Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens

12/02/2026

Inverno em Portugal - 2026!

 O isolamento é um dado que já não concebemos, 

mas a Natureza encarrega-se de nos lembrar!


A auto-estrada que liga Lisboa ao Porto está cortada na região de Coimbra devido ao colapso de um talude que se localizava por cima do rio Mondego. A causa está relacionada com o rebentamento de um dique, neste mesmo local, que pressionado pela água o talude que sustentava a plataforma da A1, cedeu.© RTP


A Senhora da Agonia


A Senhora da Agonia
Tem um nicho na Igreja.
Mas a dor que me agonia
Não tem ninguém quem a veja.

s.d.

Quadras ao Gosto Popular. Fernando Pessoa. (Texto estabelecido e prefaciado por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1965. (6ª ed., 1973). - 76. 

http://arquivopessoa.net/textos/3798


10/07/2016

Que Vençais... - Luís Vaz de Camões


Que Vençais no Oriente tantos Reis



Que vençais no Oriente tantos Reis,
Que de novo nos deis da Índia o Estado,
Que escureçais a fama que hão ganhado
Aqueles que a ganharam de infiéis;

Que vencidas tenhais da morte as leis,
E que vencêsseis tudo, enfim, armado,
Mais é vencer na Pátria, desarmado,
Os monstros e as Quimeras que venceis.

Sobre vencerdes, pois, tanto inimigo,
E por armas fazer que sem segundo
No mundo o vosso nome ouvido seja;

O que vos dá mais fama inda no mundo,
É vencerdes, Senhor, no Reino amigo,
Tantas ingratidões, tão grande inveja.

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

06/07/2016

Portugal - Poema de Memória


Por Portugal!
Esta janela já andou por aqui sem a bandeira.


Sardinheiras (gerânios)  


Poema da Memória

Havia no meu tempo um rio chamado Tejo
que se estendia ao Sol na linha do horizonte.
Ia de ponta a ponta, e aos seus olhos parecia
exactamente um espelho
porque, do que sabia,
só um espelho com isso se parecia.

De joelhos no banco, o busto inteiriçado,
só tinha olhos para o rio distante,
os olhos do animal embalsamado
mas vivo
na vítrea fixidez dos olhos penetrantes.
Diria o rio que havia no seu tempo
um recorte quadrado, ao longe, na linha do horizonte,
onde dois grandes olhos,
grandes e ávidos, fixos e pasmados,
o fitavam sem tréguas nem cansaço.
Eram dois olhos grandes,
olhos de bicho atento
que espera apenas por amor de esperar.

E por que não galgar sobre os telhados,
os telhados vermelhos
das casas baixas com varandas verdes
e nas varandas verdes, sardinheiras?
Ai se fosse o da história que voava
com asas grandes, grandes, flutuantes,
e poisava onde bem lhe apetecia,
e espreitava pelos vidros das janelas
das casas baixas com varandas verdes!
Ai que bom seria!
Espreitar não, que é feio,
mas ir até ao longe e tocar nele,
e nele ver os seus olhos repetidos,
grandes e húmidos, vorazes e inocentes.
Como seria bom!

Descaem-se-me as pálpebras e, com isso,
(tão simples isso)
não há olhos, nem rio, nem varandas, nem nada.

António Gedeão, in Poemas Póstumos (retitado do citador)

03/10/2013

O vazio político

Mapa da Península Ibérica numa bandeja atribuída a Wenzel Jamnitzer, c. 1553, Rijksmuseum *

A abstenção, o voto em branco e o voto nulo, três formas de actuação que acentuam o vazio que a política tem cultivado nos últimos tempos.
A aridez das ideias e das soluções encontradas para fazer face à crise anunciam a descrença na governação e no arquétipo do político português.

Um cansaço interiorizado, um despegar da cidadania, um mar revolto sem rumo.
Portugal é um penhasco sem farol.
Os argonautas partem sem vontade de regressar.
Um dia,  talvez se volte a dar valor à polis e a retórica se torne numa linguagem corrente. Sim, talvez os cidadãos regressem e participem no governo da "cidade".

A oligarquia banqueira em que vivemos acabará por definhar quando a palavra humanidade triunfar. Então o liberalismo selvático terá os dias contados. Não chegaremos à Cidade do Sol mas a iluminação chegará para alimentar os homens bons e trazer de novo sentido à palavra democracia.

A ampulheta, no rotativismo que lhe é próprio, fará com que os regimes se renovem.

*



07/04/2011

O meu país!

Chiado, Lisboa


Peno pelo meu país, pelos maus momentos que todos vamos passar. A política já não tem ideais, tem vontades económicas, dá razão a lobbies, somos meramente espectadores e actores manipulados por cordéis, no teatro de marionetas.


O voto expresso acaba sempre por ser sobreposto pelo poder cujo rosto destapou a máscara após um acto cívico!


Preocupações sociais, onde estão? Educação e cultura, qual foi ou é o programa? A saúde, importa perpetuar a vida ou é melhor a morte lenta? Justiça, qual é o seu sentido? O mais forte é que tem direito à liberdade?




Da economia e do nosso país, um olhar estrangeiro.




Times Sam Fleming Economics Editor April 7 2011 12:55PM


The European Central Bank lifted its main interest rate by a quarter point, making it the first major Western central bank to begin reversing the easy money policy put in place during the credit crunch. The move comes just a day after Portugal’s Prime Minister José Sócrates said he was applying to the European Commission for a rescue package which could reach as much as €80 billion. The ECB increased its main refinancing rate to 1.25 per cent, as predicted by all economists surveyed in advance of the decision, in the first increase since 2008. The move came just 45 minutes after the Bank of England left its own key rate unchanged for the 25th straight month. The Bank held its main rate at 0.5 per cent despite presiding over 4.4 per cent inflation in Britain.

Arquivo