19/03/2016

Pai, numa folha vazia

Pai,
Nesta folha vazia tentei fazer o teu retrato.
Já partiste há algum tempo e a memória atraiçoa-me. 
Vejo-te como quando era pequena e me pegavas ao colo.
Talvez, por isso pai...
não consiga pintar a tua beleza.

[Perdoa-me pelo tratamento por tu, algo que nunca consegui.] 


Ao meu pai que gostava de a tocar no piano.

22 comentários:

  1. A saudade do pai, aquele que fazia dos joelhos um baloiço, o meu baloiço, é algo que não há nada que mitige.
    Beijinho.

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  2. Bonito. Tudo é o que é, mas, disse-me um ser sapiente, à medida que a vida encurta a distância a que estamos dos ausentes, maior a premência da saudade.
    Bom Dia

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    1. Nunca tinha pensado nisso.
      Boa noite. :))

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  3. Ana,
    Nem o tempo ajuda a aceitar as perdas...
    Um beijinho.:)

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  4. Sempre nostálgico o Dia do Pai. Beijinhos

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  5. ~~~
    Beijinhos, querida Ana.

    Também gosto deste tango tocado ao piano...

    Bom fim de semana.
    ~~~~~~~~~~~~~~~~

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  6. Que bonita mensagem para o seu pai!
    Sou sempre sensível quando alguém
    recorda um pai querido. Eu todos os
    dias recordo o sorriso e a ternura
    do meu pai. E cada vez mais, passados
    quase 50 anos.
    E adoro tangos..

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    1. Maria Franco,
      Obrigada pela sua visita e mensagem.
      Boa noite. :))

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  7. É triste partirmos e partirem aqueles de que gostamos, mas temos os sentimentos e as emoções, o amor no coração e assim, esses seres magníficos que percorreram a nossa vida e caminharam connosco, nunca morrem...
    Beijinhos Ana e um xi apertado

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  8. Excelente post!Homenagem, foto e o som do bandoneón (adoro) ! Bjs

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  9. Aqueles que partiram deixam sempre uma folha em branco para continuação da sua história - nós. O vazio é o desafio que nos deixam para preencher. Nestes dias vêm-nos os momentos mais distantes que habitam a memória.
    Bonita evocação, Ana.

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    1. Obrigada, Agostinho.
      Há sempre um vazio branco. :))
      Boa noite.

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  10. Gosto imenso deste seu memento, se assim o posso chamar.
    O meu pai detestava dançar, a minha mãe adorava, mas ficava sempre sentada; numa noite feliz, e única, pois nunca mais se repetiu, ele decidiu fazer o seu único show de uma vida tirando a minha mãe para dançar ao som da "Cumparsita".
    Creio que nunca vi duas pessoas infelizes, tão felizes, e nunca uma "Cumparsita" foi acompanhada com tanto gosto por mim como a daquela noite transformada em dia! Era o tango preferido dos dois.
    Obrigado pela memória
    Uns bons dias livres de trabalho
    Manel

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    1. Manuel,
      Gostei imenso do seu comentário. Apraz-me que lhe tenha trazido uma boa memória.
      Uma excelente Páscoa!:))

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