11/09/2014

A flor fora bela

Monserrate [A flor fora bela]


A flor que eu encontrei
já murcha um dia,
tinha vivido, fora bela e feliz.
Encontrei-a sem cor,
sem ilusão, sem esperança.
Chorei-a com muita dor
e vislumbrei que a vida,
é só constituída
por mudança

João Mattos e Silva, Sem Contorno. Lisboa: Edição Excelsior, s.d., p. 28.

Um dia feliz!


16 comentários:

  1. O verde das folhas de nenúfar
    O verde cantar de Verdi
    Deixam a esperança
    Da desejada mudança

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    1. Rogério,
      O desejo de mudança é muito. Vamos ver o que nos reserva o futuro. :))
      Boa tarde!:))

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  2. Sabe do que é que me lembrei, ana?
    Do elefante saltando levemente de nenúfar em nenúfar para atravessar o lago :)))
    Beijinhos

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    1. Pedro,
      E é tão gira essa lembrança revejo-a nos olhos, neste momento.
      Beijinhos. :))

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  3. Bom dia! Com mudança, claro. E já agora com o verde da "esperaça"...para rimar!
    Um beijo e tudo bom para ti neste começo de "mudança" de ano lectivo!

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    1. Obrigada, Maria João!:))
      Beijinho especial.

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  4. Uma pequena nota: são bonitos estes versos!

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    1. São bonitos, claros, límpidos.
      Beijinho. :))

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  5. A Ana hoje a recordar-nos de que tudo tem um tempo, todos têm o seu tempo.
    O Rogério colocou lá em cima as palavras-chave: nenúfar, Verdi, esperança e mudança.

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    1. Obrigada, Daniel.
      Vindo de si é muito bom pois tem registos fotográficos excelentes.
      Quem me dera ter a sua visão. :))
      Um beijinho. :))

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  7. Gostei muito da foto e achei os versos muito bonitos:)
    Beijinhos:)

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    1. Isabel,
      Obrigada. Tens de ir a Monserrate, é um local maravilhoso. :))
      Beijinho.:))

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  8. Quando, em inícios dos anos setenta, visitei pela primeira vez a Palácio de Monserrate e o seu fantástico parque, reparei, dentro deste último, e sob as ruínas dos restos que tinham sido em tempos a capela de N. Sra de Monserrate, a existência de sarcófagos ornados de belíssima escultura e, sabendo alguma coisa, ainda que pouca, sobre a moda vigente no período romântico dos "ismos" julguei tratar-se de qualquer cópia que alguém tinha feito da antiga arte etrusca. Achei até descabido e sem sentido fazê-lo aqui em Portugal!
    Mal sabia eu, à época, que estava em presença de verdadeiras obras etruscas !!!!, únicas em Portugal, que poderiam remontar aos séculos VII ou VI a. C., não sei datar estas peças com precisão - dou graças aos responsáveis que os colocaram a bom recato no Museu Arqueológico de Odrinhas. Estavam acessíveis às humidades, que as cobriam de verdes camadas de musgo, a gente sensível e amante da arte, assim como a vândalos - uma benesse e um perigo!
    Neste momento Monserrate está relativamente saudável, após um longo período de degradação e abandono esquecido (durante vários anos bastava saltar o muro para se apreciar o parque, ou, como deve ter acontecido, com finalidade criminosa, pois muitas obras de arte foram roubadas dos jardins), oxalá continue para que o futuro o possa apreciar, ainda que só como sombra do seu antigo esplendor.
    Não é das minhas óperas favoritas, mas entre as de Verdi será com certeza (pensar que, quando jovem, me interditaram a leitura da Dama das Camélias!!!!!!! que anacrónico!).
    Alongo-me sempre, peço perdão
    Manel

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  9. Julguei que eram cópias também. O que me diz é fantástico, Manuel.
    Vou inteirar-me sobre esse museu, fiquei muito curiosa. :))
    Tempos diferentes, também não tinha a Dama das Camélias em livre acesso. Gosto desta ópera.
    Gosto de Verdi, embora aprecie mais Puccini.
    Boa tarde, Manuel e bom fim-de-semana! :))

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