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05/03/2019

To see a World in a Grain of Sand


AUGURIES OF INNOCENCE

To see a World in a Grain of Sand,
And a Heaven in a Wild Flower,
Hold Infinity in the palm of your hand,
And Eternity in an hour.


William Blake, Songs of Innocence and of Experience, 1863 (excerto)


15/12/2014

Menino

O Papa Francisco benzeu as figurinhas do Menino Jesus que as crianças levaram à sua presença, na praça de São Pedro, antes de colocarem no presépio. 

Este Menino Jesus entrou este ano para a minha colecção.
(8 cm sem a coroa)

Versos do século XVII.

Violante do Céu [Soror] (c. 1602- 1693), Parnaso Lusitano de Divinos, e Humanos Versos
[Dois Tomos],  Lisboa, Miguel Rodrigues, 1733.

Diogo Bernardes (c.1520- c.1605), Obras Completas (Redondilhas)
Prefácio e notas de Marques Braga, Vol. III, Lisboa, 1946, p. 33. 

As poesias foram retiradas de um artigo que li de Isabel Morujão intitulado: "As Lágrimas do Menino Jesus: entre a doutrina e a poesia", in Via Spiritus, 2 (1995) pp. 131- 167. 



07/09/2013

Auto-retrato inventado - "Cansaço"

[Peguei num pincel imaginário e esbocei um auto-retrato.] 

Karel Appel, Homem entre Animais, 1949, Stedelijk Museum, Amesterdão


[O pássaro é o elemento primordial,]


[no conjunto entre os seres vivos...]


Cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos, in "Poemas" (cortesia de Citador)

19/11/2011

Para onde caminhamos...

Gustave Caillebotte, Interior Of A Studio With Stove




Um livro, uma perspectiva, um enigma.


Li Viagem ao País da Manhã de Hermann Hesse, um escritor que já não lia há muito tempo. É uma história interessante mas estranha, uma frase que retive foi a seguinte:

Para onde caminhamos, afinal? Sempre para casa.

Hermann Hesse, A Viagem ao País da Manhã, Cavalo de Ferro, 2011, ([Berlim, 1932], Trad. Mónica Dias). p. 15.

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