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24/12/2019

Feliz Natal!

Feliz Natal!

Menino Jesus em barro, colecção de artesanato de Jorge Amado.
Casa de Jorge Amado, Salvador, Baía


 Desejo a todos 

Boas Festas!


DEUS

À noite, há um ponto do corredor
em queum brilho ocasional faz lembrar 
um pirilampo. Inclino-me para o apanhar
-e a sombra apaga-o. Então,
levanto-me: já sem a preocupação
de saber o que é esse brilho, ou
do que é reflexo.
Ali, no entanto, ficou
uma inquietação; e muito tempo depois,
sem me dar conta do motivo autêntico,
ainda me volto no corredor, procurando a luz
que já não existe.

Nuno Júdice, Meditação Sobre Ruínas. Lisboa: Quetzal, 1999, p. 27.


22/12/2018

23/12/2016

Feliz Natal!

A todos um Feliz Natal! 


Numa bola de sabão ...
uns flocos de neve pairam
sob um presépio
que tem uma base barroca: 
 uma caixa de música que canta alegria.


Em re-re-reposição porque gosto muito de ouvir este poema neste dia

23/12/2015

Estrela de Natal !

A escultura de F. Marques torna-se num presépio humano, escultórico, com a colocação da estrela que marca o caminho para visitar o Menino.  Em França o Menino Jesus só é colocado no dia de Natal.

Feliz Natal!

Vista parcial da escultura de F. Marques, Ao Povo de Ourém, 800 anos de História, 1982
Jardim de Plessis-Trévise,  Ourém



Coro do King's College, Cambridge

27/12/2014

Natal à volta da mesa... tradição e modernidade

O Natal já não é o que era... No entanto, o espírito mantém-se e passa-se mais tempo em família ao quentinho da lareira. O relógio dá as horas e a mesa está sempre posta. O Natal envolve comida e mais comida. Este ano a mesa vestiu-se de vermelho e verde (tradicional). Não faltaram as rabanadas, as filhoses, as broinhas, e outras coisas mais. Mas não foram só doces... as migas de bacalhau e o cabrito também fizeram parte da degustação. 
Depois resta a culpa, o sentimento que se come demais, as calorias que é preciso perder...



Recebi um presente gourmet com três tipos de chá (verde com ananás, preto com frutos vermelhos, orquídeas e especiarias e rooibos com pedaços de chocolate, amêndoa e hortelã-pimenta) e três compotas deliciosas: uma de maçã bravo de esmolfe, outra de maracujá com gengibre e pêra rocha com moscatel do Douro. Muito imaginativa a ideia dos autores que criaram a meia-dúzia. Um conceito interessante e delicado pois degusta-se mais comedidamente.



Eis pois, a tradição e a modernidade. Pequei neste Natal porque a gula esteve presente.

Para GL, o Menino Jesus de rabo para o ar, artesanato contemporâneo, assinado, Rodrigues.
(4 cm x 4 cm) 


23/12/2014

Feliz Natal!

Para todos um
FELIZ NATAL!
Encontrei esta porta e achei por bem juntar-lhe as Boas Festas. :))



21/12/2014

CANTO DO HUMANO - Fiama e Montaigne

Nesta quadra que vivemos talvez possamos ser mais humanos.

Fiama Hasse Pais Brandão, fotografia do blogue Assírio e Alvim.                Michel Montaigne, cortesia do Google
   

CANTO DO HUMANO                     

O que me deu Montaigne? Deu-me o livro                                     Biblioteca de Montaigne (1571)
em que diz que nada me é estranho,                              Nas vigas do tecto estão máximas em grego    
quando o território seu de cada dia                      
era toda a geografia percorrida.
Em Paris nada lhe é estranho,
presumivelmente os gatos vesgos,
o lixo citadino  as valas expostas
para os moribundos das variadas pestes.
Todo o divino lhe tinha sido dado
a pouco e pouco pelas gerações
de antecessores filósofos, e Montaigne
sobraçando os livros contemplou o Nada
que não lhe era estranho. Pelos olhos
todo o devir visível lhe apareceu
talvez ainda tão carnalmente
como o meu olhar que me esvazia.

Antes de Montaigne os olhos viam
a cena do mundo como alheia
e a tudo e todos o grande Cordeiro
sustinha na sua compaixão.
Talvez o mito da cidade caótica
com os vapores de vício e luxúria
seja a última alucinação romântica
do imaginário público. Canto
os novos mensageiros herméticos
que nos unem pelo pensamento.
Aceito esta cidade humana
excessivamente trémula e imprecisa
que se espelha no Rio, que nunca pára
desde que lhe chamaram Tejo os poetas
loquazes que no-lo imaginaram.
Porém canto a doença que é a face                                    
completa da saúde e canto
a morte de Montaigne, à qual não foi alheio,
como ele decerto soube de antemão,
e a nossa que não é já necessária.
Que a morte novamente, as dores, fadigas
nos pertençam com os seus opostos,
como nos pertence o espaço interestelar
que nos estava simultâneo e aberto
sem que Montaigne ainda o soubesse.

