Oil on canvas, 231 x 142 cm, Boston Museum of Fine Arts, Boston
Pierre Francastel, L'Impressionisme, Poitiers: Denöel/Gonthier, 1976, p. 43
Oil on canvas, 231 x 142 cm, Boston Museum of Fine Arts, Boston
Pierre Francastel, L'Impressionisme, Poitiers: Denöel/Gonthier, 1976, p. 43
Adriaen Coorte é um pintor do barroco holandês, nasceu c. 1660 e faleceu depois de 1707.
Passa uma borboleta por diante de mim
Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move.
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
7-5-1914
x
Alberto Caeiro, “O Guardador de Rebanhos”. In Poemas de Alberto Caeiro . (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (10ª ed. 1993), p. 64
GIOVANNI MOSSI, Concerto for four violins and basso continuo in G minor Op. 4 No. 12
Watercolour, Bristish Museum, London "Sabemos que o céu estava vazio ao terminarmos a sua escalada. Sabemo-lo porque vimos não da luz que vem das coisas, mas da força iluminadora que irrompe de nós próprios e da nossa presença".
Vergílio Ferreira, Carta ao Futuro, Lisboa: Quetzal, 2010, p.52
William Blake retrata o sonho de Jacob, do Livro do Genesis, 28,12

National Gallery of Art, Washington, D.C.
Detalhe
"Acredito que a reprodução da cor é a maior dificuldade da arte."
El Greco (notas do pintor)
Marias-Bustamante, Las Ideas Artísticas de El Greco, p. 80 (Wikipedia)

Óleo sobre tela, 65 x 97,5 cm, Stedelijk Museum De Lakenhal, Leiden
Ao ler o livro de Philip Roth, Todo-o-Mundo, lembrei-me deste auto-retrato porque o livro é uma narrativa sobre o indivíduo e o combate contra a mortalidade, ligada à história de uma família judia em Nova Iorque. O autor revela a relação íntima do sujeito com o corpo humano e as limitações da doença ao longo da vida.
Roth toca com alguma leveza e superficialidade temas profundos como, o amor, o casamento, o prazer, a família e a morte. É um livro nostálgico e com a impressão de um tempo que flui rapidamente. Ou seja os ponteiros do relógio andam vertiginosamente entre a infância e a vida adulta, num tempo linear. Li o livro num ápice mas ficou aquém das expectativas.
A associação com a tela apresentada está subjacente no tema da morte, do conhecimento (auto-conhecimento), da vaidade e das memórias que se constroem a partir de um conjunto de objectos.
A ligação com a música está patente na referência à morte e à nostalgia.
Danse Macabre de Camille Saint-Säens; piano: Thierry Huillet, violon: Clara Cernat.

Maria Bethania e Sophia de Mello Breyner Andresen declamam dois poemas.

Philippe Jaroussky, Vivaldi
Vedrò con mio diletto
l'alma dell'alma mia
Il core del mio cor pien di contento.
E se dal caro oggetto
lungi convien che sia
Sospirerò penando ogni momento...

Museu do Louvre, ParisBach - Air on a G String
O que é o amor? É beleza?
Eros (da colecção Farnese), Museu Nacional de Arqueologia de Nápoles
"No reino em que as almas flutuam no meio das flores, caminharemos os dois de mãos dadas".
Shakespeare, António e Cleópatra


Óleo sobre tela, 115 x 130 cm
A ilusão é o outro lado do sonho...
esfuma-se com o estalar dos dedos.

... Como ocorrem as operações mentais?

Começa assim o livro Renascer (Diários e Apontamentos 1947-1963) de Susan Sontag. Conheci esta escritora no blogue Etnografia de Circunstância(s), com um excerto de O Amante do Vulcão. Normalmente, começo por ler a obra dos escritores e só depois enveredo por uma autobiografia (Diário). Os livros levam-nos a descobrir o autor mas, desta vez, fiz o contrário.
Obrigada a E. que me ofereceu o livro.
Quanto à alínea a) não sei se será tanto assim... No que diz respeito às restantes, estou inteiramente de acordo.
Susan Sontag, Renascer Diários e Apontamentos 1947-1963, Lisboa: Quetzal, 2010, p. 15 e 17


Óleo sobre tela, 349 x 776 cm, Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, Madrid
Detalhe, a flor da esperança!

Se pudéssemos entrar numa tela... talvez fosse assim...

Aguarela, 33.5 x 27.5 cm, dedicado a Henri Flammarion
Óleo sobre tela 60 x 46 cm, Galeria Narodni, Praga
Andres Segovia - Villa-Lobos Prelude no. 1 in e minor


André Romão, Modelo para Escultura Retórica
O Estado a partilha de Hyperion, 2009 (nota- o texto está riscado deixando só ver o que está a vermelho, observe a imagem)
PARA CONDUZIR O MEU POVO
AO OLIMPO DO BELO DIVINO, ONDE
DE FONTES PERENEMENTE JOVENS
BROTA O VERDADEIRO COMO TUDO
O QUE É BOM, AINDA NÃO TENHO HABILIDADE
SUFICIENTE. MAS APRENDI A USAR
A ESPADA E PARA JÁ DE NADA MAIS
PRECISO. A NOVA ALIANÇA DOS ESPÍRITOS
NÃO PODE VIVER NO AR. A SAGRADA
TEOCRACIA DO BELO TEM DE HABITAR
NUM ESTADO LIVRE E ESSE PRECISA DE
ESPAÇO NA TERRA E NÓS CONQUISTAREMOS
ESSE ESPAÇO COM CERTEZA
A escrita profunda sobre o Estado e os homens... para deglutir com Satie
Erik Satie Gymnopédie nº 1.