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28/08/2017
24/04/2016
Parabéns Manuel Poppe!
Parabéns Manuel, um dia muito feliz!
A citação do Manuel acompanha-me todos os dias, apesar disso ainda não a apreendi.
É duma lucidez cortante. Obrigada, Manuel.
É duma lucidez cortante. Obrigada, Manuel.
Acredita, ainda que digas que não: nós nunca aceitamos os outros, como eles são na realidade. Muitas vezes (para não dizer a maior parte das vezes) os outros são, para nós, aquilo que nós imaginamos que eles são e, às vezes, obrigamo-los mesmo a sê-lo. Tu pões-te a inventar-me e eu ponho-me a inventar-te: já viste o perigo que isso é?
17/07/2014
Aprazíveis Diálogos - VII
Na zona de grande Lisboa, o amigo Manuel Poppe (Estoril) do blogue Sobre o Risco, foi uma das pessoas que por aqui passou. O que nos uniu foi a paixão pelo Panteão de Agrippa e a bela cidade de Roma. Atendendo ao meu pedido, o que muito agradeço, o Manuel enviou-me [nas suas palavras] o seguinte "contarelo":
A mão de Deus
À memória de Luciana Piai, bela
veneziana, jovem mulher pura, amiga fiel, morta antes do tempo, com a saudade e
a ternura que me ficaram para sempre
Manuel Poppe, Telavive, Foto Dizza
Sempre que saía de casa e ia respirar ar
puro ao cafezinho da Malveira, a espreitar a serra de Sintra, encontrava o
Alfredo. É um homem bom, vindo de Chaves, que estudou e se reformou professor universitário.
Tem o hábito de tirar e pôr os óculos de
falsa tartaruga, olhar o infinito, e dizer coisas profundas. Depois, suspira e
goza a própria lucidez.
Conhecemo-nos há muitos anos: desde a Faculdade.
Era pobre, mas casou rico. Hoje, além
dos óculos, arranjou um modo de viver com os outros: a condescendência. Porquê?
Porque há no fundo dele, na barriguinha dele, no umbigo dele, o sonho de poder
ser condescendente, generoso, paternal.
Dos bancos da Faculdade, ficou-me vê-lo
saltar para o palco do anfiteatro maior e gritar uns versos épicos,
entusiásticos, lusitanos; do dia-a-dia, lembro, com meiga ironia, o seu
improvisado francês e a obsessão de uma senhora, que nunca conheci, a quem
chamava “a minha marrraine”, com os três erres.
- É verdade, Alfredo, a vida custa.
Foi quando ele tirou os óculos e me
fitou, incisivo:
- Não tenhas dúvidas! Isto é uma pouca-vergonha!
Ainda agora…
E falou-me do que já lhe roubara o
governo, a ele, Alfredo, catedrático jubilado, latinista conhecido e admirado.
-E citado! -sublinhou.
Graças a Deus o sogro, senhor de uma
rede hoteleira, ainda era vivo e o negócio prosperava. Se não…
- Vivo e rico! -sublinhava Alfredo.
E a mulher aplaudia, na casa que
o sogro lhes oferecera e onde viviam os dois com os dois filhos.
- Se não fosse isso!
Não lhe perguntei o que seria se não
fosse isso.
Na mesa ao lado, estava uma senhora, com
o neto.
- Quantos anos tem o seu neto?
-perguntei-lhe.
- Oito. E já é um maroto.
Criança como as outras, feliz e a tirar
do bolso da avó o que ela desse.
- Ó avó, custa só cinquenta cêntimos! Dá
lá…. Anda…
- Não dou, pago depois.
E ele foi e voltou com três tabletes de
chocolate.
-Três?! –exclamou a avó.
O dono do café, embaraçado, justificou o
garoto:
- Ele quis, eu deixei… Crianças. E,
depois, três euros…
A avó fingiu que se zangava.
- Ó meu malandro!
O miúdo riu-se e fugiu: sentou-se fora,
a olhar para a Serra.
- A vida custa! – repetiu o Alfredo.
E eu comentei, para que não ficasse
sozinho:
- Ai custa, custa!
Agarrou logo:
- Achas que isto vai piorar?
- Com certeza!
- E vão tirar-nos mais dinheiro?!
- Cada dia mais.
O Alfredo levantou-se e sentou-se, tirou
e pôs os óculos:
- Estou indignado!
O miúdo continuava nas escadas, a morder
as tabletes.
-Graças a Deus, graças a Deus, o meu
sogro ajuda-nos! E com mil demónios, também sou gente! Professor Universitário!
Jubilado! E roubam-me! Depois de uma vida de trabalho!
Espreitou-me, desconfiado.
- A ti não te roubam?
Alfredo tinha estudado em Lisboa e
alugara um quarto para os lados da Amadora. Subira na vida, realmente, a pulso
e olho esperto.
-A vida custa! Sai-nos do corpo! -insistiu.
O miúdo voltara para dentro e fiz-lhe uma
festa na cabeça.
Tenho um metro e oitenta e a criaturinha,
metro e meio.
Senti, no meu braço, uma carícia: era a
criança a retribuir-me o gesto.
Pensei em Deus, no menino Jesus,
naqueles que ainda não morreram vivos e não queimam todos os dias a alma. Sim:
marejaram-se-me os olhos.
- Isto é indecente! Indecente!
A lengalenga do Alfredo.
E pensei, também, que o Alfredo era,
apenas, um velho e aquele breve afago me aquecia. Acreditei que isto é mais do
que isto, enquanto aquela criança não crescer, porque o andar dos anos destrói
a pureza e multiplica os Alfredos.
Manuel Poppe, Natal de 2013
05/07/2013
O combate...
