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03/11/2019

Para a Margarida

Um dia muito feliz
e
mil parabéns!

Edwart Collier, Girl Holding a Doll in na Interior With a Maid Sweepin Behind, sd
Johnny van Haeften Gallery, London


De Salvador, Rio Vermelho, o bairro de Jorge Amado. Aqui vai a baía que ele via.


O mundo só vai prestar
Para nele se viver
No dia em que a gente ver
Um gato maltês casar
Com uma alegre andorinha
Saindo os dois a voar
O noivo e sua noivinha
Dom Gato e Dona Andorinha.

Jorge Amado

(retirado do Pensador)

Canção para a Irmã Dulce a irmã dos pobres da Bahia

03/11/2018

Para a Margarida

Parabéns, Margarida!
Desejo que passe um dia muito feliz.

John Singer Sargent, “The Fountain, Villa Torlonia, Frascati, Italy,” 1907- (detalhe),
Art Institute of Chicago



https://i0.wp.com/www.gailsibley.com/wp-content/uploads/2013/08/IMG_8771.jpg




03/11/2017

Para a Margarida

Parabéns, Margarida!
Que tenha uma noite, no Louvre, com jantar, muito feliz.
A arte e a moda serão um casamento possível?

Aqui fica uma prendinha virtual  concebida por Jeff Koons para a Louis Vuitton

http://eu.louisvuitton.com/eng-e1/products/neonoe-nvprod650090v




03/11/2016

Para a Margarida

Parabéns, Margarida!
Um resto de dia muito feliz. 


A pintura é uma poesia que se vê e não se sente, 
e a poesia é uma pintura que se sente e não se vê.

Leonardo da Vinci, Tratado de Pintura 
(retirado do Citador)

Study sheet with cats dragon and other animals - by Leonardo da Vinci
http://www.leonardodavinci.net/study-sheet-with-cats-dragon-and-other-animals.jsp


03/11/2015

Para a Margarida

Para a Margarida um dia muito Feliz!
Parabéns com muita luz.


William Orpen, Sunlight, 1925, Leeds Art Gallery

A luz e a sombra brincam com a musa,
incandescem os olhos do pintor num atelier sem cavalete.

Columbano a quem a Margarida dedicou uma parte da sua vida. :))

03/11/2014

Vivemos... e afecto para uma amiga.

*Vivemos sem pedir licença...      [respondo] /  Nascemos sem pedir para nascer...
* in,  Os Gatos não têm vertigens, um filme de António Pedro Vasconcelos.

Afecto para uma amiga que interligo com os pensamentos veiculados pelo filme de António Pedro de Vasconcelos visto recentemente. Existem momentos que valem a pena ser vividos.
Há sempre um dia especial em que revemos a nossa vida, hoje é o da Margarida, 
do Memórias e Imagens. Parabéns e um dia  muito feliz! **

Cornelis van Haarlem , A Queda do Homem, detalhe (Adão e Eva), 1592, Rijksmuseum, Amesterdão
(Wikimédia Commons)
[A escolha da imagem está de acordo com a minha ligação ao filme: 
seremos estes dois bichos enternecedores?]

File:Cornelis Cornelisz. van Haarlem - The Fall of Man - Monkey, Cat, Frog, Hedgehog (detail),.jpg

Uma história improvável..., mas não impossível, e como tal bela. 


Aconselho a ver o filme.


CLANDESTINOS DO AMOR

Vivemos sempre sem pedir licença
cantávamos cantigas proibidas
Vencemos os apelos da descrença
que não deixaram mágoas nem feridas

Clandestinos do Amor, sábios e loucos
vivemos de promessas ao luar
Das noites que souberam sempre a pouco
sem saber o que havia para jantar

Mas enquanto olhares para mim eu sou eterna
estou viva enquanto ouvir a tua voz
Contigo não há frio nem inverno
e a música que ouvimos vem de nós

Vivemos sem saber o que era o perigo
de beijos e de cravos encarnados
Do calor do vinho e dos amigos
daquilo que para os outros é pecado

Tu sabias que eu vinha ter contigo
pegaste-me na mão para dançar
Como se acordasse um sonho antigo
nem a morte nos pode separar

Nós somos um instante no infinito
fragmento à deriva no Universo
O que somos não é para ser dito
o que sente não cabe num só verso

Enquanto olhares para mim eu sou eterna
estou viva enquanto ouvir a tua voz
Contigo não há frio nem inverno
e a música que ouvimos vem de nós.

