Um bom dia de Carnaval!
Uma máscara que gostava de ter, se a considerarmos como tal. Acho esta peça de arte uma beleza.
Criss Bellini, Visão desabrochada s.d.
Um bom dia de Carnaval!
Uma máscara que gostava de ter, se a considerarmos como tal. Acho esta peça de arte uma beleza.
Criss Bellini, Visão desabrochada s.d.
Desenho a lápis sobre papel, Museu da Faculdade de Belas Artes, da Universidade do Porto daqui
Para ser grande, sê inteiro: nada
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
14-2-1933
Ricardo Reis, Odes de Ricardo Reis Lisboa: Ática, (Notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.), 1994, p. 148.
Rembrandt Hermnszoon van Rijn nasceu a 15 de Julho, de 1606, em Leida. É um pintor barroco cuja sensibilidade me deleita. O contraste de sombra e luz
que utiliza prende o olhar.
Óleo sobre tela, 65 x 97,5 cm, Stedelijk Museum De Lakenhal, Leiden
Ao ler o livro de Philip Roth, Todo-o-Mundo, lembrei-me deste auto-retrato porque o livro é uma narrativa sobre o indivíduo e o combate contra a mortalidade, ligada à história de uma família judia em Nova Iorque. O autor revela a relação íntima do sujeito com o corpo humano e as limitações da doença ao longo da vida.
Roth toca com alguma leveza e superficialidade temas profundos como, o amor, o casamento, o prazer, a família e a morte. É um livro nostálgico e com a impressão de um tempo que flui rapidamente. Ou seja os ponteiros do relógio andam vertiginosamente entre a infância e a vida adulta, num tempo linear. Li o livro num ápice mas ficou aquém das expectativas.
A associação com a tela apresentada está subjacente no tema da morte, do conhecimento (auto-conhecimento), da vaidade e das memórias que se constroem a partir de um conjunto de objectos.
A ligação com a música está patente na referência à morte e à nostalgia.
Danse Macabre de Camille Saint-Säens; piano: Thierry Huillet, violon: Clara Cernat.