Mostrar mensagens com a etiqueta Museu Nacional Machado de Castro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Museu Nacional Machado de Castro. Mostrar todas as mensagens

25/11/2016

Numa visita ao museu

A arte abstracta nasceu em 1910, por oposição à arte concreta e real, por oposição à fotografia que captava a realidade tal como se apresentava.

Tela de António Charrua,
numa exposição temporária no Museu Nacional Machado de Castro

Gostei da citação de Raquel Henriques da Silva pois, na tentativa de explicação fica sempre algo por dizer.

04/07/2015

Em festa!

Bom fim-de-semana.

Viva a Rainha D. Isabel de Aragão e Portugal!

D. Isabel de Aragão, Rainha de Portugal, 
beatificada em 1516 pelo papa Leão X e canonizada em em 1625 pelo papa Urbano VIII

Museu Nacional Machado de Castro, Livro manuscrito com 29 páginas e duas iluminuras, datado de 1592, “que fala da boa vida que fez a Rainha de Portugal, Dª. Isabel, e dos seus bons feitos e milagres em sua vida e depois da sua morte”

Uma exposição de rosas em louvor a D. Isabel e à lenda conhecida, da Rainha? ou da tia, Isabel de Húngria?..., não importa, o povo assim popularizou - O Milagre das Rosas.

Levava uma vez a Rainha santa moedas no regaço para dar aos pobres(...) Encontrando-a el-Rei lhe perguntou o que levava,(...) ela disse, levo aqui rosas. E rosas viu el-Rei não sendo tempo delas. 

— Crónica dos Frades Menores, Frei Marcos de Lisboa, 1562


MNMC - Rosas (2014)
Myra Landau - Rosas Brancas

António Zambujo com a Orquestra Clássica do Centro nas festas, Jardim da Sereia
( em especial para o Pedro Coimbra que vive em Macau)




Num encore, agora a tocar Lambreta


24/06/2015

Leituras - Um retrato - Van Eyck - A Luz- MNMC

Os livros são uma viagem no tempo e no espaço. Na feira do livro comprei este título: 

A Infanta e o Pintor, A relação entre a infanta Isabel de Portugal e o pintor Van Eyck. Editado pela Quetzal em 2005.
Imagem retirada da net

- Que olhais?
- A luz.
Makhiel olhou por sua vez. Perguntou ainda:
- Como é que se pode olhar a luz? Só vejo coisas.
- Olha entre as coisas. Depois a matéria das coisas. Aí encontrarás a luz.
Calam-se a noite chega.
Chega em força, de todo o lado do horizonte, lançada desde o fundo do mundo sem que nada lhe possa resistir. Sobe do chão, ergue-se hirta diante deles. Forma uma massa bem precisa mas de uma dimensão tão fantástica que ninguém poderá nunca medi-la. Magnetiza a luz, 
toda a luz na sua opacidade.

Jean Daniel BaltassatA Infanta e o Pintor, A relação entre a infanta Isabel de Portugal e o pintor Van Eyck. (Tradução de Inês de Castro)Lisboa: Quetzal, 2005, p. 99.

Daqui foi fácil chegar ao retrato da infanta D. Isabel, filha de D. João I.

Reprodução aguarelada do retrato da infanta D. Isabel, filha de D. João I, pintado em Avis, em Janeiro de 1429, por Jean van Eyck, moço de câmara de Filipe o Bom, duque de Borgonha e de Brabante, conde da Flandres. Torre do Tombo


Inclui a reprodução dos emolduramentos que acompanharam o quadro, com legenda, fusis e pedoneiras da Ordem do Tosão de Ouro e o monograma de Filipe e Isabel. 

Legenda: "C'est la pourtraiture qui fu envoiée a Philippe duc de Bourgogne et de Brabant, de Dame Isabel, fille de roi Jean de Portugal et d'Algarbe, seigneur de Septe par lui conquise, qui fu depuis femme et épouse de dessus dit duc Philippe."

