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23/04/2014

"O livro aberto..."

No dia do livro, um muito especial:

Agustina Bessa-Luís, O Apocalipse de Albrecht Dürer. Guimarães Editora, 1986, p. 64-65
(Exemplar nº 1473, assinado pela autora)

«Vai, toma o livro aberto da mão do anjo que está de pé sobre o mar e sobre a terra». Aproximei-me do anjo e pedi-lhe  para me entregar o livrinho. Ele disse-me: «Toma e come-o. Ele vai amargar-te nas entranhas, mas na tua boca, será doce como mel». Tomei o livrinho das mãos do anjo e comi-o: na minha boca era doce como mel; mas depois de o comer, as minhas entranhas encheram-se de amargura.                             (X-8-10) Nova Bíblia dos Capuchinhos.

São João devora o Livro
Apocalipse, X. 1-11
O livro aberto na mão do anjo que estava de pé sobre o mar e sobre a terra, João comeu-o, e ele pareceu- lhe doce ao paladar, ainda que fosse amargo nas suas entranhas. 

Agustina Bessa-Luís, O Apocalipse de Albrecht Dürer. Guimarães Editora, 1986, p. 67.


27/04/2013

A abstração da música ou a Casa da Música

A Casa da Música no Porto rasga a paisagem, torna-se um grito que emerge do solo ao relacionar-se com o casario que o envolve. Bela na sua magnificência, extravagante nos seus gastos, ali se ergue imponente. Não ensurdece, na sua árida pedra ouve-se a límpida melodia.

Casa da Música, Porto

Relacionando esta Casa com uma poetisa "portuense"** , dela registo as palavras que li recentemente:
«A água desempenharia um papel musical, como o acompanhamento duma sinfonia de verdura.»

Porto, 14 de Julho de 2004,
Agustina Bessa-Luís*,  no livro: revelação da água, texto de Agustina Bessa-Luís, fotografia de João Menéres. Porto: Edição, João Menéres, 2005.

Este edifício não tem um ponto que dê um enfoque à água mas a música assemelha-se a essa preciosidade que «sempre foi relacionada com a fonte da vida»*.


[Um livro belíssimo em imagem e em palavras, voltarei a ele, se os autores não se importarem].



**Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã-Amarante.

10/01/2012

Nu

Reflexão depois de ler um livro que comprei na Livraria Lumière sobre Inês de Castro.


Paulo Ferreira, (Lisboa, 1911-1999)

Desenho a tinta da china e aguarela, altura: 22,5; largura: 34cm, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea. Lisboa



Nu feminino deitado numa cama, de frente, cabelo apanhado atrás, com o cotovelo direito assente numa cómoda, baixando o olhar para o lado esquerdo, e com um bandolim encostado no fundo. (Retirado da Matriznet).




"Um grande amor nunca é espontâneo".

Agustina Bessa-Luís, Adivinhas de Pedro e Inês




Talvez a Agustina tenha razão.... Será?
Do amor tantos poetas, escritores, pintores, cantores, filósofos... escreveram, desenharam, meditaram, cantaram. Porém, ninguém consegue apreender totalmente a essência dessa palavra. Há uma certa impossança em abraçar o vocábulo. Terá Pedro vislumbrado a essência em Inês?


Placido Domingo - Tosca - E lucevan le stelle

21/05/2011

Agustina Bessa-Luís - "Esta é a minha história..."


ESTA É A MINHA HISTÓRIA QUE A MEMÓRIA ABREVIOU, QUANDO NÃO É QUE A MODÉSTIA A REPREENDE. Agustina Bessa-Luís

«Nesta edição autobiográfica, que comemora os 85 anos de Agustina, a autora de A Sibila ajuiza sobre a sua vida, família e locais habitados. Inclui diversas fotografias do álbum de família da escritora, muitas delas inéditas», Editora Guerra e Paz.

"A Lei do Grupo
Agustina Bessa-Luís

A Família do Paço
O avô Teixeira, com todo o ar dostoiewskiano, casou em Março de 1867 com Justina, filha de José Bento de Bessa, do lugar de Barral. Ele tinha 41 anos quando casou e ela 28, idade que, para uma noiva, era já um pouco avançada, nesse tempo. Explica-se isso porque Justina ficara enamorada desde os sete anos por José, com 20 anos, quando ele a ajudou a passar um ribeiro em dia de invernia e lhe disse que se casaria com ela, um dia. Esse dia chegou a 3 de Março de 1867. O casamento durou 35 anos, sem que se apagasse a memória de amor da infância e o espírito duma união em que os elementos tiveram a sua parte mais sensivel.*

***
A Pequena Sereia

A pequena sereia de cinco anos está retratada na pintura de Vieira da Silva. É leve como uma pluma e, no entanto, é profunda como o mar. por isso se move entre as águas verdes donde nasceu Vénus e tudo o mais."**

Agustina Bessa-Luís, O Livro de Agustina Bessa-Luís, Lisboa: Guerra e Paz, 2007 (1ª Ed. 2002), *p. 11 -12; **79.


O índice do livro foca a essência dele:

A Lei do Grupo
A Família Paço
O Avô Teixeira
O Tio do Mato
A gente do Douro
A Mãe
A Póvoa em toda a sua glória
Ídolo de barro
O Douro, portanto
Coimbra
A Pequena sereia
Regresso ao Porto


Com a devida cortesia a Manuel Poppe!

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