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23/04/2016

O Livro

“De los diversos instrumentos inventados por el hombre, el más asombroso es el libro; todos los demás son extensiones de su cuerpo… Sólo el libro es una extensión de la imaginación y la memoria.”
Jorge Luis Borges

James Charles, Reading Book, Pinterest

James Charles:

400 anos  da morte de William Shakespeare
[investigações mais recentes do historiador João Alves Dias referem que a morte do escritor ocorreu a 3 de Maio e não a 23 de Abril de 1616]
 Ler aqui.  Acrescentado às 8: 30 horas do dia 4 de Maio de 2016.

Uma coisa bela persuade por si mesma, sem necessidade de um orador.

Shakespeare, O Estupro de Lucrécia 
(citador)

29/03/2015

Regresso à infância

Quem não gosta de histórias de encantar? Quem não leu os Contos dos irmãos Grimm? 
A história que trago em imagens é o conto de fadas do Príncipe Sapo, na versão dos irmãos Grimm, . Porquê?

Ilustração por Warwick Goble  (1862 -1943),  1913. (daqui)
Ilustração por Warwick Goble

Ilustração para o Príncipe Sapo, 1874,    Walter Crane, (1845-1915)


BNP - Os irmãos Grimm em Portugal, Exposição em 2012.


A resposta prende-se com um presente para a minha colecção de sapos. Ganhei um príncipe.:))
O boneco é giríssimo, tal como a história que me encantou na infância, transforma-se num fechar de olhos dando o sapo lugar ao príncipe.




Os irmãos Grimm, exposição na Biblioteca Joanina, Universidade de Coimbra


02/02/2015

"cuidar da razão"

Remedios Varo, Invocação

cuidar da razão

Administra a tua razão
como um anjo louco

João Rui de Sousa, os percursos, as estações. Lisboa: Edição ara/publicações dom Quixote, p. 29.

O poeta João Rui de Sousa doou o seu espólio à Biblioteca Nacional de Portugal, donde retirei
a Teoria do Manuscrito






29/12/2014

2 versos do O'neill

Sabes por que se diz
                             «gemem os prelos?»
não penses que é por ti.

Dois versos de Aexandre O'neill de «A um poeta que deixou de comparecer nas antologias»
Poesias Completas, 1954-1984.
Impresso na Biblioteca Nacional no dia 14  de Novembro de 2014.
Edizioni Troppe Inchiostro

Agradeço os versos enviados por MR.

Duas imagens que caso com os dois versos de O'neill:
o Sol de Inverno
que parte muito rapidamente.

 Sábado 16:30 horas

Sábado, 17:10 horas

A brochura é muito bonita.

E um dos poemas de O'neill cantado por Mariza.

08/12/2014

A Imaculada e a coroa

Após um comentário de um anónimo, que acabei por tirar devido à descortesia do mesmo, aqui fica alguma explicação/introdução com os títulos a bold.

O rei e a padroeira de Portugal
D. João IV coroou a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Rainha e Padroeira de Portugal durante as cortes de 1646, prometendo-lhe em seu nome, e dos seus sucessores, o tributo anual de 50 cruzados de ouro. Ordenou o mesmo soberano que os estudantes na Universidade de Coimbra, antes de tomarem algum grau, jurassem defender a Imaculada Conceição da Mãe de Deus.

Trecho de um sermão sobre a Imaculada Conceição e a Universidade de Coimbra.

