14/04/2018

Desta Primavera envergonhada...

Um conjunto de  flores - 3 vasos


Flores amo, não busco. Se aparecem

Flores amo, não busco. Se aparecem
Me agrado ledo, que há em buscar prazeres
O desprazer da busca.
A vida seja como o sol, que é dado,
Nem arranquemos flores, que, arrancadas
Não são nossas, mas mortas.

16-6-1932

Ricardo Reis, Poemas.(Edição Crítica de Luiz Fagundes Duarte.) Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1994, p. 163.

24/03/2018

Desordem

Desordem


A todos devo uma resposta que não tem sido dada pelo excesso de trabalho, a tal desordem...

Bom fim-de-semana!


Viva a Primavera que chegou ainda envergonhada.

10/03/2018

" ... ao Sol"

Que saudades do sol!


As coisas nítidas confortam, e as coisas ao sol confortam.

As coisas nítidas confortam, e as coisas ao sol confortam. Ver passar a vida sob um dia azul compensa-me de muito. Esqueço indefinidamente, esqueço mais do que podia lembrar. O meu coração translúcido e aéreo penetra-se da suficiência das coisas, e olhar basta-me carinhosamente. Nunca eu fui outra coisa que uma visão incorpórea, despida de toda a alma salvo um vago ar que passou e que via.

s.d.


Bernardo Soares, Livro do Desassossego por  Vol.II.  (Recolha e transcrição dos textos de Maria Aliete Galhoz e Teresa Sobral Cunha. Prefácio e Organização de Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1982, p. 266.

07/03/2018

Notas de Viagem para uma amiga

Parabéns MR!
Desejo que tenha um dia feliz.



MR, sei que gosta de livros de viagens e de viajar. Aqui fica um trecho do livro que ando a ler: Egipto, Notas de Viagem, de Eça de Queirós. (Optei por transcrever com o português da época por achar engraçado.)

Quando a tarde cahía, fomos vêr a columna de Pompeu. É uma alta columna grega, de granito rosado, que se ergue sobre uma colina d'areia. Foi elevada em honra de Diocleciano por um Prefeito do Egypto.
Alli, n'aquella solidão, tem uma melancholia altiva e cheia de passado. Ao pé, negreja uma estátua de granito do tempo de Ramsés, meia enterrada na areia,coberta de immundicies.

Eça de Queiroz, O Egipto, Notas de Viagem. Porto: Lello & Irmão, 1945 (4ª Edição) p.42


02/03/2018

Leite com café

Uma cozinha nostálgica mas com luz




Leite com café

Sou garoto curioso,
e pra bem me instruir,
o que me é misterioso,
tento logo descobrir.

Sem certeza ou sem fé,
indago desde pequeno:
se a vaca bebesse café,
o leite seria moreno?

Maria da Graça Almeida daqui


24/02/2018

Tecnologia versus Humanidade

Tecnologia versus Humanidade, é um velho debate, um debate intemporal, chegou-me através de um marcador. Porém, é a realidade que nos cerca, a inteligência que nos toca, mas nada chega para  apagar a beleza da rosa.

Tecnologia versus Humanidade, o Robot e a Rosa


Estou cansado da inteligência.

Estou cansado da inteligência.
Pensar faz mal às emoções.
Uma grande reacção aparece.
Chora-se de repente, e todas as tias mortas fazem chá de novo
Na casa antiga da quinta velha.
Pára. meu coração!
Sossega, minha esperança factícia!
Quem me dera nunca ter sido senão o menino que fui...
Meu sono bom porque tinha simplesmente sono e não ideias que esquecer!
Meu horizonte de quintal e praia!
Meu fim antes do princípio!
Estou cansado da inteligência.
Se ao menos com ela se percebesse qualquer coisa!
Mas só percebo um cansaço no fundo, como baixam internas
Aquelas coisas que o vinho tem e amodorram o vinho.


18-6-1930

Álvaro de Campos, Livro de Versos  (Edição crítica. Introdução, transcrição, organização e notas de Teresa Rita Lopes.) Lisboa: Estampa, 1993, p. 125.


17/02/2018

O Cavaleiro da Rosa



O Cavaleiro da Rosa de Richard Strauss, Acto II. Libreto de Hugo von Hofmannsthal
Angelika Kirchschlager (Octaviano) e Miah Persson (Sofia).

14/02/2018

Não um mas dois...


O AMOR QUE EU TENHO NÃO ME DEIXA ESTAR

O amor que eu tenho não me deixa estar
Pronto, quieto, firme num lugar
Há sempre um pensamento que me enleva
E um desejo comigo que me leva
Longe de mim, a quem eu amo e quero.
Inda de noite, quando durmo, espero
A manhã em que torne a vê-la e amá-la.
……
.
s.d.