31/12/93

Fiama Hasse Pais Brandão, Cantos do Canto. Lisboa: Relógio d'Água, 1995, p. 22-23.                                            Foto Wikipedia

Obrigada Cláudia por me ter arranjado o livro.




15/12/2014

Menino

O Papa Francisco benzeu as figurinhas do Menino Jesus que as crianças levaram à sua presença, na praça de São Pedro, antes de colocarem no presépio. 

Este Menino Jesus entrou este ano para a minha colecção.
(8 cm sem a coroa)

Versos do século XVII.

Violante do Céu [Soror] (c. 1602- 1693), Parnaso Lusitano de Divinos, e Humanos Versos
[Dois Tomos],  Lisboa, Miguel Rodrigues, 1733.

Diogo Bernardes (c.1520- c.1605), Obras Completas (Redondilhas)
Prefácio e notas de Marques Braga, Vol. III, Lisboa, 1946, p. 33. 

As poesias foram retiradas de um artigo que li de Isabel Morujão intitulado: "As Lágrimas do Menino Jesus: entre a doutrina e a poesia", in Via Spiritus, 2 (1995) pp. 131- 167. 



27/12/2013

Sem palavras

Sem palavras, nem ideias, uma preguiçosa lentidão. Procurei em vão um poema, mas não encontrei as palavras certas, nas vozes dos poetas. Como fazer para agradecer? 
[...]
Obrigada.




Imagens deste Natal

23/12/2013

Feliz Natal, Boas festas!

Desejo a todos um doce e Feliz Natal!

SURDINA DE NATAL 

Ó David    Ó Inês
Vamos ver o Menino
inda mais pequenino 
que vocês

Vamos vê-lo tapado
sob o céu do futuro
com a sombra de um muro
a seu lado

Vamos vê-lo nós três
novamente a nascer
Vamos ver se vai ser
desta vez

"Surdina de Natal para os meus netos", David Mourão-Ferreira in O Natal na Poesia Portuguesa. (Introdução e selecção de Luiz Forjaz Trigueiros), Porto: Dinalivro, 1987, p. 155


29/12/2012

Cartas de amor e "natalices"

Cuido eu que vou apanhar um susto ao ler as Cartas de amor de Fernando Pessoa

1
Quem ama verdadeiramente não escreve cartas que parecem requerimentos de advogado. O amor não estuda tanto as cousas, nem trata os outros como réus que é preciso «entalar» 
Porque não é franca para commigo? Que empenho tem em fazer soffrer quem não lhe fez mal - nem a si, nem a ninguém - (...) 
Reconheço que tudo isto é comico, e que a parte mais comica d'isto  tudo sou eu.
(...)
1.3.1920                                                                                        Fernando Pessoa


Cartas de Fernando Pessoa, (Organização, pósfacio e notas de David Mourão Ferreira). Lisboa: Edições Atica, 1978, pp. 47-48. 

A Cláudia arranjou-me este livro que há muito queria comprar. Obrigada por mo ter reservado. Esta foi a prenda que ofereci a mim própria.

Carinhos que agradeço. :) 
Este ano não tinha anjo na árvore, fora substituído pela estrela, mas ele veio ter comigo.

26/12/2012

NATAL ... de partida

Há sempre um Natal em que se parte! 


In memoriam
Claudionor Viana Teles Veloso


ORAÇÃO DA MÃE MENININHA

Ai! Minha mãe Minha mãe Menininha
Ai! Minha mãe Menininha do Gantois
A estrela mais linda, hein
Tá no Gantois
E o sol mais brilhante, hein
Tá no Gantois
A beleza do mundo, hein
Tá no Gantois
E a mão da doçura, hein
Tá no Gantois
O consolo da gente, ai
Tá no Gantois
E a Oxum mais bonita hein
Tá no Gantois

Olorum quem mandou essa filha de Oxum
Tomar conta da gente e de tudo cuidar
Olorum quem mandou eô ora iê iê ô

Dorival Caymmi

21/12/2011

cultivar

A todos que me visitam, que comigo partilham as suas ideias, o seu sorriso e que contribuem para cultivar a minha subida à montanha, uma montanha verdejante onde o sol iluminará quando conseguir chegar ao topo, desejo um:


Feliz Natal


e um


Ano Novo repleto de projectos!


Corredoura, Tomar, 2009


Uma bola cheia de sonhos!

Vou partir por uns tempos mas levo-os comigo!

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