Na Historia Seráfica Chronologica da Ordem de S. Francisco na Província de Portugal, Fr. Fernando da Soledade dá conta do muito que “trabalharão e conseguirão [os filhos de S. Francisco] em applauso da Conceyção puríssima da Senhora”, de modo que, como diz, “não houve Bispado, Cabido ou Congregação aonde os nossos Frades não procurassem que se fizesse à Mãy de Deus semelhante obsequio” (p. 619). Nessa sequência, “intentarão mover a el Rey D. João IV que era devotíssimo deste Santo mysterio, a que o jurasse e fizesse jurar pellos Estados do Reyno. E para disporem melhor esta notável empreza, diligenciarão com o próprio Monarca ordenasse à universidade de Coimbra não desse grão a sugeyto algum sem o tal juramento". 
Prof. Doutor Fernando Taveira da Fonseca, A Imaculada Conceição e a Universidade de Coimbra Link

Francisco de Zurbarán, Imaculada Conceição, 1630-1635 
Museu do Prado Madrid

Um sermão onde se verifica a devoção pela futura padroeira.
(...), Verdade, mansidão e justiça vos hão de levar adiante, Vossas armas serão victoriosas, e vosso Reyno eterno. Que tudo vos está prometendo a soberana Raynha do Ceo, ó mãy de Deos com a assistência que faz a vossa mão direita, que se com essa mão aveis de mover a espada, que esta divina Senhora ajudarvo la a mover. Seja assi, Senhora, seja assi, e eu vos prometo em nome de todo este Reyno, que elle agradecido levante hum tropheo a Vossa Imaculada Conceição, que vencendo os séculos, seja eterno monumento da Restauração de Portugal.
 In BNP- Digital - do seguinte Sermão:



31/08/2014

Jardim da[s] delícia[s]

Viagem ao Jardim da[s] delícia[s]. 
A ida a Monserrate teve como leitmotiv a exposição: Uma história de jardins A sua arte na tratadística e na literatura que esteve patente na Biblioteca Nacional de Portugal.  A exposição finalizava com uma curta-metragem [?] sobre jardins portugueses com alma entre eles o de Monserrate.

Visitar Monserrate consistiu num misto de prazer, de curiosidade e de encantamento.




Breve resenha histórica baseada na brochura: Parque e Palácio de Monserrate, Guia Oficial. Parques de Sintra - Monte da Lua SA e Scala Publishers, 2011.

O primeiro proprietário conhecido da Quinta da Boa Vista, como se chamava, foi o Hospital Real de Todos-os-Santos inaugurado em 1508 (reinado de D. Manuel I). Em 1540 um padre de nome Gaspar Preto, no regresso de uma peregrinação à Abadia Beneditina de Monserrate (na Catalunha) conseguiu autorização para construir no hospital uma capela, onde actualmente se situa o Palácio. Provavelmente o nome da quinta teve assim a sua origem. O Hospital arrendou  a quinta à família Melo e Castro em 1601, que acabaria por a comprar em 1718. Caetano Melo e Castro (arrendatário), vivia em Goa, tinha sido vice-rei da Índia, e ali morreu. Monserrate foi arrendado formalmente a Gerard de Visme em 1790  que iniciou a construção da casa. Todavia, dois anos depois foi para Inglaterra e subarrendou-a William Beckford até 1808. O castelo neogótico que Gerard de Visme mandou construir em Monserrate  seguiu parcialmente o modelo da sua primeira casa em Benfica que foi da autoria do arquitecto Oliveira Bernardes. A inspiração do edifício é de construção inglesa neogótica, inspirado numa propriedade em Strawberry Hill, Twickenham, a sudeste de Londres pertencente a Horace Walpole. Os jardins tal como a casa eram de matriz inglesa, diferentes dos jardins barrocos então em moda em Portugal. O jardim foi valorizado com adições artísticas e plantações ornamentais. 
William Beckeford notabilizou-se como escritor, tendo escrito livros de viagem a Itália, Espanha e Portugal. Numa das estadias em Portugal arrendou Monserrate (1794) onde parece ter escrito as suas obras de vulto, como Vatheck. William fez obras na casa sendo, no entanto, difícil de saber quais as obras realizadas por qualquer dos ocupantes. Sabe-se que o escritor criou a Cascata no jardim e trouxe um jardineiro de Inglaterra. Com as invasões francesas Beckford deixou Monserrate, e esta "terá inclusivamente sido ocupada durante algum tempo pelas tropas francesas".
O jardim emana a luz forte do Verão
A casa ficou abandonada e parte em ruína quando foi arrendada pelo casal Francis e Emily Cook nos anos cinquenta de oitocentos e adquirida à família Melo em 1856. A construção do que hoje se encontra foi feito pela família Cook e pelo arquitecto James Knowles (pai) e possível parceria com o filho também arquitecto. A sua passagem por Itália e o gosto por John Ruskin (poeta, desenhador e crítico de arte) que foi o mestre de várias gerações de artistas vitorianos, caracterizam a presente construção. De Itália note-se especialmente as janelas (sobrepozição das molduras dos dois pisos das Loggie do Palácio ducal de Veneza). O orientalismo "é sugerido pelos telhados com pequena inclinação, alguns dos quais circulares, pelos elementos decorativos dos pináculos, que lembram stupas, monumentos budistas existentes nos Himalaias (que supostamente acumulam energias positivas),  pelo rendilhado dos arcos do pórtico sobre o relvado e por azulejos de várias proveniências entre as quais iznik (Turquia)". Os elementos decorativos dos átrios e corredores são elementos mais orientais do que góticos. "Os estuques são a marca mais portuguesa da casa pois foram executados por artesãos de Afife, sendo um dos padrões escolhidos semelhante a um dos existentes no Alhambra de Granada".

