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20/02/2023

Viva o Carnaval!

Um bom dia de Carnaval!

Uma máscara que gostava de ter, se a considerarmos como tal. Acho esta peça de arte uma beleza.

 Criss Bellini, Visão desabrochada s.d.


https://crissbellini.com/products/blossomed-vision? variant=40126152671286&currency=EUR&gclid=CjwKCAiA0cyfBhBREiwAAtStHACyeoZUYPlbXIW5cDfSfEyoxL2AvWbf1XYtsHpkWu1U0MsjeTRA7hoCbzwQAvD_BwE

As flores são em especial para a Alexandra da Livraria Lumière.

01/05/2015

Uma tarde...

No Dia do Trabalhador o poema de Adília Lopes.


Será uma Osga?


Uma tarde Maria Cristina
obrigou-me a comer osgas
e a repetir
com a boca cheia de osgas
as pessoas sensíveis gostam de comer osgas
mas não gostam
de ver matar osgas
por isso têm de comer
as osgas vivas
se querem fazer na vida
aquilo de que gostam



Adília Lopes, in "Quem quer casar com a poetisa?", antologia de poemas de A.L. organizada por Valter Hugo Mãe, ed. Quasi, 2001, p. 49.

Camille Saint-Saëns, Le Carnival des Animaux - Le Cygne (O cisne )



Num outro registo e porque ontem foi o dia do Jazz:

They cant't take that away from me interpretado pelo combo de Jazz da Tone que foi ao Festival de Jazz do S. Luiz. O combo é composto por: Daniela Quental (voz), Filipe Santos (bateria), Marcelo Murta (guitarra), Rui Alvarez (contrabaixo) e Lourenço Taborda (piano).
Este concerto foi realizado no conservatório de Música de Coimbra no dia 14 de Maio de 2014.
(Cortesia youtube)

25/03/2014

Leituras em dia - III, da Agustina a Kim Young-ha

Ando a ler Agustina Bessa-Luís, O Mosteiro, mas tive que fazer uma pausa pois a densidade da escrita assim mo impôs.  O cansaço talvez seja o motivo maior. 
Numa passagem pela FNAC encontrei um livro que me despertou o interesse, cheguei até ele através da capa que trazia o quadro: A Morte de Marat. O título do livro, um tanto bizarro, levou-me a folheá-lo e acabei por o comprar. Tenho o direito de me destruir de Kim Young-ha começa assim:

«Estou a olhar para o quadro de Jacques-Louis David de 1793, A morte de Marat, reproduzido num livro de pintura. O revolucionário Jean-Paul Marat jaz assassinado na banheira. Tem a cabeça envolta numa toalha, como se de um turbante se tratasse, e a mão, caída ao lado da banheira, segura uma pena. Marat apagou-se, esvaído em sangue, por entre tons brancos e verdes. A obra transmite uma sensação de calma e silêncio. Quase se pode ouvir um requiem. A arma fatal, uma faca, está abandonada no chão, ao fundo da tela.
Já tentei várias vezes fazer uma cópia deste quadro. A parte mais difícil é a expressão de Marat; fica sempre com um ar demasiado sedado. No Marat de David, não se vê o desânimo de um jovem revolucionário perante um ataque inesperado, nem o alívio de um homem que se libertou finalmente das dores da vida. (...)
David compreendeu o imperativo estético dos jacobinos: uma revolução não pode avançar sem ser incendiada pelo terror.»
Kim Young-ha, Tenho o direito de me destruir. Lisboa: Teorema, 2013, p. 7 e 8.

