Mostrar mensagens com a etiqueta Nice. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nice. Mostrar todas as mensagens

05/05/2018

Nice, 2015

Nice, 2015

O livro que comecei a ler compreende uma viagem a Roma, a Brasília, à Sicília, à Cróacia e o regresso. Comprei-o por causa do tema e do título: Não se Encontra o que se Procura. O livro é de Miguel Sousa Tavares. Andei uns tempos zangada com este escritor mas gostei deste título...

Se pudesse ter uma vida paralela, gostaria de ter a vida de um caracol, carregando comigo a casa e plantando-a onde houvesse sol e silêncio, onde houvesse mar e espaço, onde houvesse tempo e distância.
Onde houvesse essa improvável e louca hipótese de ser feliz fora do mundo.

( na badana do livro)

Miguel Sousa Tavares,  Não se Encontra o que se Procura. Clube do Autor, SA, 2014.

A fotografia é um nonsense, mas é o Velho Mundo a contrapôr-se ao Novo Mundo...

Desejava ir a Sorrento...

Boa noite!

19/07/2016

"Spirit of Ecstasy"

Spirit of Ecstasy                                                                              Spirit of Ecstasy

Crianças, adolescentes, pessoas indefesas
perderam a vida num acto de brutal violência humana.

Quem se arroga em ter poder sobre a vida?
Como é que a violência se apodera do homem friamente?

A História comprova esta disposição do homem.
A Psicologia tenta explicá-la.
A Ciência concorre no mesmo.
A Religião interroga-se.

O homem perde o sentido de evolução.
O medo impera.
O caos é maior que a ordem.

Que o Spirit of Ecstasy transporte em paz os que pereceram.
Que traga novos ventos...
Que espalhe generosidade e inteligência.
Que determine nos homens a sapiente escolha do bem sobre o mal.

ana

A minha homenagem às vitimas do atentado de 14 de Julho, em Nice, quando festejavam a Tomada da Bastilha.

08/10/2015

"E a magia do azul..."

Marc Chagall, Adam e Eve chassés du paradis, 1961,

Musée National Méssage Biblique, Marc Chagall Nice

No princípio era o azul

No princípio era o azul
sem marcas nem fronteira
tudo fluía sem regra ou maneira
num imenso manto de tule

Reza um escrito muito antigo
quando ainda escrita não havia
que no dia que se fez dia
criou Deus a Eva cor de trigo

E a magia do azul fez-se em dois
sublimando diferente o céu do mar
e fixou Deus a ordem primeira: amar
Só então surgiu Adão, depois



Agostinho daqui ( O Mundo é Grande)


27/09/2015

Apesar de ser Outono

também pode haver luz


«Uma folha quando cai da árvore, não cai, dança. Devagarinho ela vai voando numa dança de adeus e alegria, a dança de roda das quatro estações. (…)»
-
Graça Vilhena, «Uma roda que não pára»

Viva o Outono!

Retirado de Memórias e Imagens


04/09/2015

Recanto lá fora

Recanto lá fora

FIGURAS SEM IMAGEM

Ah sim, haver aqui esta dificuldade em não saber
onde fica a saída; ter de bater às portas para ouvir
quem responde, e ninguém a dizer quem é,
ou subir aos vidros da janela para espreitar o outro
lado, e cair da escada. O melhor, dizes, é sentares-te
à mesa de operações, riscar o caderno com a 
matemática do sonho, e fazer a prova até veres
se tudo está certo; depois voltas ao princípio
para te convenceres de que só está certo o que
tem um princípio errado, como a direcção que
seguiste no corredor, e que não emendaste quando
percebeste que, no fim, só um rosto te espreita,
e é o teu. "O meu?", perguntas; sim, esse
que ali deixaste quando o Outono começou a cair,
e não o apanhaste do chão, onde começou a
apodrecer com as folhas; ou esse que procuraste
num espelho em que te disseram que o podias
encontrar, e quando olhaste a imagem passou
para o outro lado, e perdeu-se na transparência
do vidro. Ah, fossem esses todos os problemas!
Não houvesse um espelho no fundo do corredor,
ou tivesse o Outono ficado no céu, de onde nunca
devia ter saído - e a tua vida teria sido outra. Mas
que farias de ti? quantas lembranças irias somar

Nuno Júdice, A Matéria do Poema. Lisboa: Dom Quixote, 2008, p. 131



Arquivo