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01/03/2015

Lima de Freitas e Soror Mariana Alcoforado

Após a leitura da peça de Manuel Poppe sobre Mariana Alcoforado reli as cartas.
Lima de Freitas ilustrou a edição: Soror Mariana, Cartas de Amor. Lisboa: Artis, 1964. 
O livro é muito bonito. Mariana é desenhada segundo a dicotomia: mulher religiosa, mulher carnal e apaixonada. No recato solitário da sua cela despe-se do hábito e aparece frágil como uma menina a que impuseram um arquétipo de vida não escolhido. O amor e o ódio transcritos nas suas cartas assumem o antagonismo num constante entrosamento entre o religioso e o profano, a inocência e o pecado, a revolta e a serenidade, o pranto e a resignação, a aceitação e a negação. 
Mariana é a vítima e a ré, o dia e a noite, a sombra e a luz, o bem e o mal.

Cartas de Soror Mariana Alcoforado
Carta I - pp. 17 e 19

Carta II - pp. 23 e 27

Carta III - pp. 35 e 37

Carta IV - pp. 43 e 45

Carta V - pp. 51 e 55

Soror Mariana de Matisse é belíssima mas a de Lima de Freitas é, para mim, sublime.

Devo a um amigo o conhecimento desta ópera.

26/05/2013

Poesia, livros e pequenos nadas...

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Quando livros já não tiver
lerei as estrelas - 
quando elas se cansarem
da minha solidão
lerei a palma 
da mão.

 Casimiro de Brito, Arte Pobre. Leiria: Editorial Diferença, s.d., p. 55.

As Aventuras do Pinóquio chegou por mão amiga no dia em que inaugurou a feira do Livro. Obrigada. :) 


O livrinho mede 6,5 x 4,5 cm

Da Feira do Livro, de Coimbra, trouxe dois livros de poesia, um de Casimiro de Brito: Arte Pobre  e outro de Sousa Dias, e Ítaca eras tu, porque ela faz-nos sorrir e, em parte, esquecer o desvario governativo. 
Arranjei um livro de histórias para crianças de Manuel António Pina: O País das Pessoas Viradas de Pernas Para o Ar e um livro de Marguerite Yourcenar que desconhecia: Testemunha do Sonho


Na Feira do Livro pude ouvir o Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra,
Parque da Cidade, Coimbra

Da Livraria Lumière chegaram estes livros há muito desejados.


 Do primeiro livro cuja autora é Odette de Saint-Maurice, um livro da biblioteca dos rapazes que me causou curiosidade, Amigos, uma viagem às memórias de infância/adolescência.

Do livro do meio de Rómulo de Carvalho, As Origens de Portugal História contada  a uma criança [Facsimile], Fundação Calouste Gulbenkian, 1998.

Um livro dedicado pelo professor e poeta ao filho quando este fez sete anos e entrou para a escola.



De um livro muito especial de Freitas de Lima, Porto do Graal , A riqueza ocultada da tradição mítico-espiritual portuguesa, retirei:
A figura 11 - Lisboa imaginada de Francisco de Holanda, azulejo da Estação de Caminhos de Ferro do Rossio, 1996.

Um livro para ler com tempo. Vou reservar para tempos menos trabalhosos.

 

01/04/2012

Duas palavras inconciliáveis

Lima, de Freitas, Árvore da Vida
A vida é um facto


A realidade e o sonho


são duas palavras inconciliáveis.




You know what's wrong with you, Miss Whoever-You-Are? You're chicken, you've got no guts. You're afraid to stick out your chin and say, "Okay, life's a fact, people do fall in love, people do belong to each other, because that's the only chance anybody's got for real happiness." You call yourself a free spirit, a wild thing, and you're terrified somebody's going to stick you in a cage. Well, baby, you're already in that cage. You built it yourself. And it's not bounded in the west by Tulip, Texas, or in the east by Somaliland. It's wherever you go. Because no matter where you run, you just end up running into yourself.


30/03/2012

"Toldam-se os ares, murcham-se as flores"

Inês de Castro e o eterno amor. Ontem estive com Inês. Lima de Freitas, Inês*




«Toldam-se os ares,
Murcham-se as flores;
Morrei, Amores,
Que Inês morreu.

Mísero esposo,
Desata o pranto,
Que o teu encanto
Já não é teu.

Sua alma pura
Nos Céus se encerra;
Triste da Terra,
Porque a perdeu.

Contra a cruenta
Raiva íerina,
Face divina
Não lhe valeu.

Tem roto o seio
Tesoiro oculto,
Bárbaro insulto
Se lhe atreveu.

De dor e espanto
No carro de oiro
O Númen loiro
Desfaleceu.

Aves sinistras
Aqui piaram
Lobos uivaram,
O chão tremeu.

Toldam-se os ares,
Murcham-se as flores:
Morrei, Amores,
Que Inês morreu.»

Bocage




Lima de Freitas, Até ao fim do Mundo, Pedro e Inês
*Retirado daqui.




Três Canções de Inês compostas por Reinaldo Miranda com poemas de Inês Cavalcanti. Interpretação de Manuelai Camargo; viola Cyro Delvizio

04/07/2010

O milagre das rosas - Lima de Freitas

Lima de Freitas, O milagre das Rosas, 1987.
x
Ave Rosa Speciosa, Ave Mater Humilium
x
Acrílico sobre madeira 1987

Milagre das Rosas, in "Mensagem" de Luis Vidal Lopes


"São rosas Senhor"

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