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16/10/2019

Para uma amiga

Para a Maria João,
Muitos parabéns. 
Um dia muito feliz!

Aqui fica uma tela que me faz lembrar o livro da Maria João. 
As memórias como a tela são feéricas, tranquilas e belas.


Recordo o dia em que me "separaram" da minha irmã mais velha. Devia eu ter cinco anos e ela um ano mais. Adoecera com tosse convulsa e,  para eu não ser contagiada, o meu pai foi levar-me a casa da tia da minha mãe, a tia Mariquinhas.

Maria João Falcão, Os Figos de Setembro e outras Histórias. R. G.Livreiros, 2018, p. 47.

Pierre-Auguste Renoir, As duas Irmãs, ou no Terraço 1881,
Art Institut of Chicago, Chicago



Porque a Itália é bela!
À alegria. :)) [Cortesia do Youtube]


16/10/2018

Para a Maria João

Parabéns!
Desejo que passe um dia muito feliz e com muita luz, à beira-mar.

Para uma mulher vitoriosa - "Sê lanterna, sê luz...! :))


Vann Gogh- Detalhe de Noite estrelada, cortesia do google 
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Sê lanterna, sê luz com vidro em torno,

Sê lanterna, sê luz com vidro em torno,
Porém o calor guarda.
Não poderão os ventos opressivos
Apagar tua luz;
Nem teu calor, disperso, irá ser frio
No inútil infinito


3-3-1929

Ricardo Reis, (Edição Crítica de Luiz Fagundes Duarte.) Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1994, p.139.




De uma Maria João para outra Maria João - Fantasia de Chopin


16/10/2017

Para a Maria João

Um ano atípico, este que está a correr. O relógio anda muito depressa e eu perco-me e deixo as lembranças importantes esfumarem-se.

À Maria João, uma mulher muito especial, pela sua sensiblidade, pelo seu sentido estético, pela sua vasta cultura, mas acima de tudo pela sua humanidade, deixo um beijinho de parabéns e faço votos para que tenha tido um dia muito feliz! 

Botticelli, Coragem, Galleria del Uffizi, Florença

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16/10/2016

Parabéns, Maria João!

Parabéns, Maria João!

Um dia muito Feliz.

The Youth Moses (detail), 1481-1482 - Sandro Botticelli
Botticelli, The Youth Moses” (1481-1482) https://www.wikiart.org/en/sandro-botticelli/the-youth-moses-detail-1482


Deixo aqui os meus parabéns e a minha tristeza por ter sido lembrada pelas redes sociais e não pela minha cabeça.:((

Partilho, no entanto, o nosso gosto por Botticelli e por Roma, cidade que conhece melhor que eu.


16/10/2015

Para a Maria João

Um beijinho de parabéns, muitos anos de vida 
e um dia muito feliz em Veneza!

Para recordar as Maias de Portalegre

Uma flor apanhada antes de cair na água (Botticelli)

Sandro Botticelli, The Birth of Venus, detail flower (1486)
Florence Uffizi - google Art Project

Privada de internet, até ao momento, só agora posso deixar a minha lembrança: um poema de um escritor que viveu na sua terra - Portalegre, uma cidade luminosa. A escolha tem que ver com a Maria João que já viveu em vários países, conheceu várias culturas e é uma pessoa muito humana e muito culta.

Sabedoria

Desde que tudo me cansa,
Comecei eu a viver.
Comecei a viver sem esperança...
E venha a morte quando
Deus quiser.

Dantes, ou muito ou pouco,
Sempre esperara:
Às vezes, tanto, que o meu sonho louco
Voava das estrelas à mais rara;
Outras, tão pouco,
Que ninguém mais com tal se conformara.

Hoje, é que nada espero.
Para quê, esperar?
Sei que já nada é meu senão se o não tiver;
Se quero, é só enquanto apenas quero;
Só de longe, e secreto, é que inda posso amar. . .
E venha a morte quando Deus quiser.

Mas, com isto, que têm as estrelas?
Continuam brilhando, altas e belas.

José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'


( retirado do site Citador)


23/07/2014

Aprazíveis Diálogos- VIII

De Lisboa, mais propriamente do Estoril, uma flor trouxe-me o texto de Maria João Falcão do blogue O Falcão de Jade. Tive o privilégio de ler diversos contos desta minha amiga. A unir-nos para além de Roma, há uma cidade portuguesa cheia de afectos: Portalegre. A flor e a tela, de Aldo Zari (1982), são fotografia da sua autoria. Muito obrigada. :))

«A Mãe



Ela

Descia as curvas da serra, de carro, a ouvir um Nocturno de Chopin, quase sempre o mesmo.

Lembrava-me de ouvir a minha mãe tocar Chopin, ou Lizt, na velha casa amarela da minha infância.

Em volta a natureza era maravilhosa. Chegara o Verão e via os campos, lá em baixo, com as searas brilhantes e dourados, e uma ou outra papoila bem vermelha a rebentar.

Ia ter com ela, que estava a morrer.

Sabia que sofria e que tudo ia acabar em breve. Irremediavelmente, íamos ficar separadas, como tínhamos vivido tanto tempo.

Separadas.

Enquanto fazia e desfazia as curvas da estrada, no meio dos pinhais e dos eucaliptos, olhando as giestas amarelas cheias de força, pensava que, se calhar, lhe era indiferente ver-me chegar.

