les incendies si frequents. Éditeur Tsutaya, 1848-1854


12 station Une passerelle de bois  conduit vers un village au milieu des arbres en fleurs; deux grands pins laissent percevoir le Fuji immaculé.  Éditeur Tsutaya, 1848-1854


Na caixa está o facsímile, em harmónio. 

Abre-se o livro com as telas que nos espantam.

36 station Goyou Six porteurs...                 35 station À droite , au milieu des pins s'élèvent les tours                    de l'imposant château... 

7ª station Fujisawa ... un temple Shogo Koji                 8ª station Hiratsuka deux barques...

E ainda,

uma obra especial  que fala sobre a amizade e da qual fizeram uma animação:
O Principezinho, uma história intemporal, estreia amanhã (7 de Outubro 2015) em França.
A animação é realizada por  Mark Osborne.

Um dia Feliz!:))

06/08/2015

Crazy

Vi muito pouco a Betty Boop ( criada por Maximilian Fleischer 1883-1972) mas achava-a uma personagem engraçada, talvez porque pertencia a uma época que não era a minha. 

Não sei porquê mas não consigo ter este sorriso a fazer limpezas de Verão.

Imagem retirada de Advertising Archives . cortesia do Google

Porém, nem tudo é mau, encontram-se livros que pensava não tinha, cds que não se ouvem há séculos.
Encontrei o Livro Geração do Novo Cancioneiro. Poemas ditos por Maria Barroso e música de Luísa Amaro. CD incluído. Uma boa surpresa de uma grande senhora.
Andei à volta de Cd's e Dvd's a limpar e a arrumar as estantes da sala. 
A sala é o meu local preferido e onde passo mais tempo, onde trabalho, onde leio, raramente vejo Tv mas se vejo um filme é na sala. Pois é nela que tenho os livros de arte os cd's e Dvd's.

Apesar do cansaço quis agradecer os comentários do registo anterior e a seu tempo responderei.

Junto aos disco de Jazz, sem sentido, estava Patsy Cline. Aqui fica

O meu estado após o dia inteiro de limpezas.:))

31/08/2013

Intervalo para um retrato

Um amigo de infância no Jardim Zoológico de Lisboa

O Elefante

Fabrico um elefante
de meus poucos recursos.
Um tanto de madeira
tirado a velhos móveis
talvez lhe dê apoio.
E o encho de algodão,
de paina, de doçura.
A cola vai fixar
suas orelhas pensas.
A tromba se enovela,
é a parte mais feliz
de sua arquitetura.

Mas há também as presas,
dessa matéria pura
que não sei figurar.
Tão alva essa riqueza
a espojar-se nos circos
sem perda ou corrupção.
E há por fim os olhos,
onde se deposita
a parte do elefante
mais fluida e permanente,
alheia a toda fraude.

Eis o meu pobre elefante
pronto para sair
à procura de amigos
num mundo enfastiado
que já não crê em bichos
e duvida das coisas.
Ei-lo, massa imponente
e frágil, que se abana
e move lentamente
a pele costurada
onde há flores de pano
e nuvens, alusões
a um mundo mais poético
onde o amor reagrupa
as formas naturais.

Vai o meu elefante
pela rua povoada,
mas não o querem ver
nem mesmo para rir
da cauda que ameaça
deixá-lo ir sozinho.

É todo graça, embora
as pernas não ajudem
e seu ventre balofo
se arrisque a desabar
ao mais leve empurrão.
Mostra com elegância
sua mínima vida,
e não há cidade
alma que se disponha
a recolher em si
desse corpo sensível
a fugitiva imagem,
o passo desastrado
mas faminto e tocante.

Mas faminto de seres
e situações patéticas,
de encontros ao luar
no mais profundo oceano,
sob a raiz das árvores
ou no seio das conchas,
de luzes que não cegam
e brilham através
dos troncos mais espessos.
Esse passo que vai
sem esmagar as plantas
no campo de batalha,
à procura de sítios,
segredos, episódios
não contados em livro,
de que apenas o vento,
as folhas, a formiga
reconhecem o talhe,
mas que os homens ignoram,
pois só ousam mostrar-se
sob a paz das cortinas
à pálpebra cerrada.

E já tarde da noite
volta meu elefante,
mas volta fatigado,
as patas vacilantes
se desmancham no pó.
Ele não encontrou
o de que carecia,
o de que carecemos,
eu e meu elefante,
em que amo disfarçar-me.
Exausto de pesquisa,
caiu-lhe o vasto engenho
como simples papel.
A cola se dissolve
e todo o seu conteúdo
de perdão, de carícia,
de pluma, de algodão,
jorra sobre o tapete,
qual mito desmontado.
Amanhã recomeço.