Ana Moura
**Para a Margarida com o desejo de um dia muito feliz!
Uma flor, duas, três,
múltiplas...
caídas no regaço:
o cravo, a rosa e a túlipa,
a libélula e a borboleta,
cantam a uma só voz:
- Que este dia seja renovação plena!

Ambrosius Bosschaert (1573–1621),Still-Life of Flowers (1614) Wikipédia


13/07/2014

Aprazíveis Diálogos - VI

Deslocando-me agora para sul, chego à nossa capital. Lisboa amanhece com uma luz inconfundível. A primeira pessoa que convidei para estes diálogos aprazíveis foi a primeira visitante assídua deste (In) Cultura. Muito obrigada, Margarida.

Sigam-me:
e encontramos a magnífica porta e o texto escolhidos pela Margarida. 

 Música composta por Nobuo Uematsu para Final Fantasy - Behind the Door.

03/11/2013

Parabéns Margarida


Parabéns Margarida.                                  Menez (1926-1995), Duas Figuras Femininas, 1988
Um dia muito feliz, rodeada de arte. 

O Objectivo da Arte não é Ser Compreensível. Toda a arte é expressão de qualquer fenómeno psíquico. A arte, portanto, consiste na adequação, tão exacta quanto caiba na competência artística do fautor, da expressão à cousa que quer exprimir. De onde se deduz que todos os estilos são admissíveis, e que não há estilo simples nem complexo, nem estilo estranho nem vulgar. Há ideias vulgares e ideias elevadas, há sensações simples e sensações complexas; e há criaturas que só têm ideias vulgares, e criaturas que muitas vezes têm ideias elevadas. Conforme a ideia, o estilo, a expressão. Não há para a arte critério exterior. O fim da arte não é ser compreensível, porque a arte não é a propaganda política ou imoral. 

Fernando Pessoa, in 'Sobre «Orpheu», Sensacionismo e Paùlismo' (citador)

Telas expostas na exposição 100 Anos de Arte Portuguesa nos 100 anos de Comemoração do Museu Machado de Castro (arte partilhada do Millennium), MNMC, Coimbra

Triptíco de António Charrua (1925-2008), intitulo-o: A Porta


Eduardo Luiz (1932-1988), Morte de Rembrandt, 1985


Porque sei que também gosta. :)

04/03/2013

Liebster...

Para a Margarida -  girassóis que encontrei no fim do Verão. 




A Margarida do blogue Memórias e Imagens ofereceu-me a nomeação de Liebster Award. 
Agradeço muito esta distinção.


Tenho que atribuir a nomeação a outros blogs. A escolha é para mim muito difícil uma vez que só posso escolher cinco. :(  Vou correr o risco de repetir escolhas já efetuadas. 
Assim, dos cinco que me cabe escolher vão para:

- http://aarteemportugal.blogspot.pt/
- http://falcaodejade.blogspot.pt/
- http://myra-parole.blogspot.pt/
- http://sobreorisco.blogspot.pt/
- http://cozinhadosvurdons.blogspot.pt/


«O Sol é o grande Pintor realista.» 

Teixeira de Pascoaes, Obras Completas de Teixeira de Pascoaes, VIII volume, Prosa II. O Bailado, Lisboa Livraria Bertrand, 1973, p.301.

25/01/2013

"Os Amigos" - Da Amizade um cesto cheio de flores

Aos amigos que, noutro lugar e aqui, partilharam o afeto: 
Agradeço.

Hans Memling, Musician Angels, (c.1480)
Koninklijk Museum voor Schone Kunsten, Antwerp, Belgium

Num livro que me foi oferecido sobre música


Para todos 
Os Amigos

Os amigos amei 
despido de ternura 
fatigada; 
uns iam, outros vinham, 
a nenhum perguntava 
porque partia, 
porque ficava; 
era pouco o que tinha,
pouco o que dava, 
mas também só queria 
partilhar 
a sede de alegria—
por mais amarga. 