Teresa Rita Lopes, Pessoa por Conhecer – Textos para um Novo Mapa, Lisboa: Estampa, 1990, p.36.

NÃO SEI SE É AMOR QUE TENS, OU AMOR QUE FINGES

Não sei se é amor que tens, ou amor que finges,
O que me dás. Dás-mo. Tanto me basta.
Já que o não sou por tempo,
Seja eu jovem por erro.
Pouco os deuses nos dão, e o pouco é falso.
Porém, se o dão, falso que seja, a dadiva
É verdadeira. Aceito,
Cerro olhos: é bastante.
Que mais quero?
.
12-11-1930
Ricardo Reis, Odes,  (Notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (imp.1994), p. 128.


Quem não se recorda desta banda?!

11/02/2018

Um doce para

a minha amiga Alexandra, da Livraria Lumière, que hoje faz anos.

Parabéns, um dia feliz!:))





30/01/2018

"Era bondoso"...

Uma Recordação de Infância de Leonardo da Vinci é um livrinho de Sigmund Freud; comprei-o na Livraria Lumière, foi escrito em 1910, e está a cativar-me imenso. Talvez, agora, consiga compreender melhor este grande humanista.

Leonardo da Vinci, A Virgem, o Menino e Santa Ana, c.1513, Museu do Louvre
Imagem da wikipédia

Era bondoso e amável para com todos, segundo se dizia, recusava a alimentação à base de carne por se considerar injusto tirar a vida aos animais, e dava-lhe particular prazer restituir à liberdade os pássaros que comprava no mercado*.

Sigmund Freud, Uma Recordação de Infância de Leonardo da Vinci. (Tradução Maria João Pereira)  Lisboa: Círculo dos Leitores, 1990, p. 17

Citação de * E. Müntz, Leonardo da Vinci, Paris, 1899, p. 18. ( Um a carta de um contemporâneo dirigida a Médicis e escrita da Índia alude a esta particularidade de Leonardo Segundo Richter: The literary works of Leonard daVinci.)


29/01/2018

Le vrai secret des Rois...


"Ginja d' Óbidos
O verdadeiro segredo dos Reis...
Le vrai secret des Rois...
The King's best secret..."

27/01/2018

"Outro dia perfeito"

Guardiões do Ser,
tira de Patrick Mcdonnel

Guardiões do Ser, Textos de Eckhart Tolle e BD de Patrick Mcddonnel (MUTTS), Lisboa: Pergaminho, 2009, p.35.



09/01/2018

A Luz entre...

A Luz entre Oceanos é um filme de Derek Cianfrance, de 2016, que vi só este ano. Uma ilha perdida, um farol...
A mente humana e a escolha do bem sobre o errado. Nos principais papéis destacam-se Michael Fassbender e Alicia Vikander. 
O filme tem uma bela fotografia.



Faróis distantes
Faróis distantes,
De luz subitamente tão acesa,
De noite e ausência tão rapidamente volvida,
Na noite, no convés, que consequências aflitas!
Mágoa última dos despedidos ,
Ficção de pensar...
Faróis distantes...
Incerteza da vida...
Voltou crescendo a luz acesa avançadamente,
No acaso do olhar perdido...
Faróis distantes...
A vida de nada serve...
Pensar na vida de nada serve...
Pensar de pensar na vida de nada serve...
Vamos para longe e a luz que vem grande vem menos grande,
Faróis distantes...
30-4-1926

Álvaro de Campos, Livro de Versos.  (Edição crítica. Introdução, transcrição, organização e notas de Teresa Rita Lopes.) Lisboa: Estampa, 1993, p. 66.

05/01/2018

Da graciosidade e da beleza! (... criaste o céu e a terra)



Que luz é esta que me ilumina de quando em quando e me fere o coração, sem o lesar? Horrorizo-me e inflamo-me: horrorizo-me enquanto sou diferente dela, inflamo-me enquanto sou semelhante a ela. É a Sabedoria, a mesma Sabedoria que bruxuleia em mim e rasga a minha nuvem. Esta encobre-me de novo quando desanimo por causa da escuridão e do peso das minhas misérias. [...] Oiça, pois, a Vossa voz em seu interior, quem puder! Eu clamarei, confiado no Vosso oráculo: "Quão magníficas são as Vossas obras, Senhor! Tudo fizeste na Vossa Sabedoria" (SI 103,24). É ela o Princípio e foi neste Princípio que criaste o céu e a terra.

