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05/08/2025

Livros da Infância I - Memórias


Enid Blyton foi uma das minhas escritoras preferidas. Encontrei A Aventura na Ilha, da Editora Meridiano, s.d., na Feira de Velharias pela módica quantia de um euro e cinquenta cêntimos.

Finalmente, consigo ter este título e vou relê-lo com prazer! Li-o através da biblioteca fixa da  Biblioteca Calouste Gulbenkian. 



A coleção é composta por oito títulos.  Este foi o primeiro que li e recordo que gostei muito. (https://www.enidblyton.net/adventure-series/)

O ambiente de mistério, os lanches, os famosos scones constituem ainda uma memória viva!
Quando visitava a minha avó e havia um tempo de espaço para a leitura, lembro-me dos lanches que, aliados à leitura, superavam sempre as expectativas. 
Nas histórias havia sempre uma descrição gastronómica que acompanhava as aventuras. 

Hoje em dia, os livreiros têm um árduo trabalho, pois o mercado tem enfrentado uma concorrência cada vez mais acentuada, marcada por profundas transformações nos hábitos de leitura. 
A tradicional livraria de bairro teve que se adaptar a um cenário onde dominam as grandes superfícies, as cadeias multinacionais e as plataformas digitais. A comodidade das compras digitais, associada a campanhas promocionais agressivas e prazos de entrega rápidos, tem levado muitos leitores a preferir esta forma de aquisição de livros, em detrimento do atendimento personalizado das livrarias físicas, o que é pena!

Os livros da minha infância foram todos comprados nas livrarias tradicionais. Onde vivi só havia, na época (anos 60), duas livrarias e uma delas ainda acumulava a função de papelaria.

Agradeço a todos os livreiros tradicionais que ainda resistem, tendo em especial atenção as poucas livrarias que fazem parte do meu coração.

Com a cortesia do Youtube



11/09/2017

Regresso à infância

Imagem relacionada
Ilustrações de José A. Cambraia, 2ª edição do livro em Portugal, 1971


As leituras de férias já voaram. Agora, talvez, porque regressar ao trabalho custa; pensamos sempre, não podemos ficar mais um bocadinho?...
Então decidi re-re-reler um livro de infância. Um livro da grande Senhora Enid Blyton, "Uma Casa da Árvore Oca". 
Escusado será dizer que o gosto com que o leio é o mesmo de outrora.
Não é um livro para a menina ou para o menino, é um livro para jovens, com a idade escolar da 4ª classe, no passado, do 2º ciclo, no presente. Ele desperta a curiosidade, a interpretação, a moral, a justiça, o afecto, a camaradagem e as vicissitudes do ambiente social que nem sempre é o mais favorável. 
Já aqui foi focado quando a Cláudia Ribeiro, da Lumière, mo arranjou.

Blyton era genial!

Todavia, também o trouxe a pensar num amigo que hoje faz anos, que leu alguns títulos que eu li porque todos os pais ou amigos ofereciam os livros da Colecção Azul, ou os livros da Enid Blyton...

Parabéns, João Mattos e Silva!
Tenha um dia feliz.

Fazer anos é também fazer uma viagem à infância.

Nunca tive uma casa na árvore, o mais semelhante, foi ter um navio realizado com cadeiras e um sofá, na casa da avó. Acreditem que as viagens eram fantásticas.




13/07/2013

Enid Blyton: histórias entre a ficção e a realidade

Enid Blyton foi uma escritora que me deu longas horas de leitura com prazer, alimentou a aventura, a fantasia e os sonhos. Nunca li uma biografia sua.


O primeiro livro da escritora, publicado em 1922, é um livro de poesia.
Poema e imagem retirado deste link 

Li várias coleções desta prodigiosa escritora (c. 600 livros). Registo um livro que li e reli recentemente, A Casa da Árvore Oca. A história é sobre dois irmãos órfãos e as suas peripécias, aventuras, o amor e o desamor. A terceira criança que surge na narrativa, Ângela, é uma espécie de fada que ajuda os dois irmãos, Susana e Pedro. A  casa na árvore era o refúgio, o segredo, onde o mundo era maravilhoso. Quem não teve a sua casa na árvore?

Ilustrações de José A. Cambraia, 2ª edição do livro em Portugal, 1971

Esta viagem à infância foi facultada pela Cláudia, da Livraria Lumière, a quem agradeço por me ter arranjado o livro. 
A leitura calhou num momento em que revi o filme: 
As crianças de Huang Shi (2008) - 黄石的孩子 [wikipedia]. O enfoque na infância e no amor cruza a narrativa de Enid Blyton com a do filme, embora a deste último seja baseada numa história real. 
Na escrita de Blyton subjaz uma moral e ética: o bem e o mal sempre presente em todas as nossas escolhas. 
Também encontramos esta dualidade no filme de Roger Spottiswoode. Saliente-se o papel de Jonathan Rhys Meyers na personagem George Hogg. 

A história localiza-se na China durante a invasão japonesa, em 1937, "vésperas" da II Guerra Mundial. George Hogg é um jornalista britânico. As circunstâncias obrigam-no a deixar o jornalismo. Dedicou-se a cuidar de órfãos, auxiliando-os a sobreviver num ambiente muito hostil. 

Orfãos da Guerra 5



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