Do latim illudere. Engano dos sentidos perante determinada aparência da realidade. A ilusão constitui-se pela afectação e consequente manipulação dos sentidos, de forma a velar e/ou deturpar a realidade.
Dicionário de Estética, (org: Carchia, Gianni e outro, col, Lexis), Lisboa: Edições 70, 2003.
A ilusão da realidade é parte integrante da consciência e é a consciência que não permite que essa mesma ilusão destrua a verdadeira noção de realidade.
Edgar Morin, O cinema ou o homem imaginário. Lisboa: Relógio d’ Água, 1997.
Partindo da etimologia da palavra até à filosofia do termo, duma abordagem mais técnica para uma abordagem literária e sensorial, é esta última que escolho: "Construímos estátuas de neve e choramos ao ver que derretem" (Walter Scott).
Mea culpa, cria-se a ilusão, a ideia do inexistente, como se o mundo pudesse ser feito de desejos e moldado segundo a nossa vontade.
Assim, nos campos não faltariam flores, a Primavera seria eterna, a chuva só duraria uns minutos, o sorriso seria imenso e o choro limitado. Não haveria medo, apenas confiança, as mãos não estariam vazias mas repletas de júbilo. Enfim, as estátuas de neve não derreteriam...