27/01/2016

Dia Internacional das Vítimas do Holocausto

Não esquecer o  Holocausto  para que não se repita, é o mote aqui deixado. 
Nunca o homem desceu tão baixo, próximo dos instintos mais animalescos. Aliás, julgo que nem os animais se comportariam assim, a não ser os predadores com fome. Perguntei, pergunto, perguntarei sempre: como foi possível?

Crianças judias com tigelas de sopa no gueto de Varsóvia.
Varsóvia, Polónia, por volta de 1940.

— Instytut Pamieci Narodowej
Crianças judias com tigelas de sopa no gueto de Varsóvia. Varsóvia, Polônia, por volta de 1940.

http://www.ushmm.org/outreach/ptbr/media_ph.php?MediaId=615


Foto de uma menina internada no Centro Infantil Kloster Indersdorf. O objetivo era o de ajudar a localizar membros de sua família que por acaso houvessem sobrevivido à Guerra. As fotos de crianças judias e não-judias eram publicadas em jornais para ajudar na reunificação de famílias separadas pela Guerra. Alemanha, depois de maio de 1945. *

 US Holocaust Memorial Museum
Foto de uma menina internada no Centro Infantil Kloster Indersdorf.  O objetivo era o de ajudar a localizar membros de sua família que por acaso houvessem sobrevivido à Guerra.  As fotos de crianças judias e não-judias eram publicadas em jornais para ajudar na reunificação de famílias separadas pela Guerra. Alemanha, depois de maio de 1945.

* http://www.ushmm.org/outreach/ptbr/media_ph.php?MediaId=794



Lacrimosa, pelas vítimas, e pelas mágoas dos que tiveram que reaprender a viver

22 comentários:

  1. Eu só tinha 10 anos nessa altura.
    As notícias eram vagas e mesmo assim sei quanto tudo me horrorizou.
    Como muito bem dizes só animais predadores, mas em situação de fome, poderiam aproximar-se de praticar semelhantes actos !

    Um beijo muito amigo, Ana.

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  2. Uma vergonha para a Humanidade.
    Mas continua esta chacina sob outras formas...desumanamente :(
    beijinho

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    1. Sim, continua. Mas esta julgo ainda foi a mais cruel.
      Beijinho, Graça.:))

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  3. Tão linda, A lacrimosa de Mozart! O coro assenta que nem luva a mão. E depois, a escultura, pedra que deixou de ser, é um bodo de harmonia.Que, em presença, nos petrifica a nós.

    Que não regresse nunca essa realidade que me vira o estômago e agonia a alma. Mas há um fundo de maldade às vezes tão aceso que é de temer e evitar. Mesmo.

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    1. Bea,
      A Lacrimosa é muito bonita mas não chega para apaziguar esta desumanidade.
      Boa noite.:))

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  4. Sim, Ana, tens razão: como foi possível? Podemos lembrar outros acontecimentos trágicos que têm vindo ao longo dos tempos, mas NUNCA foi como naquele caso! NUNCA!
    Um beijo.
    A lacrimosa é linda. As fotografias dão vontade de chorar... Um beijo

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    1. Não há palavras...
      Beijinho, Maria João.:))

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  5. Quanto mais racional o homem for mais "animal" consegue ser
    Hoje, como há 70 anos.
    Pensemos com o coração...

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    1. Será assim a correlação? Tão mal que evoluímos, então...
      Boa noite.:))

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    2. O holocausto atingiu aquela dimensão por ter sido planeado e executado racionalmente. É duro aceitar esta realidade mas basta ver o que se passa na Europa, Hoje, estamos a ver o caldeirão a aquecer. A guerra dos Balcãs no final do século XX deu-nos a ideia do que julgavávamos impossível.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Que nunca a memória do passado se apague para que sejam reconhecidos, a tempo, os sinais de hoje, no que a desumanidade diz respeito.

    Bj.

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  8. Esquecer NUNCA! - é imperativo que assim seja!
    Para que se saiba e nunca se esqueça que o HOLOCAUSTO aconteceu mesmo! Que foi uma realidade hedionda!
    Um beijinho, Ana.

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    1. Cláudia,
      É imperativo sim.
      Beijinho.:))

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  9. Não creio que o adjetivo seja "animalesco", pois não creio que hajam animais que assim se comportem.
    Os animais, quando matam, não creio que o façam por prazer, por maldade ou necessidade de destruição de determinado tipo particular de seres (sei do que falo, pois eu próprio tenho ascendência judia, com algum sangue negro à mistura, e passei pela África do Sul, quando o apartheid era tido como um regime de segregação aceitável).
    Foi a falta de qualquer sentimento para com outro ser humano, ou qualquer outra forma de empatia que ainda hoje me arrepia e me faz ter muito medo que a situação se repita - desta vez talvez não contra uma raça judia, mas há sempre um alvo a abater, quando há vontade em encontrar um bode expiatório!
    Temo que não estejamos a salvo, pois dadas as circunstâncias, pode haver uma repetição - o mesmo tipo de pessoas continua a existir na face da Terra, só que bem disfarçada, e controlada por tipos de regulamentação, que, bem analisados, considero demasiado frágeis.
    Por isso mesmo, junto-me a si neste ensejo comum.
    Não obstante este meu receio, e nota pouco agradável, quero terminar num tom mais positivo, desejando-lhe um bom final de semana, que já se avista
    Manel

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    1. Manuel,
      Também tenho receio de que se repita...
      Obrigada pela sua passagem por aqui e um óptimo fim-de-semana!:))

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  10. Uma história terrível do passado que deve ser lembrada, para que a história não se repita. Beijinhos, Ana!

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    1. Pois é, Margarida.
      Mas vejo tanta desumanidade à nossa volta, vejo jogar xadrez com a vida das pessoas, veja-se o caso da Suécia...
      Beijinhos.:))

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  11. Ana

    Ainda há pouco tempo, numas das minhas indetermináveis navegações na internet fui parar por acaso a um site, mantido por uma agência qualquer judaica, que consistia numa base de dados gigantesca de fotografias de homens, mulheres e crianças desaparecidos no holocausto. As fotografias eram sempre acompanhadas de uma identificação, fulana de tal, nascida na cidade x, no ano Y e foi vista a última vez em Treblinka em 1943. Estive uma boa meia hora a folhear centenas de fotografias, muitas delas de crianças, que desapareceram no holocausto, num sentimento misto de curiosidade por saber mais daquelas vidas e ao mesmo tempo de atracção pelo abismo. O site tinha naturalmente o objectivo de impressionar o leitor e alertar para que a história não se repita, mas julgo eu que funcionava também como uma site de encontros, para gente que ainda procura informações sobre pais e avós que desapareceram para sempre no Holocausto. Imagino que um judeu actualmente em Nova Iorque ou Tel-Aviv possa descobrir naquele site a fotografia de tios ou avós de que ouviu falar, mas dos quais não possui qualquer imagem. Outros ainda poderão acrescentar algo às legendas daquelas fotografias ou corrigir os dados biográficos das pessoas ali fotografadas. Enfim, os descendentes das vítimas precisam de uma memória que lhe foi amputada.

    Já não me lembro do endereço desse site, mas foi das coisas mais terríveis que vi na internet nos últimos tempos.

    Um abraço

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  12. Luís,
    O que conta é terrível mas uma realidade que temos que enfrentar.
    Um abraço.

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