Mostrar mensagens com a etiqueta Gastronomia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gastronomia. Mostrar todas as mensagens

22/07/2015

Experiências a evitar...

Histórias da janela para dentro

III Festival do Croché Social, Coimbra (4 de Julho a 31 de Agosto)

Umas ameixas pouco doces foram alvo de uma experiência que acabou por correr mal.

Coloquei no micro-ondas um prato com uma ameixa e respectiva tampa para fazer uma espécie de ameixa assada.
Ora esqueci-me de picar a casca e qual foi o resultado?

Uma ameixa desfeita que sujou todo o prato, a tampa e parte do micro-ondas. No entanto, devo dizer que o que restou no prato era saboroso.

Imagem daqui
Um dos primeiros bichos micro-ondas. :))

Aqui fica uma receita simples sem recurso a micro-ondas... Uma sugestão de Callas

Receita de Maria Callas - Gelato di frutta (alla pesca) Sorvete de fruta (de pêssego)
[receita transcrita por Ferruccio Mezzadri, mordomo de Maria Callas]

1,5 l de polpa de pêssego
50 g de açúcar; 1/2 limão.

Bata tudo no liquidificador e congele.

Segredos Culinários de Maria Callas, Histórias, Receitas e Sabores. (Prefácio de José Bento dos Santos, organização e apresentação Bruno Tosi) Lisboa: Assírio e Alvim, 2008,p. 123

Fotografia cortesia do Google, contudo, encontra-se na pág. 19 do livro citado.
Callas na cozinha da sua casa de Milão (1955)

Bom apetite com esta ária que me encanta:

18/07/2015

Degustação - O Senhor Bacalhau

Haquette_pêche en plein mer_1901
1. Georges Jean-Marie Haquette, Pêche en plein mer, 1903, daqui   




2. Clara Peeters, Still Life of Fish and Cat, after 1620, National Museum of Woman Arts, http://nmwa.org/works/still-life-fish-and-cat

                                                     2





Não existe amor mais sincero do que aquele pela comida,  Bernard Shaw.
Será?

Para mim são momentos felizes aqueles que partilho com amigos num bom jantar e com uma boa conversa. O vinho liberta um pouco a alma e a degustação liberta a imaginação.

Bacalhau com alheira no forno. Uma delícia do restaurante "O Solar do Bacalhau". 
O vinho que acompanhou o bacalhau foi Quinta do Cabriz 2013.


O Solar do Bacalhau - a montra, imagem de marca do restaurante.
O menu do restaurante é muito bom e tem o toque especial do cozinheiro Dinis, um jovem de 32 anos que é prodigioso na sua profissão.


Quente e frio com um toque diferente. Não consegui terminar a sobremesa mas é deliciosa.


As fotografias que se seguem foram retiradas do site do Museu Marítimo de Ílhavo.
http://www.museumaritimo.cm-ilhavo.pt/pages/3

O museu tem espólio da faina do bacalhau e de outras fainas na Ria, reúne também um espólio artístico considerável. Já visitei este museu mas não sei onde arquivei as fotos.  

Museu Marítimo de Ílhavo: Apresentação de livro, de Álvaro Garrido, A Epopeia do Bacalhau. Edição CTT - Correios de Portugal. 

O Museu Marítimo de Ílhavo (MMI) é um museu da Câmara Municipal de Ílhavo. Nasceu a 8 de Agosto de 1937. O edifício novo foi inaugurado em  2001, foi renovado e ampliado, passando a habitar num edifício de arquitectura moderna projectado pelo gabinete ARX Portugal.
mmi-1.jpg

Aquário dos bacalhaus



15/04/2015

"O ladrão que furta para comer..."

Quiche

«O ladrão que furta para comer, não vai nem leva ao inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões de maior calibre e de mais alta esfera; os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento distingue muito bem São Basílio Magno: Non est intelligendum fures esse solum bursarum incisores, vel latrocinantes in balneis; sed et qui duces legionum statuti, vel qui, commisso sibi regimine civitatum aut gentium, hoc quidem furtim tollunt, hoc vero vi, et publice exigunt. Não são só ladrões, diz o Santo, os que cortam bolsas ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título, são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos.»

Padre António Vieira, Sermão do Bom Ladrão VI, pregado na Igreja da Misericórdia de Lisboa, no ano de 1655. Versão digitalizada, sublinhado meu.


