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12/04/2026

Tempestade...

[Até o caos tem a sua beleza...]

John William Waterhouse, Miranda-The Tempest. 1916

 

 https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=720595

O, wonder!
How many goodly creatures are there here!
[Miranda]

(Miranda, citação da peça de Shakespeare Tempestade
https://shakespearenetwork.net/works/play-character?char_id=miranda&play=tempest)

John William Waterhouse é um pintor inglês pré-rafaelita. O movimento é, para mim, controverso, por se afastar da serenidade e da medida clássicas, mas a arte, afinal, não obedece a regras fixas. É um estado de espírito: mutável, íntimo, e tão ilimitado quanto a imaginação de quem a contempla.

22/03/2013

A Primavera

A Primavera bateu levemente à minha porta.
Deixei-a entrar...
para depositar no meu regaço
pétalas de uma rosa que ainda não nasceu.

[Hino (atrasado) à Primavera e ao Dia da Poesia]

John William Waterhouse, Ofélia, 1894 [Wikimedia Commons]


De Caeiro, o heterónimo predilecto caiu esta pétala:

Pétala dobrada para trás da rosa que outros dizem de veludo. 

 Pétala dobrada para trás da rosa que outros dizem de veludo.

Apanho-te do chão e, de perto, contemplo-te de longe. 

Não há rosas no meu quintal: que vento te trouxe? 
Mas chego de longe de repente. Estive doente um momento. 
Nenhum vento te trouxe agora. Agora estás aqui. 
O que foste não és tu, se não toda a rosa estava aqui. 

12-4-1919
Alberto Caeiro, “Poemas Inconjuntos”. (Recolha, transcrição e notas de Teresa Sobral Cunha.) Lisboa: Presença, 1994. p. 115.

De Eugénio de Andrade todas as rosas:

Hoje roubei todas as rosas dos jardins

Hoje roubei todas as rosas dos jardins 
e cheguei ao pé de ti de mãos vazias.

Eugénio de Andrade (cortesia do Google)

19/07/2012

A fragrância das rosas

Há alturas em que precisamos de cheirar as rosas porque o perfume que nos rodeia não tem qualquer fragrância. 

John William Waterhouse, The Soul of the Rose or My Sweet Rose, 1908


Colhe à passagem uma flor sem se deter, no ondeado da aragem que a leva. E na outra mão segura contra o peito um açafate de mais flores. Mas tudo nela é aéreo e dócil.

 Vergílio Ferreira, em nome da terra, Lisboa: Bertrand, 2004, p. 127

28/05/2010

Dante Alighieri!

Dante é o meu escritor favorito, já li e reli a Divinia Comédia porque é um livro que me deslumbra!
Como as almas ilustres, belas e profundas não morrem: Parabéns Dante.
Estou a homenagear Dante depois de ter lido o comentário de APS no Prosimetron. Obrigada APS, não gostaria de deixar de agraciar Dante no dia de aniversário.
x
John William Watherhouse, Dante e Beatrice, 1915

Private Collection


Paraíso, Canto XXV

Se acontecer que o poema sagrado,
em que céu e terra puseram mão,
(magro me fez, de tanto ano passado)
Vencer a crueldade que em prisão
me exila do redil onde, cordeiro,
dormi, oposto aos lobos que o atacam;
Voz e pêlo distinto do primeiro
terei, chegando poeta, e me façam
a testa ornar com folha de loureiro …

(Retirado da wikipedia)


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