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11/04/2025

Um livro...


Christian Schloe, sem título,sd. 



                                                 Encontrei este artista austríaco no Pinterest
https://www.facebook.com/ChristianSchloeDigitalArt/?locale=pt_PT

Sei agora o que nunca soube – que o amor encontra o seu estado mais puro quando julgamos que o fim chegou finalmente entendo que o amor pode ser precisamente essa ausência, o deixar de estar, ser capaz de apreciar cada minuto da nossa memória como se segurássemos, entre as mãos, um punhado de brasas num deserto de gelo.  
                                                                        Contracapa do livro, O luto de Elias Gro, de João Tordo


Há muito tempo que não lia um livro tão triste!
Já nem me lembro... de há quanto tempo um livro me fazia chorar. Encontrei-o na biblioteca. Um acaso levou-me a escolhê-lo. É um livro que liga bem com a liturgia pascal, encontramos Cristo e Deus,sem se saber se são sombras ou luz. O que mais me admirou no escritor foi a sua idade jovem, tinha 40 anos quando publicou este título. 
É mais fácil desistir do que resistir, mas o destino leva a personagem principal a renascer.

Cortesia Youtube



01/12/2015

É possível que todos os livros sejam inúteis...


Leituras e livros  em homenagem ao poeta maior:

80 Anos da morte de Fernando Pessoa, dia  30 de Novembro de 2015

A escultura “Hommage a Pessoa”, de Jean-Michel Folon, foi inaugurada no 120º aniversário de nascimento do poeta, Largo Teatro S. Carlos


É possível que todos os livros sejam inúteis, se lemos para nos esquecermos de nós, para debelarmos a ferida de existir. Se formos previdentes, os livros também nunca nos magoam. Salvem-se de ler Kafka de madrugada, ou Virgínia Woolf se estiverem internados com uma prancreatite. As pesssoas, sim, essas magoam-nos: são uma dádiva mas também agravam a nossa ferida, escarafuncham nela e fazem-na sangrar.


[sublinhado por mim].

João Tordo, O Paraíso Segundo Lars D. Lisboa: Companhia das Letras, 2015, p. 15


Comecei a ler o Paraíso Segundo Lars D. de João Tordo sem ler duas obras que a antecedem: Biografia involuntária dos amantes e Luto de Elias Gro
Talvez fosse importante ter lido os outros livros mas estou a ter um imenso prazer e deleite na leitura deste Paraíso. 
Como primeiro livro que leio não sinto a falta dos outros. A narrativa prende, as palavras tocam-me profundamente porque são cheias de conteúdo. As ideias não são novas mas estão escritas pela primeira vez como súmula categórica.

João Tordo é filho do cantor Fernando Tordo, é licenciado em Filosofia e estudou escrita criativa em Londres e Nova Iorque. Venceu o Prémio Literário José Saramago (2008) com a obra: "Três Vidas".

Vou ler mais livros deste escritor pois estou a gostar da amostra. 





1º de Dezembro - outrora era feriado em nome dos 40 conjurados que restauraram a independência nos idos de 1640.
Recorde-se assim, a data mesmo sem festa. 

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