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12/01/2017

Há livros que são bálsamo!

Sabe, é curioso, eu tenho cores de Verão e cores de Inverno. Quando está calor gosto de pintar em azul, em verde, em branco. O branco, aliás, posso usá-lo durante todo o ano. E quando está frio gosto do vermelho.

Vieira da Silva in, O Fulgor da Luz, Conversas com Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes. 
Um livro de Anne Philipe traduzido por Luiza Neto Jorge e editado pela Rolim, Lisboa, sd, p. 14.


Está um frio que faz doer a alma e este livro foi um bálsamo que amenizou a dor.

Obrigada.




Ouvi hoje no rádio do carro a voltar para casa. Um dos meus álbuns preferidos dos Pink Floyd


22/11/2012

As Idades do Mar - exposição na Gulbekian

Não sei se já deixei um registo da minha paixão pelo mar... Das árvores sabem que sim. 
Do mar  vem o gosto pela aventura, pelo mistério, vem a minha nostalgia, a minha ânsia de viajar.
O mar é de todos e não é de ninguém... mesmo que os homens desenhem fronteiras. 

“O mar é uma entidade física imensa que ocupa sete partes da totalidade do globo terrestre, espaço fascinante e enigmático que propicia riquezas materiais e grandiosas divagações do espírito”
João Castel-Branco Pereira (Diretor do Museu Gulbenkian)

Joaquín Sorolla no Cartaz da Exposição 
e escultura "A Primavera, Homenagem a Jean Goujon" , 1939, de Alfred-August Janniot


Da Exposição: 
«O Museu Gulbenkian apresenta uma exposição centrada nas representações físicas e simbólicas do Mar ao longo de quatro séculos da pintura ocidental (séculos XVI-XX), por artistas como Turner, Friedrich, Ingres, Guardi, Bocklin, Constable, Lorrain, Monet, Courbet, Klee, Dufy, De Chirico, Manet ou Van Goyen, entre muitos outros. A pintura portuguesa estará representada por nomes como Amadeo, Vieira da Silva, Sousa Lopes, Noronha da Costa, António Carneiro ou João Vaz. 
Com curadoria de João Castel-Branco Pereira, diretor do Museu Gulbenkian, a exposição desenvolve-se em seis núcleos distintos: A Idade dos Mitos; A Idade do Poder; A Idade do Trabalho; A Idade das Tormentas; A Idade Efémera; A Idade Infinita». 

Todas as imagens e informações foram retiradas do seguinte site:
Museu Calouste Gulbenkian
[os autores das fotografias estão identificados no referido site]

A Idade dos Mitos
Arnold Böcklin, (1827-1901). Tritão e Nereida. 1877.
Têmpera sobre papel, montado sobre painel de madeira. 44,5 x 65,5 cm. Museum Oskar Reinhart am Stadtgarten, Winterthur. (site da Fundação Calouste Gulbenkian)


A Idade do Poder
Autor não identificado. “Martírio de Santa Úrsula e das Onze Mil Virgens” do Retábulo de Santa Auta. c. 1522. Óleo sobre painel de madeira . 93 x 192,5 cm . Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa


A Idade do Trabalho
William Bradford (1823-1892). "Pescadores Junto à Costa do Labrador". Sem data. Óleo sobre tela. 52 x 82,5 cm. Coleção Carmen Thyssen-Bornemisza em depósito no Museo Thyssen-Bornemisza, Madrid .

A Idade dos Tormentas
Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992). “História Trágico-Marítima ou Naufrage”. 1944. “Óleo sobre tela”. 81,5 x 100 cm., Lisboa.
( Tela já colocada no Prosimetron a 17 de Agosto de 2010)


A Idade Efémera
Claude Monet (1840-1926). “Hôtel des Roches noires. Trouville”. 1870. Óleo sobre tela. 81 x 58 cm. Paris, musée d’Orsay, doação de Jacques Laroche, 1947. Inv. RF 1947-30. Paris, Musée d’Orsay.



A Idade Infinita 
Carl Friedrich Blechen (1798-1840). "Gruta no Golfo de Nápoles". 1829. Óleo sobre tela. 37,5 x 29 cm Wallraf-Richartz Museum & Fondation Corboud, Colónia.

  

29/10/2011

A biblioteca

Maria Helena Vieira da Silva, Biblioteca em fogo, 1974,

Centro Arte Moderna Fundação Calouste Gulbenkian


Comecei a ler bibliotecas cheias de fantasmas de Jacques Bonnet. É um livro que prende, foca a importância dos livros, de os arrumar e classificar. Transporta-nos para o mundo de bibliófilos e de bibliotecas. É maravilhoso!


"Jacques Bonnet é um editor e tradutor francês, além de bibliófilo e uma autoridade quando se trata de livros raros. Bonnet é considerado, juntamente com Umberto Eco, José Mindlín ou alberto Manguel, um dos maiores especialistas em bibliofilia e teoria da leitura".


(badana interior do livro)


«A biblioteca protege da hostilidade exterior, filtra os ruídos do mundo, atenua o frio que reina em volta, mas confere, igualmente, umasensação de omnipotência. Porque a biblioteca faz recuar as pobres capacidades humanas: ela é um concentrado de tempo e de espaço. Reúne nas suas prateleiras todos os estratos do passado. Ali estão os séculos que nos precederam. «a escrita (...) grande, muito grande ao permitir-nos conversar com os mortos, com os ausentes, com aqueles que não chegaram a nascer, através de todas as distãncias do tempo e do espaço».

Jacques Bonnet


Jacques Bonnet, bibliotecas cheias de fantasmas, Lisboa: Quetzal, 2010, p. não numerada

Em especial para a Cláudia Ribeiro da Livraria Lumière.

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