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13/01/2015

Afectos que (en)cantam a alma

CANTOR DA ALMA

Chamou-me cantor da alma
Por ser poeta
Por cantar e contar
O que o outro chora
E sente

Que razão terei
Que não esta natureza
Que me embala
E nos envolve?

E chamou-me poeta...

Odete  Semedo

Odete Costa Semedo, Entre o Ser e o Amar. Odete Semedo e INEP, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa, República da Guiné-Bissau, 1996, p.43. Edição bilingue em português e kriol, 
Livros fac-similados do Público.

Diálogos: poesia e prosa, um tudo nada que faz percorrer o pensamento. Por vezes recebemos tanto e damos tão pouco. Obrigada. 

Myra Landau, Jarro vermelho [intitulado por mim]                 
    
Nesta vida que se nos afigura por vezes como um vasto terreno deserto sem marcos de informação, no meio de  linhas de fuga e dos horizontes perdidos, gostaríamos de encontrar pontos de referência, de estabelecer uma espécie de cadastro para iludir a impressão de navegar ao acaso. Então, tecemos laços, procuramos tornar mais estáveis encontros ocasionais. Calei-me de olhos fixos na pilha das revistas. No meio da mesa de centro, um grande cinzeiro amarelo que continha a inscrição: Cinzano.   (...) urgia descobrir um sentido para tudo isto.

Patrick Modiano, No Café da Juventude Perdida. Lisboa: Asa, 2014 (2ª edição), p. 36


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