Jacques-Louis David, A morte de Marat, 1793, Musées Royaux des Beaux-Arts
( Wikipedia)
Ficheiro:Death of Marat by David.jpg



A Morte de Marat (detalhe), óleo sobre tela por Jacques Louis David (1748-1825, France)
(Imagens retiradas da Wikipedia)

Kim Young-ha nasceu em 1968 em Hwacheon, na Coreia do Sul. Licenciou-se em gestão na Universidade de Yonsei, Seul, mas acabou por se dedicar à escrita. (...) Foi professor na Escola de Teatro da Universidade Nacional das Artes da Coreia. (...) Actualmente, é cronista do International New York Times. O livro assinalado venceu o Prémio Munhak-dogne na Coreia do Sul. (*Informações retiradas do livro).
Críticas nos principais jornais:
Kim é um esteta do crime. Com um cinismo irresistível, oferece-nos um romance ímpar sobre a arte, o amor e a morte.[*]
Le Monde

O romance de Kim é arte sobre arte. O seu estilo tem reminiscências de Kafka, Camus e Sartre, território arriscado para um jovem escritor. [*]
Los Angeles Times

Com este romance, Kim ganhou um lugar de culto nas letras coreanas. [*]
Der Spiegel

03/07/2013

O vazio

O vazio  em que o país caiu em prejuízo de um povo paciente... 

Bailado vazio

Portugal Está a Atravessar a Pior Crise
Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura. 

Eça de Queirós, in Correspondência (1891) (retirado do citador)

Le Carnaval des Animaux - Aquarium

01/11/2012

Intemporal


Panteão de Agripa, Roma




Panteão de Agripa:

Intemporal, 
misterioso,
imponente,
interpela-nos num misto de encantamento e espiritualidade.






Um concerto para 
a Maria João, do Olhar do Falcão ( e de Jade), com o meu agradecimento. :)


17/07/2011

A beleza da nudez, ou o nada...

A beleza da nudez, ou o nada... "nada".


Henrique Pousão, Modelo Masculino, 1881


Desenho a lápis sobre papel, Museu da Faculdade de Belas Artes, da Universidade do Porto daqui


Para ser grande, sê inteiro: nada

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.


14-2-1933


Ricardo Reis, Odes de Ricardo Reis Lisboa: Ática, (Notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.), 1994, p. 148.


15/07/2011

"olhar-se na inteligência"

Rembrandt Hermnszoon van Rijn nasceu a 15 de Julho, de 1606, em Leida. É um pintor barroco cuja sensibilidade me deleita. O contraste de sombra e luz que utiliza prende o olhar.



Detalhe e tela de Titus vestido de Monge, 1660.



Rijskmuseum, Amesterdão, Holanda (wikipedia)









O homem retrata-se inteiramente na alma; para saber o que é e o que deve fazer, deve olhar-se na inteligência, nessa parte da alma na qual fulge um raio da sabedoria divina.

Platão in A República, trad. Maria Helena da Rocha Pereira, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1987.

09/11/2010

Um auto-retrato com memórias... e Philip Roth

David Bailly nasceu em Leiden, em 1584, e tornou-se famoso pelos seus retratos, naturezas mortas e "vanitas" (vaidades). Faleceu na mesma cidade em 1657.

David Bailly, Auto-Retrato Com os Objectos da Vaidade, 1651


Óleo sobre tela, 65 x 97,5 cm, Stedelijk Museum De Lakenhal, Leiden

Ao ler o livro de Philip Roth, Todo-o-Mundo, lembrei-me deste auto-retrato porque o livro é uma narrativa sobre o indivíduo e o combate contra a mortalidade, ligada à história de uma família judia em Nova Iorque. O autor revela a relação íntima do sujeito com o corpo humano e as limitações da doença ao longo da vida.
Roth toca com alguma leveza e superficialidade temas profundos como, o amor, o casamento, o prazer, a família e a morte. É um livro nostálgico e com a impressão de um tempo que flui rapidamente. Ou seja os ponteiros do relógio andam vertiginosamente entre a infância e a vida adulta, num tempo linear. Li o livro num ápice mas ficou aquém das expectativas.

A associação com a tela apresentada está subjacente no tema da morte, do conhecimento (auto-conhecimento), da vaidade e das memórias que se constroem a partir de um conjunto de objectos.

A ligação com a música está patente na referência à morte e à nostalgia.
Danse Macabre de Camille Saint-Säens; piano: Thierry Huillet, violon: Clara Cernat.

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