Quando entrava no quarto dela, esquecia tudo. Às vezes deitava-me ao lado e cantava-lhe baixinho as canções que me ensinara, em pequenina.                                                   Aldo Zari, Bailado [intitulado por mim]

“Ah! Si j’étais
le rossignol qui chante...
Dans la fôret, 
je viendrais près de toi.
Et chanterais
d'une voix si touchante...” 

Numa dessas manhãs, começou a chorar, de olhos fechados, soluçando como uma criança.
- O que foi, Mamã?

Disse apenas:
- Dói-me... 
- O quê, Mamã?

Eu falava-lhe como se ainda fosse pequena e estivesse deitada na cama dela, a ouvir as histórias que nos contava.
O que lhe doía?

Sabia que não lhe doía o que me doía a mim, o afastamento de sempre.
Guardava a esperança de que sentisse alguma saudade desses tempos, e estivesse agora mais perto de mim, na recordação. 

“Por isso, a vontade de chorar?”, pensei por um momento.
O mais provável era que lhe doesse a sua dor real, física.

Queixara-se sempre pouco a minha mãe, e aguentava a dor como aguentara a solidão na casa da Serra, tantos anos. 
Mas desta vez gemera, protestara.

“Pobre Mamã”…

Dei-lhe a mão, fiz-lhe uma festa, e comecei a chorar, baixinho, para ela não me ouvir.»

Maria João Falcão
Dois Nocturnos da minha eleição.

03/01/2014

Livros, o deleite da alma - II, Recordações da Ilha

Outro livro que enriqueceu a minha biblioteca, este Natal, foi Recordações da Ilha, de Maria João Falcão, do blogue Falcão de Jade.

Infância


A minha ilha perdida

Sentada no jardim, imaginava os pássaros de todas as cores que esvoaçavam pela ilha, volteando, fazendo barulho e se calavam, misteriosamente, quando a chuva caía.
Os pássaros amarelos-e-verdes, que eu via construir os ninhos, entrelaçando fitas de andala, como pequenos cestos que depois baloiçavam nos ramos arqueados da buganvília, ou nos braços doces da goiabeira. Que num instante desfazem o trabalho meticuloso de tantas horas para irem buscar outro poiso, deixando o ramo de onde pendiam despido e sem vida. Os que saltitam, de arbusto em arbusto, fazendo estalar a comprida cauda negra, fina e móvel: os truqui sum deçu, os passarinhos de Deus que, segundo a lenda são-tomense, vão de manhã acordar o Senhor nos céus. Longe na floresta, estão ôssobô e o seu canto mavioso que anuncia as chuvas. Perto, na praia Gamboa, na pobreza e no cinzento  de tantas vidas fechadas, a poesia das garças brancas, o leve bater de asa suspenso sobre o verde-vivo do capim. E os pássaros azuis. E os vermelho-e-negros. Os infinitos pássaros sem nome que alegram a ilha.

Maria João Falcão, Recordações da Ilha. Print Culture, p.3.


16/10/2013

Para a Maria João

"É um pássaro..."   
À Maria João muitos parabéns e o desejo de um dia feliz.

Uma mulher que admiro e que voa como um falcão. A vida é uma prova constante e a Maria João passou em todas as provas. De Roma o seu (nosso) Botticelli.

Sandro Botticelli, detalhe do fresco da Capela Sistina sobre
 a Prova de Moisés. As filhas de Jetro, 1481-82


DESPERTAR

É um pássaro, é uma rosa,
é o mar que me acorda?
Pássaro ou rosa ou mar,
tudo é ardor, tudo é amor.
Acordar é ser rosa na rosa, 
canto na ave, água no mar.

Eugénio de Andrade in Até Amanhã 
(Banco de poesia Casa Fernando Pessoa)

Imagem Daqui



 detalhe da Madonna del Libro, c.1583, Sandro Botticelli,
Museo Podi Pezzoli, Milão 
(wikimedia Commons)



16/06/2013

Histórias de Telavive, histórias de amizade

Porquê esta tela?
Porque o pintor não teve oportunidade de ir para Telavive...

Félix Nussbaum, Dreierporträt, (1944)
Daqui

Félix Nussbaum nasceu em Osnabrück em 1904 e morreu em Auschwitz em 1944.


Ao Manuel Poppe agradeço a ternura com que o ouvi falar para um conjunto de jovens. 


"...a fazer o que nunca fizera: a coleccionar pintura e antiguidades. De início, porque abriu uma pequena loja em Verona, da qual se ocupava a mulher do filho mais velho, Rosalinda, estudante de Belas-Artes, e dessa maneira ajudava o marido, Gustavo o menos ambicioso. "Um sonhador...", desculpava-o Glória ... E explicava: " Era o meu velho sonho! O Roberto é que nunca me deixou gastar dinheiro em coisas destas... Só havia dinheiro para o que ele queria... A arte não era o seu género, como sabes...". 
Manuel Poppe, página 39 do livro identificado.

Histórias de Mulheres de Maria João Falcão são contos que narram o que o título sugere: histórias de mulheres que partilham afectos, vivências e  amizade.



"Em Telavive, tudo é muito rápido. O efémero ronda por ali e a efemeridade das coisas, dos lugares e das pessoas sente-se mais. E também os cafés abrem e fecham, mudam, renovam-se enquanto as pessoas vão e vêm.
Ao contrário de Jerusalém, que tem o peso de várias culturas e religiões, o ritmo é outro, lento, e, por vezes meditativo." 
Maria João Falcão, Histórias de Mulheres (s/nº página)

Ao Manuel e à Maria João,
Grata pela partilha sobre Israel, mais propriamente Telavive, pois preencheram as muitas lacunas que tenho sobre aquela cultura. 

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