Stº Agostinho, Confissão, XI,9 = CCL 27, 200.

 Uma interpretação jovial

03/01/2018

Leituras entre o final do ano e o início deste...

Leituras realizadas através de ofertas amigas. Hoje, falo apenas de dois livros, um que já li, outro que comecei a ler.



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Li Uma Velha e o seu Gato e a História de dois Cães. É um livro triste que narra a história da vida de pessoas e a sua relação com os animais. A primeira é uma história de amor, o gato substitui toda a família e preenche a solidão. Ele acaba por delinear o futuro e o final da vida da sua dona... e mais não digo.
A segunda história é a ligação entre dois animais, a amizade e a partida...

Fotografia: http://cultura.estadao.com.br/blogs/babel/livro-da-nobel-doris-lessing-sobre-seus-gatos-saira-no-pais/

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Obrigada.:))

O segundo livro é uma viagem a Itália, um país que adoro, do qual tenho imensas saudades: da cor ocre, do cheiro, do som das fontes e da beleza própria que só aquele país consegue ter na sua multiplicidade geográfica.
Comecei a lê-lo este ano, é o primeiro livro de 2018. Por isso, trago-o comigo, e escolhi este trecho: pela razão simples que a minha visita a Capri, que, em parte, calcorreei solitariamente, foi mágica.

Imagem daqui: https://jona25.deviantart.com/art/Jean-Paul-Sartre-32465313
Jean -Paul Sartre
Jean-Paul Sartre by Jona25

Il fut un temps où Capri était africaine. À présent elle est grecque. On la dit aussi romantique. «Trouvez-vous notre île romantique?» me demande un Italien. Naturallement elle est aussi classique. Elle fut anglaise, puis allemande. À chaque fois il ságit de la fixer et de la voir Afrique ou Grèce. Bref, de se faire reflèter par elle le mythe du moment. Il ya eu même une Capri futuriste quand Marinetti est venu dans l´île. Donc: île de Tibère, île romaine, île romantique, île africaine, île pédérastique et symboliste, île futuriste et faciste, île grecque et classique. Le procédé est le même: une clé qui ne colle pour déchiffrer. 

Jean-Paul Sartre, La reine Albemarle ou le dernier touriste (fragments). Éditions Gallimard, 1991, p. 22 e 23

Obrigada. :))


30/12/2017

(H)oje "EROS E PSIQUE"

Para todos,
HOJE,
o desejo
de um FELIZ ANO NOVO!
(Um especial bem-haja pela Vossa Visita, em breve, regressarei)


EROS E PSIQUE

... E assim vedes, meu Irmão, que as verdades que vos foram dadas no Grau de Neófito, e aquelas que vos foram dadas no Grau de Adepto Menor, são, ainda que opostas, a mesma verdade.

Do ritual do grau de Mestre do Átrio na Ordem Templária de Portugal


Conta a lenda que dormia 
Uma Princesa encantada 
A quem só despertaria 
Um Infante, que viria 
De além do muro da estrada. 
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado.
Ele dela é ignorado.
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino —
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E, vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora.
E, inda tonto do que houvera,
A cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

s. d.

 Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995), p. 237.

[1ª publ. in Presença , nº 41-42. Coimbra: Mai. 1934.]

30/11/2017

In Memoriam- "Para Sempre" Zé Pedro

"BLITZ - É considerado de forma quase unânime uma das pessoas mais amáveis da música em Portugal. Essa forma de estar é, também, gratidão pelo que foi recebendo?

JOSÉ PEDRO - Sempre fui educado nessa fórmula do dar e receber. Em cima do palco, então, essa maneira de estar é crucial. Recebemos muita energia e, quando não conseguimos dar, eu e os meus colegas ficamos um bocado pírulas. Aí aparecem os egocêntricos do «grande artista», ficamos com acumulação de energia que as pessoas te dão. Tocar para muita gente tem essa parte: é uma força muito forte, e a maneira mais fácil, mais natural e mais saudável de lidar com isso é dar e retribuir essa energia. Isso aplica-se no dia-a-dia. Se uma pessoa recebe, e eu realmente recebo muito carinho, muita admiração, muita proteção e muita força, especialmente em momentos mais difíceis, essas coisas têm de ser retribuídas."

Excerto de uma entrevista ao Blitz.



25/11/2017

Saltos da Joana

Joana Vasconcelos, Marilyn.