Depois de trabalho em excesso, um dia sem nada fazer, parece que perdemos a energia... torna-se aborrecido.
Na minha visita virtual à National Gallery encontrei um combate belo
Gherardo di Giovanni del Fora, O Combate entre o amor e a castidade, 1480-90,
National Gallery of London

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Donizetti
28/09/2012
"Penso che un sogno cosi` non ritorni mai piu"
A sensação que resultou do filme de Woody Allen: Para Roma Com Amor é que tomei um gelato di cioccolato gostoso.
Saboreei toda a película como se estivesse lá a calcorrear as ruas plenas de flores.
Saboreei toda a película como se estivesse lá a calcorrear as ruas plenas de flores.
Libretto daqui
Não posso ter a percepção profunda que tem o Manuel Poppe, do blogue Sobre o Risco. Todavia, para além de um passeio que fizera há uns anos a Roma, retornei para viver e conviver com os romanos durante uma temporada breve. Manuel Poppe descreve muito bem a essência do filme, intitulando-o um "Intermezzo". Pelo que me foi dado viver e pelas histórias que recolhi em Roma a sua visão é das melhores que já li.
A cor ocre da cidade, os cheiros por vezes pouco agradáveis, a noite alegre, plena de vida; o Transtevere tímido e as ruas repletas de pontos de água: fonte da vida marcam sem dúvida uma pessoa. A luz e as sombras são poesia, teatro e encenação constante.
A primeira ópera que conheci, na minha adolescência, foi os Palhaços de Ruggiero Leoncavallo. Apaixonei-me de imediato pela ária Vesti la ggiuba. Depois conheci outras óperas e a eleita passou a ser A Flauta Mágica. No presente há outras tantas que aprecio e me encantam.
Woody Allen não podia deixar de homenagear a ópera que, no filme, ganhou um lugar de destaque através de uma personagem suis generis, um tanto ou quanto felliniana, e mais não digo... Sugiro que vão ver o filme.
Da ópera deixo as duas interpretações que me arrepiam.
Woody Allen não podia deixar de homenagear a ópera que, no filme, ganhou um lugar de destaque através de uma personagem suis generis, um tanto ou quanto felliniana, e mais não digo... Sugiro que vão ver o filme.
Da ópera deixo as duas interpretações que me arrepiam.
A canção Volare é o fio condutor entre as personagens e a cidade e toma um lugar proeminente no final, assumindo forma teatral na Piazza di Spagna.
(...)
Penso che un sogno cosi` non ritorni mai piu`,
mi dipingevo le mani e la faccia di blu.
Poi d'improvviso venivo dal vento rapito,
e incominciavo a volare nel cielo infinito.
Volare, oh oh cantare, oh oh oh oh.
Nel blu degli occhi tuoi blu felice di stare quaggiu`.
E continuo a volare felice piu` in alto del sole
ed ancora piu` su mentre il mondo
pian piano scompare negli occhi tuoi blu
La tua voce e` una musica dolce che suona per me...
(...)
18/09/2012
"A sombra que se alonga"
Caravaggio, Judite, detalhe, Judite (Judite e Holofornes), Galleria Nazionale d'Arte Antica at Palazzo Barberini, Rome
Sob a lua
a sombra que se alonga
é uma só.
Jorge Luis Borges (cortesia do google)
Una furtiva lagrima, último ato de Elisir d'Amore
10/01/2012
Nu
Reflexão depois de ler um livro que comprei na Livraria Lumière sobre Inês de Castro.
Paulo Ferreira, (Lisboa, 1911-1999)
Desenho a tinta da china e aguarela, altura: 22,5; largura: 34cm, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea. Lisboa
Nu feminino deitado numa cama, de frente, cabelo apanhado atrás, com o cotovelo direito assente numa cómoda, baixando o olhar para o lado esquerdo, e com um bandolim encostado no fundo. (Retirado da Matriznet).
"Um grande amor nunca é espontâneo".
Agustina Bessa-Luís, Adivinhas de Pedro e Inês
Talvez a Agustina tenha razão.... Será?
Do amor tantos poetas, escritores, pintores, cantores, filósofos... escreveram, desenharam, meditaram, cantaram. Porém, ninguém consegue apreender totalmente a essência dessa palavra. Há uma certa impossança em abraçar o vocábulo. Terá Pedro vislumbrado a essência em Inês?
Placido Domingo - Tosca - E lucevan le stelle
10/05/2010
Intermezzo - Cavalleria Rusticana !
Cavalleria Rusticana, compositor: Pietro Mascagni, filme de Franco Zeffirelli, 1982
Turiddu: Plácido Domingo
Santuzza: Elena Obraztsova
Alfio: Renato Bruson
Lola: Axelle Gall
Mamma Lucia: Fedora Barbieri
Orchestra & chorus of the Teatro Alla Scala, Milan, Chorus Master: Romano Gandolfi
Conductor: Georges Prêtre
16/04/2010
Una Furtiva Lagrima - Elisir d'Amore, Gaetano Donizetti
Una Furtiva Lagrima, 2º Acto, cena VIII, da ópera L'Elisir d'Amore. Plácido Domingo
Una furtiva lagrima
negli occhi suoi spuntò:
Quelle festose giovani
invidiar sembrò.
Che più cercando io vo?
Che più cercando io vo?
M'ama! Sì, m'ama, lo vedo. Lo vedo.
Un solo instante i palpiti
del suo bel cor sentir!
I miei sospir, confondere
per poco a' suoi sospir!
I palpiti, i palpiti sentir,
confondere i miei coi suoi sospir...
Cielo! Si può morir!
Di più non chiedo, non chiedo.
Ah, cielo! Si può! Si, può morir!
Di più non chiedo, non chiedo.
Si può morire! Si può morir d'amor.
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