E ainda a questão da luz:

viagem até ao Museu Nacional de Machado de Castro

Noite da Luz.jpg
Sob Outra Luz: ver para além do olhar, explicação da Dra, Virgínia Gomes



«O diagnóstico de UV na análise de pinturas baseia-se no facto de haver materiais que fluorescem (emitem radiação no domínio do visível sob o efeito da radiação UV) e outras substâncias em que isso não se verifica. Nas pinturas verificou-se que os vernizes antigos fluorescem, enquanto que isso não acontece com os modernos. Para além disso, o que acontece é que os repintes são feitos sobre a pintura antiga e os materiais modernos têm um comportamento completamente diferente. Assim, é muito fácil ver os repintes, que aparecem pretos na imagem fotográfica enquanto que o resto da pintura aparece brilhante com um tom ligeiramente esverdeado. O método tradicional consiste na iluminação da obra com uma lâmpada de radiação UV e fazer um registo fotográfico da pintura com um filme especial sensível à radiação UV emitida pelos materiais da superfície da obra.»

http://www.ciul.ul.pt/~luisa/PLDTR/UV%20method.pdf

Em suma há acasos felizes, a compra do livro, a altura em que o comecei a ler, o gosto pela pintura e o museu que interage com o público levando-o a verdadeiras viagens pela arte.


18/05/2014

No dia que se comemoram os Museus um encontro com os azulejos


Detalhe do painel de Azulejo da igreja do Colégio de Santo António da Pedreira.
Casa da Infância Doutor Elísio de Moura, século XVIII


Na igreja os azulejos narram a vida de Santo António. 
A porta foi o pormenor que me encantou. Será para o Paraíso? Para o conhecimento? Quem poderá entrar?
Questões que surgem no meu imaginário. Os anjos são também da minha predileção.
Ouvi contar histórias num dos percursos: "O Azulejo".
O percurso realizado foi à azulejaria do século XVII e XVIII: o barroco no seu esplendor. 
Em Coimbra havia um conjunto de oleiros que trabalhava para os Colégios e Igrejas; utilizavam desde técnicas mais populares à melhor execução. O trajeto faz-se com gosto.
Desde as albarradas (vasos com flores) e azulejo de figura avulsa até às histórias narradas da vida religiosa, como é o caso dos painéis acima, vivi o(s) museu(s) com maravilhamento.

Silhar com figura avulsa, século XVIII



O programa:
MUSEU NACIONAL DE MACHADO DE CASTRO
Dia Internacional dos Museus e Noite dos Museus  na Rede de Museus de Coimbra17 de Maio 19h00 às 23h -‘Os cristais nas coleções do Museu’ 19h00 às 23h -‘O Som e a Casa’. Visita partilhada do público em direto com a Rádio Universidade de Coimbra, no Museu 19h00 às 23h -‘Eppure se muove’. Esculturas no Pátio 19h00 às 23h – ‘Teatro de Sombras’. O Criptopórtico de Aeminium 21h30 – ‘Nem tudo o que brilha é cristal’ Elsa Gomes. Visita orientada 21h00-23h00 – Visitas dramatizadas à exposição permanente 
18 de Maio 
10h00 às 19h00 -‘Os cristais nas coleções do Museu’ 
10h00 às 19h00 -Visitas dramatizadas à exposição permanente 10h00 às 19h – ‘Teatro de Sombras’. O Criptopórtico de Aeminium 
15h30 – ‘Esculturas e Cristais’ Manuel Lapa 
17h00 – ‘As simetrias proibidas dos cristais’ Daniel Pinto. (retirado do site do Museu)




06/02/2014

Deleite da alma - VI "O Último Segredo"


Cristo Crucificado, Século XVII, Índia, no Museu Nacional Machado de Castro, Coimbra


Ando a ler, como já referi,  O Último Segredo de José Rodrigues dos Santos, é um livro cativante. A abordagem policial é sustentada por um tema fascinante a história de Jesus. Um romance policial com charadas para resolver e mistérios intemporais. Segundo o autor este livro resulta de um apanhado de dados efectuados por historiadores sobre o Novo Testamento. 



JRS baseou-se em estudos de análise histórica do Novo Testamento, tais como:  Von dem Zwecke Jesu und seiner Jünger de Hermann Reimarus, publicado em 1778; The Quest of Historical Jesus de Albert Shweitzer; The Formation of the Christian Bible de Hans Campenhausen; e Ortodoxy and Heresy in Earliest Christianity de Walter Bauer. 
Entre os historiadores e teólogos contemporâneos constam E. P. Sanders, The Historical Figure of Jesus e Jesus and Judaism, e sobretudo Bart Ehrman, Misquoting Jesus - The Story Behind Who Changed the Bible and How, entre outros títulos. 
Constam da lista consultada outros autores, tais como: Bruce Metzger; Burton Mack; Anthony Buzzard; Ami-Jill Levine; Fale Allison e John Dominic Crossan; e ainda escritores de obras apologéticas, como Craig Blomberg; James Sawyer e Daniel Wallace; Craig Evans e Paul Jones. 
Para além dos autores e dos respectivos trabalhos referidos, a Bíblia Sagrada, da Verbo, é também citada ao longo da obra. Quanto aos locais referenciados todos eles têm sustentação bibliográfica que se pode ver no livro, em nota final. 