Esta obra foi vendida pela leiloeira Christie`s por cerca de 505.250 libras (573.964 euros). (Noticiado pela agência Lusa)




Começou imediatamente a louvar a sua devoção. Não entrara porque não quisera perturbar o 
seu recolhimento. Mas aprovava-a muito! A falta de religião era a causa de toda a imoralidade 
que grassava...
- E além disso é de boa educação. Vossa Excelência há de reparar que toda a nobreza 
cumpre...
Calou-se; aprumava a estatura, todo satisfeito de descer o Chiado com aquela linda senhora, 
tão olhada. Mesmo, ao passar por um grupo, curvou-se para ela misteriosamente; disse-lhe ao 
ouvido, sorrindo:

- Está um dia apreciável!

E ofereceu-lhe bolos à porta do Baltresqui. Luísa recusou.

- Sinto. Todavia acho muito sensata a regularidade nas comidas.

A sua voz vinha agora a Luísa com a impertinência de um zumbido; apesar de não fazer calor, 

abafava, picava-lhe o sangue no corpo; tinha vontade de deitar a correr, de repente; e todavia 
caminhava devagar, infeliz, como sonâmbula, cheia de necessidade de chorar. 
Sem razão, ao acaso, entrou no Valente. Era hora e meia! Depois de hesitar pediu gravatas de 
fular a um caixeiro louro e jovial.
- Brancas? De cor? De riscas? Com pintinhas?
- Sim, verei, sortidas.
Não lhe agradavam. Desdobrava-as, sacudia-as, punha-as de lado; e olhava em roda 
vagamente, pálida... O caixeiro perguntou-lhe se estava incomodada: ofereceu-lhe água, 
qualquer coisa... 
Não era nada; o ar é que lhe fazia 
bem; voltaria. Saiu. O Conselheiro, muito solícito, prontificou-se 
a acompanhá-la a uma boa farmácia tomar água de flor de laranja...Desciam então a Rua Nova do Carmo, e o Conselheiro ia afirmando que o caixeiro fora muito polido; não se admirava, porque no comércio havia filhos de boas famílias; citou exemplos.


Eça de Queirós, O Primo Basílio. Lisboa: Colecção Livros do Brasil,  p. 197. s.d.


23/11/2017

Simplesmente belo!

A Paixão de Van Gogh resume-se à beleza da tela animada e a uma história através de uma paleta virtual. 



1. “Vincent,” painted by Anna Kluza. Robert Gulaczyk as Vincent van Gogh, inspired by van Gogh's self portrait. Photo courtesy of Good Deed Entertainment and BreakThru Films.

2. “What Dr. Gachet? No, I Wouldn’t Have Said That,” painted by Christos Marmeris.The second of five Adeline Ravoux (Eleanor Tomlinson) close-ups at the window. Here she is commenting on the supposed friendship between Dr. Gachet and van Gogh. Photo courtesy of Good Deed Entertainment and BreakThru Films.

3. “Chaponval,” painted by Anna Wydrych Design painting combining van Gogh’s paintings “Houses at Auvers” and “Thatched Cottages at Cordeville.” Photo courtesy of Good Deed Entertainment and BreakThru Films.

4. “Dr. Gachet,” painted by Piotr Dominiak.

5. “How I Remember Him,” painted by Marlena Jopyk-Misiak.
In this “Noir Vincent” shot, Armand Roulin (Douglas Booth) enters “Bedroom in Arles” and is confronted by the spectacle of Vincent covered in blood on the "night of the ear."
Photo courtesy of Good Deed Entertainment and BreakThru Films.

6. “Marguerite Gachet,” painted by Bartosz Armusiewicz
Saoirse Ronan as Marguerite Gachet, the mecurial doctor's daughter. Inspired by van Gogh's “Marguerite Gachet at the Piano.” Photo courtesy of Good Deed Entertainment and BreakThru Films.

Imagens e legendas retiradas daqui.

Realizadores: Dorota Kobiela and Hugh Welchman. Photo by Laura Blum.




20/11/2017

Rudeza



Rudeza

Vivo rodeada de rudeza.
Pedaço de terra desértica
donde desperta uma flor,
grito do horror entre o belo e o cáustico.




18/11/2017

Rotina


Não há coisa tão preciosa, e tão útil, que continuada não enfade.
Padre António Vieira, Sermões (citador)

16/11/2017

Para o João Menéres

Agora é que é a valer:
Parabéns, mil graças e felicidades, 
no meio do mar, rodeado pelas pessoas que gosta.





11/11/2017

Sobre um plano a ilusão

Fotografia: Sobre um plano a ilusão
Gustavo Fernandes, Detalhe s/ título, colecção particular


Prefiro o sonho à ilusão; no sonho sabe-se que temos os olhos fechados; na ilusão julgamos tê-los abertos.

Condessa Marie de Beausacq (citador)

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