
24/04/2020
Para um amigo

24/04/2018
Balada para um amigo
Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Em terras
Em todas as fronteiras
Seja bem vindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também
24/04/2017
Parabéns, Manuel Poppe!
24/04/2016
Parabéns Manuel Poppe!
É duma lucidez cortante. Obrigada, Manuel.
24/04/2015
Diálogo com Manuel Poppe no seu aniversário

Nem o que o destino me reservava: encontros extraordinários dos quais deixo, mais ou menos veladamente, testemunho em O Pássaro de Vidro, Os Amantes Voluntários, A Mulher Nua e nos dois volumes de Crónicas Italianas.
Acompanhou-me e há-de acompanhar por onde quer que eu ande.
Papoilas amarelas - luz. :))
24/02/2015
Mariana e o Outro..., Manuel Poppe
de Beja, na capa do livro.

17/07/2014
Aprazíveis Diálogos - VII
19/12/2013
Em torno de Gaspar Simões
Sobre Fernando Pessoa Gaspar Simões escreveu os seguintes títulos:
- Vida e Obra de Fernando Pessoa — História duma Geração, Vol. I: Infância e adolescência; Vol. II: Maturidade e morte, 1950;
- Fernando Pessoa — Escorço interpretativo da sua vida e obra, 1962, reeditado como Fernando Pessoa, Breve Escorço da sua Vida e Obra, 1983 e segs.
- Estudos sobre Fernando Pessoa no Brasil (textos de JGS et al.), São Paulo, 1986.
- Fernando Pessoa — Heteropisicografia, 1973.
- Fernando Pessoa na Perspectiva da Presença, 1978.
- Obras Completas de Fernando Pessoa, 4 vols. (com Luís de Montalvor, para a ed. Ática), 1942-1945
(Wikipedia)
João Gaspar Simões em diálogo com Pessoa:
Lisboa, 18 de Novembro de 1930.
Meu querido Gaspar Simões:
Desculpe não ter respondido ainda à sua carta de 7: não queria responder sem lhe enviar os meus folhetos de versos em inglês, e só hoje é que consegui desencantar o embrulho onde estavam. Envio-lhos por este correio, sob invólucro separado.
(...)
Estou com muito interesse em ver o seu estudo na Presença. Basta que o veja aí; não é preciso, como numa outra carta me disse, mandar-mo antes de o publicar. O título não me alarma nada, sendo certo, porém, que, de per si, não o compreendo definidamente. O estudo, contudo, mo explicará. Noto, aliás, que não dá o título como definitivo, mas como provável. Se ele define bem as conclusões do estudo, deve mantê-lo. Tem, com certeza, o dom de interessar. Outra coisa muito diferente. Recebi, no dia 13, na minha caixa postal, uma carta sua (pelo envelope e letra nele) para o António Botto. Contra todos os precedentes, extraviei essa carta. Peço-lhe desculpa disso, e aviso-o, para que possa ter a maçada de escrever de novo. Não expliquei o caso ao António porque há uns quinze dias que o não vejo; a correspondência que vem para ele, para a minha caixa postal – e que pode sempre para ali ir, pois não costumo extraviar as cartas –, deixo-‑lha logo no Café Arcada, onde ele vai frequentemente, mas a horas a que eu raras vezes posso ir.
16/06/2013
Histórias de Telavive, histórias de amizade
Porque o pintor não teve oportunidade de ir para Telavive...
Félix Nussbaum, Dreierporträt, (1944)