[Obrigada.]


18/12/2012

Um dia no Museu NMC

O Museu Nacional Machado de Castro reabriu ao público no dia 13 de dezembro. As obras a que o edifício foi sujeito tornaram este espaço muito aprazível.


Uma das minhas peças eletivas. Uma parte de um Tríptico da Paixão de Cristo, 1514-17, 
Mosteiro de Santa Clara de Coimbra
«Por encomenda de D. Manuel I, Quentin Metsys executou em Antuérpia, entre 1514 e 1517, o tríptico de que se conservam os volantes. Estando o tríptico fechado, o observador deparava com a Anunciação – primeiro momento da vida terrena de Cristo – em grisalha, em tons de branco, cinza e rosa. Das cenas que encerram este ciclo falava o interior: ao centro, o Calvário; aos lados, a humilhação infligida pelos romanos (Flagelação) e pelos judeus (Ecce Homo). Os temas e as dimensões das figuras, a posição da cabeça e das mãos da Virgem, conservada em fragmento, parecem autorizar a restituição conjetural do Calvário. Já em 1931 o historiador da Arte, J. de Figueiredo, vira no pequeno quadro oval, figurando uma Virgem Dolorosa, um fragmento do painel central. Com efeito, trata-se de uma falsa oval, pois a extremidade direita é uma tira pertencente à zona inferior da orla do manto da Virgem, como facilmente se depreende do bordado fingido a ouro. Os repintes, grosseiros na cor e na pincelada, por de mais aparentes no punho esquerdo, mostram que a obra a que refere o ex-voto da prioresa, escrito nas costas da peça, mais não foi do que aproveitamento de uma parte do tríptico que um desastre – inundação ou incêndio – arruinara.» *Notas recolhidas no site do Museu Nacional Machado de Castro. Voltarei a falar neste tríptico.

Josefa de Óbidos, Maria Madalena


«Óleo sobre cobre proveniente do Convento do Louriçal. Tem sido considerada como uma das obras da juventude de Josefa d’Óbidos, hipótese atestada pela inscrição, no reverso, que identifica seu pai – Baltazar Gomes Figueira – como o proprietário deste «chapaz de cobre». Obra delicada, rica em cores, não obstante a penumbra geral, adota um vocabulário pictural que convida à penitência, primeira via para a redenção no período Proto-Barroco. Todos os elementos da obra se subordinam a essa mensagem catequética e manipulam o observador. O tema é o de uma pecadora convertida pelo dogma da fé, revelado na luz emanada pelo Crucifixo que, juntamente com a chama da candeia, banha a figura e a sua expressão, deixando na penumbra o que é secundário. Os atributos reforçam a ideia: a caveira simboliza a meditação sobre as vaidades da vida; os cilícios, como expressão do arrependimento e da penitência, são um meio para chegar à Palavra Divina, transcrita na Bíblia, sobre a qual estão colocados».*

O Cavaleiro Medieval (século XIV) retirado da Capela dos Ferreiros em Oliveira do Hospital

«O cavaleiro representa Domingos Joanes, sepultado na Capela dos Ferreiros, como testemunham os atributos militares – elmo, cota de malha, escudo de armas e espada, sapatos de bico e esporas – e heráldicos – escudo de azul, com aspa de prata acompanhada de quatro flores-de-lis de ouro – que ostenta.A exaltação dos valores militares integra-se num contexto funerário, associando o cavaleiro a uma dimensão religiosa, bem característica da espiritualidade medieval»*

A cidade entra pelo museu dentro. Na parede lateral direita está colocada 
uma nota sobre a igreja que daqui se visualiza

.
O bar e restaurante tem uma vista muito bonita da Alta de Coimbra, 
nomeadamente, da cúpula da Sé Velha e da Universidade

Um convite para virem até Coimbra fruir este belo espaço e provarem os doces conventuais. O restaurante só abre em Janeiro. A exploração pertence à Quinta das Lágrimas.

Arquivo