28/11/2014

Madame Butterfly



Em perfeito diálogo o trecho de Madame Butterfly 
de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa com Lídia Borges [a quem agradeço].

Una ghirlanda                                     criámos uma história
di fiori freschi. Una stella                    de flores
dai raggi d'oro.                                     entre nós e o inverno

E per nulla: sol cento yen.                     e agora à lareira crepitam 
[to the Consul]                                         pólenes  e zunem abelhas     
Se Vostra Grazia mi comanda                 
ce n'ho un assortimento.                         onde é que já se viu?

                                                                 Lídia Borges (Seara de Versos)


14 comentários:

  1. Uma das minhas óperas favoritas, ana.
    A par com Os Palhaços, muito provavelmente.
    Beijinhos e votos de bfds

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  2. Estou espantado como conseguiste TRÊS BORBOLETAS !
    Como só te posso dar um voto, será um só voto.

    Sobre a ópera, nada digo, pois tu sabes como eu aprecio.

    Um beijo musical.

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    1. João,
      Foi no Borboletário do Jardim Botânico de Lisboa.
      Ainda tinha muitas borboletas quando o visitei. Quem me deu a conhecer este espaço foi MR.
      Beijinho musical. :))

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  3. A foto é um espectáculo!
    Gostei do poema da Lidia Borges.
    Um beijinho e bom fim-de-semana:)

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    1. Obrigada, Isabel.
      Adorei visitar este espaço com borboletas e flores. O poema da Lídia é bonito. :))
      Beijinho.

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  4. Aninhasamiga

    Mais um maravilhoso post. O que, sendo habitual, tenho de te agradecer.

    O lançamento do Crónicas das minhas teclas foi bastante bom. Na Travessa podes encontrar o que aconteceu no local do crime... :-) :-)

    Qjs

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  5. Quando escrevemos, não imaginámos o modo como poderemos vir a ser lidos. Esta aproximação do meu texto a Madame Butterfly, só acontece porque a competência literária e a sensibilidade da Ana a revelou. Muito obrigada!

    Um beijo

    Adoro!

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  6. Aqui está mais um superlativo.
    Começando pela excelência da fotografia: as borboletas, em primeiro plano, entontecidas de prazer, sobre um plano mais difuso que cria uma atmosfera inebriante.
    Passando pela sensibilidade poética de Lídia Borges, a snifar polens à lareira.
    E, a fechar, a música grande como sobremesa dos lambareiros.

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