 Eugénio de Andrade, in "Coração do Dia" (retirado do Citador)

Junto os poemas de duas amigas:

***
Da Isabel do Palvaras de Aqui e Dali

Poema

A vida é feita de instantes
Em constante oposição.
Nenhum é como foi dantes.
Foram-se uns, outros virão.
Só o homem é igual
Em desigual sempre ser.
Quem sabe o que o mundo vale
Melhor sabe não saber.
A cada esperança perdida,
Logo outra esperança é primeira.
O que mais espanta na vida
É a própria vida inteira.

Armindo Rodrigues
(1904-1993)
***

Da Cláudia,  da Livraria Lumière

Bons amigos
 Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Machado de Assis

***

Da Maria João do Falcão de Jade
O delicioso Snoopy

***

Da Margarida Elias, entre as jóias que enviou escolhi esta que me fez lembrar a minha infância.

A birthday is just the first day of another 365-day journey around the sun. Enjoy the trip. ~Author Unknown


Do João Menéres
UM DIA MUITO FELIZ.


15/07/2012

A arte do Retrato para a Margarida!

Columbano Bordalo Pinheiro, Retrato de Ida Bordalo Pinheiro e Virgínia Lopes de Mendonça (1910) 



[Columbano] Mostra-nos uma sobrinha sentada, virada de frente, concentrada sobre a leitura de um livro, enquanto atrás de si, espreita a outra sobrinha, encarando furtivamente o espectador. A que está a ler é provavelmente Virgínia (1881-1969), que foi escritora de contos infantis. As duas estão elegantemente vestidas, em traje de passeio, denotando a efemeridade do momento captado, o que é comum a muitos retratos de mulheres na obra de Columbano (...).
O quadro foi pintado de uma forma larga, sem detalhe, num estilo vaporoso que recorda os retratos de Besnard ou de Sargent, que Columbano admirava. (...) Na obra de Columbano não havia a mesma leveza mundana que existia nas obras de outros artistas (Sargent ou Boldini, por exemplo), e os seus retratos são geralmente ensombrados pelo peso da realidade. 

Margarida Elias, Columbano no seu Tempo (1857-1929), Tese de doutoramento apresentada na Universidade Nova, Lisboa,.  p.319-20


Margarida Elias, na sua tese, defendeu brilhantemente as influências internacionais e a especificidade da pintura de Columbano Bordalo Pinheiro.
Sendo apenas uma apaixonada pela arte deixo, à Margarida, uma visão sobre pintores do crítico de arte Fernando Flórez que julgo se pode aplicar a Columbano.
Gosto muito deste retrato de Ida e de Virgínia pois tem uma atmosfera tão interessante!
Obrigada Margarida pelo barco de Papel. :)


István Orasz, Horror vacui (horror ao vazio), 2006*

El artista avanza, retrocede, se inclina, entorna los ojos, se comporta con todo su cuerpo como um accesorio de su ojo, se convierte entero en órgano de visión, enfoque, regulación e puesta a punto.

Fernando Castro Flórez (crítico de arte), El dibujo como forma de pensamiento,Catálogo da exposição nulla dies sine, Dibujo Español Contemporáneo, Madrid:Ministerio da Cultura, 2010, p.17. 





* Juntei a ilustração de István porque joga com as palavras de Flórez.

29/02/2012

Espelho com auto-retrato

Um auto-retrato suis generis do outro lado do espelho, em especial para a Margarida!


Retrato de D. José Pessanha, 1885


Óleo sobre madeira, 35 x 27 cm
Museu do Chiado - Museu Nacional Arte Contemporânea, Lisboa (Matriznet)



«A maior influência na obra de Columbano vem da arte do século XVII, sobretudo da pintura espanhola e nomeadamente de Velásquez. (...) a sua pintura liga-se bem com o tenebrismo seiscentista. (...). Na pintura tenebrista, o claro escuro define as formas, recria volumes, deixando iluminado apenas aquilo que se quer deixar em evidência Devemos assinalar que o tenebrismo, criado por Caravaggio, iria dominar grande parte da pintura seiscentista, desde Espanha até aos Países Baixos.»