12/03/2013
Um Inverno em Marraquexe
31/03/2012
Pedro I

construir por Pedro I, no Mosteiro de Alcobaça. Pedro e o pajem assistem. Ouvem-se cantos religiosos, música, lamentos, rezas...etc.08/10/2011
"profetas menores"
Manuel Poppe (p. 11)
Um carro de fogo recolhe Elias e eleva-o ao céu e é esse turbilhão que o Profeta ascende, sobe a Deus, tal qual subimos a Jerusalém.
Em Salmos CXXXVII,5,6, «Junto aos rios da Babilónia, Canto do Exilado, o poeta:
Se me esquecer de ti, Jerusalém,
fique inutilizada a minha direita!
Se me esquecer de ti, Jerusalém
se tu não fores a minha suprema alegria,
que a minha língua se cole ao meu palato.»
profetas menores
Apresentação de Manuel Poppe, Lisboa: Três Sinais Editores, 2001, p. 6
São João: o evangelho místico, João Bénard da Costa.
Eclesiastes: da vida e da morte, Jorge Sampaio;
Job: o jogo da fé, Manoel de Oliveira;
Samuel e a voz dos profetas, Vasco Graça Moura;
Ester: uma história estéril, Clara Ferreira Alves;
Profetas menores: a viagem com Deus, Manuel Poppe;
Lamentações: Senhor, terá acabado a história?, José Pacheco Pereira;
Cântico dos cânticos: um tijolo quente na cama, Agustina Bessa-Luis;
Isaías, Adriano Moreira;
Salmos: o canto de Deus, Eduardo Lourenço;
Coríntios: o desafio de Deus, Maria José Nogueira Pinto;
São Mateus: a doutrina de Jesus, Joaquim Carreira das Neves, O.F.M.
01/04/2011
"... no ponto onde não há presente (...)"
23/03/2011
"...entre as minhas ideias e as ideias correntes..."
Vou fazer minhas as palavras de Umberto Saba:
«...entre as minhas ideias e as ideias correntes existe um abismo sem pontes.»
Umberto Saba nasceu em Trieste, em 1883, e morreu em Gorizia, em 1957. Sobre a poesia de Saba:
"Herdeira de uma tradição poética classicista com origem em Dante, na qual se podem incluir autores como Petrarca, Parini, Manzoni, Leopardi e o Foscolo dos sonetos, das odes e de Dei sepolcri, a poesia de Saba é a procura persistente de uma perfeição e coerência formais com que cobrir a aspereza do vivido e do sentido, com as suas contradições, a sua incompletude, as suas consequências".
No site da Nova Almedina
ULISSES
Na minha juventude naveguei
ao longo das costas da Dalmácia. Ilhéus
à flor das ondas emergiam, onde raro
uma ave buscava a sua presa,
cobertos de algas, escorregadios, ao sol
belos como esmeraldas. Quando a noite
e a maré alta os ocultavam, as velas
sob o vento o largo demandavam,
para fugir da cilada. Hoje o meu reino
é essa terra de ninguém. No porto
acendem-se as luzes para outros; a mim para o alto mar
me leva ainda o não domado espírito,
e da vida o doloroso amor.
Umberto Saba, in Poesia, selecção, tradução, introdução e notas de José Manuel de Vasconcelos, Assírio & Alvim, 2010. Apanhado aqui.
xCarlo Levi, Carlo Levi, Autoritratto, 1945
Olio su tela, cm 42 x 34, Roma, Fondazione Carlo Levi
Carlo Levi foi um pintor, escritor, anti-fascista activista e médico judeu que nasceu em Turim em 1902.
10/03/2011
Se isto é um homem
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Primo Levi: Se isto é um homem
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(...) Quando me bate nas costas Primo Levi, que não quer que eu esqueça, não penso só nos judeus que acabaram em Auschwitz, em Dachau: lembro-me de Pasolini, perseguido e assassinado; do emigrante turco; do negro; do árabe; e do homem que não aguenta mais e se suicida, porque a sociedade não está à sua altura, nem do seu sonho, nem da sua honestidade, nem do seu desejo de harmonia, de fraternidade. O que lhes apresentam é frio, calculado, desarmónico: é, para eles todos, turcos, negros, árabes, judeus, brancos e amarelos, a selva onde se apunhalam os sentimentos e as vontades simples de viver, as borboletas. É um sítio onde se deitou nitroglicerina. É um mundo morto, organizado, em que nada que seja rebelde - original, pessoal, novo - cabe.
Pode ser isso um homem? (...)
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Manuel Poppe,Novas Crónicas Italianas, Lisboa: Teorema, 1994, p.23-24.
Obrigada, Manuel Poppe!
23/02/2011
"O Pássaro ..." porque me sinto numa gaiola!
Hong Chun Zhang, My Mother's Cage, (1999),
in "The Three Generations Series". *
Chinese fine-style painting (gongbihua) on rice paper.
"(...) cada homem vê a realidade à sua maneira singular e única e, sempre, pela primeira vez".
Manuel Poppe
O Pássaro de Vidro
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Pianista Claudio Arrau
Primeros nocturnos publicado por Chopin en 1833 en Paris, mas no el primer compuesto (los nocturnos postumos ocupan ese puesto).
Inspirados es las obras de John Field, el aprenderia y tomaria un estilo de composicion como suyo dandoles alma a los "preciosos pero vacios marcos de Field" (Alfred Cortot).
El nocturno N° 1, aunque hermoso, es apenas el susurro de lo que vendria despues. Segun Bernard Gavoty "un tema de arpegio monotono y tristeza distinguida". (do Youtube)
10/12/2010
Suportar a vida de outra maneira, sem a inventar?
Obrigada Manuel Poppe pela mensagem do seu livro.

Manuel Poppe, Sombras em Telavive, Lisboa: Teorema, 2001, p.84
Acrescentei o texto depois do comentário belo de Margarida Elias.
* Zvi Mairovich é um pintor israelita que nasceu numa aldeia da Polónia em 1911 e faleceu em 1974. Só conheci este pintor com a leitura deste livro.





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