 Sala de Música                                          Pormenor do tecto em madeira
A beleza do estuque e da madeira esculpida
Átrio Central ao lado direito tecto do átrio


Poema de Lord Byron após a visita a Monserrate

Sala de jantar                                            Paul Cargill, médico e poeta, amigo dos Cook escreveu:

Sala Indiana


 Pormenor do tecto e das obras                                  Biblioteca distribuída por áreas temáticas: História, Botânica e livros de viagens. Retrato dos Cook


 Pormenor da escada para o segundo piso.
Em cima, acesso à cozinha e pormenor da mesma.
Pórtico da entrada e nenúfar do repuxo que antecede a entrada da casa.

As fotografias focam a casa no tempo da família Cook que a manteve até 1949, ano em que o Estado a comprou. A família enriqueceu com o negócio de tecidos. O belíssimo palácio era apenas para ser visitado duas vezes por ano.
Os motivos florais e orientais davam a beleza que os olhos procuravam e faziam a ligação dos espaços exteriores com o interior.

Podemos viver sem a arquitetura de uma época, mas não podemos recordá-la sem a sua presença. Podemos saber mais da Grécia e de sua cultura pelos seus destroços do que pela poesia e pela história. Deve-se fazer história com a arquitetura de uma época e depois conservá-la. As construções civis e domésticas são as mais importantes no significado histórico. A casa do homem do povo deve ser preservada pois relata a evolução nacional, devendo ter o mesmo respeito que o das grandes construções consideradas por muitos importantes. Mais vale um material grosseiro, mas que narre uma história, do que uma obra rica e sem significado. A maior glória de um edifício não depende da sua pedra ou de seu ouro, mas sim, do fato de estar relacionada com a sensação profunda de expressão. Uma expressão não se reproduz, pois as idéias são inúmeras e diferentes os homens; segundo os objetos de diferentes estudos, chegar-se-ia a inúmeras conclusões. A restauração é a destruição do edifício, é como tentar ressuscitar os mortos. É melhor manter uma ruína do que restaurá-la.
John Ruskin in, Georges Chevrolet, As pequenas virtudes do lar (em pt). São Paulo: Quadrante, 1990. p. 50. [Wikipedia].

Jardim da[s] delícia[s]

O jardim resplandece ao amanhecer...
Raios de luz penetram nas árvores centenárias,
cria-se a atmosfera idílica.
Como amar assim a Natureza?

