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07/07/2013

Gustav Mahler , uma homenagem

Rodin, Gustav Mahler, Museu Rodin, Paris

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Mahler de Rodin, fotografia de Reanaud Camus
Le Jour ni l’Heure 7552 : Auguste Rodin, 1840-1917, buste, 1909, de Gustav Mahler, 1860-1911, plâtre, villa des Brillants, demeure du sculpteur à Meudon, Hauts-de-Seine, Île-de-France, dimanche 12 août 2012, 17:

Hélène Bouchet eThiago Bordin, a minha escolha para homenagear Gustav Mahler que nasceu a 7 de Julho, de 1860, em Kaliště (Praga) na República Checa. 
Adagietto, um movimento, da Sinfonia nº 5, foi escrito por Gustav Mahler em 1901 e 1902. (Wikipedia)



Adagietto de Mahler foi utilizado no filme: Morte em Veneza de Visconti, baseado no livro de Thomas Mann com o mesmo título. Foi com este filme que conheci Mahler, daí o registo.
(Imagem cortesia do google)

A solidão produz a originalidade, a beleza ousada e singular, o poema. Mas também será a fonte de tudo quanto for errado, desproporcionado, absurdo, ilícito. 

Thomas Mann, in A Morte em Veneza

22/01/2013

O frio imponente da Natureza

As árvores nem sempre morrem de pé.
O temporal que assolou o nosso país teve destas coisas: derrubar árvores centenárias que embelezavam os caminhos.
Os dois últimos dias e as duas últimas noites passaram mais lentamente, os candelabros substituíram a luz dando um ambiente diáfano e contrapondo o acelerado tempo dos media. 
Se por um lado houve mais diálogo por outro distanciamo-nos do mundo. A frase de Ovídio: 

"Nada é mais forte que o hábito",

torna-se peremptória.

O cinema tornou-se uma redoma perfeita,  foi a fuga possível da falta de luz.e do frio que só a lareira dirimia.

Les Misérables de Tom Hooper, baseado na obra com o mesmo nome de Victor Hugo, foi o filme que fui ver mas ao fugir do frio encontrei o frio dos miseráveis, a frieza do tempo em que a justiça social era inexistente. Será  que caminharemos para esta frieza?
Compreendo o frio imponente da Natureza, mas não compreendo a frieza humana a que o liberalismo político e económico nos está a enredar.


Emile-Antoine Bayard (1837-1991), Jean Valjean a minha personagem preferida.
Rodin, Monumento ao Victor Hugo, primeiro projeto

Gostei do filme e o facto de ser um musical ameniza o ambiente social.

16/03/2012

Sombras esculpidas

Auguste Rodin


Pedro e Inês

Brocados, rubis, linho, rendas jazem no chão.
A nudez branca sem nome agita-se numa dança carnal.
Dizem que é o rei,
mas as sombras esculpidas desenham apenas
um homem e uma mulher.








Auguste Rodin, Études de mouvements de danse semblent dater de 1910, Musée Rodin, Paris.


in Robert Descharnes et Jean-François Chabrun, Auguste Rodin (Lausanne, La Bibliothèque des Arts de Paris), Genéve, 1967.Auguste Rodin, p. 251.

Obrigada Cláudia, da Livraria Lumière, por me arranjar o belíssimo livro deste grande escultor.

11/09/2010

No côncavo das mãos...

Rodin, Mãos de Amantes, 1904, gesso

Museu Rodin, Paris

No côncavo das mãos se deposita
a alma da palavra que é redita.

João Mattos e Silva, Intemporal, Lisboa: Universitária Editora, 2003, p. 72

07/09/2010

Eva

Há dias em que acordamos com vontade de pecar. Roubar o fruto delicioso da árvore da ciência do bem e do mal.
A dor move o corpo num movimento de retraimento.
A Eva de Rodin em ausência de imagem.
A Eva em sépia saída da pena.
xA
Eva

Fujo e vem comigo o mesmo lume cúmplice
ou sombra daquela árvore interposta a uns olhos
que aguardavam que eu passasse como se me desconhecessem,
e eu era inevitável, tão presente e natural
que hei-de fingir pudor e surpresa: ocultando-me para que não
cessasse
aquela luz que tornava desejáveis meus passos
rumo a um leito feliz de folhas amaciadas.

Auguste Rodin, Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o Futuro, Lisboa: Assírio & Alvim, 2001, p 1714 (trad José Bento)

11/08/2010

O Beijo.

«Não te beijo e tenho ensejo
Para um beijo te roubar;
O beijo mata o desejo
E eu quero-te desejar.»

António Aleixo, Este Livro que Vos Deixo,Lisboa: Editorial Notícias, 2003

Rodin, Museu de Belas Artes, Budapeste, Hungria.

Encontrei este beijo de Auguste Rodin no Museu de Belas Artes, em Budapeste. Rodin é um escultor que gosto imenso e este beijo é de uma grande beleza, apesar de saber pouco da sua história, julgo que vale a pena este apontamento.
x
Nota: Na legenda que acompanha a peça consta que é de Rodin, Será? Nada pude averiguar, apesar disso, dada a beleza da peça, resolvi fazer este apontamento.

03/06/2010

Paul Celan

Rodin, Les Mains

Musée Rodin, Paris

o meu peso
nas tuas mãos a-
bertas:
a paciência in-
sombra do meu desespero.

Paul Celan, A Morte é uma Flor, Poemas do espólio Edição bilingue. Tradução, posfácio e notas de João Barrento. Lisboa: Cotovia, 1998

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