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18/08/2023

Azul de Veneza para uma amiga!

Parabéns, Isabel!
Desejo que seja um dia muito feliz para recordar por muitos anos. 


De Veneza este azul de Rossi.

Gino Rossi, Marina - Douarnenez (c. 1910);  Venice, 
Galleria Internazionale di Arte Moderna Ca’ Pesaro




https://www.finestresullarte.info/en/exhibition-reviews/gino-rossi-the-ca-pesaro-rebel-on-display-in-venice

Beijinho com as palavras de um amigo sobre Veneza. :))

Não posso achar Veneza nem decadente nem triste.

É uma cidade que conheço como nenhuma, que amo especialmente.

Em nenhum outro lugar vivi tão intensamente. [...]

Veneza é uma cidade viva. Em Veneza, quando o incauto a julga a dormir, acontecem histórias das mil e uma noites.


Manuel Poppe no IN(Cultura) dia 24-4-2015 
(https://sonhar1000.blogspot.com/2015/04/dialogo-com-manuel-poppe-no-seu.html)

Vivaldi- Extravagância

24/04/2015

Diálogo com Manuel Poppe no seu aniversário


 António Roberto Caetano Santos, Veneza ao entardecer














Pede-me a amiga Ana que lhe diga se acho que Veneza é decadente. Ou triste.

Não posso achar Veneza nem decadente nem triste.
É uma cidade que conheço como nenhuma, que amo especialmente.

Em nenhum outro lugar vivi tão intensamente.

Num certo plano do meu ser, do meu espírito, alma. Sim, num certo recanto de mim próprio.
A minha primeira viagem a Veneza data de Setembro de 1973, durou uma semana e, de Veneza, ficou-me a Piazza de San Marco, o Rialto e... o Café Florian, onde passei horas a escrever o que me ia dentro –o meu sobressalto, a minha emoção.
Nunca imaginei que voltaria a Itália um ano depois e que por lá ficaria quinze anos. E que tantos dias, meses, anos, iria andar por Veneza.

Pio Semeghini, Burano - Mazzorbo, 1947*1
Nem o que o destino me reservava: encontros extraordinários dos quais deixo, mais ou menos veladamente, testemunho em O Pássaro de Vidro, Os Amantes Voluntários, A Mulher Nua e nos dois volumes de Crónicas Italianas.

Deu-me o destino um amigo como Aldo Zari, que me revelou a face mais escondida de Veneza, a tal venezia povera, as osterie, a gente à qual o turista não tem acesso, porque o veneziano é reservado e está farto de turistas até à ponta dos cabelos.
E facultou-me as pistas que eu segui sozinho.
Veneza é uma cidade viva. Em Veneza, quando o incauto a julga a dormir, acontecem histórias das mil e uma noites.
Umberto Moggioli Sera a Mazzorbo 1913 *2
Na outra Veneza.
E, aí, há o que há em todos os sítios vivos: alegrias, melancolias, tristezas, paixões e ódios.
Juntaria a Aldo Zari, Luciana Piai, Patrizia Bonato, Mirella, Giorgio Trentin, Veludo...
Juntaria as meninas que almoçaram comigo no Harry’s Bar, Paola e Monica, e que levaram um americano a virar-se para mim e a perguntar-me, sinceramente entusiasmado:
-“Onde foi desencantar essas duas figuras de Renoir?!”
Muito simples: no mundo maravilhosa de Veneza.                      Gino Rosso, Canale con vela  a Burano *3
Na fantástica laguna, onde, mais que a clássica ilha de Torcello, se destaca Burano das casas coloridas.
Os pintores de Burano!
Moggioli, Gino Rosso, Pio Semeghini, Luigi Scopinich... alguns nomes aqui ficam, para quem quiser saber deles.
Pintores da alegria! Tal qual Aldo Zari o é, quase sempre...

Veneza é um estado de alma.
Criador.



Luigi Scopinich, Natiura morta con vaso di margherite *4


A decadência existirá nos incapazes de reinventar o milagre veneziano.
Os mesmos que dirão –pobrezinhos!-: “Cheira mal”.
Quando saí de Itália, trazia comigo, a roer-me, a sangrar-me, a destruir-me... e a amparar-me, a música de Alessandro Marcello (ou de Benedetto Marcello), Anónimo Veneziano.
Aqui a deixo.

Acompanhou-me e há-de acompanhar por onde quer que eu ande.

Manuel Poppe daqui

Ao Manuel, parabéns. Muito obrigada pela viagem a Veneza e por me ter dado a conhecer estes pintores.

*1 link ; *2 link; *3link; *4 link

Papoilas amarelas - luz. :))


Pintura do vídeo de Pompeo Batoni, O Triunfo de Veneza, 1737. (Cortesia do youtube)

13/07/2012

Coincidências

Ontem ao descer uma das escadas da cidade encontrei um barquinho de papel. apanhei-o, sorri, e guardei-o.
Um barquinho para nos levar a viajar. Sonhei com a ida a Veneza, agora um sonho adiado. Da Biblioteca Municipal havia trazido o livro de Steve Berry, A Traição Veneziana. O cenário veneziano entrara assim, nas minhas leituras.
À tarde, tinha em casa um presente que era a oferta de uma viagem a Veneza. A minha amiga Cláudia Ribeiro, da Livraria Lumière, enviou-me o roteiro de Veneza, ofereceu-me a viagem sonhada. Obrigada Cláudia por Veneza ter entrado em minha casa. Há quem diga que não há coincidências!

Jane Gatti deixou-me roubar este poema que casa muito bem com este presente, pois abriu a minha janela de par em par para ver a poesia de VENEZA. 


Emergência 


Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

Mário Quintana daqui

Praceta San Marco, Fotografias do roteiro são do Archivio Plurigraf*.
O barquinho, a sua base mede 2 cm (eu não conseguiria fazer um tão pequenino)


Vista do Canal Graad da Riva del Vin*


Roteiro de Veneza e o livro de Steeve Berry


Vista panorâmica sobre a punta della Doganae sobre a Igreja da Salute, Veneza*


Morte em Veneza revisitado, revisitado... pois é um dos filmes (e livro) da minha vida


Flores para a Cláudia. :)

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