Margarida Elias, Columbano Bordalo Pinheiro, Pintores Portugueses, Matosinhos: QN- Edição de Conteúdos, S.A., p. 49-50.


Michelangelo Merisi da Caravaggio, Auto-retrato [provável?]

21/07/2011

Da Beleza II e evocação conjunta

Acerca da beleza, num post anterior, Gustav Aschenbach, personagem principal de "A Morte em Veneza" de Thomas Mann, afirmava:
«- A criação da beleza e da pureza é um acto espiritual».
Alfred, amigo e compositor de Gustav, retorquiu:
«- Não, Gustav. Não! A beleza pertence aos sentidos».

No blogue Memórias e Imagens, Margarida Elias transcreveu a noção de beleza do arquitecto Raúl Lino, do qual retirei este pequeno trecho:

« (...) beleza é o próprio sol, e se o queremos fitar, temos de fazer uso de um vidro fumado para que não fiquemos cegos com o deslumbramento dos seus raios. (...) é apenas para nosso uso particular (...); pelo menos, quando nós conhecermos a fórmula absoluta que revela a nudez deslumbrante da ideia de beleza (...) nunca nós publicaríamos o seu retracto; pelo contrário, guardá-lo-íamos no mais recôndito escaninho da casa-forte das nossas emoções (...)». Raúl Lino (1933).

Os dois trechos entrelaçam-se numa noção dicotómica de beleza: a do campo das emoções, dos sentidos, e a intelectual do campo espiritual. Isto é, a particular e a universal; a primeira, pelo que depreendo, segundo Raúl Lino, deve estar resguardada no mais íntimo de nós. O arquitecto previne que o intelecto deve olhar a beleza controlando as emoções provavelmente, para na sua análise não se imiscuir o afecto. Poderá este conceito entrar em comunhão com a filosofia da sua arquitectura inconfundível, o espírito prático conservando a cultura de um povo.
Obrigada Margarida por ter atendido ao meu pedido.

«Feche os olhos e veja com a alma, se gostar ... é belo.
Ver as vezes atrapalha, as vezes define, como a beleza, ou cega ou desanuvia.» Cozinha dos Vurdóns
O comentário da Cozinha dos Vurdóns comunga dos dois sentidos do conceito e alia-se com excelência ao acima transcrito.

Hoje aproveito para focar ainda a beleza da escrita em evocação a Hemingway que nasceu a 21 de Julho de 1899. Conviveu em Paris com pintores de vanguarda: Picasso, Miró, Masson e Gris, grupo que ficou conhecido pela "Geração Perdida". O escritor apreciava arte por isso na minha homenagem dedico-lhe um prémio que ganhei num desafio de Verão: O Ratinho e a pintura de MJ Falcão do blogue O Falcão de Jade. Agradeço os três prémios que ganhei e vou guardar na galeria das minhas fotografias.

MJ Falcão, Portalegre, uma cidade especial para mim


Pintura e fotografia de MJ Falcão


Advice to a son

Never trust a white man,
Never kill a Jew,
Never sign a contract,
Never rent a pew.
Don't enlist in armies;
Nor marry many wives;
Never write for magazines;
Never scratch your hives.
Always put paper on the seat
Don't believe in wars,
Keep yourself both clean and neat,
Never marry whores.
Never pay a blackmailer,
Never go to law,
Never trust a publisher,
Or you'll sleep on straw.
All your friends will leave you
All your friends will die
So lead a clean and wholesome life
And join them in the sky.

Ernest Hemingway




Da música: passado mais remoto, a beleza dos sentidos



Um passado mais recente, a beleza da alma



Grata a MJ Falcão, Margarida Elias e Cozinha dos Vurdóns e a todos que me falaram de beleza.