Só o eleito que não crê em guerras,
procura a relevância do ser,
e cultiva os prazeres da alma na esfera mágica:
do encontro entre o Ocidente e o Oriente, sem fraqueza.

Registo lavrado em forma de flor mostra ao anoitecer
que o jardim entra em casa pela mão de afifenses,
O suor do ganha-pão criativo:
trouxe as flores e as fadas que se escondem na Natureza.

21/11/2013

Na Biblioteca Nacional

O encantamento dos livros iluminados levou-me à exposição Livros de Horas: o imagnário da devoção privada, patente na Biblioteca Nacional de Portugal. Uma sugestão que aqui deixo e que poderá visitar até ao dia 16 de Fevereiro.

Livro de Horas: Virgem do Leite

Os Livros de Horas são livros de devoção cristã para leigos com orações indicadas para diferentes momentos do dia. Estes livros foram criados para facilitar a comunhão com Deus e os santos sem a intervenção direta do clero (devoção privada). Contêm uma coleção de textos, orações e salmos, acompanhado de ilustrações apropriadas. Junto com as seleções dos salmos, eles normalmente incluem um calendário de grandes festas e dias santos, seleções dos Evangelhos e orações para os mortos.  Deste modo, o Livro de Horas servia como conteúdo de leitura litúrgica para determinados horários do dia. Encontram-se entre os manuscritos medievais mais belos e ricamente ilustrados. Enquanto alguns famosos são bastante grandes, a maioria é relativamente pequena para permitir que o proprietário os transportasse facilmente.

O imaginário dos Livros de Horas combina imagens sagradas, 
com evocações do quotidiano medieval e do mundo natural. 
Flores, frutos e animais reais e imaginários ocupam as iniciais 
ou deslizam pelas margens em explosões de cor e criatividade. 
Como um espelho, o Livro de Horas é um reflexo do seu encomendador 
 e uma extraordinária fonte de conhecimento e arte. 

Autor Frei Carlos, Oficina do Espinheiro, 1518 a 1525 *


Reprodução do MNAA. Pintura a óleo e tempera sobre madeira de carvalho, 30 x 22 cm. Proveniência Mosteiro do Espinheiro (Évora). Mosteiro de Santa Maria de Belém (Lisboa).

23/04/2013

Na Biblioteca Nacional - (III) Verdi & Wagner

Intróito em detrimento do Dia do Livro



A Biblioteca Nacional é guardiã de livros portugueses e estrangeiros e de documentos de várias tipologias. 
Ao visitá-la, para nos recolhermos na leitura ou no estudo, encontramos exposições que, para além do livro, nos relatam contextos tornando o espécime visível.

Verdi e Wagner: 200 anos.
Uma mostra interessante.
«No ano em que se celebra o bicentenário do nascimento de dois dos maiores nomes da história da música dramática, Giuseppe Verdi (1813-1901) e Richard Wagner (1813-1883), a Biblioteca Nacional de Portugal associa-se ao Centro Histórico do Teatro Nacional de São Carlos para assinalar a dupla efeméride. Nesta mostra evocativa dos dois compositores, são apresentados documentos manuscritos e impressos e materiais utilizados nas produções de algumas das suas óperas, pertencentes às coleções da BNP e ao Arquivo do TNSC.» 
BNP
Projetos do Cenário

Verdi, Aida


Wagner

Parsifal, projeto de cenário de Peter Busseger, 1973

Parsifal, Prelude, I Acto

Verdi, La Traviata

La Traviata, Ouverture

Cartão perfurado da ópera Aida para ser ouvida mecanicamente

Perspetiva geral de uma parte da exposição

Traje de Cena, La Traviata (Verdi), 2002

Trajes de Cena Tannhäuser (Wagner), figurinista Toni Businger,1993

Maqueta usada no TNSC para a Trilogia o Anel do Nibelungo

À entrada da exposição somos recebidos com cenografia da Aida

Arquivo