Carlos Drummond de Andrade, in A Rosa do Povo (link)

Vale a pena escutar esta canção e ver a delícia da animação (youtube)

10/05/2013

Jardim

No meu jardim ainda não há hortênsias.

Pieter Brueghel the Younger, Preparação dos canteiros,1617(?), Museu de Arte Nacional, Bucareste, Roménia

Preparation of the Flower Beds by Pieter Brueghel the Younger


Jardim

É a hora das rosas e hortênsias
alguém anda a colhê-las para mim.

Na minha casa em Águeda as ausências
passeiam ao fim da tarde no jardim.

20-3-2006

Manuel Alegre, Doze Naus. Lisboa: D. Quixote, 2007, p. 41.


23/04/2013

Na Biblioteca Nacional - (III) Verdi & Wagner

Intróito em detrimento do Dia do Livro



A Biblioteca Nacional é guardiã de livros portugueses e estrangeiros e de documentos de várias tipologias. 
Ao visitá-la, para nos recolhermos na leitura ou no estudo, encontramos exposições que, para além do livro, nos relatam contextos tornando o espécime visível.

Verdi e Wagner: 200 anos.
Uma mostra interessante.
«No ano em que se celebra o bicentenário do nascimento de dois dos maiores nomes da história da música dramática, Giuseppe Verdi (1813-1901) e Richard Wagner (1813-1883), a Biblioteca Nacional de Portugal associa-se ao Centro Histórico do Teatro Nacional de São Carlos para assinalar a dupla efeméride. Nesta mostra evocativa dos dois compositores, são apresentados documentos manuscritos e impressos e materiais utilizados nas produções de algumas das suas óperas, pertencentes às coleções da BNP e ao Arquivo do TNSC.» 
BNP
Projetos do Cenário

Verdi, Aida


Wagner

Parsifal, projeto de cenário de Peter Busseger, 1973

Parsifal, Prelude, I Acto

Verdi, La Traviata

La Traviata, Ouverture

Cartão perfurado da ópera Aida para ser ouvida mecanicamente

Perspetiva geral de uma parte da exposição

Traje de Cena, La Traviata (Verdi), 2002

Trajes de Cena Tannhäuser (Wagner), figurinista Toni Businger,1993

Maqueta usada no TNSC para a Trilogia o Anel do Nibelungo

À entrada da exposição somos recebidos com cenografia da Aida

20/11/2012

Um Livro deve ser

«Um livro deve ser o machado que quebra o mar gelado em nós.»
Franz Kafka ( citação retirada do Citador)



Cortesia do youtube

05/11/2012

Febbre da Fieno / destinos - Destino

Febre do Feno é um filme de Laura Luchetti que tive oportunidade de ver no fim de semana passado. Roma serviu de cenário para a narração da história, uma história em que as diferentes personagens estão presas a um destino. 

D-E-S-T-I-N-O serviu de mote para esta postagem.

Salvador Dalí, Destino, desenho para a curta-metragem da Walt Disney, 1946, Coleção privada. 



Boca da Verdade,  cortesia do Google, 
cena do filme

«Febbre da Fieno è una Commedia [?] Sentimentale dove si intrecciano amore e destino.» 


Destino é uma palavra cujo significado não é consensual.
Dependerá de nós?
Será o fator sorte preponderante no destino?
Estará o destino ligado aos nossos progenitores?
?
?









Destino de Salvador Dalí serviu para animação de Walt Disney.
Com a cortesia do Youtube:

06/07/2012

Forever...



May God bless and keep you always 
May your wishes all come true
May you always do for others
And let others do for you
May you build a ladder to the stars
And climb on every rung
May you stay forever young
(...)

22/06/2012

"A Maior Flor do Mundo"

Casa dos Bicos - Fundação José Saramago 
Casa dos Bicos,  uma excelente recuperação do edifício

Perspectiva dos Bicos

Do Memorial do Convento uma frase para a viagem de Saramago


Biblioteca
Sala de exposição com as obras e os principais aspectos da vida literária de Saramago 
Títulos, fotografias e documentos diversos

Um poema na contracapa do caderno de apontamentos ilustrado com uma pintura da filha de Saramago, Violante Saramago Matos. Têm o bom gosto das páginas não possuírem linhas. Podemos colocar pensamentos, guardar flores e fazer desenhos.

Como eu gostava que a minha rosa crescesse assim... (animação revisitada)



Arquivo