16/10/2010

"Galope furioso através da Vida e do Sonho"

Uma das mensagens do livro de Margarida Elias fez-me chegar a esta conclusão: Portugal não é pequeno. A abertura ao mundo, as influências e reciprocidades entre pintores tornaram este país igual entre os seus pares.
O papel de Fantin-Latour, Rembrandt, Zurbarán, Chardin, Goya, Courbet, Henner, Manet, Degas, Palmaroli, Carolus-Duran, Ribot, Deschamps, Carrière, Blanche, Whistler, El Greco, Caravaggio ... na arte de Columbano tornaram-no universal. A influência de alguns destes pintores foi para mim reveladora porque nunca fizera tal associação. Hoje vejo Columbano com outros olhos, com olhos de ver! Obrigada Margarida.
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No final de 1898, Raul Brandão asseverou que " a pintura de Columbano, como certos poentes, como saudades, torna-nos contemplativos: é a sensação de uma beleza grave, harmónica. Os seus quadros têm a cor das velhas catedrais, o tom do granito envelhecido ao Sol..., *p. 71

Columbano Bordalo Pinheiro, Auto-retrato, ca. 1929

Óleo sobre tela, 92 x 69 cm, Museu do Chiado, Lisboa


«... quem via a obra "do grande pintor" tinha a impressão de ver um

"galope furioso através da Vida e do Sonho". »
Raul Brandão, p. 68*

*Margarida Elias, Columbano Bordalo Pinheiro, Pintores Portugueses, Matosinhos: Quidnovi, 2010, p. 68 e 71

13/10/2010

Um Retrato

Com os meus parabéns a Margarida Elias. Foi um prazer ler este livro e descobrir novas facetas em Columbano Bordalo Pinheiro.
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Retrato de Maria Cristina Bordalo Pinheiro, 1912
(detalhe)
Óleo sobre tela 150 x 130 cm, Museu do Chiado, Lisboa


"O Retrato de Maria Cristina Bordalo Pinheiro corresponde a uma tentativa de Columbano conferir maior claridade à sua paleta e maior graciosidade aos seus modelos, seguindo o conselho de Batalha Reis de dar mais "variedade à sua obra variando nos retratos". A alusão ao lento ritual do chá bem como à sereniddade da pose constituem valores estáticos que contrastam com certos elementos do trajo que indiciam a sua ruptura iminente. Com efeito, o chapéu sobre a cabeça e a sombrinha na mão indicam que ela estava entre dois tempos, tendo acabado de entrar ou estando prestes a sair, sendo que o pintor a cristalizou num momento de fruição doméstica, anterior ou posterior a uma experiência de mundaneidade".
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Margarida Elias, Columbano Bordalo Pinheiro, Pintores Portugueses, Matosinhos: Quidnovi, 2010, p. 77.

UM MONGE PINTOR
"Em Portugal , Columbano vai aumentar o número dos seus admiradores, criando-se uma mitificação em torno da sua personalidade que era alimentada pela crítica. O seu nome era associado com vocábulo religioso, relacionado com a natureza monacal da sua vida (18/3/1912)".

Margarida Elias, p. 78-79 ob. cit.

Depois de ler este trecho compreendi melhor Columbano. Viajei num período da História portuguesa conturbado e pude apreciar a evolução cromática do pintor.
Há uma tela de Columbano de que gosto especialmente: Inês de Castro, de 1902, que está no Museu Militar. Um dia destes colocá-la-ei.
Obrigada Margarida!

28/04/2010

Agradecimento

Andei com mudanças e criei uma nova face. Chegou a hora de agradecer as palavras simpáticas e motivadoras dos que me visitam. Agradeço a Margarida Elias que me tem mostrado novos pintores, poetas e pensamentos nas Imagens e Memórias, ao Contador Antropomórfico da Casa Improvável, porque partilho do seu gosto literário e não só, ao Filipe e a MarromW que pelo pouco que conheço apreciam arte.
Hoje, coloco estas imagens em especial para Margarida Elias com as pinturas de James McNeill Whistler que sei que são do seu agrado.
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Whistler, Harmony in Pink and Grey: Portrait of Lady
Meux, 1881–82, oil on canvas, The Frick Collection, New York



Harmony in Blue and Gold: The Peacock Room, designed by James McNeill Whistler, 1876-77, Freer Gallery in Washington D.C.

The Princess from the Land of Porcelain.

Wishtler

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