Aqui fica um pequeno-almoço especial. 
Homenagem a Audrey Hepburn que revisitei há pouco tempo

07/02/2015

À Mesa com Frida Kahlo

«Eu não pinto sonhos ou pesadelos.
Pinto a minha própria realidade.»
Frida Kahlo




Molho Vermelho
O molho vermelho (ou molho ranchero) é um elemento básico na cozinha mexicana. A sua consistência pode variar de região para região, mas é consumido a toda a hora no país inteiro - ao pequeno-almoço, ao almoço, ao lanche e ao jantar. Por esse motivo, é importante contar com uma receita simples e... infalível.

Ingredientes:
4 tomates
1/2 cebola média
1 dente de alho
Uma selecção de malaguetas (por exemplo,
3 verdes, 2 vermelhas, ou 2 secas de 
qualquer variedade)
2 colheres de sopa de óleo
Sal a gosto.

Asse os tomates e corte-os em dois. Meta-os na liquidificadora e junte a cebola, o dente de alho e as malaguetas. Triture até todos os ingredientes ficarem bem incorporados.

Numa caçarola, aqueça o óleo em lume brando e adicione o molho. Deixe cozer aproximadamente vinte minutos. A cor do tomate irá alterar-se de cor de laranja para vermelho intenso. Tempere com sal. Nesta altura, o molho está pronto.
Este molho pode utilizar-se tanto quente como frio, e é uma boa alternativa para dar cor e sabor aos seus pratos.

Luz Matínez, À Mesa com Frida Kahlo. Lisboa: Parsifal, 2014, p. 38.


25/10/2014

Sugestão para o fim-de-semana

Sugestão para o fim-de-semana: uma receita da eleição de Callas.


«Ostras à Veneziana
Le ostriche alla veneziana
[receita de Il vero re dei cicinieri, de G. Belloni, 1936]


ostras; salsa; 1 dente de alho; pimenta; pão; azeite; sumo de limão

Abra as ostras com a faca destacando-as das duas conchas e acondicionando-as  depois na concha mais funda. Guarneça cada concha  com pouco de uma mistura de salsa [ou coentros*], 1 dente de alho e pimenta, tudo esmagado e misturado com pão e azeite. Coloque-as numa grelha sobre as brasas e deixe grelhar lentamente durante alguns minutos. Quando servir  esprema por cima limão.
Não se deve desperdiçar a água salgada que a ostra contém. Por isso abra-a com cuidado para que a água permaneça na concha. »

Segredos Culinários de Maria Callas, Histórias, Receitas e Sabores.  (Prefácio de José Bento dos Santos, organização e apresentação Bruno Tosi) Lisboa: Assírio e Alvim, 2008, p. 53.

Osias Beert I., *Minha sugestão.


02/09/2014

La Cueva del diablo e diabluras...

A Cueva, é um espaço especial, segundo narra uma lenda, pois era naquele lugar que o diabo dava as suas lições. Em 1993 foi colocada a escultura de Diego de Torres Villarroel porque escreveu sobre a Cueva e provavelmente pela ciência que estudou e ensinou ligadas ao esoterismo e a leituras, certamente mal vistas pela igreja. Assim, foi a forma como conheci o autor que abaixo se descreverá.

La Cueva de Salamanca es un enclave legendario de la ciudad de Salamanca donde, según la tradición popular, impartía clase el Diablo. Dicha cueva se corresponde con lo que fue la cripta de la ahora inexistente iglesia de San Cebrián
Diego de Torres Villarroel, (Salamanca, b. 1694 - 1770) fue un escritor, poeta, dramaturgo, médico, matemático, sacerdote y catedrático de la Universidad de Salamanca.

Diego Torres de Villarroel foi baptizado em 1694 e faleceu em 1770. 

