26/06/2016

Do fado e das entranhas da terra - corre um rio

Nas entranhas da terra sente-se com mais fervor o som do fado e entende-se a alma portuguesa.

Corre um rio
que lavra no coração
da terra lágrimas de cristal,
amor.
Faz nascer
símbolos fálicos - fertilidade.

ana

Grutas de Mira D'Aire



S. João (Lousã), 2016


Sei de um rio
sei de um rio
em que as únicas estrelas
nele sempre debruçadas
são as luzes da cidade


Sei de um rio
sei de um rio
rio onde a própria mentira
tem o sabor da verdade
sei de um rio

Meu amor dá-me os teus lábios
dá-me os lábios desse rio
que nasceu na minha sede
mas o sonho continua

E a minha boca até quando
ao separar-se da tua
vai repetindo e lembrando
sei de um rio
sei de um rio

E a minha boca até quando
ao separar-se da tua
vai repetindo e lembrando
sei de um rio
sei de um rio

Sei de um rio
até quando



16 comentários:

  1. Confirmas a tua veia poética, Ana !
    E voltei a gostar...
    Proveitosa visita às Grutas com prova dadas !

    Um beijo e um belo domingo.

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    1. Obrigada, João.
      As grutas possibilitam uma visão diferente da habitual. Gostei de as visitar.
      Beijinho. :))

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  2. Gostei muito das fotografias. Onde foram tiradas? Beijinhos!

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    1. Margarida,
      Obrigada. Tirei-as nas grutas de Mira D'Aire.
      Beijinho e boa semana. :))

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  3. Há muitos anos que não vou às Grutas de Mira D'Aire, nem a outras.
    Bonito post:)
    Beijinhos e um bom domingo. Ana:)

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    1. Isabel,
      Foi a primeira vez que fui lá. Nunca tinha ido às grutas e gostei.
      Beijinhos e boa semana. :))

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  4. As fotos estão belíssimas
    e o poema que as grutas inspiraram está muito original e interessante.
    Só aprecio fado ao vivo, em ambiente adequado, mas hoje gostei de ouvir...
    Beijinho.
    ~~~

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    1. Obrigada, Majo.
      O Camané tem uma voz excelente.
      Numa casa de fados, ou numa sala de espectáculos a atmosfera é diferente mas foi muito bom.
      Beijinho e boa semana!:))

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Beatriz,
      Foi pena ter removido o seu comentário.

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  6. Tenho boas memórias dessas grutas e lembro-me que as vi aos 13 anos e fiquei siderada, pasmei de tanta beleza escondida. Quando vejo tais obras da natureza entra-me um desgosto por tanta gente que vive sem a oportunidade de as desfrutar. Que nasce, cresce e morre talvez sem atentar na beleza, sem sequer saber que existe. É muito triste.

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    1. Bea,
      É de ficar siderada mesmo.
      Às vezes não desfrutamos das coisas mais simples e realmente, é uma pena.
      Boa noite.:))

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  7. Obrigada, Graça.
    Beijinhos. :))
    ana

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