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23/08/2018

In Memoriam - A. H. Oliveira Marques

A toponímia marca as memórias de um povo, regista aqueles cuja obra ajudou a modificar o mundo e a entendê-lo melhor. Eis a minha homenagem a um nome que por ter influenciado gerações fica assim eternizado, não só pela obra, mas pelas mãos de outros homens que o evocaram.

A. H. Oliveira Marques nasceu em 1933 e faleceu em 2007

file:///C:/Users/Eduardo/Downloads/Toponimia_Lx_Oliveira_Marques.pdf*

A inscrição do nome de A. H. Oliveira Marques na toponímia de Lisboa testemunha o valor que atribuímos ao papel da memória como elemento essencial à construção de uma identidade sólida, à formação da cidadania e de um sentido de comunidade. O reconhecimento público e a homenagem ao historiador A. H. Oliveira Marques, ao promover o reavivamento das origens e protagonistas da nossa história coletiva, simbolizam a importância da consciência do passado como forte elo de ligação ao presente e ao futuro. *


Lisboa, junho de 2017 

Catarina Vaz Pinto 

Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa



30/10/2017

Esqueço-me...

O trabalho, as viagens e a rotina levam ao esquecimento de mim.
Daí estar em falta com todos, daí estar ausente...
Até o livro que estou a reler se ressente. Um livro que li há muito tempo, e que na nova leitura está a despertar momentos diferentes. Um livro que fala de amor, da vida e da morte.

Tokuriki Tomikichiro, Fuji e Sakura
https://www.etsy.com/listing/484502397/japanese-art-mountain-fuji-and-sakura

O título é a Montanha Mágica de Thomas Mann. Deixo um excerto para louvar a vida.

Oh, o amor  nada é, se não é loucura, uma coisa insensata, proibida, uma aventura no mal. De outro modo seria banalidade agradável, que só prestaria para sobre ela se fazerem cançõezinhas pacíficas nas planícies.

Thomas Mann, Montanha Mágica ( Tradução de Herbert Caro).Lisboa: Edição Livros do Brasil, s.d.,  p. 358.

23/08/2017

Sabedoria em memória de A. H. Oliveira Marques

Em memória do professor Oliveira Marques que nasceu em 1933, a 23 de Agosto, reflecti sobre estes dois textos um de Platão e outro do historiador. 
Tudo se pode interligar quando queremos ver.


Sócrates sentou-se e respondeu:
-Seria bom, Agatão, que a sabedoria fosse uma coisa que se pudesse transmitir, de um homem que a possui, a um homem que não a possui, mediante um simples contacto mútuo, tal como a água que passa para um copo vazio através de um simples fio de lã.


Platão, O Banquete ou do Amor, Coimbra: Atlântida Editora, sd, p. 44.



A. H. Oliveira Marques, "História genealógica do homem comum: micro-história ou macro-história?", Revista da Faculdade de Letras História,Porto, Série, III, vol. 4, 2003, pp. 173-186.



06/06/2015

Tu dizes que me quer bem

Bom fim-de-semana!

Malmequer

Oh, malmequer mentiroso!
Quem te ensinou a mentir?
Tu dizes que me quer bem
Quem de mim anda a fugir!

Desfolhei o malmequer
No lindo jardim de Santarém!
Malmequer, bem-me-quer,
Muito longe está quem me quer bem!

Um malmequer pequenino
Disse um dia à linda rosa:
Por te chamarem rainha,
não sejas tão orgulhosa!

Malmequer não é constante,
Malmequer muito varia!
Vinte folhas dizem morte
Treze dizem alegria!


Música popular


24/11/2014

Na Gulbenkian - História partilhada...

Arte e Sensibilidade
1) Toda a arte se baseia na sensibilidade, e essencialmente na sensibilidade. 
2) A sensibilidade é pessoal e intransmissível. 
3) Para se transmitir a outrem o que sentimos, e é isso que na arte buscamos fazer, temos que decompor a sensação, rejeitando nela o que é puramente pessoal, aproveitando nela o que, sem deixar de ser individual, é todavia susceptível de generalidade, portanto, compreensível, não direi já pela inteligência, mas ao menos pela sensibilidade dos outros.
(...)
Fernando Pessoa numa carta para Miguel Torga, 1930. (citador)


A exposição patente no Museu da Gulbenkian, até 25 de Janeiro de 2015, intitulada: A História Partilhada. Tesouros dos Palácios Reais de Espanha, "testemunha o colecionismo esclarecido praticado pela monarquia e as grandes ações de mecenato que desenvolveu". Link

Acerca da pintura abaixo representada, rica pelos pormenores, agradeço a MR a possibilidade de a conhecer melhor. :))

Joachim Patinir (c. 1480-1524), Paisagem com São Cristóvão e o Menino, c. 1520-1524, Patrimonio Nacional, Real Monasterio de San Lorenzo de El Escorial, Madrid.