Diego de Torres Villarroel, (Salamanca, 1694 - 1770) fue un escritor, poeta, dramaturgo, médico, matemático, sacerdote y catedrático de la Universidad de Salamanca. Era hijo de un librero de Salamanca. Fue bautizado el 18 de junio de 1694. 
Aprendió las primeras letras y pasó a estudiar latín en el pupilaje de don Juan González de Dios,
quien sería luego catedrático de Humanidades en la Universidad de Salamanca. Lo hizo con tal aprovechamiento que ganó tres años después una beca por oposición en el Colegio Trilingüe. Empero, su temperamento díscolo y travieso le empujó a faltar a clase, meterse en peleas, robar a otros compañeros y hurtar viandas de la despensa del colegio por lo que se ganó el sobrenombre de piel de diablo. Leyó mucho en la tienda de libros de su padre, pero sin orden ni programa alguno, aunque sentía particular afición por las matemáticas. La lectura del Astrolabium, un tratado sobre la esfera celeste del padre Cristoforo Clavius (1537-1612), le inclinó por la astrología. Otro libro llamado Tratado de la esfera, fue el que le introdujo en las matemáticas, ciencia olvidada en aquella época. Según cuenta en su Vida, biografía muy novelada, al salir del colegio huyó de las consecuencias de sus desmanes a Portugal, concretamente a Oporto y a Coímbra, donde llevó una vida aventurera en la que fue sucesivamente ermitaño, bailarín, alquimista, matemático, soldado, torero, estudiante de medicina, curandero, astrólogo y adivino. Esa biografía novelada haría que sus contemporáneos le atribuyesen una poderosa leyenda. Se supone que a su vuelta a Salamanca sentó la cabeza y emprendió un programa de voraz lectura de libros de filosofía natural, magia y matemáticas, y para ganarse la vida montó un pingüe negocio editorial como escritor de almanaques y pronósticos anuales bajo el seudónimo de "El gran Piscator de Salamanca", género de periodismo popular del que fue uno de los fundadores y con el que se hizo famoso, ya que mucha gente recurría a él para saber del futuro. 
Sueños de el doctor don Diego de Torres. 1736
Madurez, El Dr. Diego de Torres en Los desahuciados... (1736)
Imagem da Biblioteca Virtual de Miguel de Cervantes

Wikipedia Espanhola     














Um poema de Diego Villarroel do site indicado:
Ciencia de los cortesanos de este siglo

Bañarse con harina la melena,
ir enseñando a todos la camisa,
espada que no asuste y que dé risa,
su anillo, su reloj y su cadena;

hablar a todos con la faz serena,
besar los pies a misa doña Luisa,
y asistir como cosa muy precisa
al pésame, al placer y enhorabuena;

estar enamorado de sí mismo,
mascullar una arieta en italiano,
y bailar en francés tuerto o derecho;

con esto, y olvidar el catecismo,
cátate hecho y derecho cortesano,
mas llevaráte el diablo dicho y hech

Facsímile de Sueños p. 53, uma das obras de Villarroel

p. 54 - resposta:
«—Esta es –le dije– mi patria. Esta cueva es aquella universidad donde enseñaba el diablo y donde hurtaron la sombra a aquel marqués que se volvió gigote*
—Antes que pasemos adelante –dijo uno–, sepamos por vuestra merced, que es de Salamanca, qué verdad tiene esta historia.

*“¿No has oído decir que me hice tajadas dentro de una redoma para ser inmortal?”, le pregunta el “reconstruido” Enrique de Villena al narrador de El sueño de la muerte, de Quevedo. Cuenta también la leyenda que el “marqués” de Villena burló al diablo, para no quedar a su servicio, haciéndole creer que era invisible y ocultándose en una tinaja (o redoma en otras versiones), y huyendo después tras abandonar su sombra, para que no le delatara. La leyenda de la Cueva de Salamanca, donde el demonio mismo ejercía la cátedra de artes mágicas, ha dejado una larga estela literaria (Cervantes, Alarcón, Rojas Zorrilla, etc.).»

Diabluras gastro[bar]nómicas 
Após a visita à Cueva fomos procurar um local para tirar a fome própria de quem anda em constante movimento. A Plaza Mayor era talvez o destino mas no caminho encontrámos o diabluras numa esplanada em frente ao mercado, Plaza del Mercado, a 200 metros da Praça Maior. Os preços e as tapas eram bastante satisfatórios. Repare-se no nome do bar - diabluras - era o casamento perfeito com a Cueva, donde vinhamos.
Devo dizer que a sua dona, Natividad Pérez, é uma excelente anfitriã e as tapas além de criativas são muito saborosas. Contou-nos que saiu de um restaurante que fazia parte do Guia Michelin por razões que a vida obrigou e abriu o diabluras que tem tido muito sucesso. Vale bem  a pena sentarmos-nos na esplanada e desfrutarmos do que esta cozinheira divinal, ao contrário do diablo, cria. 
Natividad Pérez










Havanos de morcela com molho de maçã: divinal!

Começámos a degustação com um primeiro prato cujo nome era arroz negro com gambão: delicioso. O segundo foi o bacalhau com ervas; o outro era frango com um molho especial, era igualmente delicioso. A sobremesa, Textura de Chocolate é uma espécie de quente e frio com uma base de bolo. Em suma, era tudo divinal, acompanhado com um vinho branco bem fresco, esqueci-me do nome das caves - imperdoável - mas ligava muito bem.













diabluras - Calle Pozo Amarillo 6, 37001 Salamanca, Castilla y León, España.

Arquivo