21/04/2017

Toucado

Toucado cuidadosamente trabalhado,
florescência branca,
                        perfume feminino,
vaidade natural...
                                         Beleza!

Goa

15/04/2017

"formoso dia"

Porque os importunamos?


Os coelhos estão escondidos nas tocas. Os ovos da Páscoa ainda não chegaram por isso é com este olhar de peixe que desejo a todos uma
Páscoa Feliz!



Amanheceu o sol neste formoso dia mais arraiado que nunca, acrescentando tantos raios a seus naturais resplendores, quantos tinha eclipsado e escondido no dia da Paixão: e que é o que achou no mundo o mesmo sol, ou quando nasceu no Oriente, ou quando se foi pôr no Ocaso? Quando nasceu achou a terra orvalhada das lágrimas da Madalena, como se ela fora a aurora daquele dia: Mulier, quid ploras?


Trecho do Sermão da Primeira Oitava da Páscoa, na Igreja Matriz da Cidade de Belém, do Grão-Pará, 1656, de Padre António Vieira. (cap.I).


13/04/2017

"Suavium"*= Beijo

A Primavera no seu esplendor ,
com ela chegou também o dia do Beijo.

No universo da música ficam duas propostas, Besame mucho, uma recordação de infância, e Kiss me, uma canção do século XXI.

O poema que escolhi para homenagear o dia é de António Aleixo. 

*Suavium (ler)


O Beijo Mata o Desejo

MOTE

«Não te beijo e tenho ensejo
Para um beijo te roubar;
O beijo mata o desejo
E eu quero-te desejar.»

GLOSAS
Porque te amo de verdade,
'stou louco por dar-te um beijo,
Mas contra a tua vontade
Não te beijo e tenho ensejo.

Sabendo que deves ter
Milhões deles p'ra me dar,
Teria que enlouquecer
Para um beijo te roubar.

E como em teus lábios puros,
Guardas tudo quanto almejo,
Doutros desejos futuros
O beijo mata o desejo.
Roubando um, mil te daria; 
 


O que não posso é jurar
Que não te aborreceria,
E eu quero-te desejar!


António Aleixo, in
"Este Livro que Vos Deixo..."

Gustav Klimt, O beijo, 1907-1908,
Österreichische Galerie Belvedere, Áustria

Com a gentileza do Youtube

11/04/2017

In Memoriam

Maria Helena da Rocha Pereira, 2001
Fotografia de Paulo Ricca, Jornal Público

Há muito se formou entre os mortais
       esta sentença vetusta: a humana  felicidade,
       quando sobe a grande altura,
não morre sem filhos.


Maria Helena da Rocha Pereira, Estudos de História da Cultura Clássica, Volume I. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, (5ª edição), 1979, p. 352.


01/04/2017

Um smile para...

... todos e em especial para o amigo Henrique que regressou de Goa.:))


De um livro que comecei a ler e que agradeço a MR. Retive logo da página inicial, da introdução, estes axiomas:

É nos cérebros que se dão os primeiros duelos. No de cada um, primeiro; depois nas divergências deste e daquele; e, por fim, no terreiro público.

Introdução de Raúl Rêgo à obra Os Burros, de José Agostinho de Macedo, editado pelo Circulo dos Leitores em 1993, p. 7.

(Para o Henrique que trava um duelo).


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