Es una obra ambiciosa por la variedad de episodios que muestra y por la amplitud del panorama que ofrece. Es também un quadro inusualmente grande dentro de la producción de Patini, (...) 
Según cuenta Jacobo de la Vorágine, existia em Canaán un hombre de gran tamaño que un día llevó a un niño a la otra orilla de un río "muy peligroso en el que se ahonga muchos de los  que intentan cruzarlo". El gigante le dijo el niño que parecía que havia llevado al mundo entero - Patinir  le muestra en actitud esforzada, casi vencido pelo peso que soporta -, a lo que éste le respondió que había  transportado al Creador. 
Alejandro Vergara, Patinir y la invención del Paisaje. Madrid: Museo Nacional do Prado, 2007, p. 36 e 38.


Aprecie-se a inovadora técnica de luz e sombra dada para reforçar a história da tela. O ombro do carrasco iluminado, centro do acontecimento, a face da vingadora iluminada e a mãe de S. João cujo pormenor das rugas revelam o desgosto e a velhice.  
A descentralização da cena e o vazio criado é notável! [Ideias registadas por ouvir a guia]

02/09/2014

La Cueva del diablo e diabluras...

A Cueva, é um espaço especial, segundo narra uma lenda, pois era naquele lugar que o diabo dava as suas lições. Em 1993 foi colocada a escultura de Diego de Torres Villarroel porque escreveu sobre a Cueva e provavelmente pela ciência que estudou e ensinou ligadas ao esoterismo e a leituras, certamente mal vistas pela igreja. Assim, foi a forma como conheci o autor que abaixo se descreverá.

La Cueva de Salamanca es un enclave legendario de la ciudad de Salamanca donde, según la tradición popular, impartía clase el Diablo. Dicha cueva se corresponde con lo que fue la cripta de la ahora inexistente iglesia de San Cebrián
Diego de Torres Villarroel, (Salamanca, b. 1694 - 1770) fue un escritor, poeta, dramaturgo, médico, matemático, sacerdote y catedrático de la Universidad de Salamanca.

Diego Torres de Villarroel foi baptizado em 1694 e faleceu em 1770. 

Diego de Torres Villarroel, (Salamanca, 1694 - 1770) fue un escritor, poeta, dramaturgo, médico, matemático, sacerdote y catedrático de la Universidad de Salamanca. Era hijo de un librero de Salamanca. Fue bautizado el 18 de junio de 1694. 
Aprendió las primeras letras y pasó a estudiar latín en el pupilaje de don Juan González de Dios,
quien sería luego catedrático de Humanidades en la Universidad de Salamanca. Lo hizo con tal aprovechamiento que ganó tres años después una beca por oposición en el Colegio Trilingüe. Empero, su temperamento díscolo y travieso le empujó a faltar a clase, meterse en peleas, robar a otros compañeros y hurtar viandas de la despensa del colegio por lo que se ganó el sobrenombre de piel de diablo. Leyó mucho en la tienda de libros de su padre, pero sin orden ni programa alguno, aunque sentía particular afición por las matemáticas. La lectura del Astrolabium, un tratado sobre la esfera celeste del padre Cristoforo Clavius (1537-1612), le inclinó por la astrología. Otro libro llamado Tratado de la esfera, fue el que le introdujo en las matemáticas, ciencia olvidada en aquella época. Según cuenta en su Vida, biografía muy novelada, al salir del colegio huyó de las consecuencias de sus desmanes a Portugal, concretamente a Oporto y a Coímbra, donde llevó una vida aventurera en la que fue sucesivamente ermitaño, bailarín, alquimista, matemático, soldado, torero, estudiante de medicina, curandero, astrólogo y adivino. Esa biografía novelada haría que sus contemporáneos le atribuyesen una poderosa leyenda. Se supone que a su vuelta a Salamanca sentó la cabeza y emprendió un programa de voraz lectura de libros de filosofía natural, magia y matemáticas, y para ganarse la vida montó un pingüe negocio editorial como escritor de almanaques y pronósticos anuales bajo el seudónimo de "El gran Piscator de Salamanca", género de periodismo popular del que fue uno de los fundadores y con el que se hizo famoso, ya que mucha gente recurría a él para saber del futuro. 
Sueños de el doctor don Diego de Torres. 1736
Madurez, El Dr. Diego de Torres en Los desahuciados... (1736)
Imagem da Biblioteca Virtual de Miguel de Cervantes

Wikipedia Espanhola     














Um poema de Diego Villarroel do site indicado:
Ciencia de los cortesanos de este siglo

