LIBERDADE (...) Sou livre, sou livre... Sinto-me limitado e impotente. Não durmo nem sonho. Queria ser livre para amar loucamente. Aqui, sinto-me asfixiar, estou incapaz, estou louco Queria gritar até se ouvir A minha voz nos céus: sou livre! Estou louco.
João Mattos e Silva, Sem Contorno. Lisboa: Edições Excelsior, 1968, p. 51.
Júlio Pomar para o levar na sua viagem, João.
Ilustrações de José A. Cambraia, 2ª edição do livro em Portugal, 1971
As leituras de férias já voaram. Agora, talvez, porque regressar ao trabalho custa; pensamos sempre, não podemos ficar mais um bocadinho?...
Então decidi re-re-reler um livro de infância. Um livro da grande Senhora Enid Blyton, "Uma Casa da Árvore Oca".
Escusado será dizer que o gosto com que o leio é o mesmo de outrora.
Não é um livro para a menina ou para o menino, é um livro para jovens, com a idade escolar da 4ª classe, no passado, do 2º ciclo, no presente. Ele desperta a curiosidade, a interpretação, a moral, a justiça, o afecto, a camaradagem e as vicissitudes do ambiente social que nem sempre é o mais favorável.
Já aqui foi focado quando a Cláudia Ribeiro, da Lumière, mo arranjou.
Blyton era genial!
Todavia, também o trouxe a pensar num amigo que hoje faz anos, que leu alguns títulos que eu li porque todos os pais ou amigos ofereciam os livros da Colecção Azul, ou os livros da Enid Blyton...
Parabéns, João Mattos e Silva! Tenha um dia feliz.
Fazer anos é também fazer uma viagem à infância.
Nunca tive uma casa na árvore, o mais semelhante, foi ter um navio realizado com cadeiras e um sofá, na casa da avó. Acreditem que as viagens eram fantásticas.
A João Mattos e Silva e muitos anos de poesia (11 de setembro).
Amesterdão
NOIVADO Estão de branco as salinas e noivam assim puras com a terra. O mar na despedida da emoção tece de espuma grinaldas deixadas por pudor sobre as areias.
João Mattos e Silva, Intemporal, Antologia. Lisboa: Universitária Editora, p. 110.