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26/05/2013

Poesia, livros e pequenos nadas...

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Quando livros já não tiver
lerei as estrelas - 
quando elas se cansarem
da minha solidão
lerei a palma 
da mão.

 Casimiro de Brito, Arte Pobre. Leiria: Editorial Diferença, s.d., p. 55.

As Aventuras do Pinóquio chegou por mão amiga no dia em que inaugurou a feira do Livro. Obrigada. :) 


O livrinho mede 6,5 x 4,5 cm

Da Feira do Livro, de Coimbra, trouxe dois livros de poesia, um de Casimiro de Brito: Arte Pobre  e outro de Sousa Dias, e Ítaca eras tu, porque ela faz-nos sorrir e, em parte, esquecer o desvario governativo. 
Arranjei um livro de histórias para crianças de Manuel António Pina: O País das Pessoas Viradas de Pernas Para o Ar e um livro de Marguerite Yourcenar que desconhecia: Testemunha do Sonho


Na Feira do Livro pude ouvir o Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra,
Parque da Cidade, Coimbra

Da Livraria Lumière chegaram estes livros há muito desejados.


 Do primeiro livro cuja autora é Odette de Saint-Maurice, um livro da biblioteca dos rapazes que me causou curiosidade, Amigos, uma viagem às memórias de infância/adolescência.

Do livro do meio de Rómulo de Carvalho, As Origens de Portugal História contada  a uma criança [Facsimile], Fundação Calouste Gulbenkian, 1998.

Um livro dedicado pelo professor e poeta ao filho quando este fez sete anos e entrou para a escola.



De um livro muito especial de Freitas de Lima, Porto do Graal , A riqueza ocultada da tradição mítico-espiritual portuguesa, retirei:
A figura 11 - Lisboa imaginada de Francisco de Holanda, azulejo da Estação de Caminhos de Ferro do Rossio, 1996.

Um livro para ler com tempo. Vou reservar para tempos menos trabalhosos.

 

13/03/2011

O choro das árvores

Hasegawa Tōhaku, pintor japonês (1539-1610), Shōrin-zu byōbu

(right)
x
(left)

Redemoinho do Tsunami do Japão

Imagem daqui
xx

O silêncio, o que é o silêncio? perguntei ao mestre.
- Uma floresta cheia de ruído.
x
Casimiro de Brito, in "Arte da Respiração" (retirado do citador)

No Japão o silêncio foi interrompido pelo choro das árvores, pelos gritos de dor e pelas lágrimas.

Ninguém entende as guerras nem as catástrofes naturais. Não sei porque é que me lembrei do filme de Spielberg: "O Império do Sol" que me tocou particularmente. A causa poderá estar ligada às últimas notícias sobre os dois reactores nucleares que se danificaram como consequência do Tsunami e por ter passado no blogue O Falcão de Jade. Temo por aquele povo!

14/02/2010

Entraste na casa do meu corpo


Entraste na casa do meu corpo,
desarrumaste as salas todas
e já não sei quem sou, onde estou.
O amor sabe. O amor é um pássaro cego
que nunca se perde no seu voo.

Casimiro de Brito, Na Via do Mestre, 2000

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