Bañarse con harina la melena,
ir enseñando a todos la camisa,
espada que no asuste y que dé risa,
su anillo, su reloj y su cadena;

hablar a todos con la faz serena,
besar los pies a misa doña Luisa,
y asistir como cosa muy precisa
al pésame, al placer y enhorabuena;

estar enamorado de sí mismo,
mascullar una arieta en italiano,
y bailar en francés tuerto o derecho;

con esto, y olvidar el catecismo,
cátate hecho y derecho cortesano,
mas llevaráte el diablo dicho y hech

Facsímile de Sueños p. 53, uma das obras de Villarroel

p. 54 - resposta:
«—Esta es –le dije– mi patria. Esta cueva es aquella universidad donde enseñaba el diablo y donde hurtaron la sombra a aquel marqués que se volvió gigote*
—Antes que pasemos adelante –dijo uno–, sepamos por vuestra merced, que es de Salamanca, qué verdad tiene esta historia.

*“¿No has oído decir que me hice tajadas dentro de una redoma para ser inmortal?”, le pregunta el “reconstruido” Enrique de Villena al narrador de El sueño de la muerte, de Quevedo. Cuenta también la leyenda que el “marqués” de Villena burló al diablo, para no quedar a su servicio, haciéndole creer que era invisible y ocultándose en una tinaja (o redoma en otras versiones), y huyendo después tras abandonar su sombra, para que no le delatara. La leyenda de la Cueva de Salamanca, donde el demonio mismo ejercía la cátedra de artes mágicas, ha dejado una larga estela literaria (Cervantes, Alarcón, Rojas Zorrilla, etc.).»

Diabluras gastro[bar]nómicas 
Após a visita à Cueva fomos procurar um local para tirar a fome própria de quem anda em constante movimento. A Plaza Mayor era talvez o destino mas no caminho encontrámos o diabluras numa esplanada em frente ao mercado, Plaza del Mercado, a 200 metros da Praça Maior. Os preços e as tapas eram bastante satisfatórios. Repare-se no nome do bar - diabluras - era o casamento perfeito com a Cueva, donde vinhamos.
Devo dizer que a sua dona, Natividad Pérez, é uma excelente anfitriã e as tapas além de criativas são muito saborosas. Contou-nos que saiu de um restaurante que fazia parte do Guia Michelin por razões que a vida obrigou e abriu o diabluras que tem tido muito sucesso. Vale bem  a pena sentarmos-nos na esplanada e desfrutarmos do que esta cozinheira divinal, ao contrário do diablo, cria. 
Natividad Pérez










Havanos de morcela com molho de maçã: divinal!

Começámos a degustação com um primeiro prato cujo nome era arroz negro com gambão: delicioso. O segundo foi o bacalhau com ervas; o outro era frango com um molho especial, era igualmente delicioso. A sobremesa, Textura de Chocolate é uma espécie de quente e frio com uma base de bolo. Em suma, era tudo divinal, acompanhado com um vinho branco bem fresco, esqueci-me do nome das caves - imperdoável - mas ligava muito bem.













diabluras - Calle Pozo Amarillo 6, 37001 Salamanca, Castilla y León, España.

21/10/2013

Leonardo da Vinci: alguns apontamentos

Imagem da capa interior e da primeira página do livro Notas de Cozinha de Leonardo da Vinci de Shelagh e Jonathan Routh, apresentado na Academia de Ciências de Lisboa.
Alguns dos projetos para dobrar guardanapos (ler a legenda no rodapé da imagem)


O livro é maravilhoso apesar de não se ter a certeza das notas e dos desenhos serem de Leonardo da Vinci ( Codex Romanoff) há quem defenda a probabilidade de o terem sido. Advogam essa tese os autores do livro e o presidente do Circolo Enogastronomico d'Italia que apresenta as suas razões na introdução do mesmo. Seja ou não seja, o facto é que os desenhos são fantásticos e parecem da lavra de Leonardo. A edição portuguesa é de 2013.

Uma fantasia que me encanta por muitas razões como me encanta Leonardo da Vinci.

24/05/2012

A vontade!

Julius Schnorr von Carolsfeld, Retrato de Frau Klara Bianka von Quandt mit Laute,1820, Alte Nationalegalerie, Berlim, daqui


O que depende mais de nós não é, em última instância a vontade?


  André Compte-Sponville, Jean Delumeau, Arlette Farge, A mais Bela História da Felicidade, Lisboa: Edições Texto & Grafia, 2009, p. 29.

 

21/03/2012

Fantasia para un Gentilhombre

Uma virtude se destaca
de todas as outras
a constante aspiração
ao superior, a luta consigo
próprio, o insaciável
desejo de mais pureza,
sabedoria, bondade e amor

Goethe
[pensamento encontrado numa livraria]



30/04/2011

Gentil Hombre

A beleza da música de Joaquín Rodrigo a lembrar um gentleman. Hoje em dia algo esquecido para espanto meu!

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