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04/05/2014

Aprazíveis diálogos I

Inicia-se hoje uma nova rubrica: aprazíveis diálogos. Partindo do Norte, o João, do Grifo Planante, enviou a belíssima fotografia acompanhada com o texto da sua lavra.
Obrigada, João!
À(s) mãe(s) um dia feliz repleto de rosas!*

João Menéres, Noite de S. João


Tranquilamente a grande noite de S. João cai sobre a Cidade.
Nas margens o burburinho  da multidão entusiasmada já se fazia sentir.
O tabuleiro superior da Ponte Luiz I enchia-se de gente, indiferente à passagem do Metro.
Eu, num rabelo transformado em barco de turismo, também indiferente ao jantar que se estava já a servir, só queria viver de forma diferente essa noite tão distinta de outra noite qualquer.
Olhava extasiado para as margens que me abraçavam.
Do lado do Porto, tinha o recorte denteado da muralha fernandina, a cúpula do Paço Episcopal...
Ao fundo, já adivinhava a clarabóia do Palácio da Bolsa e a Igreja de S. Francisco.
As gaivotas, ignorando que era a grande noite, a noite que só teria fim de madrugada quando os rapazes e as moçoilas mergulhassem nas águas da Atlântico, lá para a Foz do Douro, as gaivotas, dizia, recolhiam aos seus habituais poisos nocturnos.
A noite estava cálida : tinha dispensado o habitual orvalho.

Os ranchos cantavam

Por ti meus olhos andaram
Durante a noite perdidos,
De manhã fui dar com eles
Dentro dos teus...escondidos

S. João fica contente
Ao escutar as cantigas...
Que são a alma da gente
Na boca das raparigas...

João Menéres
(Texto e fotografia)
Exultate, jubilate* Mãe: exultação


Stabat Mater dolorosa* Mãe: dor

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