O que é a Arte?, é o título do livro de Tolstói que comprei no dia em que visitei a exposição de Joana Vasconcelos no Palácio da Ajuda.
Será provocação minha ou de Joana?
Vou começar pelo fundador da estética, Baumgarten. Segundo Baumgarten, o objecto do conhecimento lógico é a verdade, o objecto do conhecimento estético (isto é sensorial) é a beleza. A beleza é o perfeito (o absoluto) apreendido pelos sentidos. A verdade é o perfeito apreendido pela razão. (...) A beleza define-se, segundo Baumgarten, pela concordância, isto é, pela ordem das partes nas relações entre si e em relação todo.
Leão Tolstói, O que é a Arte? Lisboa: gradiva, 2013, p. 50. (Tradução do russo de Ekaterina Kucheruk, revisão científica e introdução de Aires Almeida)
Será o que se passará aqui? Será que o "todo" se relaciona?
Petit Gâteau, Sala do Reposteiro.
Pequeno para uma sala tão grandiosa.
Jardim do Éden, Sala Grande de Espera.
Confesso que me causou estranheza este jardim do Éden, é que supostamente esse jardim deveria ser luminoso e não uma longa escuridão. Tem graça sensitiva, mas apenas essa. Será que iluminado o que se veria não teria tanta graça?
O uivo, é como lhe chamo. Salinha dos Cães.
O que sentiria o rei D. Carlos ao ver o cão, do Rafael Bordalo Pinheiro, vestido?
A todo o vapor numa versão verde e vermelha, diferente, sim. Arte?
Sala de Mármore
Verdadeiramente triste o olhar deste animal, Salinha Encarnada [Vermelha],
peça de Rafael Bordalo Pinheiro, vestido por JV.
A abelha, personagem interessante pelo volume.
E mais uma vez uma peça vestida de Rafael Bordalo Pinheiro
Quarto de D. Maria Pia
Peça extraordinária
Termino as primeiras impressões no piso térreo do Palácio da Ajuda. O piso superior foi mais do meu agrado. Deixo para outras impressões.
A Joana provoca mas será uma provocação maior?







