Após a leitura da peça de Manuel Poppe sobre Mariana Alcoforado reli as cartas.
Lima de Freitas ilustrou a edição: Soror Mariana, Cartas de Amor. Lisboa: Artis, 1964.
Lima de Freitas ilustrou a edição: Soror Mariana, Cartas de Amor. Lisboa: Artis, 1964.
O livro é muito bonito. Mariana é desenhada segundo a dicotomia: mulher religiosa, mulher carnal e apaixonada. No recato solitário da sua cela despe-se do hábito e aparece frágil como uma menina a que impuseram um arquétipo de vida não escolhido. O amor e o ódio transcritos nas suas cartas assumem o antagonismo num constante entrosamento entre o religioso e o profano, a inocência e o pecado, a revolta e a serenidade, o pranto e a resignação, a aceitação e a negação.
Mariana é a vítima e a ré, o dia e a noite, a sombra e a luz, o bem e o mal.
Cartas de Soror Mariana Alcoforado
Carta I - pp. 17 e 19
Carta II - pp. 23 e 27
Carta III - pp. 35 e 37
Carta IV - pp. 43 e 45
Carta V - pp. 51 e 55
Soror Mariana de Matisse é belíssima mas a de Lima de Freitas é, para mim, sublime.
Devo a um amigo o conhecimento desta ópera.








