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25/08/2014

"O Mar Junto A Meus Pés..."

"O mar junto a meus pés" sem o conseguir agarrar...
Fecho os olhos. Cheiro a maresia... 
A faina dos pescadores é corrompida no ar
pelo ruído dos altifalantes de um palco contra-natura.

Na areia, a escultura da miudagem ganha vigor,
guarda os risos trocados na azáfama da construção 
entre a moldagem e os baldes de água entornados.
O abismo entre a realidade e a fantasia é revelador.

O préstimo está na vontade da peça ser eternizada esta estação.
Não há vento, nem ondas que levem a ideia
escrita  na areia da praia.

O dragão sem descanso lança chamas.
No entanto, as sereias não o miram, desprezam-no,
sem lhe cantarem no silêncio da noite de Verão!

[Seguindo o mote de Guerra Junqueiro]









Dom Carlos (escultura de Luís Valadares)

26/07/2012

Em movimento

Em movimento... A melhor parte da vida é quando se anda em movimento pelo que se descobre, pelo que se encontra... 
Até já e boas férias para todos!

Não é para Paris...

29/08/2011

Recuerdos com cheiro a maresia

Para agradecer a todos trago o azul do mar pontuado por algumas nuvens.

Os ponteiros do relógio em férias andam mais lentamente... embora os dias teimem em passar. Regressamos à infância, às ondas do mar, aos mergulhos, à areia que foge dos dedos, ao som profundo do mar.

Alicante, Castelo de Santa Bárbara, Espanha
Há sempre um tesouro e um barco perdido com a vela desfraldada...


Procuramos o tesouro todos os dias, do primeiro ao último mergulho.


No fundo do mar não o encontramos.
Visitamos as memórias,
as muralhas.
Ao longe avista-se o mar. Lava-se a alma. O tesouro está na procura...

Abrem-se as ostras mas elas são estéreis. Então ficam os sonhos para o ano que vem!



Obrigada a todos pela companhia e pela partilha. :)))


Conheci Joaquín Pascual, um baladeiro, por andar por esta praia.

12/09/2010

Não digas nada!

Praia da Falésia, barco à vela no mar azul, Açoteias, Albufeira.

Julgo que ainda não tinha colocado este poema. Se o repito não faz mal porque agora estou a senti-lo. A arte é para se sentir e se viver, se possível.
Não era Fernando Pessoa que hoje vinha comigo. Era Miguel Real e o seu livro que vi na FNAC, uma Carta de Sócrates a Alcibíades ficcionada. O livrinho tem a forma de manuscrito, a capa amarelecida como se de pergaminho se tratasse. Letra escrita manualmente e desenhos de Maria José Ferreira. No seu interior é como todos os outros livros escrita em formato de Times New Roman. Nada de lápis nem de escrita cursiva. O "prefácio" apelida-se de Nótula sobre a publicação de Carta de Sócrates 23 anos depois. O livro já vai na segunda edição e fala do amor de Sócrates por Alcíbíades. Ainda não o li, a não ser a introdução que está escrita com graça.
Olhando para um comentário absurdo que apaguei julgo que o melhor é afirmar-se:
Não digas nada!
Dois versos deste poema servem de mote ao meu blogue.
Não digas nada!

Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender -
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer

Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.

23-8-1934

Fernando Pessoa, Poesias Inéditas (1930-1935), (Nota prévia de Jorge Nemésio.), Lisboa: Ática, 1955 (imp. 1990). p. 167.

30/08/2010

Praia

Ainda na praia... a queimar os dois últimos dias que restam.

Gostava de levar o mar para casa ou um búzio para mo lembrar.
(Reformulado a 4 de Setembro)

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