Mostrar mensagens com a etiqueta Philip Roth (1933). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Philip Roth (1933). Mostrar todas as mensagens

22/02/2013

Indignação

"Indignação"  teve o condão de me apaziguar com o escritor Philip Roth. 
A narrativa tem como protagonista o jovem Marcus Messner, estudante universitário. 
Os desafios que tem que enfrentar, as convicções que quer defender, as descobertas que prima em valorizar, o ambiente social e intelectual académico ao qual tem de se adaptar tornam a personagem vulnerável e complexa.



«Em todas as universidades há sempre um ou dois jovens intelectualmente precoces, membros autoproclamados de uma intelligentsia de elite que têm necessidade de se promover (...)».

Philipe Roth, Indignação. Lisboa: D. Quixote, 2009, p. 88. (tradução Francisco Agarez)


Será a indignação o elixir da juventude? 

09/11/2010

Um auto-retrato com memórias... e Philip Roth

David Bailly nasceu em Leiden, em 1584, e tornou-se famoso pelos seus retratos, naturezas mortas e "vanitas" (vaidades). Faleceu na mesma cidade em 1657.

David Bailly, Auto-Retrato Com os Objectos da Vaidade, 1651


Óleo sobre tela, 65 x 97,5 cm, Stedelijk Museum De Lakenhal, Leiden

Ao ler o livro de Philip Roth, Todo-o-Mundo, lembrei-me deste auto-retrato porque o livro é uma narrativa sobre o indivíduo e o combate contra a mortalidade, ligada à história de uma família judia em Nova Iorque. O autor revela a relação íntima do sujeito com o corpo humano e as limitações da doença ao longo da vida.
Roth toca com alguma leveza e superficialidade temas profundos como, o amor, o casamento, o prazer, a família e a morte. É um livro nostálgico e com a impressão de um tempo que flui rapidamente. Ou seja os ponteiros do relógio andam vertiginosamente entre a infância e a vida adulta, num tempo linear. Li o livro num ápice mas ficou aquém das expectativas.

A associação com a tela apresentada está subjacente no tema da morte, do conhecimento (auto-conhecimento), da vaidade e das memórias que se constroem a partir de um conjunto de objectos.

A ligação com a música está patente na referência à morte e à nostalgia.
Danse Macabre de Camille Saint-Säens; piano: Thierry Huillet, violon: Clara Cernat.

Arquivo